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Problemas psicológicos com a qualidade da água

POR JOÃO LUIS DOS SANTOS

GESTÃO DA ÁGUA

EM 17/04/2017

2 MIN DE LEITURA

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Seria sensato acreditar que um alimento contaminado venha fazer mal a nossa saúde ou que um combustível adulterado venha prejudicar o motor de nosso carro. Entretanto, pensar na água como um elemento que possa nos trazer males físicos ou financeiros parece algo muito distante de nossa concepção.

Isso tem uma explicação, pois ao contrário dos alimentos e combustíveis a água é um elemento único, assim como o ar. Não temos escolha. Não há substitutos. Não pensamos para respirar ou para tomar água quando temos sede. Então, essa total dependência, inconsciente e milenar, não nos permite parar e refletir sobre a água. Penso, no sentido psicológico, que isso poderia ser uma dependência emocional, “uma condição psicológica onde a pessoa é controlada ou manipulada por outra de tão dependente que se torna desta”. Ou seria uma dependência física? O fato é que, realmente, somos dependentes da água e isso seria sensato desde que a água nos trouxesse apenas coisas boas e positivas. Entretanto, de tão dependentes, somos incapazes de imaginar que ela possa nos trazer algum mal.

Não é raro notícias de doenças relacionadas ao consumo de leite e derivados ao redor do mundo e no Brasil. Um caso recente que ficou isolado numa região de Minas Gerais pode ser acessado no vídeo que deixamos vinculado abaixo neste texto.

O que espanta é que os agentes causadores das doenças mencionadas não são naturais do leite e sim da água e do ambiente contaminado. Mas alguém pode argumentar que hoje já faz todo processo de higiene de seu ambiente e equipamentos de ordenha e então não tem esse problema. Mas, e a água? Que cuidados sanitários há com a água? Que cuidados sanitários há com o reservatório de sua água? Via de regra, no meio rural, há uma forte resistência (psicológica) em admitir que a água disponível tenha se tornado, ao longo dos anos de exploração, prejudicial à saúde humana e animal. Lamento informar, mas a água que bebemos hoje nem de longe se compara a água que nossos avós e talvez nossos pais um dia beberam.

Em um trabalho desenvolvido dentro de uma cooperativa gaúcha, dos 3.300 produtores, 500 começaram a clorar a água utilizada na sala de ordenha. Após um período de 3 meses, para espanto de todos, houve uma redução média de 20% da contagem de CPP (Contagem Padrão em Placas) no leite e isso diluído nos 3.300 produtores.

Bastou que 15% dos produtores lutassem contra a dependência emocional de que sua água seria a melhor do mundo e aceitar o desafio de parar e refletir sobre a mesma, adotando posteriormente um simples sistema de cloração da água para promover um impacto de 20% na melhoria da qualidade do leite dos cooperados.

Como esta a qualidade de sua água?

JOÃO LUIS DOS SANTOS

Mestre em engenharia agrícola pela Unicamp/Feagri na área de concentração de águas e solo. Atua a mais de 15 anos no desenvolvimento de soluções e tecnologias para tratamento da água na produção animal. Diretor e fundador da Especializo.

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NILSON DE CARVALHO DANTAS FILHO

SIMÕES - PIAUÍ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 26/06/2019

A adição de em quantidade adequada na água usada na sala de ordenha reduz a quantidade de agentes patogênicos no leite e nos subprodutos
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