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Eficácia do protocolo Ovsynch no início da estação de cobrição para IA em tempo fixo em vacas de leite mantidas em sistema de pastejo

POR JOSÉ LUIZ MORAES VASCONCELOS

JOSÉ LUIZ M.VASCONCELOS E RICARDA MARIA DOS SANTOS

EM 28/02/2002

3 MIN DE LEITURA

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Conforme discutido no radar anterior, e devido o aumento do número de fazendas com produção de leite a pasto e a importância de parição estacional neste sistema, M.C.Cordoba, da Argentina e P.M.Fricke da Universidade de Wisconsin, avaliaram a eficácia do protocolo Ovsynch no inicio da estação de cobrição para IA em tempo fixo em vacas de leite mantidas em sistema de pastejo (Efficacy of using Ovsynch to initiate artificial insemination at the onset of the breeding season in lactating dairy cows managed for seasonal calving in a grazing based dairy system. J.Dairy Sci, vol. 84, suppl.1, 2001, pg. 460).

Foram utilizadas vacas de leite em lactação mantidas a pasto (n=226), que foram submetidas a IA por período de 21 dias no início da estação de cobrição (dia zero) e depois colocadas em monta natural.

Durante o período de IA, as vacas eram inseminadas após detecção de perda de marcação na inserção da cauda, o que era observado duas vezes ao dia após as ordenhas.

Iniciando 10 dias antes da estação de cobrição, as vacas foram sorteadas para receberem o protocolo para sincronização de ovulação, Ovsynch (50mcg GnRH dia -10, 25mg PGF2a dia -3, 50mcg GnRH dia -1 e IA em tempo fixo dia 0 = 24h depois), seguido por detecção de estro e IA pelo restante da estação de cobrição (n=114) ou para o grupo com detecção de estro e IA por todo o período de cobrição (n=112).

Amostras de sangue foram colhidas nos dias -20, -10, -3 e -1 para dosagem de progesterona e classificação dos animais:

Alta progesterona = >0,5ng/ml
Baixa progesterona = < 0,5ng/ml.

A proporção de vacas em anestro (baixa progesterona nos dias -20 e -10) nos dois grupos foi de 14% (31/220) e não foi diferente.

Dias para a primeira IA foi maior (P<0,01) no grupo controle vs. Ovsynch (12±0,6 vs. 0±0, respectivamente).

A taxa de serviço nos primeiros 21 dias de estação de cobrição foi maior no grupo Ovsynch vs. controle (100%, 114/114 vs. 86%, 96/112, respectivamente).

A taxa de concepção à primeira IA foi maior (P<0,01) no grupo controle (47%, 43/91) vs. Ovsynch (27%, 30/100).

Somente 61% (69/114) das vacas do grupo Ovsynch apresentaram luteólise, que foi avaliada por redução (50%) na concentração de progesterona entre os dias -3 e -1 ).

Nenhuma vaca do grupo controle foi inseminada duas vezes durante os primeiros 21 dias, comparado com 47% (51/108) no grupo Ovsynch. A média para a segunda IA foi 17 ± 5,8 dias.

A taxa de concepção na segunda IA foi de 43% (22/51), que foi semelhante à taxa de concepção da primeira IA do grupo controle.

A taxa de prenhez acumulada nos grupos controle e Ovsynch foram similares aos 49 e 179 dias de estação de cobrição (47%, 43/91 vs. 46%, 50/108, e 80%, 66/82 vs. 83%, 80/96, respectivamente).

Os autores concluíram que a estratégia de sincronização de ovulação para IA em tempo fixo (Ovsynch) em animais a pasto no início da estação de cobrição falhou em melhorar a eficiência reprodutiva, com menor taxa de concepção a IA em tempo fixo quando comparado com a IA após detecção de estro.

Foi também sugerido que a estratégia de pintar a inserção da cauda é uma boa ferramenta para auxiliar na detecção do estro.

É interessante observar que as conclusões com a utilização do protocolo Ovsynch em vacas em pastejo, em experimentos conduzidos pelo mesmo grupo, foram divergentes, mostrando que antes de iniciar esta tecnologia em alguma propriedade deve-se discutir os prováveis prós e contras, para não achar que encontrou a salvação quando de resultados positivos e nem que esta tecnologia não serve para vacas a pasto quando ocorre resultado insatisfatório.

Temos trabalhado com sincronização de ovulação em vacas mestiças a pasto, com pequenas alterações nos protocolos, com excelentes resultados, conforme já citado em radares anteriores e provavelmente em início de abril teremos mais alguns resultados parciais que serão divulgados oportunamente.

JOSÉ LUIZ MORAES VASCONCELOS

Médico Veterinário e professor da FMVZ/UNESP, campus de Botucatu

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RICARDA MARIA DOS SANTOS

UBERLÂNDIA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 03/10/2008

Prezado Roberto Niero,
Obrigada pela participação!
Temos usado o seguinte protocolo para vacas de menor produção mantidas a pasto.

Vacas mestiças mantidas a pasto:
dia 0 - aplicação de 2 ml de BE (Estrogin) + inserção do CIDR
dia 7 - aplicação de prostaglandina
dia 9 - retirada do CIDR + aplicação de 0,5ml de ECP + 200 UI eCG (Folligon)

Depois da aplicação do ECP observa-se o cio, e as vacas são inseminadas 12 horas após a detecção do cio, as vacas que não são detectadas em cio são inseminadas 48 horas após a aplicação do ECP.

Se tudo correr bem, mais de 80% das vacas mostram cio no final do protocolo.

Ricarda.


ANDRE ROBERTO NIERO

JUNDIAÍ - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 01/10/2008

Na opnião do autor, é o melhor protocolo de IATF em vacas leiteiras em sistema de criação a pasto?
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