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Fazenda Colorado colhe frutos do plano de aumento de produtividade

postado em 29/08/2016

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Maior produtora de leite do país, a Fazenda Colorado, de Araras (SP), espera elevar em 4% a 5% o volume de produção este ano sobre 2015, quando alcançou 22,160 milhões de litros, segundo o levantamento Top 100 MilkPoint. Com esse crescimento previsto, a fazenda vai mais do que recuperar os níveis de 2014, quando havia produzido quase 23 milhões de litros de leite.

Produtora de leite tipo A, comercializado com a marca Xandô, a Colorado caminha a passos firmes para atingir o objetivo. No último dia 9 de agosto, as 1.730 vacas holandesas em lactação na fazenda - controlada pela holding Grupasso, da família do falecido Lair Antonio de Souza - produziram o recorde de 72 mil litros de leite, isto é, 41,6 litros por vaca no dia em questão. Esse nível de produção é semelhante ao de fazendas de leite dos EUA com alto nível de eficiência, observa Sérgio Soriano, gestor de pecuária da Fazenda Colorado.

O desempenho da Colorado atualmente é resultado de um projeto iniciado em 2011, quando Lair, então líder da holding Grupasso, apostou na implantação de um sistema para ampliar a produtividade das vacas leiteiras. Então, a fazenda, que já produz leite A desde 1982, começou uma nova etapa de sua história.

Além do investimento em animais com alta qualidade genética, o pulo do gato do projeto - que demandou aportes de R$ 40 milhões e incluiu a construção de um novo laticínio - é um sistema chamado "cross ventilation" (ventilação cruzada). Nele, os animais são criados num galpão climatizado, com temperatura na casa dos 22 graus. Nesse ambiente "mais confortável", os animais gastam menos energia e "expressam melhor seu potencial" de produção, afirma Soriano.

Para este ano, a expectativa é que a produção diária de leite na Colorado alcance 63,6 mil litros em média, ou 36,8 litros de leite por vaca, acima dos 36,5 litros do ano passado, mas ainda abaixo dos 39 litros em média por animal, que, segundo Sergio Soriano, são a meta da fazenda. Em 2011, quando o projeto foi iniciado, a Colorado tinha 1.080 vacas em lactação e uma produção diária média de 35,8 litros de leite, ou 33,1 litros por animal.

De acordo com Carlos Alberto Pasetti de Souza, filho de Lair e presidente do conselho de administração da holding Grupasso, o projeto da Colorado vive uma "fase de maturação" e a partir de agora não haverá expansão no número de vacas em lactação na fazenda, mas ganho de eficiência por animal. Soriano reforça que os volumes de produção de leite da Colorado têm crescido este ano mesmo com as altas dos custos, boa parte em decorrência do aumento do preço do milho usado na alimentação das vacas.

A fazenda não divulga de quanto foi o aumento nos gastos, mas só o milho subiu 32% nos 12 meses terminados em junho, observa Carlos Eduardo Pasetti, neto de Lair e CEO do Laticínios Xandô, empresa do mesmo grupo que beneficia o leite produzido na Colorado.

Mas o incremento de gastos não inibiu os planos de avanço da Colorado. "Se 'tirar' vaca porque o milho está caro, o custo aumenta", observa Soriano. O fato, contudo, é que muitos pecuaristas do país cortaram a produção este ano, reduzindo a disponibilidade de leite no mercado. E nesse cenário de oferta menor, "a Colorado tomou espaço de outros que reduziram a produção", afirma.



Além dos animais em lactação, o rebanho da Colorado atualmente é composto por 286 vacas "secas" (que não estão em lactação) e 1.964 bezerros e novilhas.

As vacas em produção na Colorado são ordenhadas três vezes ao dia num "carrossel" numa área contígua ao galpão climatizado onde vivem e são alimentadas. O leite retirado é transportado por tubulações até o laticínio, na própria fazenda, onde passa pelo processo de pasteurização. "Do pé da vaca ao envase são 39 metros de distância", diz Carlos Eduardo Pasetti, CEO do Xandô.

Esses, aliás, são pré-requisitos para que o leite seja classificado como tipo A. Como explica Carlos Alberto Pasetti de Souza, não pode haver contato manual durante o processo de ordenha das vacas e beneficiamento da matéria-prima - para que o leite fique isento de bactérias patogênicas -, o transporte só pode ser feito por tubulação e o leite tem que ser produzido e embalado na própria fazenda.

As informações são do jornal Valor Econômico.



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