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Efeitos do OMNIGEN-AF® e estresse térmico durante o período seco na performance subsequente de vacas leiteiras

POR PHIBRO SÁUDE ANIMAL

PHIBRO MAIS SAÚDE NO REBANHO

EM 13/08/2018

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Thiago F Fabris*, Jimena Laporta*, Fabiana N. Correa*, Yazielis M. Torres*, Geoffrey E. Dahl*, David J. Kirk†, Derek J. McLean† and James D. Chapman†

*Department of Animal Sciences, University of Florida, Gainesville, FL,

†Phibro Animal Health Corporation, Teaneck, NJ

 

RESUMO

Nossa hipótese era a de que a suplementação com OmniGen-AF® antes, durante e após o período seco (aproximadamente 160 d) controlaria os efeitos do estresse térmico durante o período seco e melhoraria a performance subsequente das vacas. Os grupos de tratamento foram: estresse térmico durante o período seco (ET, apenas sombra, n=17), estresse térmico no período seco e suplementação com OmniGen-AF (ET+OG, 56 g/vaca/d, n=19), resfriamento no período seco (RF, sombra, ventiladores e aspersores, n=16), e resfriamento no período seco e suplementação com OmniGen-AF (RF+OG, n=11). Foram determinados os principais efeitos do estresse térmico e da suplementação com OmniGen-AF, bem como a interação entre eles. As vacas receberam aleatoriamente os tratamentos com OmniGen-AF aos 60 dias antes da secagem, com base na paridade e no histórico de produção de leite anterior. As vacas entraram no período de secagem 45 d antes do parto estimado e foram distribuídas aleatoriamente em currais com estresse térmico ou refrigerados. Após o parto, todas as vacas foram mantidas sob o mesmo sistema de resfriamento e manejo, e continuaram a receber as dietas dos tratamentos até 9 semanas pós-parto. O estresse térmico aumentou a temperatura retal (TR) e a frequência respiratória (FR). O peso ao nascimento foi menor em bezerros de vacas em estresse térmico. A duração da gestação foi aproximadamente 4 d menor com estresse térmico. A frequência respiratória diminuiu na suplementação com OmniGen-AF. Durante o período seco, a suplementação com OmniGen-AF reduziu a ingestão de matéria seca (IMS). As vacas em tratamento com RF, RF+OG e ET+OG apresentaram peso corporal (PC) maior no parto do que as vacas em ET. As vacas em tratamento com RF, RF+OG e ET+OG tiveram produção de leite similar, e todas elas produziram mais leite do que vacas em ET. Os escores de condição corporal (ECC), PC e IMS não apresentaram diferenças nas 9 semanas pós-parto. Esses resultados confirmam que a exposição de vacas secas ao estresse térmico afeta negativamente a produção de leite na lactação subsequente. O resfriamento ativo de vacas secas e a suplementação com OmniGen-AF reduziu os efeitos negativos do estresse térmico no período seco.

Palavras-chave: Sistemas de resfriamento, estresse térmico, OmniGen-AF.

INTRODUÇÃO

OmniGen-AF (Phibro Animal Health Corporation) tem sido utilizado para auxiliar a melhora da saúde e da performance de vacas leiteiras (Chapman et al., 2016). A suplementação com OmniGen-AF para vacas em lactação com estresse térmico aumenta a ingestão de matéria seca (IMS), diminui a frequência respiratória (FR) e reduz a temperatura retal (TR) (Hall et al., 2013). No entanto, os efeitos de OmniGen-AF em vacas secas com estresse térmico não são muito conhecidos.

As vacas leiteiras começam a sofrer com estresse térmico quando o índice de temperatura e umidade (THI) atinge 68 (Zimbelman et al., 2009). O estresse térmico em vacas leiteiras durante o período seco prejudica a performance na lactação seguinte. Por exemplo, vacas leiteiras em estresse térmico apresentaram maior TR pela manhã (38,8 vs. 38,6°C) e à tarde (39,4 vs. 39.0°C), maior FR (78,4 vs. 45,6 respirações/min) e diminuição de IMS (8,9 vs. 10,6 kg/d) quando comparadas com vacas secas com resfriamento ativo (Tao et al., 2011). O estresse térmico, especificamente durante o período seco, tem um efeito negativo na produção de leite e na performance reprodutiva (Collier et al., 2006) e reduz a duração da gestação e o peso do bezerro ao nascimento (Tao and Dahl, 2013). Assim, o estresse térmico durante o período seco pode ter um grande impacto negativo na saúde e na produtividade das vacas.

O objetivo deste estudo foi determinar se a suplementação com OmniGen-AF antes, durante e após o período seco (aproximadamente 160 dias) altera a termorregulação de vacas leiteiras em condições de estresse térmico durante o período seco e melhora a performance das vacas no pós-parto.

MATERIAIS E MÉTODOS

Este estudo foi realizado durante os meses de verão no Departamento de Leite da Universidade da Flórida (Hague, Flórida). Um experimento fatorial 2 X 2 foi utilizado para avaliar os efeitos do estresse térmico durante o período seco, da suplementação com OmniGen-AF e a interação entre eles na performance de vacas leiteiras em estresse térmico durante o período seco. Os grupos de tratamento foram: estresse térmico (ET, apenas sombra, n=17), estresse térmico com OmniGen-AF (ET+OG, n=19), resfriamento (RF, sombra, ventiladores e aspersores, n=16), e resfriamento com OmniGen-AF (RF+OG, n=11). As vacas receberam aleatoriamente os tratamentos aos 60 dias antes da secagem, com base na paridade e no histórico de produção de leite anterior.

Ao longo do estudo, as vacas receberam 56 g de placebo (controle) ou 56 g de OmniGen-AF, pré-misturados com um suplemento a 227 g/vaca/d. Durante os 60 d de lactação finais, os suplementos foram misturados na dieta total (TMR) de cada grupo e as vacas foram alimentadas em grupo. Durante o período seco e até 60 DEL (dias em lactação), os suplementos foram adicionados à superfície da TMR dos animais, alimentados através de portões do tipo Calan Gate® para determinar a IMS individual.

Durante o final da lactação, as vacas foram alimentadas com uma dieta comum de lactação, e alojadas em sistema free-stall com camas de areia. As vacas entraram no período de secagem 45 d antes do parto estimado. As vacas secas foram alojadas em estábulos free-stall com camas de areia. O curral para vacas resfriadas foi ativamente resfriado com sombra, aspersores e ventiladores, enquanto as vacas em estresse térmico só receberam sombra. Quando a temperatura ambiente passava de 21,1ºC, os ventiladores ligavam automaticamente e os aspersores eram ativados por 1,5 min em intervalos de 5 min. A temperatura do ar e a umidade relativa de cada curral no estábulo para vacas secas foram registradas a cada 15 min. Depois do parto, todas as vacas foram alojadas no mesmo estábulo free-stall com aspersores e ventiladores para resfriamento. A média de THI/h, medida de 4 de junho a 10 de outubro, nunca foi inferior a 68 durante o dia ou noite (Figura 1).

Figura 1. THI média por hora durante o período seco até 60 DEL.

Índice de Temperatura e Umidade x Hora do Dia

O peso corporal e o escore de condição corporal (ECC) foram medidos uma vez por semana durante o período seco. A temperatura retal foi medida duas vezes por dia (às 07h30 e às 14h30), e a FR foi contada três vezes por semana (às 14h, seg.-qua.-sex.) em todas as vacas durante o período seco, para confirmar o estresse térmico nas vacas. As vacas foram ordenhadas duas vezes por dia e a produção diária de leite foi registada nas primeiras 9 semanas de lactação. As concentrações de proteína, gordura e lactose no leite foram medidas utilizando o analisador de leite AfiLabTM (Kibbutz Afikim, Israel) em cada ordenha.

Os dados foram analisados utilizando o procedimento PROC MIXED do SAS 9.2 (Instituto SAS, Cary, NC). Os dados foram divididos em períodos pré-parto e pós-parto e analisados separadamente. O índice de temperatura e umidade foi utilizado como covariável para TR, FR e IMS durante o período seco. Os menores quadrados médios foram reportados.

RESULTADOS

Efeitos do estresse térmico no período seco:

As vacas em estresse térmico durante o período seco apresentaram maior (P < 0,01) TR da manhã, TR da tarde e FR (Tabela 1). O peso corporal no parto foi menor (P < 0,10) com ET. O peso ao nascimento foi menor (P < 0,01) em bezerros de vacas com estresse térmico. A duração da gestação foi 3,8 ± 2,0 dias mais curta (P < 0,01) em vacas com estresse térmico. As vacas em estresse térmico durante o período seco apresentaram menor (P < 0,10) produção de leite durante as 9 semanas pós-parto, em comparação com as vacas que foram resfriadas durante o período seco (Tabela 2).

Efeitos da suplementação com OmniGen-AF:

A frequência respiratória diminuiu (P < 0,01) na suplementação com OmniGen-AF (Tabela 1). O peso corporal no parto foi maior (P < 0,01) com suplementação de OmniGen-AF. Durante o período seco, as vacas alimentadas com OmniGen-AF apresentaram menor (P < 0,10) IMS (Figura 2).

Figura 2. Ingestão de matéria seca

Pré-parto                                                            Pós-parto

Ingestão de matéria seca, kg/d x Semanas em relação ao parto

A IMS pré-parto foi menor (P < 0,10) com OG.

Os tratamentos incluem: resfriamento no período seco (RF, sombra, ventiladores e aspersores); estresse térmico durante o período seco (ET, apenas sombra), resfriamento no período seco com 56 g/h/d de OmniGen-AF (RF+OG), estresse térmico no período seco com 56 g/h/d de OmniGen-AF (ET+OG).

Efeitos da interação de estresse térmico X suplementação com OmniGen-AF:

Houve interação de estresse térmico com a suplementação de OmniGen-AF na TR da manhã (P < 0,05), com menor TR para ET+OG vs. ET, mas maior TR para RF+OG vs. RF (Tabela 1). Houve uma tendência de interação de estresse térmico com a suplementação de OmniGen-AF na FR (P < 0,10) com maior redução na FR para ET+OG vs. ET do que para RF+OG vs. RF.

Tabela 1. Medidas de estresse térmico, peso e duração da gestação até o parto.

 

Tratamento

Item

RF

ET

RF+OG

ET+OG

Temperatura Retal Manhã, °C*†

38,58a

38,84c

38,69b

38,77b,c

Temperatura Retal Tarde, °C*

38,92a

39,31b

39,00a

39,28b

Frequência Respiratória, respirações/min*!

45,16a

77,19c

43,60a

69,70b

Peso Corporal, kg!

746,8b,c

720,0c

794,9a

762,9a,b

Peso ao Nascimento do Bezerro, kg*

40,57a,b

38,71b

43,14a

39,71b

Duração da gestação, d*

278,19a

274,41b

279,64a

275,95b

a,b,c Resultados com diferentes sobrescritos diferem significativamente (P < 0,05).

*Efeito do estresse térmico (P < 0,01); ! Efeito de OmniGen-AF (P < 0,01); † Efeito de estresse térmico X OmniGen-AF (P <0,05).

Efeitos dos tratamentos na produção:

As vacas com tratamento RF, RF+OG e ET+OG produziram mais (P < 0,05) leite (4,8 ± 1,6, 5,4 ± 1,9 e 4,6 ± 1,4 kg/d, respectivamente) do que as vacas em ET (Tabela 2). A produção de leite foi maior (P < 0,05) quando as vacas em estresse térmico receberam OmniGen-AF em comparação com vacas em estresse térmico que receberam o controle (ET+OG vs. ET). Não houve diferença estatisticamente significativa na produção de leite quando vacas resfriadas foram alimentadas com OmniGen-AF (RF+OG vs. RF). Não foram observados efeitos do tratamento nas concentrações de gordura, proteína e lactose no leite, mas as taxas de produção desses componentes refletiu as de produção de leite. Não houve diferenças do tratamento para o ECC no parto (Tabela 1), ou na IMS pós-parto (Figura 2) e PC (Tabela 2).

Tabela 2. Ingestão de matéria seca, produção de leite e componentes durante 9 semanas pós-parto.

 

Tratamento

Item

RF

ET

RF+OG

ET+OG

IMS, kg

19,6a

19,2a

19,1a

19,7a

Peso Corporal, kg

654,8a

650,2a

670,3a

670,9a

Produção de leite, kg/d*!

40,7a

35,9b

41,3a

40,5a

Produção de Gordura, kg/d!

1,43a,b

1,31b

1,50a

1,47a

Produção de Proteína, kg/d*

1,13a

1,01b

1,17a

1,14a

Produção de Lactose, kg/d*

1,93a

1,72b

2,03a

1,90a,b

a,b,c Resultados com diferentes sobrescritos diferem significativamente (P < 0,05).

*Efeito de estresse térmico (P ≤ 0,10); ! Efeito de OmniGen-AF (P ≤ 0,10).

DISCUSSÃO

Neste estudo, o estresse térmico causou maior TR e FR em vacas durante o período seco. As vacas em estresse térmico durante o período seco apresentaram gestações menores e redução da produção de leite durante nove semanas pós-parto. Estudos publicados demonstraram que vacas apresentaram respostas semelhantes ao estresse térmico durante o período seco e na lactação subsequente (Tao and Dahl, 2013).

Pesquisas anteriores demonstraram que vacas em lactação alimentadas com OmniGen-AF apresentaram temperaturas corporais e FR menores durante o estresse térmico (Hall et al., 2013; Brandão et al., 2016). No presente estudo, as vacas alimentadas com OmniGen-AF apresentaram FR menor no período seco, especialmente quando expostas a condições de estresse térmico. Os resultados destes estudos sugerem que tanto vacas secas quanto vacas em lactação apresentam menos estresse térmico quando alimentadas com OmniGen-AF.

Neste estudo, a suplementação de OmniGen-AF antes, durante e após o período seco para vacas em estresse térmico no período seco resultou em melhorias significativas na produção de leite, com um aumento semelhante ao de vacas resfriadas com aspersores e ventiladores durante o período seco. Estudos anteriores sugerem que a performance deficiente da lactação após estresse térmico durante o período seco resulta do comprometimento do crescimento mamário no final do período seco e da involução mamária prejudicada no início do período seco (Tao et al., 2011). O resfriamento de vacas secas com aspersores e ventiladores demonstrou-se eficiente para controlar esses efeitos. Os efeitos de OmniGen-AF no auxílio da manutenção de uma função imunológica saudável, juntamente com baixas temperaturas corporais durante períodos de alta THI, podem também melhorar a reestruturação das glândulas mamárias durante o período seco. Outros estudos são necessários para determinar se a suplementação com OmniGen-AF altera o desenvolvimento de glândulas mamárias em vacas secas com estresse térmico.

Com base nos resultados deste estudo e em pesquisas anteriores com vacas em lactação, a suplementação com OmniGen-AF para vacas leiteiras em estresse térmico tanto durante a lactação quanto durante o período seco pode ajudar a controlar o impacto negativo do estresse térmico na produção de leite.

 

Referências sob consulta.

 

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RICARDO SASÍAS

CHAPECÓ - SANTA CATARINA - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 29/08/2018

Excelente documento. Aún Omnigen no está en Bolivia? Nos reslultaría de gran ayuda contar con este producto, dada la gran incidencia de estrés térmico en Santa Cruz de la Sierra. Puedo colaborar en introducirlo a nuestro mercado. Me envían información al mail sasias@cotas.com.bo
Ricardo Sasías, DVM
Saludos