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LEITE/CEPEA: preço médio do leite reduz 3,2% (ou 5,1 centavos) em relação a agosto

postado em 30/09/2016

14 comentários
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Após subir por sete meses seguidos e atingir recordes reais, o preço do leite ao produtor caiu em setembro. Além do aumento na captação, observado na maioria dos estados pelo terceiro mês, a fraca demanda interna foram os principais motivos das quedas nos valores. Segundo pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o preço médio recebido pelo produtor na “média Brasil” (sem frete e impostos) foi de R$ 1,5257/litro, redução de 3,2% (ou de 5,1 centavos) em relação a agosto. Mesmo com a queda, a cotação ainda acumula alta de 50,8% no ano, em termos reais (valores deflacionados pelo IPCA de agosto/16).

O preço bruto médio do leite (que inclui frete e impostos) também caiu 3,2% de um mês para outro, passando para R$ 1,6377/litro em setembro. As médias calculadas pelo Cepea são ponderadas pelo volume captado em agosto nos estados de GO, MG, PR, RS, SC, SP e BA.

A captação de leite aumentou em quase todos dos estados analisados, refletindo a recuperação das pastagens, favorecida pela chegada das chuvas em algumas regiões, e o início da safra no Sul do País. De julho para agosto, o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L/Cepea) aumentou significativos 6,2%, com destaque para Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com significativas altas de 11,76% e 11,37%, respectivamente. A exceção ficou por conta da Bahia, onde o volume captado permaneceu praticamente estável (ligeira queda de 0,08%), sustentando as cotações.

Para outubro, representantes de laticínios/cooperativas consultados pelo Cepea apontam nova queda nos preços do leite. A maioria dos agentes entrevistados (96,2%), que representa 99,8% do leite amostrado, indica que haverá baixa nos valores. Outros 3,8%, que representam 0,2% do volume amostrado de leite, acreditam em estabilidade. Ninguém espera alta de preços para o próximo mês.

No mercado de derivados, a demanda enfraquecida, diante dos elevados patamares de preços nos últimos meses, e os estoques elevados em algumas regiões, pressionou os valores dos produtos lácteos. Os preços médios do leite UHT e do queijo muçarela negociados no atacado de São Paulo em setembro foram de R$ 2,49/litro e R$ 19,20/kg, respectivamente, quedas de 23,1% e 8,41% em relação às médias de agosto. Com o cenário de quedas intensas nos últimos dois meses, a variação acumulada do leite UHT desde o início do ano passou para 6,3%. A pesquisa de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Tabela 1. Preços pagos pelos laticínios (brutos) e recebidos pelos produtores (líquido) em SETEMBRO/16 referentes ao leite entregue em AGOSTO/16.

preços do leite - produtores de leite

Tabela 2. Preços em estados que não estão incluídos na “média Brasil” – RJ, MS, ES e CE.

preços do leite - produtores de leite

As informações são do Cepea/Esalq.

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Comentários

Venancio Torres Machado

OUTRA - OUTRO - OUTRA
postado em 02/10/2016

Bom dia. Isso a nível nacional?

Marco Aurelio Sambaqui Gamborgi

Gaspar - Santa Catarina - Produção de leite (de vaca)
postado em 03/10/2016

O lacticínio Chocoleite, de Jaraguá do Sul, SC, baixou 18% o valor pago pelo leite captado em agosto e ainda não informou o preço para setembro. Questionei sobre o motivo da queda tão acentuada e a resposta foi "a empresa é minha e pago o quanto quiser". São tão irresponsáveis que no mês anterior haviam me oferecido vacas que eles iriam financiar. Me garantiram que o valor iria continuar estável e que eu continuasse a investir. Aumentei a área de plantio de milho, investi em uma dieta melhor para as vacas e agora amargo o prejuízos. Muita irresponsabilidade.
Em 2018 completamos 50 anos na atividade leiteira e nunca passamos por nada parecido.

Adriano Alves de Oliveira

OUTRA - OUTRO - Produção de leite
postado em 03/10/2016

Bom dia amigos.estou a procura de produtores de mufas de capim elefante brs canara guem saber por favor deiche seu comentário.agui no  norte do espírito santo estmos sofrendo com auto custo do leite e seca.

Paulo Cruz Martins Junqueira

Leopoldina - Minas Gerais - Produção de leite
postado em 03/10/2016

A nossa queda foi cerca de 20%, mas continuo afirmando que é uma queda injustificável. Não existe queijos abaixo de 35,00/kg, no varejo.
O frescal aqui na Zona da Mata, no mercado, R$ 29,90/kg.
Absurdo!!!

PAULO ROBERTO VIANA FRANCO

Juiz de Fora - Minas Gerais - Consultoria/extensão rural
postado em 04/10/2016

Toda negociação entre industria x produtor deve ter uma regra e deve ser   baseado num indicador.
Cabe ao produtor(elo inicial da cadeia) criar suas condições de fornecimento.

lucas

Itambacuri - Minas Gerais - Produção de leite
postado em 04/10/2016

A piracanjuba vai abaixar 35 centavos nesse mês de outubro, não tem como produzir absolutamente nada!

gilney ventura

OUTRA - OUTRO - OUTRA
postado em 04/10/2016

  Vejo que as cotações são fornecidas pelas industrias e nós produtores não somos consulta-
dos, assim não saberemos se as informações condizem com o que esta acontecendo nas
regiões, e se não acontece nenhum tipo de manipulação por parte das empresas, já que não
sabemos como são calculados os valores pagos para aos fornecedores.

Joao Luiz Da Rosa Junior

OUTRA - Tocantins - Produção de leite
postado em 04/10/2016

Boa noite, na minha propriedade a queda foi de 23%, em uma época dificil, onde aqui esta entrando a fase do vazio forrageiro, e de que jeito vamos coloca o que falta no cocho se estão nos quebrando?!

moisés candido bernartt

Nova Aurora - Paraná - Produção de leite (de vaca)
postado em 04/10/2016

Estive na atividade por sete longos anos, e durante este espaço de tempo, sempre busquei os quatros pilares, alimentação de qualidade, genetica, manejo e sanidade do rebanho. Porém me deparei com todo tipo de entraves e dificuldades, principalmente no que diz respeito a uma politica voltada a classe produtora, que na verdade não existe. Constatei que esta atividade é para poucos, herois, guerreiros, pois, mesmo com todas as variaveis diarias da atividade,  o produtor continua firme, com esperanças de que as coisas irão melhorar. Eu Confesso aqui que não consegui subsistir e saio da atividade, com tristeza, porém sabedor que lutei a batalha com todas as minhas energias e vigor. Gostaria de desejar a todos os produtores de leite deste Brasil enorme, muita garra, perseverança e uma pequena sugestão, lutem para serem ouvidos junto aos seus políticos de base, para que estes criem uma legislação que de um mínimo de sustentabilidade a cadeia produtiva, com preços praticados ao leite, que ao menos possa fazer frente ao custo de produção. Um grande abraço a todos os produtores heróis deste Brasil.

Sérgio Dias de Castro

OUTRA - OUTRO - OUTRA
postado em 04/10/2016

Aquela velha história, quem anda na garupa não governa a rédia. Sempre bati na mesma tecla, com relação ao preço do leite, tem que haver uma interferência do governo, através da Embrapa. Não sei se vocês lembram quando a Embrapa de Cel Pacheco de MG, através de uma planilha de custo estipulava o preço mínimo do litro de leite, e todos os laticínios naõ podiam pagar menos que esse valor, poderiam sim pagar a mais.Bons tempos.

Cleomar Tacca

Campo Erê - Santa Catarina - Indústria de laticínios
postado em 05/10/2016

Bom dia, pessoal gostaria de ajudar a informar vocês do seguinte fato, a industria também tem custos, o mercado tem custos e o consumidor exige preço, vocês também tem custos, pois então só quem esta na indústria sabe das dificuldades pra por um preço acessível no mercado, o leite aumentou concordo.. E o salário do consumidor, sera que aumentou? E em minha região de abrangência eu sempre coloquei aos produtores, "vão com calma que é só um momento", mas não preferiram aumentar os custos para elevar produtividade. E hoje reclamam com o preço mais inferior, mas o patamar do leite sempre sera 1,20, e não adianta brigar com ninguém porque se fossemos brigar seria com o consumidor que chega no mercado olha o preço e não adquiri devido ao poder aquisitivo... Então sempre precisava avaliar pontos e pontos, ninguém ganha ninguém perde tudo se transforma, é somente uma questão de adaptação. E se o valor do leite chega-se a 10 reais ao litro eu aposto que os produtores cobrariam para que os laticínios pagassem mais é somente uma questão de bom senso. Fica aqui meu apelo para todos os lados (consumidor, mercado, laticínios e produtores)

leonardo saraiva bianchi

Gurupi - Tocantins - Produção de leite (de vaca)
postado em 07/10/2016

ao senhor cleomar, nos produtores dizemos  o seguinte, o senhor vai mudar de profissão, pois leite a 1.20 é impossivel de produzir , e embora muitos achem , produtor não é escravo , e  um dia ele acorda e sai da atividade, pode demorar  mais sai, e ja esta acontecendo.

Ricardo R Dias Lopes

OUTRA - OUTRO - Produção de leite
postado em 07/10/2016

Eu nao sei de que fontes voces coletao estes dados,mas so sei que nao esta conferindo com a realidade do campo.No produtor a baixa do preço do leite esta variando entre 15 ate 25 centavos e nao somente 5 centavos.

Adriano Alves de Oliveira

OUTRA - OUTRO - Produção de leite
postado em 10/10/2016

Vou mudar o ditado popular.(vendo a presso de banana!!vendo a presso de leite! !??)nao sei a onde vamos para.vivo na esperança ano gue vem vai ser melhor espero gue mude.

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