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Sistema misto de produção de leite ovino

POR RODRIGO MARTINS DE SOUZA EMEDIATO

PRODUÇÃO

EM 26/11/2008

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A produção de leite ovino no Brasil ainda é uma novidade, mas quando alguém decide iniciar esta atividade, depois de escolher a raça, que é uma dúvida bastante comum, depara-se com outro obstáculo: Como criar e produzir o leite???

Assim como para produzir carne existem diferentes sistemas de produção, para o leite, alguns sistemas foram desenvolvidos nos países tradicionais desta atividade. Quando se trabalha com raças verdadeiramente mistas, pode-se fazer algumas variações dos sistemas existentes, obtendo-se carne de cordeiro e produção de leite com eficiências razoáveis, de acordo com a vantagem econômica daquele momento.

No artigo "Sistemas de produção de leite ovino", foram apresentados os 3 principais sistemas de produção de leite: Desmama Precoce, Misto e Ordenha Tardia. Neste artigo, vamos discutir o Sistema Misto, pois é um sistema onde as vantagens e desvantagens precisam ser colocadas lado a lado e avaliadas cuidadosamente, para que não resulte em perda econômica para o produtor.

O Sistema Misto de produção de leite ovino consiste em após os primeiros dias do parto, as ovelhas e os cordeiros serem separados apenas por um período do dia. Geralmente, ordenham-se as ovelhas pela manhã e na seqüência, elas são soltas com os seus filhos, para amamentá-los até o final da tarde, quando são apartados para que as ovelhas acumulem o leite no úbere que será ordenhado na manhã seguinte.


Cordeiros da raça Bergamácia mamando após a ordenha das ovelhas

Os cordeiros são então alojados em confinamento, onde recebem água, concentrado e volumoso (geralmente feno), para irem aprendendo a se alimentar de outras fontes, conforme vão crescendo. De uma forma geral, os cordeiros são desmamados entre 30 e 60 dias, dependendo da raça e do próprio desempenho dos cordeiros. Não se recomenda desmamá-los com menos de 12 kg. Após a desmama dos cordeiros, as ovelhas são ordenhadas 2 vezes ao dia, pois sem os cordeiros para esvaziar o úbere durante o dia, o leite é armazenado até o úbere ficar repleto. Quando isso acontece, a pressão interna do úbere aumenta. Esta pressão é exercida pelo leite sobre a parede interna do úbere, levando a destruição das células secretoras de leite, o que resulta no encurtamento do comprimento da lactação.

Quando as ovelhas são ordenhadas 2 vezes ao dia, não é dada a chance do úbere ficar repleto. Assim, a pressão interna do úbere permanece normal e as ovelhas apresentam comprimento de lactação normal. Ou seja, produzem mais leite, por mais tempo.

Quais as vantagens do Sistema Misto?

Inicialmente, pensa-se na menor mão-de-obra para cuidar dos cordeiros, uma vez que não é necessário amamentar os cordeiros artificialmente, como no sistema de desmama precoce. Custo zero com sucedâneo do leite, já que o mesmo não é necessário. E geralmente, menor mortalidade de cordeiros, pois no Brasil, o aleitamento artificial de cordeiros órfãos ou rejeitados é feito com pouca higiene, ou com produtos de baixa qualidade, resultando em morte dos cordeiros ou baixo desempenho dos mesmos.

Porém, quando se utiliza o sistema misto de produção de leite, estamos mexendo com o comportamento dos animais e conseqüentemente com a fisiologia dos mesmos.
O simples fato da continuação do vínculo mãe-filho na produção de leite ovino pode inviabilizar a atividade, dependendo do objetivo final do leite produzido (queijos, iogurtes, entregar no laticínio, etc).

Quando os animais são manejados no sistema misto, o vínculo ovelha-cordeiro permanece, ou seja, a ovelha ainda quer cuidar do seu cordeiro. No final da tarde, quando eles são separados, é um momento estressante. As ovelhas e os cordeiros ficam balindo (vocalizando), correndo uns atrás dos outros, tentando ficar juntos. Depois de algumas semanas este manejo de apartação torna-se mais tranqüilo, pois os animais "sabem" que no dia seguinte após a ordenha vão se reencontrar.

No entanto, durante a ordenha, as ovelhas sempre ficam inquietas, "sapateam" na sala de ordenha, chutam as teteiras ou as mãos do ordenhador, defecam e urinam mais freqüentemente na sala de ordenha, demonstrando claramente sinais de estresse, estes comportamentos não melhoram com o passar do tempo.

Tabela 1. Tempo de descida do leite e duração da ordenha (segundos) de ovelhas em lactação, em dois sistemas de manejo

Na Tabela 1 fica evidente que as ovelhas em sistema Misto sofrem algum tipo de estresse. Neste caso, o estresse de estar sendo ordenhada ao invés de amamentarem os seus cordeiros naquele momento. Apesar do tempo de descida do leite não tem sido diferente, devido ao leite da cisterna do úbere não precisar de liberação de ocitocina para ser ordenhado, o tempo total da ordenha é maior devido a inquietação das ovelhas na plataforma de ordenha, na queda das teteiras por desacoplamento das tetas quando elas chutam ou pulam durante a ordenha e falha na liberação do leite alveolar, o qual é dependente da ocitocina para ser ejetado.

Quais as desvantagens do Sistema Misto?

No sistema misto, devido ao estresse pela permanência do vínculo mãe-filho e conseqüentemente, às alterações de comportamento, as ovelhas não liberam ou liberam pouca ocitocina, o que resulta na não ejeção do leite alveolar. Assim, o leite ordenhado, chamado leite comercial (leite que pode ser vendido ou processado em produtos), é de baixo teor de gordura, o que prejudica a qualidade e rendimento dos produtos derivados do leite. E a aparente vantagem da menor mão-de-obra, pelo fato de não ser necessário aleitar os cordeiros artificialmente, é anulada pela mão-de-obra durante a ordenha e para apartação diária dos animais, que é maior.

LABUSSIÈRE et al. (1978) e GARGOURI et al. (1993) propuseram o sistema misto de produção de leite como um meio de habituar as ovelhas à ordenha mecânica e evitar a queda brusca da produção de leite logo após a desmama. Mesmo assim, apesar do aumento da produção total de leite, após a desmama, a queda da produção pode ser de 20%. É um sistema muito utilizado em todo o mundo para ovinos e caprinos leiteiros com o objetivo de maximizar a produção de leite comercial e o crescimento do filhote, permitindo a ordenha e a amamentação (MCKUSICK et al., 2001).

Alguns trabalhos revelam que a recria dos cordeiros tem sido a causa de maior custo dentro do sistema de produção de leite, pois o aleitamento artificial com leite substituto é caro, além de não existir no mercado sucedâneos que atendam às exigências do cordeiro (KNIGHT et al., 1993). No entanto, THOMAS et al. (2001) observaram um aumento de 61% na produção de leite quando os cordeiros foram criados com sucedâneo do leite horas após o parto, quando comparados àqueles desmamados aos 30 dias de idade.

Nos países tradicionais é comum desmamar os cordeiros de ovelhas de raça leiteira aos 30 dias, seja no sistema de ordenha tardia, onde o cordeiro fica exclusivamente com a mãe durantes os primeiros 30 dias de vida e a ovelha só é ordenhada a partir da desmama, seja no sistema Misto. Porém, de acordo com RICORDEAU & DENAMUR (1962), aproximadamente 25% do total de leite de uma ovelha é produzido durante os primeiros 30 dias de lactação. Assim, esperar até o 30º dia de lactação para iniciar a ordenha pode reduzir o retorno econômico devido à menor quantidade de leite comercial produzido (GARGOURI et al., 1993).

De acordo com MCKUSICK et al. (2001), ovelhas em sistema misto de produção de leite produzem menos leite comercial durante o período de amamentação, comparado às ovelhas em sistema de desmama precoce. Estes autores avaliaram a produção de leite em três diferentes sistemas de desmama, com médias de 261 e 236 kg/ovelha para o sistema de desmama precoce e sistema misto, respectivamente. Para o terceiro sistema, em que as ovelhas foram ordenhadas após o desmame realizado aos 30 dias de idade, a média de produção foi de 172 kg/ovelha.

Tratando-se de produção de leite para a fabricação de queijos e outros produtos industrializados, a escolha do sistema de produção passa a ser de suma importância, visando máximo rendimento leiteiro e econômico. No sistema Misto, além da retenção do leite alveolar, ocorre também retenção de gordura, uma vez que a gordura é secretada nos alvéolos e por apresentar os diâmetros dos glóbulos de gordura maiores do que os canais alveolares que conduzem o leite à cisterna do úbere, ela também fica retida, sendo necessário a ação da ocitocina para contração das células mioepiteliais e ejeção do leite e gordura dos alvéolos. O baixo teor de gordura possivelmente relaciona-se à retenção de leite provocada pelo vínculo mãe-filho, ainda existente nesse período (MCKUSICK et al., 1999).

Tabela 2. Produção e teor de gordura do leite de ovelhas em dois sistemas de manejo: Desmama Precoce (D48hs) e Misto (D45dias)

Médias seguidas de letras diferentes, maiúsculas na linha e minúsculas na coluna diferem entre si (P<0,05);
D48hs: desmama 48 horas após o parto;
D45dias: desmama 45 dias após o parto.

Na Tabela 2, pode-se observar que a produção de leite nos dois sistemas foram bastante semelhantes durante quase todo o período experimental, mas o teor de gordura do leite do sistema Misto, foi bastante inferior ao sistema de Desmama Precoce até a desmama dos cordeiros, quando começou a se recuperar, provavelmente com a normalização da liberação da ocitocina, uma vez que o vínculo mãe-filho foi rompido. Este leite com menor teor de gordura reflete num leite de pior qualidade e conseqüentemente, quando processado em produtos, principalmente queijo, que ficam com textura mais ressecada, mais quebradiço, além do rendimento queijeiro piorar, pois com menos sólidos no leite, menor retenção na coagulação do leite e cada litro de leite rende menos kg de queijo.

O sistema Misto de produção de leite ovino é um sistema controverso. É preciso avaliar bem os objetivos da propriedade antes de adotá-lo. Como a cadeia produtiva de leite ovino no Brasil ainda é inexistente, hoje quem está produzindo o leite, está também processando-o, e um leite de baixo teor de gordura não irá agregar valor ao produto final, pelo contrário. Para produtores que entregam o leite para o laticínio, como acontece com os bovinos, o sistema Misto pode até ser uma alternativa, mas caso o laticínio pague pelo leite com base no teor de gordura, isto precisa ser reavaliado, pois a queda no teor de gordura é bastante alta. Muito produtores iniciantes, começam com um pequeno rebanho, para um "teste", talvez neste caso possa ser uma alternativa, para que ele possa "sentir" a atividade, mas depois, para entrar no ramo com mais seriedade, o sistema precisa ser cuidadosamente estudado e avaliado para evitar prejuízos no futuro.

Bibliografia consultada:

BOUCINHA, C.C. Comportamento em sala de ordenha e níveis séricos dos hormônios cortisol, T3 e T4 de ovelhas da raça Bergamácia sob três diferentes sistemas de produção. Tese Doutorado, UNESP-Botucatu. 2008.
GARGOURI. A., CAJA, G., SUCH, X., CASALS, R., FERRET, A., VERGARA, H., PERIS, S. Effect of suckling regime and number of milkings per day on the performance of Manchega dairy ewes. In: 5th International Symposium on Machine Milking of Small Ruminant Research. Hungarian Journal Animal Production (Suppl. 1), p.468-483, 1993.

KNIGHT, T.W.; ATKINSON, D.S.; HAACK, N.A.; PALMER, C.R.; ROWLAND, K.H. Effects of sucking regime on lamb growth rates and milk yields of Dorset ewes. New Zealand Journal Agricultural Research, v. 36: 215-222, 1993.

LABUSSIERE, J., COMBAUD, J. F., PETRIQUIN, P. Inluence respective de La fréquence quotidienne des évacuations mammaires et des stimulations du pis sur l'entretien de la sécrétion lactée chez la brebis. Analles de Zootechnie, v.27, p.127-137, 1978.

MCKUSICK, B.C., BERGER, Y.M., THOMAS, D.L. Preliminary results: Effects of udder morphology on commercial milk production of East Friesan crossbred ewes. In: Proc. 5th Dairy Sheep Symposium, Brattlebor, USA, p.81-92, 1999.

MCKUSICK, B.C., THOMAS, D.L., BERGERT, Y.M. Effect of Weaning System on Commercial Milk Production and Lamb Growth of East Friensian Dairy Sheep. Journal Dairy Science, 84:1660-1668, 2001.

RICORDEAU, G.; R. DENAMUR. Production laitière des bredis Préalpes du sud pendant les phases d'allaitement, de sevrage et de traite. Annales Zootechnie. V.11, p. 5-38, 1962.

SERRÃO, L.S. Produção de leite e desempenho de ovelhas e cordeiros da raça Bergamácia em três sistemas de manejo. Dissertação Mestrado, UNESP-Botucatu. 2008.

THOMAS, D.L.; BERGER, Y.M.; MCKUSICK, B.C. Effects of breed, management system, and nutrition on milk yield and milk composition of dairy sheep. Journal Animal Science, v.79 (E. Suppl.) E16-E20, 2001.

RODRIGO MARTINS DE SOUZA EMEDIATO

Consultoria no planejamento da atividade, dimensionamento de instalações, pastagens, implantação de pastagens, controle de pragas, balanceamento de dietas, manejo sanitário, reprodutivo e elaboração de um plano de melhoramento genético do rebanho.

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RODRIGO MARTINS DE SOUZA EMEDIATO

SÃO PAULO - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 03/05/2013

Bom dia Lincoln,

Obrigado! A UNESP de Boucatu já fez o cruzamento de East Friesian e de Lacaune com Bergamácia. Acredito que ainda este ano estas fêmeas meio sangue devam parir e aí teremos dados sobre mais esta opção. Entre em contato com eles (profs Edson ou Profs. Simone). 14-3880-2961. Abraços
LINCOLN CYRIACO

SOBRADINHO - DISTRITO FEDERAL - PRODUÇÃO DE OVINOS DE LEITE

EM 24/04/2013

Bom dia Sr. Rodrigo Martins sera que ja teria o resultado do cruzamento de BergamaciaXEast Friesian? E este material esta muito bom.
RODRIGO MARTINS DE SOUZA EMEDIATO

SÃO PAULO - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 14/04/2009

Prezado Pedro,

A numeração nos animais é da ordem de parição para identificarmos as mães e seus respectivos filhos.

A ordenha de ovelhas com cordeiro ao pé provavelmente irá melhorar os resultados, mas junto disso temos algumas coisas a  considerar:

- As ovelhas já dão pouco leite, comparando aos bovinos e caprinos, se deixarmos os cordeiros mamarem, teremos ainda menos leite para ordenhar;

- A ordenha de uma ovelha dura cerca de 3 minutos, contra cerca de pelo menos 10 de uma vaca. Provavelmente seria mais demorado pegar o cordeiro e coloca-lo para mamar, do que ordenha-la propriamente.

- O custo da mão de obra para fazer isso seré alta, visto o tempo gasto adicional dispendido com este manejo.

- Dependendo da instalação, este manejo pode ser inviabilizado.

O custo para amamentar os cordeiros com leite de vaca em pó é viavel e pratico em vista do valor agregado que os derivados do leite ovinos apresentam. Digo leite em pó, porque é mais prático, permite estocagem por longo perí­odo e adquirindo em atacado, em sacos de 25 kg, ficam mais baratos do que a compra do leite de vaca in natura. O leite de cabra também pode ser utilizado, mas tem a necessidade de criar as cabras, fazer todo o ciclo, apenas para tirar o leite para os cordeiros. Acredito que quando estamos nos profissionlizando numa atividade, isto pode não ser interessante a partir de um certo momento.

No ano passado (2008), as Bergamácia foram cruzadas com Lacaune e este ano serão cruzadas com East Friesian, e aí teremos estas respostam que todos nós queremos responder, mas acreditamos que será um bom cruzamento visando a produção de leite.

Atenciosamente,

Rodrigo
PEDRO NOBRE

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE OVINOS DE LEITE

EM 30/03/2009

Prezado Rodrigo,

Obrigado por compartilhar conosco o fruto de suas pesquisas, mas observando a foto do artigo percebi que tanto as mães quanto as crias são identificadas por numeros. Não seria o caso de se tentar uma ordenha com o cordeiro ao pé? para a liberação da gordura dos alveolos?

No sistema misto, a mamada dos cordeiros após a ordenha também representa a sanidade da glândula mamária e dos cordeiros, assim pela falta de animais de conformação leiteira, seu valor de mercado pode compensar a "piora" na qualidade do leite, pois ele faz parte do lucro que se poderá auferir no final do processo.

Este experimento foi feito com ovelhas Bergamácia, correto? Não seria o caso de serem testados outras raças ou cruzamentos para ver se o padrão se repete?


Estes questionamentos fazem parte das dúvidas que se apresentam para esta atividade ainda incipiente e a resposta a elas a aquisição dos conhecimentos que todos precisamos.

Saudações,
GEORGE LUIZ TEIXEIRA

ANCHIETA - SANTA CATARINA - PRODUÇÃO DE OVINOS

EM 06/03/2009

gostei dos artigos, estou buscando informações sobre desmame de cordeiros e seus desenvolvimentos, pois tenho interesse de desenvolver uma tese de mestrado nesta area
DAGOBERTO MARIANO CESAR

ITAPEVA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 27/11/2008

Parabens FarmPoint e autor pelo trabalho!
RODRIGO MARTINS DE SOUZA EMEDIATO

SÃO PAULO - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 27/11/2008

Prezado Samuel P. Ferreira,

Obrigado pelo comentário,
O interesse pela ovinocultura está crescendo a cada dia. Para tornar-se mais popular é apenas uma questão de tempo. No Brasil atualmente existem 3 laticínios produzindo queijo ovino em escala comercial: 2 no RS (Lacaune e Casa da Ovelha) e 1 em SC (Cedrense). Existem iniciativas no RJ e SP mas em pequena escala para um comércio específico.

Um abraço.
SAMUEL PINHEIRO FERREIRA

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - ESTUDANTE

EM 27/11/2008

Gostaria de Parabenizar o Rodrigo Martins de Souza Emediato, pelo artigo, eu sou estudante de Medicina Veterinária e vejo como grande potencial de crescimento a produção de derivados do leite ovino.
Tenho grande interesse de trabalhar na área porem não conheço nenhum lugar que produza o mesmo, gostaria de aproveitar o momento para poder buscar informações sobre produção de leite ovino.

Agradeço a todos desde já, e deixo aqui novamente os meus parabens pelo artigo.