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Incidência da retenção de placenta e as consequências na produção de leite e na eficiência reprodutiva de vacas Holandesas

POR RICARDA MARIA DOS SANTOS

JOSÉ LUIZ M.VASCONCELOS E RICARDA MARIA DOS SANTOS

EM 02/01/2014

13 MIN DE LEITURA

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Por Estevão Vieira de Rezende, Carla Cristian Campo, Ricarda Maria dos Santos
Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Uberlândia – FAMEV/UFU



A retenção de placenta (RP) se caracteriza pela falha na eliminação das membranas fetais nas primeiras 12 horas após a expulsão do feto, devido à inabilidade de separação da conexão materno-fetal e quando o quadro se instala, a placenta permanece retida em torno de sete dias. Como consequência, há atraso tanto no processo de involução uterina quanto no reinício da atividade ovariana no pós-parto, além de elevar a ocorrência das infecções uterinas, sendo esta a razão principal da baixa fertilidade de vacas leiteiras acometidas por esta patologia.

Os fatores relacionados à ocorrência da RP podem ser de origem mecânica em decorrência às dificuldades no parto, de origem nutricional ligada às deficiências de proteínas e minerais, de origem infecciosa atribuída às doenças reprodutivas, e de manejo associadas ao ambiente dos animais.

A remoção manual da placenta, o uso da enzima colagenase, a antibioticoterapia intrauterina e/ou sistêmica associada ou não a aplicação de hormônios, como a prostaglandina (PGF2α) e os estrógenos (E2), são os tratamentos mais citados para a RP, porém há controvérsias quanto à eficácia destes métodos. A limitada disponibilidade de tratamentos efetivos enfatiza a importância da prevenção da RP. As recomendações incluem a redução dos fatores estressantes e os cuidados com a nutrição e a saúde dos animais, aliados às boas práticas de manejo.

Assim, este trabalho foi conduzido com o objetivo de avaliar os efeitos da ordem de lactação e da estação do ano no momento do parto na incidência da RP, na produção leiteira ajustada para 305 dias de lactação e no intervalo parto-concepção, bem como os efeitos da RP sobre estas variáveis.

O experimento foi realizado em uma fazenda comercial leiteira localizada no município de Rio Paranaíba, Minas Gerais, Brasil no período de janeiro a dezembro de 2012, durante o qual foram registrados 291 partos de vacas Holandesas.

O rebanho da propriedade possuía, em média, 700 vacas em lactação, ordenhadas mecanicamente três vezes ao dia, com produção média diária de 32 Kg de leite por vaca. Os animais eram mantidos em sistema de free-stall durante todo o ano, recebendo dieta total balanceada de acordo com a produção de leite e os níveis recomendados pelo National Research Council, composta por silagem de milho e concentrado, além da suplementação mineral e água ad libitum.

A fazenda adota um calendário sanitário que inclui as vacinações obrigatórias contra febre aftosa e brucelose, como também as vacinas contra doenças reprodutivas, além das vermifugações com alternância de princípios ativos. As vacas também eram tratadas com somatotropina bovina (bST) a partir dos 60 dias pós-parto (DPP), com intervalo de 14 dias entre as aplicações, até atingirem 190 dias de gestação.

Para o diagnóstico da ocorrência de RP as vacas foram observadas imediatamente após o parto e quando possível, também durante o parto, sendo aquelas que não eliminaram a totalidade da placenta até as primeiras 12 h após a expulsão do feto diagnosticadas com RP.

O protocolo utilizado para o tratamento da RP consistiu na aplicação via endovenosa de 50 mL de oxitetraciclina de longa ação (LA) uma vez ao dia durante três dias, juntamente com a aplicação via intramuscular de 1,0 mL de PGF2α, uma vez ao dia durante quatro dias. Além disso, todas as vacas receberam hidratação via oral1 administrada por meio de sonda orogástrica, cuja função era hidratar, repor eletrólitos e servir como fonte de energia.

O manejo reprodutivo da fazenda era realizado semanalmente, para verificar a involução uterina e a condição ovariana das fêmeas com 30 ou mais DPP. Desta forma, as vacas poderiam receber antibioticoterapia parenteral em casos de infecções, ou a partir dos 45 DPP serem submetidas ao protocolo de sincronização de estro para serem inseminadas. Todas as vacas que não fossem detectadas em estro até os 60 DPP recebiam o protocolo de inseminação artificial em tempo fixo (IATF). O diagnóstico de gestação foi realizado a partir dos 28 dias pós-IA por meio de ultrassonografia.

O ajuste da produção leiteira para 305 dias de lactação foi realizado por meio de um programa de gerenciamento de rebanho. Os efeitos da ordem de lactação e da estação do ano no momento do parto sobre a incidência de RP foram avaliados por regressão logística no programa SAS. Já os efeitos da ordem de lactação, da estação do ano no momento do parto e da ocorrência de RP sobre a produção leiteira corrigida para 305 dias de lactação e o intervalo parto-concepção (IPC) foram submetidos à análise de variância usando o procedimento GLM do SAS. A significância estatística foi estabelecida como P < 0,05.

A incidência de RP no rebanho analisado foi de 13,75% (40/291). A ordem de lactação, categorizada em primíparas, vacas de segunda lactação e vacas de terceira ou mais lactações, não interferiu na incidência de RP (P = 0,385). A estação do ano no momento do parto também não afetou a incidência de RP, porém foi detectada uma tendência (P = 0,066) de menor ocorrência de casos de RP durante o inverno (Tabela 1).

Tabela 1. Efeito da ordem de lactação e da estação do ano no momento do parto sobre a incidência de retenção de placenta em vacas leiteiras Holandesas, Rio Paranaíba-MG, 2012.


Não foi detectado efeito da ordem de lactação (P = 0,220), da estação do ano no momento do parto (P = 0,515) e da ocorrência de RP (P = 0,147) sobre a produção leiteira ajustada para 305 dias de lactação de vacas Holandesas (Tabela 2).

Tabela 2. Efeito da ordem de lactação, da estação do ano no momento do parto e da ocorrência de retenção de placenta sobre a produção de leite ajustada para 305 dias de lactação de vacas Holandesas, Rio Paranaíba-MG, 2012.


A ordem de lactação influenciou significativamente a duração do IPC (P = 0,007), sendo que as vacas de terceira ou mais lactações apresentaram um maior intervalo até a concepção. Também foram detectados efeitos da estação do ano no momento do parto (P = 0,001) e da ocorrência de RP (P = 0,043) sobre a duração do IPC. Os partos que ocorreram durante o verão ocasionaram um aumento significativo na duração do IPC. As vacas que desenvolveram a RP tiveram o intervalo até a concepção em torno de 27 dias maior que o das vacas sem RP (Tabela 3).

Tabela 3. Efeito da ordem de lactação, da estação do ano no momento do parto e da ocorrência de retenção de placenta sobre o intervalo parto-concepção de vacas leiteiras Holandesas, Rio Paranaíba-MG, 2012.


A incidência de RP encontrada no presente estudo foi de 13,75% (40/291), sendo este valor próximo aos 15,7% de incidência de RP em vacas Girolando e Holandesas e aos 12,8% de incidência de RP em vacas leiteiras mestiças reportados em trabalhos anteriores.

Vários trabalhos na literatura relataram que o aumento no número de partos da vaca tende a aumentar a probabilidade desta desenvolver um quadro de RP. Vacas multíparas podem apresentar um sistema imunológico menos eficiente quando comparado com o das primíparas, atribuído ao desgaste que essas vacas sofreram em decorrência dos partos anteriores, o que justificaria a maior incidência de RP em vacas mais velhas, porém o efeito da ordem de lactação na incidência de RP não foi detectado no presente estudo.

Com relação à variável estação do ano no momento do parto, os resultados deste trabalho estão de acordo os de outros autores que também não detectaram interação entre a incidência de RP e a estação do parto, porém há relatos de que a incidência de RP varia entre as estações do ano.

Baseado em relatos na literatura, o esperado seria que a incidência de RP fosse maior durante as estações mais quentes do ano. O fato de não ter sido encontrado efeito significativo da estação sobre a incidência de RP pode ser explicado pelas características ambientais do local onde o experimento foi desenvolvido. A fazenda possui um sistema de controle de temperatura e umidade, por meio da utilização de ventiladores e aspersores de água, que são ativados automaticamente quando a temperatura ambiente atinge os 18°C. Este sistema busca evitar os efeitos deletérios causados pelo estresse térmico. Assim, o controle da temperatura nos free-stalls provavelmente justificaria os resultados obtidos.

Não foi detectado efeito da ordem de lactação e da estação do ano no momento do parto sobre a produção leiteira ajustada para 305 dias de lactação. Anteriormente havia sido reportado que vacas Holandesas que pariram no verão e no outono tiveram menores produções de leite aos 305 dias quando comparadas com vacas que pariram no inverno e na primavera, além da produção aos 305 dias das primíparas ter sido inferior a das vacas com até seis ou mais partos.

No presente estudo não foi possível verificar uma redução significativa na produção leiteira das vacas que desenvolveram o quadro de RP. Outros autores também não detectaram efeito da RP sobre a produtividade das vacas leiteiras. Entretanto, um estudo apontou que vacas multíparas Holandesas com RP produziram em média 753 Kg de leite por lactação a menos do que as vacas sem RP, na lactação ajustada para 305 dias.

O fato de não ter sido encontrado efeito da RP sobre a produção de leite pode ser explicado pela provável eficácia do tratamento da RP adotado pela fazenda, que conseguiu evitar a evolução do quadro para infecções uterinas, que poderiam ter refletido em queda da produção leiteira. A diminuição da produção de leite parece limitar-se apenas às vacas que desenvolvem metrite clínica como consequência da RP.

De acordo com o presente estudo a ordem de lactação interferiu na duração do IPC, fato que provavelmente poderia ser explicado pelo aumento da produção leiteira na medida em que se aumenta o número de partos da vaca, podendo impactar negativamente na eficiência reprodutiva das fêmeas. Entretanto, não foi detectado efeito da ordem de lactação sobre a produção de leite ajustada para 305 dias (Tabela 2). O desempenho reprodutivo das vacas, neste caso, pode ter sido comprometido por outros fatores que não a produção de leite.

O efeito da estação do ano no momento do parto sobre a duração do IPC evidencia que o estresse térmico pode prejudicar a recuperação das vacas no pós-parto, e consequentemente levar ao atraso na concepção, fato este associado ao IPC elevado encontrado para as vacas que pariram no verão. Já a incidência de RP não foi afetada pela a estação do ano no momento do parto (Tabela 1), porém o excesso de calor nas estações quentes do ano pode estar envolvido em outros processos reprodutivos, como é o caso dos desenvolvimentos ovocitário, embrionário inicial e do corpo lúteo, bem como a funcionalidade do endométrio e do eixo hipotálamo-hipófise, que são sensíveis à hipertermia ocasionada pelo estresse térmico.

Os resultados do presente estudo demonstraram que a RP compromete o desempenho reprodutivo dos rebanhos leiteiros, devido ao aumento na duração do IPC. A duração ideal do IPC seria de 75 a 85 dias para conseguir alcançar o intervalo de partos de 12 meses, a fim de se obter um bezerro por vaca a cada ano. Na literatura existem outros relatos de que a vacas com RP apresentaram IPC mais longo do que vacas sem RP. Porém esses dados ainda são controversos, pois também já foi descrito que a ocorrência de RP não interferiu na duração do IPC.

Os protocolos de tratamento utilizados na propriedade para combater os casos de RP demonstraram resultados eficientes em evitar a diminuição da produção leiteira, porém apenas com o tratamento não foi possível contornar os efeitos negativos da RP sobre a eficiência reprodutiva do rebanho estudado.

CONCLUSÃO

A estação do ano no momento do parto e a ordem de lactação não interferem na ocorrência de retenção de placenta, mas a manifestação desta doença resulta em aumento do intervalo parto concepção sem, no entanto, afetar a produção leiteira de vacas Holandesas.


REFERÊNCIAS

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RICARDA MARIA DOS SANTOS

Professora da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Uberlândia.
Médica veterinária formada pela FMVZ-UNESP de Botucatu em 1995, com doutorado em Medicina Veterinária pela FCAV-UNESP de Jaboticabal em 2005.

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MARIA BEATRIZ TASSINARI ORTOLANI

PIRACICABA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 13/02/2014

Ainda dá para fazer sua inscrição no curso online AgriPoint Gestão da Reprodução em rebanho de leite: foco em resultados. Os instrutores são: Prof. Dr. José Luiz Moraes Vasconcelo, Profa. Dra. Ricarda Maria dos Santos, Lucas Furtado Barbosa e Marcos Henrique Colombo Pereira.

Para mais informações acesse http://www.agripoint.com.br/curso/reproducao-leite/
RICARDA MARIA DOS SANTOS

UBERLÂNDIA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 21/01/2014

Prezado Fernando Beltrão,

Obrigada pelo comentário.



- Incidência de retenção de placenta x escore corporal da vaca no momento do parto

Sabe-se que vacas goradas tem mais problemas de parto, e consequentemente maior incidência de RP.



-RP no verão x RP no inverno em rebanhos que consomem pasto como parte da alimentação volumosa (pastagens de aveia/azevém no inverno);

Quando se utiliza os pastos de aveia/azevém deve-se fazer um melhor controle do pre-parto, pois as vacas podem ter hipocalcemia no pós-parto, e as vezes ela é subclinica, as vacas não apresentam "febre do leite", mas tem maior incidência de RP



- uso de prostaglandinas em vacas que não expulsaram a placenta em até 8 horas após o parto, repetindo-se a aplicação após 48 hrs, sem o uso de antibióticos, quando possível.

Os dados da literatura não comprovam a eficácia do uso de protaglandina pós-parto. Temos um trabalho no qual foi aplicado prostaglandina na primeira hora pós-parto nas vacas que pariram no verão, e com essa aplicação conseguimos reduzir a incidência de RP.
ESTEVÃO VIEIRA DE REZENDE

BOM DESPACHO - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 13/01/2014

Fico feliz que tenham gostado do trabalho e que esses resultados possam lhes auxiliar no dia a dia. Esse tema foi escolhido principalmente por isso por ser uma patologia muito frequente na rotina das propriedades produtoras de leite, por haver muita contradição e pouco conhecimento sobre a fisiopatologia da doença. Agradeço a professora Dra. Ricarda pelo apoio de sempre e a Carla pelo trabalho árduo.
ANDRÉ GIAROLA BOSCARATO

UMUARAMA - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 13/01/2014

Muito bom trabalho,

apesar de ser uma patologia muito comum,

são trabalhos como este que ajudam a elucidar

e alcançar melhores resultados e menores prejuízos

à saúde animal e também econômicos.
WILLY ANTONIO GUIMARAES

RESERVA - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 07/01/2014

tema de fundamental importância para termos dados de pesquisa para não ficarmos, como produtores, buscando soluções com nossas próprias experiências. Parabéns pelo trabalho.
ERIK SIMOES RATTO

CATANDUVA - SÃO PAULO - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 05/01/2014

Muito bem descrito e com números que comprovam o grau de comprometimento da RP em uma determinada propriedade leiteira.
EIZAMI ABDIEL DE OLIVIERA FILGUEIRA

PIRES DO RIO - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 04/01/2014

Estou acompanhando este assunto... muito interessante!
JOÃO VICTOR ROCHA

ARAXÁ - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 04/01/2014

Prof. Ricarda, Estevão e Carla parabéns pela pesquisa e pelo artigo! Precisamos de pesquisas assim para melhorarmos nossa argumentação com os produtores e para termos números como referência para serem atingidos nas fazenda que trabalhamos.



Muito obrigado, pelas informações passadas neste artigo!


JOSÉ JOÉLCIO DE HIOLANDA

JUARA - MATO GROSSO

EM 03/01/2014

Artigo muito importante para o profissional do campo! Parabéns pela iniciativa!
ANTÔNIO MARIA SILVA ARAÚJO JÚNIOR

CAJURI - MINAS GERAIS

EM 03/01/2014

Parabéns , a RP um dos desafios encontrado em fazendas do brasil
TARLEI TELIO VINHAL

CARMO DO PARANAÍBA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 02/01/2014

Estevao parabens pelo artigo, ou seja pela aula,parabens mesmo!




FERNANDO

FRANCISCO BELTRÃO - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 02/01/2014

Muito bom o artigo!

Gostaria de saber da Professora, suas considerações sobre:

- Incidência de retenção de placenta x escore corporal da vaca no momento do parto;

-RP no verão x RP no inverno em rebanhos que consomem pasto como parte da alimentação volumosa (pastagens de aveia/azevém no inverno);

- uso de prostaglandinas em vacas que não expulsaram a placenta em até 8 horas após o parto, repetindo-se a aplicação após 48 hrs, sem o uso de antibióticos, quando possível.



Obrigado!
FERNANDO MELGAÇO

GOIÂNIA - GOIÁS - MÍDIA ESPECIALIZADA/IMPRENSA

EM 02/01/2014

Caros professores e pesquisadores da Faculdade Federal de Medicina Veterinária de Uberlândia,

Parabéns pelo grande trabalho de pesquisa, sobre retenção de placenta em vacas leiteiras.

Sou Veterinário, hoje Fiscal Federal Agropecuário, aposentado.

Antes de ingressar mo M.A. trabalhei alguns anos no campo, inclusive aí em Uberlândia, dando assistência aos cooperados da CALU.

Deparei com vários casos de RP. De todos os hormônios usados, o que melhor se destacou foi a Ocitocina, desde que usada em torno de 4 a 6 horas após o parto.

Além de não interferir no ciclo estral das vacas, ela ainda tem a vantagem de facilitar em muito a ordenha total do colostro,

Atenciosamente,

Fernando Melgaço.
MilkPoint AgriPoint