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Ciclo do carrapato-do-boi: conheça e combata com eficiência!

POR MARCUS VINICIUS WENDEL JORDAO

DECOY - CONTROLE SEGURO, COM O PODER DA NATUREZA

EM 14/08/2020

3 MIN DE LEITURA

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Atualizado em 14/08/2020

Originária da Ásia, a espécie Rhipicephalus microplus, conhecida popularmente como carrapato-do-boi, é conhecida por causar diversos problemas para pecuaristas do mundo todo. Para termos uma ideia, só no Brasil, estes parasitas são responsáveis por perdas econômicas que ultrapassam 3 bilhões de dólares anualmente. As perdas estão relacionadas principalmente aos efeitos negativos que o carrapato causa no ganho de peso do animal e na produção de leite. Além disso, os carrapatos danificam o couro e transmitem uma série de doenças, como a tristeza parasitária bovina (TPB), que pode levar o animal a óbito.

Mas a pergunta é: Como podemos realizar um controle eficiente para reduzir estes prejuízos? Para responder esta pergunta, precisamos primeiramente conhecer o ciclo de vida do carrapato e os fatores que interferem no seu desenvolvimento. Vamos lá?

O ciclo de vida do carrapato-do-boi é dividido em duas etapas: a fase de vida livre e a fase parasitária. Um fato curioso e importante para conhecermos é que este parasita apresenta um único hospedeiro ao longo da vida, que geralmente é um bovino. Abaixo detalhamos as diferentes fases:

Fase de vida livre

Se inicia quando a fêmea do carrapato fecundada e ingurgitada (repleta de sangue, necessário para maturação dos ovos) se desprende do animal (hospedeiro) e cai no pasto. Neste momento a fêmea entra na fase “pré-postura”, ou seja, fase anterior a liberação dos ovos, que dura cerca de 2 a 5 dias. É neste período que ocorre a produção e maturação dos ovos. Após, a fêmea inicia a postura dos ovos, que dura em média um período de 17 dias. Uma fêmea pode colocar o impressionante número de 3.000 mil ovos, o que explica o porquê de a grande maioria dos carrapatos  estar no solo e não no animal. Desses ovos emergem os “micuins”, nome popular dado às larvas do carrapato.  Também são conhecidas como larvas infestantes, e apresentam uma coloração avermelhada bastante característica. Para se desenvolverem, as larvas precisam de um hospedeiro, por isso, se agrupam nas pontas das folhas da pastagem e esperam algum animal passar. Quando isto ocorre, se fixam no hospedeiro e estão prontas para iniciar a nova fase de vida. E é assim que os carrapatos infestam seu rebanho!

A fase de vida livre dura cerca de 30 dias, mas de acordo com as condições ambientais de temperatura e umidade, pode chegar até a 300 dias. Quanto maior a temperatura e umidade, mais rápido o ciclo ocorre, e consequentemente maior o número de carrapatos.

Fase parasitária

Após as larvas infestarem o corpo do hospedeiro, se inicia a fase parasitária. Inicialmente, as larvas procuram locais de fácil fixação, onde a pele do hospedeiro é mais fina, com maior vascularização e proteção contra autolimpeza. Por isso é comum encontrar os carrapatos em regiões como a barbela, úberes e entre as pernas do animal. Depois de 4 a 7 dias no corpo do hospedeiro, a larva parasitária se torna uma ninfa, que dará origem ao adulto. Nessa fase adulta, os carrapatos realizam a cópula e após a fêmea ser fecundada, ela se alimenta do sangue do hospedeiro, ingurgita (aumenta o tamanho corporal, repleta do sangue do hospedeiro) e se desprende do animal, dando início a um novo ciclo de vida livre.

O período que vai desde a primeira infecção da larva no hospedeiro, até a queda da fêmea, dura em média 21 dias. Nesta fase, por estarem aderidos ao corpo do animal, que possui uma temperatura constante, os carrapatos são menos afetados por condições ambientais, por isso, o ciclo não sofre com variações.

Na figura abaixo, é possível observar como ocorre o ciclo completo:

Agora que você chegou até aqui e já conhece as características do ciclo do carrapato-do-boi, é fundamental que utilize este conhecimento para realizar o melhor manejo do parasita. O sucesso e eficiência no controle reduzirá os danos, e garantirá melhor eficiência e maior produtividade dos animais. Continue acompanhando o blog da Decoy para ter mais informações sobre o manejo sustentável das pragas de seu rebanho.

Referências

CATTO, J. B., ANDREOTTI, R. & KOLLER, W.W. Atualização sobre o controle estratégico do carrapato-do-boi. Embrapa, Campo Grande, CNPGC, 2010. 6p. (Embrapa-CNPGC. Comunicado técnico, 123).

GARCIA, M. V.; RODRIGUES, V. S.; KOLLER, W. W.; ANDREOTTI, R. Biologia e importância do carrapato Rhipicephalus(Boophilus)microplus. In: ANDREOTTI, R.; GARCIA, M. V.; KOLLER, W. W. Biologia e importância do carrapato Rhipicephalus (Boophilus) microplus. (Ed.). Carrapatos na cadeia produtiva de bovinos. Brasília, DF: Embrapa, 2019. 240 p. il. color. p. 17-27.

 

Dúvidas? Entre em contato com a Decoy pelo Box abaixo.

 

MARCUS VINICIUS WENDEL JORDAO

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