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Suplementação mineral para fêmeas caprinas e ovinas lactantes

VÁRIOS AUTORES

PRODUÇÃO

EM 22/04/2010

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A maioria das deficiências minerais que ocorrem em ruminantes está associada a regiões específicas, diretamente relacionada às características do solo. Neste sentido, animais criados em pastagens provenientes de solos que tenham algum tipo de deficiência mineral e que não recebam nenhum tipo de mineralização, provavelmente apresentarão sintomas de carência de um ou mais minerais.

Segundo Conrad et al., 1985 citados por COSTA et al., (2003), é comum aceitar que a subnutrição é uma das limitações mais prejudiciais aos animais nos países tropicais e que o déficit de minerais no metabolismo é responsável pela baixa produção, bem como por distúrbios reprodutivos, nos quais são observados entre os ruminantes.

COSTA et al (2003), mencionam que no Brasil, às exigências nutricionais de caprinos têm sido pouco estudadas e os cálculos de rações têm sido baseados de acordo com as normas preconizadas no NRC, que assume essas exigências como iguais aos de ovinos e bovinos.

Para que as diversas atividades metabólicas do organismo possam ocorrer, os minerais precisam ser fornecidos na dieta a ser ingerida pelo animal. As quantidades a serem ingeridas, podem variar segundo as condições fisiológicas dos ruminantes: crescimento, produção (feto, carne, leite, lã) e mantença.

Inúmeras são as estratégias adotadas pra melhor atender as exigências de minerais dos ruminantes que se não chegarem a ser supridas, segundo (PEDREIRA & BERCHIELLI 2006), poderão ocasionar diversas alterações metabólicas, diretamente relacionadas como o desempenho produtivo desses animais.

Os minerais são indispensáveis à sobrevivência e à manutenção da saúde dos animais. A deficiência mineral se reflete negativamente no desempenho do rebanho, levando-o a uma baixa produção de leite e carne, baixo índice de fertilidade, crescimento retardado, má formação óssea e redução da resistência às doenças. Os minerais são classificados como macrominerais (cálcio, fósforo, sódio, cloro, magnésio, potássio e enxofre) e microminerais (elementos exigidos em menores quantidades: zinco, ferro, cobre, selênio, cobalto, molibdênio, manganês e flúor).

As variações das necessidades nutricionais e do nível de ingestão durante a gestação nos pequenos ruminantes ocorrem da mesma maneira que nos demais ruminantes. Ou seja, durantes os quatro primeiros meses de gestação, a capacidade de ingestão nas cabras e ovelhas não varia muito (Tabelas 1 e 2). Mas, no último mês de gestação, ela reduz a ingestão, o que se observa também no começo do período de lactação

A lactação corresponde ao período em que as necessidades das fêmeas lactantes são mais elevadas. Durante esse período, elas não conseguem ingerir o suficiente para suprir às exigências iniciais da lactação. Em consequência disso, precisam fazer uso de suas reservas corporais. Daí, a importância na suplementação mineral para os animais dessa categoria.

É importante ressaltar que a nutrição recebida pelos animais em etapas anteriores do ciclo produtivo, também influência diretamente a produção de leite das matrizes.
Em experimento feito por COSTA et al., (2003), foi analisado que dos 100 aos 140 dias de gestação, a deposição de minerais para gestações com um e dois fetos, representou, respectivamente: 50,7 e 49,4% (Na); 62,0 e 63,4% (K); 73,9 e 77,3% (Mg); 64,4 e 68,8% (S); 76,7 e 82,2% (Fe); 68,8 e 66,9% (Zn) do total depositado até os 140 dias, nos produtos da gestação.

Segundo TREACHER (1982) o pico de produção de leite é diretamente influenciado pelo ganho de peso do animal no final da gestação. Isso mostra que as necessidades alimentares das ovelhas e cabras lactantes não podem ser determinadas sem levar em conta as necessidades das diversas épocas do ano, dos resultados obtidos e dos níveis de produção que se almeja alcançar.

As necessidades em suplementação dependem tanto da produção de leite quanto da sua composição, ambas difíceis de medir nas condições práticas de criação. Dessa forma, o criador pode fazer uma estimação, através do maior ou menor crescimento das crias e produção de leites das matrizes. Essa simples técnica permite ao criador fazer possíveis adaptações ao manejo alimentar.

Para se adotar um manejo alimentar racional e econômico é fundamental que se conheça as exigências nutricionais dos animais em questão, em cada fase de seu ciclo produtivo, já que o manejo inadequado, principalmente nas fases de gestação e lactação, poderá levar a uma diminuição do peso ao nascer, maior mortalidade, menor produção de leite e por consequencia, menores taxas de crescimento desses animais e uma diminuição da produtividade, gerando uma menor retorno econômico ao produtor.

Tabela 1 - Necessidades diárias de Ca e P para cabras em mantença e até o 5º mês de gestação



Tabela 2 - Necessidades de Ca e P das ovelhas secas e no início da gestação



Referências bibliográficas

COSTA, R. G.; RESENE, K. T.; RODRIGUES, M.T.;ESPECHIT, C. B.; QUEIROZ, A. C. Exigências de Minerais para Cabras durante a Gestação: Na, K, Mg, S, Fe e Zn. In: Revista Brasileira de Zootecnia., v.32, n.2, p.431-436, 2003.
INRA. Alimentos des bovins, ovinis & caprins. Ed. INRA, Paris. 1988.471 p.

PEDREIRA, M. S; BERCHIELLI, T. T..; Minerais. In: (Eds.) Nutrição de Ruminantes. Jaboticabal: Funep, 2006. 333-353p.

TREACHER, T. T. Nutricion de la oveja lactante. In: MALUENDA, P. D. Manejo e enfermedades de las ovejas. Zaragoza: Acribia, 1982. p. 243-256.

RENAN M. MEDEIROS SANSON

MIRCÉIA ANGELE MOMBACH

Graduanda em Zootecnia - Universidade
Federal de Mato Grosso - UFMT

SUELI FREITAS DOS SANTOS

Zootecnista

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