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Sincronização de estro

POR MARIA EMILIA FRANCO OLIVEIRA

PRODUÇÃO

EM 18/02/2010

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Dentre as biotécnicas que visam intensificar a capacidade reprodutiva das fêmeas, a sincronização de estro desempenha papel base. Consiste em encurtar ou prolongar o ciclo estral por meio da utilização de fármacos e ferramentas de manejo que interferem no eixo endócrino de controle do ciclo estral, promovendo a manifestação dos sinais de estro.

De modo complementar, existem alguns protocolos que induzem o estro e outros, a ovulação. Os de indução de estro são usados quando as fêmeas encontram-se em anestro, o qual pode ser estacional, gestacional, puerperal ou até mesmo, proveniente de uma nutrição deficiente. Já os protocolos de sincronização do estro podem ser associados à indução da ovulação de modo a, concentrar as ovulações em um curto período, permitir a inseminação artificial em tempo fixo e, incrementar a eficiência dos resultados.

Há uma série de métodos de sincronização de estro, dentre eles, os protocolos hormonais e as ferramentas de manejo como, o efeito macho, programas de luz, desmame temporário e controlado. Em muitos casos se observa grandes vantagens na associação dos tratamentos hormonais e das práticas de manejo.

A escolha de qual protocolo deve ser utilizado irá depender dos objetivos de sua utilização, do número de animais no grupo e de uma avaliação minunciosa das indicações, vantagens e requisitos para seu emprego. Na sequência de artigos que publicaremos nesta sessão, detalharemos alguns protocolos; entretanto, no presente artigo, discutiremos as vantagens e requisitos gerais da biotécnica de sincronização de estro.

Vantagens da utilização dos métodos de sincronização de estro e indução do estro:

- Sincronizar ou induzir o estro de um grupo de fêmeas em um curto período de tempo;

- Reduzir a mão-de-obra para observação das manifestações de estro;

- Diminuir as falhas de detecção de estros;

- Intensificar a taxa de concepção no início da estação de monta;

- Concentrar as parições de um grupo de fêmeas;

- Uniformizar os lotes de produção e gerações, agregando valor à comercialização;

- Permitir uma maior utilização de touros superiores;

- Induzir a ciclicidade de fêmeas em anestro;

- Encurtar o intervalo entre partos pela redução do anestro pós-parto, viabilizando: "três partos em dois anos";

- Facilitar a realização de testes de progênie no melhoramento genético;

- Induzir a puberdade de novilhas;

- Permitir maior controle zootécnico do rebanho, como por exemplo, pela identificação de fêmeas que não apresentaram estro e maior controle de partos, com datas precisas;

- A homogeneidade favorece a gestão das etapas de produção, facilita o manejo e reduz os custos com mão-de-obra;

- Adequar e escolher a época do ano para realização das etapas de produção de acordo com a disponibilidade de insumos e valorização dos produtos no mercado (leite, carne e lã), visando incremento dos lucros;

- Possibilitar o desenvolvimento de outras biotécnicas como: inseminação artificial, transferência, produção in vitro de embriões, clonagem, etc.

Requisitos para o sucesso da sincronização do estro:

- Supervisão de técnico com conhecimento das ferramentas hormonais e de manejo, e suas aplicações;

- Necessita de um bom planejamento e execução do programa de sincronização para alcançar bons resultados;

- Requer mão-de-obra treinada para atender as necessidades durante os períodos de trabalho concentrado, como por exemplo: estação de monta e parição;

- Adequados programa de nutrição e controle sanitário;

- Seleção de animais com boa condição corporal para entrarem no programa;

- Escolha de sêmen de boa qualidade;

- Infra-estrutura básica para separações de lotes e realização das práticas de sincronização de estro e técnicas associadas ao programa;

- Adequado armazenamento dos fármacos para evitar baixa eficiência e comprometimento da saúde dos animais.

Contudo, a sincronização de estro associada ou não a indução da ovulação e, a indução de estro são instrumentos que facilitam e incrementam a fertilidade nos sistemas produtivos. Entretanto, não devem ser recomendados antes que se faça uma avaliação detalhada da relação custo/benefício às condições da empresa.

Referências bibliográficas

Chemineau, P.; Cognié, Y. Training manual on artificial insemination in sheep and goats. INRA, FAO, France, 222 p., 1991.

Baruselli, P. S.; Madureira, E. H. Controle farmacológico do ciclo estral em ruminantes. 1ª Edição, USP, São Paulo, 332p., 2000.

Gonçalves, P. B. D.; Figueiredo, J. R.; Freitas, V. J. F. Biotécnicas aplicadas à reprodução animal. 1ª Edição, Varela editora, São Paulo, 340p., 2002.

González, R. S.; Hernández, J. A. M. Reproducción de ovejas y cabras. UNAM Cuautitlán. 1ª Edição, México, 335p., 2008.

Mies Filho, A. Inseminação Artificial. 6ª edição. Porto Alegre: Sulina, 750p., 1987.

MARIA EMILIA FRANCO OLIVEIRA

www.mariaemilia.vet.br

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PAULO RICARDO MASSARELLI TARGA

SÃO MANUEL - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE OVINOS

EM 09/04/2010

Na mimha opinião, cabe ao produtor saber que existem protocolos de sincronização de cio para ovinos. Caso haja interesse de sua parte, neste caso ele deve procurar um Médico Veterinário capacitado para sincronizar os seus animais.
GILSON ANTONIO PESSOA

SANTA MARIA - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 12/03/2010

Concordo com o Vasconcelos! Muito fraco o tema e tangenciado para o produtor.
GUILHERME GERHARDT

SÃO LEOPOLDO - RIO GRANDE DO SUL - ESTUDANTE

EM 20/02/2010

Oh meu amigo Vasconcelos, tu como engenheiro da Petrobrás não colocaria seus cálculos de um equipe de perfuração para todos terem acesso, certo?

att.
Guilherme Gerhardt
ASSIS DE VASCONCELOS

SALVADOR - BAHIA - PRODUÇÃO DE OVINOS

EM 18/02/2010

Drª Maria Emília,

Muito bom você descrever sobre este assunto (sincronização de estro associada a indução da ovulação). Assunto este de grande interesse do pecuarista.
Faço somente um comentário; e que tem ocorrido constantemente nos artigos do Farmpoint.

"Para o pecuarista não interessa saber somente que é possível usar a técnica de sincronismo / indução da ovulação como incremento à fertilidade. Faz-se necessário uma descrição dos procedimentos de uso, qual a melhor técnica; qual o fármaco mais utilizado; qual é o controle após a aplicação".

Sds,

Assis de Vasconcelos