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Suplementação vitamínica em vacas leiteiras de alta produção - Parte 1

POR BAYER SAÚDE ANIMAL

BAYER

EM 06/09/2016

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Autores:

Guilherme Nunes Bolzan– Graduando em Medicina Veterinária
Paula Montagner – Graduanda em Medicina Veterinária
Augusto Schneider – Doutorando em Biotecnologia
Rubens Alves Pereira – Mestrando em Biotecnologia
Ivan Bianchi – Doutor em Biotecnologia Agrícola
Marcio Nunes Corrêa – Doutor em Biotecnologia
NUPEEC – Núcleo de Pesquisa, Ensino e Extensão em Pecuária

1. Introdução

Os sistemas de produção leiteira enfrentam, atualmente, diversos problemas relacionados principalmente aos parâmetros de qualidade e à reprodução.

Alternativas para suprir a demanda energética são fundamentais para uma boa produção, a qual deve atender as necessidades de energia, conter níveis adequados de proteínas, vitaminas e minerais.

Qualquer desequilíbrio na dieta pode levar a diminuição no desempenho produtivo e reprodutivo, gerando prejuízo econômico.

As vitaminas estão presentes nos alimentos em pequenas quantidades, sendo essenciais na nutrição de vacas leiteiras, pois participam de diferentes processos na manutenção da saúde, crescimento e reprodução. Como qualquer nutriente, elas devem estar presentes na dieta em quantidade correta, prevenindo hipovitaminose, causada pela carência dessas substâncias, ou hipervitaminoses, oriundas de um excesso das mesmas. A suplementação vitamínica na ração, na forma mineral, garante uma melhor resposta ao potencial leiteiro, e auxilia na manutenção do estado clínico, prevenindo doenças como a mastite e outras enfermidades comuns no período.

Dietas formuladas com vitaminas devem ser utilizadas, segundo a necessidade animal, que varia conforme a espécie e categoria. Deve-se levar em consideração que os volumosos nem sempre atendem às necessidades nutricionais, especialmente os estocados (silagem e feno), que perdem a concentração nutritiva com o tempo. Os ruminantes são diferentes dos demais animais por possuírem a capacidade de sintetizar muitas vitaminas hidrossolúveis e lipossolúveis pelo rúmen.

Desse modo, é importante saber as funções especificas das vitaminas, seus benefícios e deficiências, para entender como e quando elas devem ser suplementadas.

2. Vitaminas Lipossolúveis

2.1 Vitamina A

É um nutriente fundamental para a integridade da mucosa dos animais e de seu aparelho reprodutivo, participa da transformação dos hormônios reprodutivos e desempenha papel importante no desenvolvimento do sistema nervoso e imunológico. Sua carência desenvolve problemas em vários sistemas; na pele, os pêlos ficam ásperos; nos olhos, pode ocorrer cegueira noturna e degeneração da retina; no sistema nervoso há descordenação de movimentos, convulsões e degeneração nervosa; no aparelho respiratório aumentam a sensibilidade às infecções das vias respiratórias; no aparelho digestivo cresce sensibilidade às infecções das mucosas; no sistema reprodutivo há atrofia dos ovários com baixa na taxa de ovulação e de fecundação, além de problemas de ciclo estral e retenção de placenta.

A intoxicação pela vitamina A não representa um problema em condições práticas, pois ela não ocorre em plantas e sim os seus precursores.

2.2 Vitamina E

Encontrada em sementes oleaginosas, relacionada a diversas funções no organismo, a vitamina E tem importante papel antioxidante, retardando o envelhecimento e prevenindo uma degeneração precoce. A sua suplementação associada ao Selênio tem apresentado bons índices de redução de mastite e infecções da glândula intramamária. Possui ação específica na absorção da vitamina A e na sua estocagem no fígado, por isso a deficiência de ambas é concomitante e pode gerar uma série de problemas, principalmente em animais jovens, onde a doença do músculo branco (calcificação anormal dos músculos) é um sinal clássico, além da distrofia muscular nutricional, que ataca os músculos esqueléticos e cardíacos.

A deficiência pode ser oriunda de uma ingestão inadequada e da baixa disponibilidade da vitamina nos alimentos, devido a condições inadequadas no processamento dos mesmos. A vitamina E não apresenta toxidez devido a sua baixa absorção.

2.3 Vitamina D

Age no metabolismo do cálcio e do fósforo, proporcionando uma melhor absorção desses minerais pela mucosa intestinal, tendo importante influência na mineralização óssea e mobilização destes minerais dos ossos. Sua deficiência no organismo compromete o sistema ósseo, deformando-o, e aumenta o risco de ocorrência da febre do leite. A deficiência pode ter ocorrido devido a uma ingestão inadequada ou pouca exposição à luz solar, necessária para a conversão dos percussores da vitamina D. A ingestão de teores elevados de vitamina D, por longos períodos, pode causar redução na ingestão de alimentos, e assim na taxa de crescimento e produção.

2.4 Vitamina K


A principal função desempenhada pela vitamina K é na síntese de proteínas no rúmen e no papel anti-hemorrágico. Sua deficiência é de difícil ocorrência, pois é sintetizada dentro do trato digestivo pelas bactérias do ruminais, porém quando acontece, desencadeia um aumento no tempo da coagulação sanguínea.


Para saber mais entre em contato pelo box abaixo:

BAYER SAÚDE ANIMAL

O objetivo desse espaço é esclarecer as dúvidas sobre doenças metabólicas em bovinos leiteiros

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