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Serra contesta ceticismo sobre clima e pede para G-20 defender acordo

postado em 17/02/2017

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O ministro das Relações Exteriores, José Serra, alertou nesta quinta-feira, na reunião de chanceleres do G-20, na Alemanha, que não há mais espaço para o ceticismo em relação à mudança do clima, na linha oposta do que a administração do presidente americano, Donald Trump, vem sinalizando. 

Trump já chegou a explicar que o aquecimento climático é uma invenção chinesa para destruir a indústria americana. O Acordo do Clima, de Paris, não é apreciado agora na Casa branca. Trump escolheu Scott Pruitt, grande defensor de energias fosseis, para dirigir a Agencia de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês). No G-20, Serra disse que o Brasil está firmemente comprometido no Acordo do Clima, que lançou as bases para aprimorar parceria no segmento entre a sociedade civil em geral, o setor privado e as autoridades locais.

O ministro defendeu que esse grupo das maiores economias desenvolvidas e emergentes envie uma mensagem firme sobre a irreversibilidade do Acordo do Clima e o compromisso de seus membros e da comunidade internacional nesse sentido.

Em intervenção na sessão sobre objetivos do desenvolvimento sustentável, o representante brasileiro observou que o mundo passa por uma "crise muito séria, que coloca em risco a globalização e mesmo alguns aspectos fundamentais de nossas democracias liberais".

Para Serra, nesse contexto o G-20 não poderia limitar suas discussões, como fez até hoje, à estabilização dos fluxos financeiros e à coordenação de políticas macroeconômicas. Ao seu ver, o principal desafio, hoje, "é saber como lidar com tantos fatores imprevisíveis, que alimentam nosso estado de crise e caos. Imprevisibilidade e conflito estão no centro da crise atual".

Para o ministro, um dos problemas principais dessa crise é a imigração por fatores econômicos. Mas observou que não seria tão grave se os países tivessem alcançado, anos atrás, um acordo para abrir os mercados dos países mais desenvolvidos às exportações agrícolas dos países em desenvolvimento, o que significaria mais empregos. "Infelizmente isso não aconteceu, e juntamente com as guerras recentes, tem sido um fator de médio prazo, subestimado, para o aumento dos fluxos migratórios", afirmou.

Abordando exemplos do desenvolvimento sustentável, o ministro afirmou que o Brasil conseguiu reduzir bastante o desmatamento na última década, como também alcançou a marca de 80% de fontes renováveis em sua matriz de eletricidade.

Disse que, ao mesmo tempo, o país é, hoje, a segunda principal fonte de produtos agrícolas e alimentícios do mundo, graças ao foco em produtividade e tecnologia, e impacto positivo nos planos social, econômico e ambiental.

Conforme José Serra, em 30 anos a produtividade de agricultura brasileira aumentou 4% ao ano, em média, comparado a 1,8% da média anual mundial. Ainda assim, o Brasil conseguiu, nas últimas duas décadas, reduzir a área total agricultável, de cerca de 370 milhões de hectares para cerca de 323 milhões de hectares. Segundo Serra, 61% do território brasileiro corresponde a mata nativa, ante a média mundial de 3%.

"Ironicamente, muitos ainda apoiam a ideia de barreiras protecionistas contra os produtos agrícolas do Brasil, com base no argumento absurdo de que nossa agricultura ameaça o meio ambiente", acrescentou. Serra disse que a agricultura brasileira conseguiu seus resultados sem nenhum subsídio para nossos agricultores. Para ele, os países precisam juntar forças para amparar o desenvolvimento sustentável em dois elementos principais: recursos e instituições.

Na avaliação do chefe da diplomacia brasileira, o G-20 pode assumir um papel importante mobilização de todas as fontes de financiamento, incluindo doméstico e internacional, público e privado.

As informações são do Valor Econômico.

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