ENTRAR COM FACEBOOK ESQUECI MINHA SENHA SOU UM NOVO USUÁRIO

Vaca vazia ao final da lactação e novilha atrasada: o que fazer?

Por Bruno Gonzalez de Freitas e Bruna Martins Guerreiro - Especialistas técnicos em Reprodução Animal

Com a intensificação na seleção genética das propriedades produtoras de leite para atingir a maior capacidade produtiva, é preciso aumentar a atenção para evitar reflexos negativos na eficiência reprodutiva e, consequentemente, na produtividade da fazenda. A alta produção leiteira exige máximo cuidado com os manejos nutricional, ambiental e reprodutivo.

Descuidos nesses três pilares podem reduzir a fertilidade do rebanho e aumentar o número de vacas vazias ao final da lactação, levando ao crescimento da taxa de descarte involuntário.

Neste ponto, a propriedade possui três opções para destino dessa fêmea:

1) Descartar a vaca (se possuir boa genética, for jovem, estiver saudável e sem problemas reprodutivos detectáveis pelo médico-veterinário, esta opção mostra-se menos atraente);

2) Manter a vaca no programa reprodutivo da fazenda (certamente aumentando o custo reprodutivo);

3) Realizar o protocolo de indução de lactação.

A terceira opção pode ser interessante porque direciona de maneira estratégica o destino de fêmeas que, por motivos não detectáveis, encerraram a lactação sem ter emprenhado. Com essa nova ferramenta de manejo reprodutivo, é possível diminuir a taxa de descarte involuntário da propriedade ao mesmo tempo em que se inicia nova lactação em uma vaca que está vazia e, portanto, não iria produzir leite após a secagem.

Estudos recentes indicam outro benefício importante do protocolo de aleitamento: o retorno à função reprodutiva e consequente prenhez de algumas das fêmeas que seriam descartadas.

Pesquisadores avaliaram se a fertilidade de vacas Holandesas que permaneceram vazias ao final da lactação e foram tratadas com protocolo de indução à lactação pudesse ser afetada posteriormente. Ao serem inseminadas artificialmente, as vacas apresentaram alta de taxa de prenhez (41,5%) até a terceira inseminação pós-aleitamento. Dessa forma, o protocolo de indução à lactação pode ser utilizado como estratégia para incrementar a fertilidade de vacas Holandesas repetidoras de serviço.

Para iniciar o protocolo de aleitamento é necessário que as fêmeas estejam secas há no mínimo 40 dias. Como o protocolo tem duração de 21 a 22 dias, essas vacas completarão um período seco total de 62 dias. De acordo com outro estudo publicado, utilizando-se o seguinte protocolo (Figura 1), a taxa de resposta ao aleitamento foi de 85%, com produção de leite entre 70 e 80% da lactação anterior.

Figura 1. Protocolo de indução de lactação proposto por Mingoti, et al. – ICAR 2016.

 

D0, D8, D15 e D21 = BSTr 500 mg

Diariamente, do D0 ao D8 - P4 injetável 300 mg

Diariamente, do D0 ao D8 = Benzoato de estradiol 30 mg

Diariamente, do D9 ao D15 = Benzoato de estradiol 20 mg

D16 = Cloprostenol 0,530 mg

D17 ao D21 = massagem dos tetos

Diariamente, do D19 ao D21 = Dexametasona 40 mg

 

Novilhas atrasadas podem receber o protocolo?

Novilhas que possuem excelente genética, já atingiram o peso-alvo e estão aptas à reprodução mas não emprenharam após sucessivos serviços, podem, sim, receber o protocolo de aleitamento.

A comprovação vem de estudo que avaliou a resposta e a fertilidade de 150 novilhas meio-sangue (Jersey x HPB) submetidas ao protocolo de indução de lactação. Verificou-se que 86,8% delas iniciaram a produção de leite. As novilhas ainda apresentaram taxa de prenhez de 76,1% após serem submetidas a três protocolos consecutivos de inseminação artificial em tempo fixo (IATF), demonstrando dois benefícios da implantação estratégica do aleitamento em novilhas atrasadas:

1) Antecipação da produção de leite e redução do descarte involuntário de novilhas;

2) Retorno à vida reprodutiva, com estabelecimento precoce da gestação (76,1% de prenhez com apenas três serviços).

A indução à lactação possibilita reter as fêmeas geneticamente superiores e, consequentemente, reduz as perdas econômicas decorrentes das falhas reprodutivas. Dessa forma, essa técnica é uma excelente ferramenta para reduzir o descarte involuntário e aumentar a lucratividade da propriedade.

Você confere outros materiais em nosso blog e no canal do YouTube:

www.ourofinosaudeanimal.com/blog

www.youtube.com/user/OurofinoAgronegocio

 

Quer conversar com o nosso Time Técnico? Ligue 0800 941 2000 ou entre em contato pelo box abaixo:

0

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.