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Fatores que afetam a prenhez de vacas de leite

POR OURO FINO SAÚDE ANIMAL

OUROFINO SAÚDE ANIMAL

EM 02/05/2019

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Atualmente, podemos observar um aumento do desafio reprodutivo nas propriedades leiteiras, que se torna maior com o incremento da produção de leite por animal (Figura 1). A cada ano, são realizadas diversas pesquisas para se tentar entender os motivos pelos quais a eficiência reprodutiva diminui nos modernos sistemas de criação, com alta produtividade de leite – e dessa maneira tentar encontrar soluções para contornar a queda nos índices.

Figura 1: Redução da fertilidade de fêmeas Holandesas e Jersey de acordo com o aumento da produção de leite ao longo dos anos (S. P. Washburn et al. 2002. Trends in reproductive performance in southeastern Holstein and Jersey DHI herds. J. Dairy Sci. 85:244-251)

Com o aumento da produção de leite por fêmea, os desafios comuns ao sistema são exacerbados e seu impacto nos resultados reprodutivos torna-se mais proeminente. Dentre os fatores que sabidamente exercem grande efeito na eficiência reprodutiva podemos citar:

1) Estresse térmico

As diversas raças e cruzamentos presentes no sistema de produção de leite brasileiro possuem diferente adaptabilidade às temperaturas encontradas no território nacional. Fêmeas de raças Bos taurus (por exemplo a raça Holandesa) possuem zona de conforto térmico entre -1ºC e 16ºC e fêmeas de raças Bos indicus (por exemplo a raça Gir) possuem zona de conforto térmico entre 10ºC a 27ºC (Adaptado de Curtis, 1983; Hafez, 1968; Mount, 1979; Pereira, 2005) – evidenciando que na maior parte do ano e na maioria do território brasileiro vacas de ambas as raças e cruzamentos estarão em situação de estresse térmico caso não haja algum tipo de controle de temperatura do ambiente.

Os efeitos que o estresse térmico causa no organismo dos animais devem-se à redução de ingestão de matéria seca (causando inclusive redução na produção de leite) e ao aumento do cortisol circulante – que resultam em alterações fisiológicas prejudiciais à reprodução.

2) Mastite e afecções podais

A intensificação da produção, se realizada sem os devidos cuidados, pode levar ao aumento da incidência de mastites e problemas de casco. Tais enfermidades promovem o aumento de citocinas e agentes estressores (tal qual o cortisol), reduzindo o crescimento folicular, ovulação e consequentemente a taxa de prenhez. Ainda, o grau da mastite (severa e com alterações sistêmicas ou moderada, com apenas o aparecimento de grumos no leite) pode causar uma grande redução na taxa de prenhez, conforme a gravidade do caso (Figura 2):

Figura 2.: influência do grau da mastite na taxa de prenhez à 1ª IA, em comparação às vacas saudáveis (Adaptado de Fuenzalida et al., J. dairy sci. (98, pg1-15), 2015)

 Portanto, evidencia-se que tais fatores podem levar ao aumento do desafio reprodutivo. Dessa maneira, faz-se necessário o controle dessas variáveis que possuem impacto negativo na taxa de prenhez. Além disso, a utilização das biotecnologias reprodutivas como a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) e a utilização de um manejo reprodutivo com mais tecnologia certamente auxilia a reduzir os efeitos acima demonstrados.

Os diferentes protocolos reprodutivos devem ser utilizados para reduzir possíveis perdas e consequentemente aumentar o retorno econômico para o produtor.

Figura 3.: protocolos reprodutivo indicados pela Ourofino. Consulte sempre o médico-veterinário.

Autores

Bruno Gonzalez de Freitas e Bruna Martins Guerreiro: especialistas em reprodução animal

Para saber mais, acesse o box abaixo.

OURO FINO SAÚDE ANIMAL

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