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Como o método de aleitamento e a quantidade de leite afetam a ocorrência de mamadas cruzadas?

POR CARLA MARIS MACHADO BITTAR

E LUCAS SILVEIRA FERREIRA

CARLA BITTAR

EM 20/10/2008

13 MIN DE LEITURA

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A maior parte da mamada cruzada observada em bezerros alojados em grupos ocorre no período entre 10-15 minutos após o fornecimento de leite, o que mostra que este comportamento está fortemente associado ao consumo de leite. A mamada cruzada ocorre normalmente nas orelhas, boca, umbigo, escroto, prepúcio ou base do úbere do animal e este comportamento anormal pode levar a perda de pelo e inflamação da parte do corpo mamada. Além disso, afeta o consumo de alimento de ambos os bezerros, o que mama e o que é mamado.

A mamada cruzada normalmente desaparece quando os bezerros são desmamados, mas alguns animais podem continuar a mamar o úbere de seus companheiros de baia após a desmama, podendo manter este comportamento como novilhas e até como vacas em produção.

Este comportamento não tem sido reportado em bezerros criados ao pé, seja por sua mãe ou por uma madrinha. No entanto, a situação natural difere em vários fatores da situação de aleitamento artificial, onde normalmente os animais são aleitados em baldes, não tendo oportunidade de exercer o ato de mamar. No caso de animais aleitados com bibeirões, mamadeiras ou aleitadores automáticos, a duração da refeição é normalmente menor que na situação natural, a não ser que os animais recebam maior quantidade de leite. Na maior parte dos sistemas de criação, os animais são individualizados, de forma que as mamadas cruzadas são limitadas aos bezerros vizinhos no caso de instalações que permitam contacto entre animais.

No entanto, as novas normas da comunidade européia exigem que animais sejam alojados em grupo a partir da oitava semana de vida e que fazendas de produção orgânica agrupem os animais a partir da primeira semana de vida. Adicionalmente à tendência para maiores sistemas de produção de leite e desenvolvimento de métodos de aleitamento automático, que reduzam tempo de mão-de-obra, tem aumentado o interesse no alojamento coletivo durante o período de aleitamento. O alojamento coletivo no início da vida dos bezerros pode ser benéfico para seu bem estar, mas também permite que a mamada cruzada ocorra. Ainda, fatores sociais como o tamanho e a composição do lote podem afetar a ocorrência da mamada cruzada.

Dessa forma, Jensen (2003) realizou uma abrangente revisão de literatura sobre os efeitos do método de aleitamento, quantidade de leite fornecida e fatores sociais na mamada cruzada em bezerros alojados em grupo. Neste radar técnico vamos tratar mais especificamente do efeito do método de aleitamento e da quantidade de leite fornecida e método de desaleitamento adotado.

Efeito do método de aleitamento

O método de aleitamento afeta o desenvolvimento da mamada cruzada, conforme demonstraram diversos estudos. Quando os bezerros são aleitados através de baldes, não podem mamar o leite, devendo bebê-lo. Assim, observamos em campo animais frustrados após a ingestão de leite por não terem saciado o instinto de mamar associado com o consumo de leite.

Uma alternativa para uso de baldes é oferecer o leite utilizando-se uma teta artificial como é o caso de bibeirão ou de um bico conectado a um balde através de um tubo. Os bezerros gastam mais tempo consumindo uma determinada quantidade de leite quando esta é oferecida em utensílios que tenham bicos quando comparado com baldes. Adicionalmente, bezerros alimentados com bibeirão apresentam menor ocorrência de mamada não-nutritiva de objetos (instalação) e de mamada cruzada. Assim, fornecendo uma forma de saciar a motivação natural para mamar em conexão com o fornecimento de leite pode reduzir a mamada cruzada. Deixar os bibeirões com os bezerros e, portanto, oferecer um estímulo apropriado para a mamada não-nutritiva depois do consumo de leite resulta na maior redução na ocorrência de mamada cruzada.

A mamada não-nutritiva é induzida pela ingestão de leite. Este fato foi demonstrado por uma série de experimentos onde bezerros foram alojados individualmente e aleitados utilizando-se baldes enquanto um bico de borracha ofereceu oportunidade para mamada não-nutritiva. Estes experimentos mostraram que a maior parte da mamada não-nutritiva ocorre logo após o consumo de leite e não do consumo de água ou de qualquer outra atividade. Um ponto importante é que qualquer quantidade de leite pode induzir a mamada não-nutritiva.

A mamada cruzada é mais intensa logo após a ingestão de leite e termina dentro de 10-15 minutos após (Figura 1). Em bezerros individualizados, sem oportunidade para realizar a mamada cruzada, os bezerros mamaram e cabecearam o bico de borracha menos quando esta foi oferecida 10, 30 ou 60 minutos após o leite quando comparado com sua disponibilidade logo após o aleitamento.

Figura 1. Freqüência média por bezerro da mamada cruzada quando três de um grupo de quatro bezerros param de mamar ou de consumir concentrado



Assim, uma das maneiras de se prevenir a mamada cruzada quando bezerros são alojados em grupo e aleitados com baldes é fazer a contenção dos bezerros, de forma que não tenham contacto uns com os outros durante algum período após o fornecimento do leite. Estudos sobre os efeitos da duração do tempo de contenção dos bezerros após o fornecimento do leite mostram que a mamada cruzada diminui de forma marcante dentro de 10 minutos após o aleitamento (Tabela 1).

Tabela 1. Efeito da duração da contenção seguido da refeição com leite na mamada cruzada.


Clique na imagem para ampliar.

Outra forma de prevenir a mamada cruzada é assegurar que os bezerros demorem mais tempo consumindo o leite, ou seja, prolongar a refeição através da diminuição do fluxo de leite (no caso do uso de utensílios com bicos). Quando o fluxo de leite foi reduzido através do uso de um pequeno tubo (1-2mm) em comparação com o tradicional (5-7mm) observou-se que tanto a redução no fluxo de leite quanto a contenção dos bezerros durante 10 minutos reduziram a mamada cruzada durante os primeiros 30 minutos após a soltura dos animais.

O diâmetro do tubo deve ser reduzido consideravelmente para diminuir o fluxo de leite de forma que a refeição dure tanto quanto a motivação de mamar. Haley et al. (1998) forneceram 5L de leite/d para bezerros individualizados utilizando-se quatro tamanhos de orifício do tubo (1,6 - 5,5 mm). Quanto menor o orifício do tubo utilizado maior foi a duração da mamada nutritiva e menor a mamada não-nutritiva. Entretanto, quando o fluxo foi ainda mais reduzido através da diminuição do orifício do tubo (<1,6 mm) os bezerros não mamaram mesmo que o leite ainda estivesse disponível. Neste trabalho, onde os bezerros não puderam desenvolver mamada cruzada, a duração da mamada nutritiva e não-nutritiva da teta artificial aumentou em até 10 min por aleitamento, mesmo quando o fluxo de leite permitiu que os bezerros mamassem o mais rápido que eles puderam.

Assim, questiona-se se é a velocidade de bebida ou de mamada, associada com a ingestão de leite, o fator de maior importância em relação a mamada cruzada. Para investigar este efeito, Loberg & Lidfors (2001) variaram a oportunidade de mamada oferecendo leite através de balde ou através de um balde com bico boiando no leite. A taxa com que os bezerros puderam beber o leite também foi variada através do fornecimento de 2L de leite no balde em 1 minuto (fluxo rápido) ou em 10 minutos (fluxo lento). Tanto mantendo os bezerros nos baldes com fluxo lento quanto deixando um bico disponível dentro do balde foram fatores importantes na redução da mamada cruzada. No entanto, quase nenhuma ocorrência de mamada cruzada foi observada quando se combinou o fluxo lento com a disponibilidade do bico (Figura 2), o que ilustra a importância da mamada em conexão com a ingestão de leite.

Figura 2. Número médio de mamadas cruzadas em bezerros aleitados com balde em alto fluxo (BF), baixo fluxo (BS), bico boiando em alto fluxo (FF) ou bico boiando em baixo fluxo (FS).



Bicos de borracha sem acesso a leite foram largamente utilizados em estudos motivacionais e tem sido sugerido que colocá-lo próximo ao balde pode prevenir a mamada cruzada. A opção pela colocação do bico de borracha ao invés do uso de bibeirão se deve a facilidade na limpeza do balde quando comparada a limpeza de utensílios que têm bicos. O acesso a bicos de borracha juntamente com o fornecimento de leite em baldes reduz significativamente a ocorrência de mamada cruzada tanto em bezerros individualizados quanto naqueles alojados em grupos.

Como demonstrado em vários estudos, a melhor maneira de se prevenir a mamada cruzada é oferecer uma maneira de saciar a motivação natural para mamar em resposta a ingestão de leite. Quando baldes são utilizados, é interessante que estejam disponíveis para os bezerros por um período de tempo após o consumo do leite uma vez que a motivação para mamar dura aproximadamente 10 minutos após seu estímulo com o início do aleitamento.

Do ponto de vista do bem estar animal, o uso de métodos de aleitamento que permitam que o bezerro atenda sua motivação para mamar é preferível a prática de se realizar a contenção do animal após o aleitamento. Primeiro porque com a contenção o animal pode se sentir frustrado se estiver altamente motivado, mas incapaz de mamar. Segundo porque o ato de mamar pode ser benéfico ou gratificante para o animal. Adicionalmente, o ato de mamar tem conseqüências fisiológicas benéficas para o bezerro no que diz respeito a digestão (de Passillé et al., 1993; de Passillé & Rushen, 1997).

Efeito da disponibilidade de leite

O hábito de mamar per se reduz a motivação para mamar, mas a ingestão de leite também tem importante papel neste comportamento. A partir de estudos motivacionais demonstrou-se que a realização de mamada não-nutritiva reduz a motivação para mamar quando pequenas quantidades de leite são fornecidas (30-50 mL). Isso sugere que o hábito de mamar é mais importante que a ingestão de leite nesta motivação. No entanto, este efeito no hábito de mamar não foi observado quando grandes quantidades de leite foram fornecidas, sugerindo um maior efeito estimulatório da ingestão de leite quando maiores volumes são fornecidos. Por outro lado, o fornecimento de leite ad libitum não anula a motivação para mamar.

Hammel et al. (1988) alimentaram bezerros individualizados ad libitum através de baldes ou de um bico conectado a um container através de um tubo. Todos os bezerros tiveram acesso a um bico de borracha colocado em local adjacente a fonte de leite, mas não podiam realizar mamada cruzada. Como pode ser visto na Tabela 2, a mamada não-nutritiva do bico de borracha foi mais longa em bezerros alimentados através de baldes, ilustrando que mesmo animais aleitados ad libitum não perdem a motivação para este comportamento. A mamada não-nutritiva foi, no entanto conectada a ingestão de leite: os animais aleitados através de baldes apresentaram mamada não-nutritiva durante o fornecimento de leite ou dentro de 5 minutos após a refeição.

Tabela 2. Comportamento de mamada e consumo de leite em bezerros aleitados em baldes ou bibeirão.


Clique na imagem para ampliar.

Em situação natural, um alto nível de mamada cruzada no final do aleitamento pode ser motivado por deficiência nutricional e funciona como estímulo para produção de leite da mãe. Em bezerros aleitados artificialmente, a motivação para mamada não-nutritiva pode, de maneira similar, ser influenciada pelo fornecimento restrito de leite. Por exemplo, bezerros alojados individualmente e aleitados com 75% da quantidade recomendada para máximo crescimento mamaram o bico de borracha por mais tempo após o fornecimento do leite em baldes do que bezerros recebendo 100% da quantidade de leite (Rushen & Passillé, 1995).

Ainda, pular uma refeição aumenta a mamada após a refeição subseqüente, o que ilustra que a deficiência nutritiva pode aumentar a motivação para a realização de mamada não-nutritiva, podendo também afetar a ocorrência de mamada cruzada.

O desaleitamento de bezerros

Os problemas com a mamada cruzada estão fortemente ligados ao período de fornecimento de leite e normalmente desaparecem com o desaleitamento. Entretanto, a mamada cruzada pode ser intensificada durante o desaleitamento gradual. Jung & Lidfors (2001) observaram um aumento na mamada cruzada em bezerros com 7 semanas de vida alojados em grupo, quando o fornecimento de leite foi gradualmente reduzido (de 5 para 2,5 e 1 L de leite /refeição durante 16 dias). Finalmente, quando um bico de borracha foi somente molhado com leite (0 L leite), pequena ocorrência de mamada cruzada foi observada (Figura 3).

Neste mesmo experimento, os autores investigaram se a tendência para mamada cruzada em bezerros recebendo pequenos volumes de leite seria prolongada com o baixo fluxo de leite. A combinação do fornecimento de 2,5 L e de baixo fluxo de leite resultou em duração da ingestão de leite similar àquela observada para bezerros recebendo 5L de leite com alto fluxo (4 min). No entanto, quando os bezerros consumiram apenas 2,5 L, realizaram mamada não-nutritiva do bico e mamada cruzada com maior freqüência. A diferença pode ser devida a sensação de fome associada com a redução na quantidade de leite. Estes resultados mostram que aumentar a duração da refeição não é suficiente para reduzir a sensação de fome durante o desaleitamento.

Figura 3. Mamada cruzada em bezerros aleitados com diferente quantidade de leite durante desaleitamento gradual. Bicos de borracha foram deixados ou retirados logo após o aleitamento.


Clique na imagem para ampliar.

Outros autores não observaram efeito da quantidade de leite (5 vs. 8 L/d) na mamada cruzada durante o período de aleitamento. No entanto, quando a quantidade de leite foi reduzida para a metade durante o processo de desaleitamento, os bezerros recebendo maiores volumes de leite apresentaram maior freqüência de mamada cruzada. Por outro lado, bezerros recebendo menores volumes de leite apresentaram maior consumo da dieta sólida estando, portanto, mais preparados para o desaleitamento.

Especialmente quando grandes quantidades de leite são fornecidas, é importante que o consumo de alimento sólido seja estimulado antes e durante o desaleitamento, de forma a prevenir o desenvolvimento da mamada cruzada. O horário de fornecimento de alimento sólido também é importante para a prevenção da mamada cruzada. Alguns trabalhos mostraram que o fornecimento de feno ou concentrado logo após o fornecimento de leite reduz a ocorrência de mamada não-nutritiva.


Referências

De Passillé, A.M.B.; CHRISTOPHERSON, R.; RUSHEN, J. Non-nutritive sucking by the calf and the postprnadial secretion of insulin, CCK and gastrin. Physiol. Behav., v.54, p. 1069-1073, 1993.

De Passillé, A.M.B.; RUSHEN, J. Motivational and physiological analysis of the causes and consequences of non-nutritive sucking by the calves. Applied Animal Behaviour Science, v.53, p.15-31, 1997.

HALEY, D.B.; RUSHEN, J.; DUNCAN, I.J.H.; WIDOWSKI, T.M.; DE PASSILLÉ, A.M. Effects of the resistance to milkflow and the provision of hay on non-nutritive suckling by dairy calves. J. Dairy Science, v.81, p.2165-2172, 1998.

HAMMEL, K.L.; METZ, J.H.M.; MEKKING, P. Sucking behaviour of dairy calves fed milk ad libitum by bucket or teat. Applied Animal Behaviour Science, v.20, p.275-285, 1988.
JENSEN, M.B. The effects of feeding method, milk allowance and social factors on milk feeding behaviour and cross-sucking in group housed dairy calves. Applied Animal behaviour Science, v.80, p. 191-206, 2003.

JUNG, J.; LIDFORS, L.Effects of amount of milk. In: Lidfors, L.; Svennersten-Sjaunja, K.; Redbo, I., Suckling: Applied Animal Behaviour Science, v.72, pp.201-213, 2001.

LOBERG, J.; LIDFORS, L. Effect of milkflow rate and the presence of a floating nipple and abnormal sucking between calves. In: Lidfors, L.; Svennersten-Sjaunja, K.; Redbo, I., Suckling: Applied Animal Behaviour Science, v.72, pp.189-199, 2001.

RUSHEN, J. DE PASSILLÉ, A.M. The motivation of non-nutritive sucking in calves Bos taurus. Animal Behaviour, v.49, p.1503-1510, 1995.


Comentários

A maneira de prevenir a mamada cruzada é permitir que o animal tenha uma válvula de escape para esta motivação para o ato de mamar. Isto pode ser conseguido através do aleitamento utilizando-se utensílios que tenham bico ou deixando um bico de borracha disponível para que animal sacie esta motivação. Prolongar a duração da refeição, além do acesso ao bico após a refeição, auxilia ainda mais na prevenção da mamada cruzada. Deixar o balde disponível para o bezerro durante alguns minutos após o consumo do leite também pode ser recomendado para redução de mamada não-nutritiva.

Para animais individualizados, fornecer a dieta sólida logo após o fornecimento do leite também reduz a freqüência de mamada não-nutritiva, auxiliando também no preparo para o desaleitamento quando a mamada cruzada pode ser um problema. Estes resultados são baseados em estudos com animais aleitados em baldes e alojados individualmente ou em pequenos grupos. Quando os bezerros são alojados em grupo, a mamada cruzada pode ser afetada por fatores sociais como o tamanho e a homogeneidade do grupo. Em grupos de novilhas criadas para reposição, a continua introdução de novos animais normalmente implicam na heterogeneidade de idade dentro do grupo. Nesta situação, a competição pela estação de aleitamento, no caso de aleitador coletivo, tem papel importante no desenvolvimento da mamada não-nutritiva e também da mamada cruzada.

Além do problema da heterogeneidade do lote, a maior disseminação de doenças durante o período de aleitamento, principalmente diarréias, têm levado a recomendação da individualização dos animais. Uma vez que o uso de baldes para o aleitamento de bezerros também reduz a freqüência de diarréias nos bezerreiros devido a sua maior facilidade de limpeza, a disponibilidade de um bico de borracha ou do aumento no tempo de refeição parecem ser as práticas mais eficazes para se reduzir a mamada não-nutritiva.

CARLA MARIS MACHADO BITTAR

Prof. Do Depto. de Zootecnia, ESALQ/USP

LUCAS SILVEIRA FERREIRA

Engenheiro agronômo formado pela UFSCar e Doutor em Ciência Animal e Pastagens pela ESALQ - USP na área de nutrição e avaliação de alimentos para bovinos. Atualmente exerce a função de Nutricionista de Ruminantes na Agroceres MMX Nutrição Animal

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CARLA MARIS MACHADO BITTAR

PIRACICABA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 06/11/2008

Caro Marcelo,

Parace um manejo bastante trabalhoso e com resultados de desempenho de bezerros bem variáveis. Mas, se está funcionando não acredito que deve alterá-lo. Tenha atenção especial para as taxas de ganhos de peso dos bezerros e para o consumo de concentrado. O consumo é importante para determinar o momento de desmama do animal.
Um abraço,
Carla.
MARCELO GODINHO MIAZATO

ITAJUÍPE - BAHIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 25/10/2008

Muito bom o estudo! Já tive problemas de mastite em bezerras por conta do problema, que acarretaram definitivamente na perda dos quartos afetados. O instinto natural precisa ser saciado, os bezerros precisam exaurir suas forças de sucção, estimuladas fortemente pela presença do leite.

Estou optando por um manejo em que após a ordenha quase total dos 4 tetos, os bezerros acompanhem as vacas por um período até se saciarem pelo esforço. Depois então entramos com o fornecimento em mamadeiras com vazão normal, em quantidades levemente reduzidas, compensando o que possivelmente foi mamado ainda no úbere. Logo em seguida, troca da ração concentrada, e do feno. E vigilância constante observando bezerros tendenciosos ao problema, diarréias por excesso de leite, ou fraqueza por falta deste. Cuidados também com super-ordenha mecânica, pois a vaca ainda será submetida ao bezerro.
BRENO

CONTAGEM - MINAS GERAIS - ESTUDANTE

EM 21/10/2008

Gostaria de parabeniza-los, pois este é um artigo muito bem feito, com um tema que aborda aspectos importantes, na maioria das vezes nao mencionados em artigos relacionados a produção leiteira.
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