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Irrigação de pastagem dá retorno econômico?

EDUCAPOINT

EM 11/05/2018

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Para avaliar se um sistema de irrigação de pastagem dá retorno econômico é necessário, antes de tudo, conhecer seus custos. O melhor sistema de irrigação é aquele que também tem o menor custo possível. Mas, afinal, quanto vai me custar um sistema de irrigação?

Esse custo total depende de alguns fatores:

- Custo de aquisição e implantação (CAI)
- Custo financeiro (CF), ou seja, você vai tirar dinheiro de uma conta de banco ou de um financiamento para poder pagar esse sistema de irrigação.
- Custo de manutenção (CM)
- Custo operacional, que inclui: custo de energia (CE) e o custo de mão de obra (CMO).

Confira abaixo algumas situações possíveis:

Irrigação diurna



A tabela mostra que o custo de adubação + manejo chega próximo a 50% do custo total de pastagem irrigada. Na parte de baixo do gráfico, estão os custos listados acima e percebe-se que eles superam os 50%.

Chama a atenção nesse gráfico o custo de energia elétrica, pois o sistema é feito durante o dia, quando a tarifa é total. Nesse caso, a irrigação dura 12 horas por dia. Foi simulado um sistema que irriga por 150 dias por ano, por 12 horas diárias.

Irrigação Diurna + Noturna



Esse sistema irriga a maior parte do tempo à noite (9 horas) e 3 horas durante o dia, mantendo as 12 horas para fazer a irrigação. No caso da irrigação noturna, há um desconto de 60% a 70% na tarifa de energia, dependendo da região.

O gráfico é um exemplo de Minas Gerais, cujo desconto é de 67% na região úmida, podendo chegar a 73% em regiões secas. Com essa queda no custo da energia elétrica, nota-se uma redução significativa no custo total.

Irrigação noturna



A irrigação noturna tem que ser de 9 horas. Nesse caso, toda a tarifa paga vem com o desconto citado acima (60% a 70%), caindo muito o custo por quilo de matéria seca, como mostra a tabela.

Comparando o custo da matéria seca consumida

O custo de produção de matéria seca na pastagem cai cerca de 2,2 centavos por quilo. Olhando dessa forma não parece muita coisa, mas ao observar que essa pastagem está produzindo cerca de 50 toneladas de matéria seca por hectare e o gado que está nessa pastagem está consumindo cerca de 38 toneladas, a redução de custo é de cerca de R$ 840,00 por hectare por ano.
Confira a fórmula abaixo:

(0,224 – 0,202) = R$/kg 0,022
0,022 x 38.000 kg/ha = R$/ha 842,66.

Retorno econômico

Deve-se avaliar a produção, seu custo e, depois, o retorno econômico. Considerando uma situação de uma vaca com produção média de 15 litros de leite por dia, que é uma produção bastante razoável para sistemas de produção já intensificados em que a irrigação entra após os primeiros passos de intensificação. A um preço de R$ 1,00 por litro de leite e pensando em um custo de produção de cerca de R$ 0,70 por litro, temos uma margem de R$ 0,30 de leite produzido como lucro bruto desse sistema.



Olhando e comparando sistemas de sequeiro e irrigado, podemos notar que a lotação animal é diferente. Na média, observa-se que a lotação é de 7 UA/ha no sequeiro e 15 UA/ha no irrigado. Como temos vacas em lactação como parte apenas do rebanho, cerca de 60% de vacas em um rebanho bem estruturado, das quais 80% estarão produzindo leite. Fazendo essa conversão, teremos 2,8 vacas em lactação no sistema de sequeiro e 5,9 vacas em lactação no sistema irrigado.



Considerando a produtividade, teremos uma produção de cerca de 15 mil litros no sistema de sequeiro e no irrigado cerca de 32 mil litros por hectare por ano. Olhando o lucro por hectare, percebe-se que temos R$ 5.000,00 por hectare a mais no sistema irrigado. Isso seria o lucro bruto.



Portanto, se olharmos o custo do sistema de produção apresentado anteriormente, de cerca de R$ 3.500 por hectare, dá para perceber que a irrigação dá um retorno de cerca de 43,5%, que, nesse exemplo, dá R$ 1.540,00 por hectare por ano.

Assim, a conclusão é que deve-se pensar em utilizar a irrigação de pastagens quanto estiver já partindo para sistemas intensivos de produção que podem dar o retorno adequado.

Confira no vídeo abaixo, o professor Fernando Mendonça da Esalq/USP, especialista em irrigação de pastagens, falando sobre essa questão detalhadamente:




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