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Expointer: máquinas e implementos agrícolas impulsionam alta na comercialização este ano

postado em 06/09/2016

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A movimentação financeira da Expointer voltou a crescer depois de dois anos de queda. A 39ª edição, encerrada no domingo (04), em Esteio, apresentou crescimento de 12,6%, chegando a R$ 1,923 bilhão em negócios ante R$ 1,708 bilhão no ano passado.

A variação positiva é resultado da retomada nas vendas de máquinas e implementos agrícolas, único setor a apresentar evolução durante os nove dias de feira. Por outro lado, devido ao clima instável, o número de visitantes no Parque de Exposições Assis Brasil caiu de mais de 500 mil pessoas para 355 mil.

A indústria de máquinas e implementos, que detém a maior participação sobre o total, teve desempenho 12,9% superior na comparação com 2015. Foram encaminhados R$ 1,909 bilhão em vendas de tratores, colheitadeiras, entre outros produtos. "Os números mostram que os produtores estão apostando em tecnologia para alavancar a produtividade", afirmou o governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori.

fechamento Expointer
Depois de dois anos de queda, negócios são puxados pelo setor de máquinas agrícolas, que encaminhou R$ 1,909 bilhões

Em coletiva de imprensa, Sartori destacou a presença de ministros da Agricultura da Argentina e do Uruguai na Expointer. "A feira foi importante para promover assuntos de integração do Mercosul", disse. De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria de Máquinas e Implementos Agrícolas do Estado (Simers), Cláudio Bier, além da procura dos agricultores por mais tecnologia, os bons resultados nas safras de soja e milho impulsionaram a comercialização. "O produtor está capitalizado pelos preços das commodities e tem segurança para investir. E, neste ano, temos que destacar que os bancos de fábrica foram protagonistas para obtermos esse resultado", analisou Bier.

Antes do início do evento, a expectativa do Simers era atingir o mesmo patamar de negócios do ano passado. Em relação aos negócios com animais, a feira refletiu o momento recessivo, efetivando um faturamento cerca de 25% menor em venda na comparação com o ano anterior. Neste ano, o volume alcançou R$ 11,78 milhões contra R$ 15,5 milhões em 2015.

O primeiro vice-presidente da Farsul, Gedeão Pereira, sinalizou que a queda no PIB reduz o consumo de carne vermelha. A relação já foi calculada pelo economista-chefe da entidade, Antônio da Luz, que projeta uma queda de 0,5 ponto percentual no consumo para cada ponto reduzido no PIB. Segundo o presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Farsul, Francisco Schardong, ainda não foi possível sentir nos preços a alta esperada para o valor dos animais. Porém, ele argumenta que a Expointer é uma vitrine de alta genética para os 32 eventos a serem realizados a partir da feira em todo o Estado. No pavilhão da Agricultura Familiar, os visitantes deixaram R$ 2,033 milhões em compras, contra R$ 2,2 milhões em 2015. A retração nas agroindústrias foi atribuída, pelo secretário de Desenvolvimento Rural, Tarcísio Minetto, a menor circulação de visitantes.

Os mesmos motivos foram usados para explicar a queda, até o meio dia de ontem, no artesanato: de R$ 960 mil para R$ 942 mil. O volume de financiamentos solicitados aos bancos somou mais de R$ 1,19 bilhão, considerando apenas dados do Banco do Brasil (BB), Sicredi, BRDE e Banrisul. O BB teve a maior procura, protocolando mais de 3 mil propostas, que juntas representam R$ 610 milhões, alta de 20%. Na sequência, destacam-se os 556 pedidos solicitados ao Banrisul, alcançando R$ 266 milhões, aumento de 36%.

O Sicredi recebeu 994 solicitações com volume pleiteado de R$ 127 milhões, alta de 8%. Somente o BRDE demonstrou valor inferior a 2015, com pedidos totais de R$ 190 milhões para 45 protocolos.

As informações são do Jornal do Comércio.

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