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Prevenir é o melhor remédio: entenda como o clima afeta os carrapatos

POR MARCUS VINICIUS WENDEL JORDAO

DECOY - CONTROLE SEGURO, COM O PODER DA NATUREZA

EM 25/08/2020

2 MIN DE LEITURA

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Atualizado em 25/08/2020

Continuando nossa série sobre o carrapato-do-boi (Rhipicephalus microplus), hoje vamos mostrar como os fatores climáticos presentes nas diferentes regiões do Brasil, influenciam no desenvolvimento do carrapato. Por apresentarem diferenças na temperatura e pressão, a infestação deste parasita ocorre em tempo e intensidade diferentes em cada uma delas. Quando maior a temperatura e maior a umidade da região, mais rápido o carrapato se desenvolve e maior é seu número de gerações anual. Por isso, é fundamental, que o pecuarista conheça o desenvolvimento do carrapato em sua região.

A região Sudeste, por exemplo, apresenta condições climáticas que favorecem a sobrevivência do carrapato durante todo o ano. No entanto, nos meses de inverno, onde predominam temperaturas mais baixas e menor umidade, o ciclo se alonga, acarretando um menor número de gerações anuais. Já no verão, que na região é quente e chuvoso, existem picos de infestação e alto desenvolvimento dos parasitas.  O André Costa Freiria, que é proprietário da Fazenda Batatais Agroambiental, que fica localizada no município de Batatais/SP, contou para a equipe Decoy, como é a infestação do carrapato-do-boi ao longo do ano:

“Normalmente a infestação se agrava nos períodos úmidos e quentes, geralmente entre setembro a março. Nos meses de inverno, entre abril e agosto, que é mais seco e frio, os carrpatos dão menos recorrentes e o controle do carrapato é mais fácil. Então tem essa sazonalidade na infestação.”

 – André Freiria, Fazenda Batatais.

Na região Sul, as baixas temperaturas e seca no inverno, acarretam um desenvolvimento bastante lento do carrapato. Por isso, há menos riscos de pico ao longo do ano quando comprado com outras regiões do país. A proprietária da Granja Guajuvira, localizada no município de Tupanciretã no Rio Grande do Sul, Iria Luiza Gomes Farias, também nos contou como é a infestação do carrapato-do-boi na região:

“A infestação maior ocorre sempre no verão, no início de dezembro temos a primeira onda de infestação. De janeiro a fevereiro temos o segundo e maior pico e ainda uma terceira onda que pega os meses de março e abril. Nos meses de inverno ainda temos um pouco de carrapato, mas a infestação é bem menor”.

- Iria Farias, Granja Guajuvira.

A Dra. Cecília José Veríssimo, pesquisadora do Instituto de Zootecnia (IZ), nas regiões Nordeste e Norte comentou que as elevadas temperaturas durante grande parte do ano, favorece uma infestação constante ao longo de todo o ano. Nestes casos, é possível que o carrapato apresente 5 gerações ao longo do ano. Já no Centro-Oeste, apesar de ser conhecido por ter 4 gerações por ano, pesquisas recentes têm mostrado que essa região pode apresentar até 5 gerações de carrapatos no período de um ano.

Abaixo é possível, destacamos o número de gerações anuais do carrapato-do-boi que se desenvolvem nas diferentes regiões do Brasil.

Conhecer a dinâmica populacional do carrapato-do-boi nas diferentes regiões, permite que o produtor esteja mais preparado para realizar o manejo. Lembrando que a Decoy desenvolve soluções que auxiliam o pecuarista no controle desta praga. Acesse nosso site e conheça nossos produtos.

 

Referências

GOMES, A., 2000. Carrapato-de-boi: Prejuízos e controle. EMBRAPA–CNPGC, Campo Grande, 4 p. Gado de corte divulga 42.

KESSLER, Raul Henrique; SCHENK, Maria Aparecida Moreira. Carrapato, tristeza parasitaria e tripanosomose dos bovinos. Campo Grande: Embrapa, 1998. 157 p.

ROCHA, C. M. B. M. Aspectos relevantes da biologia do Boophilus microplus (Cannestrini, 1887). Lavras: Editora UFLA, 1999. Boletim Técnico.

 

Dúvidas? Entre em contato com a Decoy pelo Box abaixo.

MARCUS VINICIUS WENDEL JORDAO

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