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Vale a pena ler de novo: Controle do footrot (podridão dos cascos)

PRODUÇÃO

EM 28/02/2013

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No dia 13 de agosto de 2010, realizou-se o Curso Controle do footrot (Podridão dos Cascos), realizado no Instituto de Zootecnia (APTA/SAA), sob a coordenação da pesquisadora Cecília José Veríssimo, e ministrado pelo Prof. Luiz Alberto Oliveira Ribeiro, da Faculdade de Veterinária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Footrot ou podridão dos cascos é uma doença que afeta os cascos dos ovinos, causado por uma associação de bactérias, e que se inicia por meio de uma inflamação na epiderme interdigital (Figuras 1, 2 e 3). É uma doença que causa grandes prejuízos à ovinocultura. Em casos avançados, e quando as patas da frente estão afetadas, os ovinos se ajoelham para comer (Figura 4), pois não conseguem se manter em pé, mas, nas fases iniciais da doença, o animal pode apenas mancar. É comum a associação da doença com bicheira no casco, o que aumenta os prejuízos (Figura 5).

Existe uma forma virulenta da doença que se espalha rapidamente, acometendo vários animais. Um único animal com a doença pode infectar e contaminar todo o rebanho. Por isso, é essencial fazer quarentena, quando se adquire novos animais, antes de introduzi-los no rebanho. Quarentena é deixar o animal recém-chegado isolado dos demais, por pelo menos 40 dias, e somente juntar este ao rebanho se estiver sadio.

Para o controle e erradicação da doença na propriedade, o Professor recomenda seguir o seguinte programa de controle, de preferência na época seca do ano:

1 - Observar a epiderme digital das 4 patas de cada animal da propriedade, casqueando (aparando) todos os cascos em que a prática for necessária, e separando aqueles nos quais se constatar a doença.

2 - Os animais sadios passam primeiro no pedilúvio (construção própria para os animais molharem suas patas com uma solução desinfetante, geralmente construído dentro de um brete de contenção, Figura 6) com solução de formol (2 a no máximo 10%). Também pode ser utilizado sulfato de zinco, em solução a 10%, adicionado de 1% de detergente líquido. Depois, seguem para um pasto que tenha ficado em descanso (sem animais), por período de pelo menos 14 dias.

3 - Os doentes(*) passam pelo pedilúvio depois dos sadios, ficando em um pasto separado dos demais, próximo do curral de manejo onde está o pedilúvio, pois terão que passar mais 3 vezes (total de 4 passagens no pedilúvio), com uma semana de intervalo. Após as 4 passagens (4 semanas ou 1 mês), os animais são novamente minuciosamente observados quanto a possíveis lesões nas patas, e liberados para um pasto que tenha ficado em descanso (período de 14 dias).

4 - Os animais que ainda apresentarem lesões devem ser vendidos para o abate, pois podem se tornar portadores crônicos da doença, ajudando a mantê-la no rebanho, e, assim, anular todo o trabalho efetuado anteriormente para erradicar a doença do rebanho.

Os produtores não devem vender animais com a doença para outros criadores, pois essa bactéria pode infectar novos rebanhos e a doença se espalhar na região. O produtor que estiver adquirindo novos animais para seu rebanho deverá escolhê-los juntamente com um técnico que entenda de doenças de ovinos, a fim de não levar problemas sanitários para seu rebanho, e, além desse cuidado na compra de animais, deverá obrigatoriamente fazer a quarentena.

(*)Animais de alto valor zootécnico afetados pela doença podem ser tratados com antibióticos (Ex: uma dose de enrofloxacino 10%; ou duas doses com 48 horas de intervalo de florfenicol; ou penicilina G procaína e Dihidro-estreptomicina na dose de 50.000 a 70.000UI/kg e 50 a 70mg/kg, respectivamente).

Existe no mercado uma vacina, Foot-Vac®, que colabora no controle e erradicação da doença, aumentando a imunidade do rebanho. A recomendação é vacinar o rebanho e revacinar um mês depois, repetindo o esquema (vacinação e revacinação) 4 meses depois, e realizar esse esquema por um período de pelo menos dois anos.

Maiores informações sobre a doença podem ser obtidas na apostila do "Curso Controle do Footrot (podridão dos cascos)", que se encontra disponível no site do Instituto de Zootecnia, em http://www.iz.sp.gov.br/artigo.php?id=123.

Figura 1 - O local a ser observado é a pele do espaço interdigital (apresentada em destaque); nesta foto o animal NÃO apresenta lesão de footrot: a pele está íntegra, com pelos. Nas lesões iniciais, observa-se uma lesão como uma frieira; o local fica "melado" (úmido), avermelhado e sem pelos.



Figura 2 - Lesão inicial (grau 2) do footrot:; notar a ferida na epiderme interdigital, e o casco inflamado, que começa a se descolar.



Figura 3 - Lesão em fase avançada do footrot.



Figura 4 - Animal pastando ajoelhado.



Figura 5 - Ovino com bicheira na pata (estado avançado), devido à atração da mosca por odores exalados no footrot.



Figura 6 - Animal com as patas imersas em pedilúvio, construído no brete de contenção.



Em breve o FarmPoint estará publicando uma série de artigos sobre "Controle e erradicação do footrot" de autoria do Professor Luiz Alberto Oliveira Ribeiro e de um dos seus alunos de mestrado Paulo Ricardo Centeno Rodrigues.

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MARISA GONÇALVES

SALVADOR - BAHIA - PRODUÇÃO DE OVINOS DE CORTE

EM 25/06/2018

Oi Paiva tenho uma ovelha que tem essa glandula inchada como vc tratou?
JOSÉ PAIVA SOARES

SÃO PAULO - SÃO PAULO - OVINOS/CAPRINOS

EM 29/06/2018

Oi Marisa boa noite!!! Eu tratei apenas com tratamentos locais tipo limpeza e pedicure com banho de solução creolina e aplicação de lepecid. Abaixo no comentário do Jaime também está uma boa dica.Segundo ele você não deve espreme-la. Caso haja infecção seria bom uma aplicação de Oxitretraciclina. Boa sorte. Um abraço.
ANDRESSA LAUREANO

EM 04/06/2018

Barbosa casqueamento e tosquia de ovinos e caprinos
Palestrante de doenças sobre cascos do mesmos (016) 997857269
JAIME DE OLIVEIRA FILHO

ITAPETININGA - SÃO PAULO - OVINOS/CAPRINOS

EM 29/05/2017

Juliano  pegar sulfato de cobre ou de Zinco,e numa concentração de 10%,faça uma solução  e se tiver muitos animais deve por num pedilúvio com a solução que fique na altura dos cascos e que o animal permaneça pelo menos 2 minutos  com o pé nessa solução e se for o caso de poucos animais e não tiver o pediluvio pode fazer um pouco das soluçao e cortar uma garrafa pet de 600ml e colocar casco por casco por 2 min cada e separe esses animais até pararem de mancar e pode fazer todos dias até sarar de preferencia.

Qq coisa só escrever.
JULIANO LUIZ DA SILVA

DELFIM MOREIRA - MINAS GERAIS - OVINOS/CAPRINOS

EM 29/05/2017

Bom dia Jaime estou com esse problema de podridão de casco de ovinos, eles ainda não estão mancando mas está avançado. O que vc me sugere?
JOSÉ PAIVA SOARES

SÃO PAULO - SÃO PAULO - OVINOS/CAPRINOS

EM 13/02/2017

Olá Jaime boa noite! Obrigado pela atenção,suas informações foram muito úteis, você me ensinou algo que jamais vou esquecer sobre aquela glândula que fica acima dos cascos, eu estava mesmo muito preocupado,mas você me tranquilizou. Já observei os cascos fiz casqueamento em todos, não tem mal cheiro está tudo bem, na verdade era mesmo inflamação tais tais glândulas que você disse eu havia passado óleo queimado com bernicida, repeti o tratamento algumas vezes os animais já estão bem já pararam de mancar correndo e saltitando sem problemas.

Você se lembra que no meu primeiro contato eu havia dito que comprei uma ovelha com podridão do casco já em estado avançado estava mesmo em carne viva a ovelha nem colocava a pata no chão o casco completamente apodrecido, eu nem ia comprá-la mas comprei porque eu fiquei com dó dela. foram dois meses de tratamento intensivo no início duas vezes por dia primeiro a limpeza com água depois com uma garrafa pet cortada fazia imersão em solução de creolina e em seguida um banho de imersão com permanganato de potássio depois eu colocava uma pomada anestésica e antibiótica e em seguida enfaixava e colocava uma pasta de algodão para fazer uma almofadinha  e colocava um plástico em baixo para evitar umidade,. Logo ela começou a colocar a pata no chão  Quando ela estava quase boa resolvi deixar o curativo aberto continuando com todo o processo e passando lepecid nas lesões que ainda estavam abertas dentro de poucos dias cicatrizou completamente. Hoje ela anda e corre normalmente ficou apenas um pequeno defeito no casco mas sem nenhuma lesão. Fiquei muito satisfeito com o resultado. Estou falando da experiência que eu tive pois realmente é um problema de difícil solução, dá trabalho , mas se cuidar bem resolve. Um abraço a você e a todos que acompanham este artigo.e o meu muito obrigado.

Paiva.
JAIME DE OLIVEIRA FILHO

ITAPETININGA - SÃO PAULO - OVINOS/CAPRINOS

EM 10/02/2017

Jose Paiva note se no vão dos cascos existe uma forma de frieira e se tem odor forte,Se for pode ser inicio da podridão,se acaso for isso vc pode pegar sulfato de cobre ou de Zinco,e numa concentração de 10%,faça uma solução  e se tiver muitos animais deve por num pedilúvio com a solução que fique na altura dos cascos e que o animal permaneça pelo menos 2 minutos  com o pé nessa solução e se for o caso de poucos animais e não tiver o pediluvio pode fazer um pouco das soluçao e cortar uma garrafa pet de 600ml e colocar casco por casco por 2 min cada e separe esses animais até pararem de mancar e pode fazer todos dias até sarar de preferencia.

Qq coisa só escrever.










JOSÉ PAIVA SOARES

SÃO PAULO - SÃO PAULO - OVINOS/CAPRINOS

EM 06/02/2017

Olá Jaime boa noite! Obrigado pela sua resposta estava muito preocupado achei também que pudesse ter alguma relação com a  CAE, mas felizmente não é  Acontece que esses animais estão mancando o que devo fazer para resolver esse problema? Mais uma vez obrigado.
JAIME DE OLIVEIRA FILHO

ITAPETININGA - SÃO PAULO - OVINOS/CAPRINOS

EM 06/02/2017

Na verdade esse orifício é uma glândula que tem nas patas onde sai uma secreção naturalmente e pode por algum motivo inflamar mas,nunca espremer.E não tem nada com a foot root.
JOSE PAIVA SOARES

LIBERDADE - MINAS GERAIS - OVINOS/CAPRINOS

EM 05/02/2017

Olá boa tarde! Tenho uma pequena criação de ovinos e já comprei uma ovelha com podridão do casco já em estado avançado fiz o tratamento e felizmente o problema foi resolvido ficando apenas com uma pequena sequela, mas veio também uma ovelha que apresentava a pata inchada e estava mancando, observei também que ela apresentava um pequeno orifício um pouco acima nos inter dedos achei que fosse um berne e espremi saiu uma gelatina aparentando ser da articulação agora o macho reprodutor e uma cordeirinha apresentaram os sintomas de manqueira e observei o mesmo problema e a carneira também voltou a apresentar o problema. Fiz o tratamento usando veneno de matar bernes e apresentaram uma melhora.Gostaria de saber se este problema está relacionado a podridão do casco ou se trata de uma outra doença. Obrigado.
VINICIUS RIBEIRO DA SILVA

VILA VELHA - ESPÍRITO SANTO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 09/04/2016

Chame um Medico Veterinário para avaliar, ha possibilidade do animal esta desenvolvendo Laminite.
JOSE

EM 07/04/2016

OQUE DEVO FAZER PRA CURAR UMA VACA QUE TA COM O CASCO PODRE

JA COLOQUEI FORMAPEDI E NAO ADIANTOU.
CLEIDE CARVALHO PITANGUI

ANGRA DOS REIS - RIO DE JANEIRO - PESQUISA/ENSINO

EM 23/07/2015

O PROBLEMA DELA E BROCA SIM, MAIS NAO SEI COMO TRATAR  ESSA BROCA,JA USEI UNGUENTO FRIOZOL,JA DEI UMA VITAMINA PRO CASCO BIOO HOF,FAÇO HIGIENIZAÇAO E NAO A DEIXO EM LUGAR UMIDO , MAIS NADA PARECE TER RESULTADO,ONDE MORO NAO ENCONTRO VETERINARIO K CUIDE DISSO.

JAIME DE OLIVEIRA FILHO

ITAPETININGA - SÃO PAULO - OVINOS/CAPRINOS

EM 17/07/2015

Oi Cleide veja se não é problema de broca no casco da mula,e não deixar em lugar úmido.

JAIME DE OLIVEIRA FILHO

ITAPETININGA - SÃO PAULO - OVINOS/CAPRINOS

EM 17/07/2015

Boa arde ,vc tem feito o casqueamento delas,pois algumas vezes se for alguma infecção no casqueamento poderá aparecer alguma lesão se não veja se ela manca por causa do casco ou uma perna que bateu ou coisa semelhante,pois as vezes elas podem bater uma nas outras

MARCELO GOMES

SANTA MARIA - RIO GRANDE DO SUL

EM 16/07/2015

Ola Jaime,  eventualmente tem algumas ovelhas que aparecem mancando, analizando o casco não observo nenhuma anormalidade no espaço interdigital, e tambem a pele está íntegra, com pelos. O que observo é que a sola do casco esta bem macia e se apertar o animal reage.Será o inicio do foot-root ? O que seria mais indicado o pediluvio ou somente com o uso do cal virgem eu resolvo?Obrigado.
CLEIDE CARVALHO PITANGUI

ANGRA DOS REIS - RIO DE JANEIRO - PESQUISA/ENSINO

EM 13/07/2015

achei otima essa  materia,mais tenho um problema com uma mula,que compramos sem ter analizado mais detalhado os cascos dianteiro ,e agora esta todo quebrado,caso nao colocamos as ferradura ela mau consegue andar,estou a procura de um tratamento pra ela,se puder me ajude por favor,nao posso me desfazer do animal,pois a dei pro meu filho de tres anos de idade ,que e apaixonado pelo animal.
JOAO

GUAÍBA - RIO GRANDE DO SUL

EM 06/04/2015

Boa noite.Sou de Guaiba RGS,  Gostaria de saber onde encontrar  a vacina para doença do casco, estou com problema, ja estou fazendo pe diluvio com sulfato de zinco, Por favor se pocivel mande alguma soluçao  

Att. JH
JAIME DE OLIVEIRA FILHO

ITAPETININGA - SÃO PAULO - OVINOS/CAPRINOS

EM 09/02/2015

Kennedy na verdade isso é broca .o que vc pode colocar iodo 10%,na broca do casco isso ajudará ,mas seria bom procurar algum veterinário ou um casqueador de cavalos para dar um jeito,tem  que ser logo.
KENNEDY

ALTO PARNAÍBA - MARANHÃO - ESTUDANTE

EM 08/02/2015

Oi .tenho um cavalo que  ta sofrendo de frieras no casco , o que posso faz para curar, ele mal consegui andar
JAIME DE OLIVEIRA FILHO

ITAPETININGA - SÃO PAULO - OVINOS/CAPRINOS

EM 23/09/2014

Rita mande seu email e mandarei pra vc um manual resumido para vc se achar na criação e não é difícil a criação só precisa saber as coisas.