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Resistência parasitária: conhecendo o inimigo

POR MARCELO BELTRÃO MOLENTO

PRODUÇÃO

EM 15/04/2008

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Introdução

A seleção natural criou uma enorme diversidade genética nas populações parasitárias selecionando organismos aptos a sobreviver grandes desafios. Com o surgimento dos compostos antiparasitários, capazes de eliminar grandes quantidades de parasitas, todo este processo foi acelerado. A seleção parasitária por meios químicos ocorre após poucas gerações, devido principalmente à exposição destes organismos a altas doses do medicamento, transmitindo esta característica para as gerações futuras.

O sinal mais visível da falta de eficácia de um composto é a diminuição de sua ação tóxica de eliminação. O intervalo inicial para que este fenômeno aconteça depende da espécie do parasita, do quão eficiente é a droga e da freqüência com que este produto é utilizado. Existe consenso mundial de que a situação referente à resistência parasitária é preocupante, com prejuízos diretos para a produção de carne, leite, lã e a oferta de animais jovens. Mesmo com tantos prejuízos o monitoramento da eficácia das drogas é pouco utilizado.

O que é Resistência Parasitária?

A resistência parasitária é um fenômeno pelo qual uma droga não consegue manter a mesma eficácia contra os parasitas, se utilizada nas mesmas condições e após um determinado período de tempo (Figura 1). O diagnóstico será positivo para "resistência" quando uma a droga que apresentava redução acima de 98% da carga parasitária, obtém redução de menos de 90% contra determinado organismo após um período de tempo (meses ou anos). Por exemplo: caso 10 fêmeas de Haemonchus contortus, parasita do abomaso de ruminantes, sobrevivam a determinado tratamento, logo após 7 dias estes parasitas poderão eliminar mais de cem mil ovos "resistentes" na pastagem por dia.

Sabendo que a resistência parasitária é transmitida geneticamente, todos estes novos ovos estarão aptos a tolerar, mesmo que marginalmente, este composto se utilizado novamente.

Figura 1 - Relação de substituição em uma população de parasitas susceptíveis e resistentes em helmintos contra determinado produto. Quanto maior o tamanho da letra mais susceptível/resistente será o indivíduo.


Os primeiros relatos do aparecimento de organismos resistentes aos antiparasitários modernos datam da década de 60, com a diminuição da eficácia ao benzimidazole. No decorrer dos anos 70 e 80 no Brasil, surgiram relatos de diminuição da eficácia entre diferentes bases farmacológicas em uma mesma propriedade. Hoje, a resistência anti-helmíntica múltipla ocorre frente a todos os compostos químicos com graves conseqüências econômicas.

Causas predisponentes ao aparecimento da resistência parasitária (pressão de seleção):

• Intervalos curtos entre tratamentos.
• Rotação rápida de diferentes grupos de vermífugos.
• Tratamento de todos os animais do rebanho.
• Utilização de produtos de ação prolongada.
• Aquisição de animais com parasitas resistentes.
• Manejo inadequado no momento do tratamento: falta de jejum, doses incorretas, validade.

Resistência parasitária em pequenos ruminantes

O produtor de ovinos e caprinos trata seu rebanho de maneira preventiva/supressiva, utilizando vários tratamentos ao ano, entre 4 a 21, fazendo a rotação de todas as bases disponíveis no mercado. Estas drogas são escolhidas ora pelo preço, ora pela disponibilidade momentânea nas Casas Agropecuárias.

As lactonas macrocíclicas (ivermectinas e milbemicinas) são as drogas mais utilizadas (58%), seguidas pelos imidazóis (17%) e os benzimidazóis (10%). Um fator importante é que somente 50% dos produtores desenvolvem um programa de controle parasitário sob orientação de médico veterinário. Mesmo assim, a resistência parasitária tem sido determinada de forma freqüente, muitas vezes, devido a falta de monitoramento com exames coproparasitológicos.

A dependência da utilização de produtos químicos em larga escala sem o uso de alternativas para o combate às infecções parasitárias tem apresentado baixa produtividade e alta taxa de mortalidade de animais jovens. Na Bahia, foi relatado perdas de até 48% do rebanho devido a infecções parasitárias. Em recente levantamento na região central do estado do Rio Grande do Sul, foram testados todas as classes de drogas disponíveis no mercado contra Haemonchus sp., Ostertagia sp., Trichostrongylus sp., Cooperia sp. e somente um composto obteve eficácia satisfatória, pouco acima de 90%.

Uma grande fonte de aquisição de parasitas resistentes é na compra de animais. A maior prova disto foi à disseminação no nordeste brasileiro de isolados resistentes de H. contortus oriundos de ovinos adquiridos nos estados do sul do país.


Resistência parasitária em bovinos

O aparecimento da resistência em bovinos foi determinado no inicio dos anos 90 no Brasil. Os gêneros predominantes de parasitas resistentes são: Cooperia sp., Trichostrongylus sp., e Haemonchus sp. No entanto é imperativo mencionar que a resistência parasitária ainda não preocupa a maioria dos bovinocultores brasileiros que utilizam largamente o animal zebuíno.

Pressão de seleção

Este tema integra os conceitos mais importantes que o técnico e o produtor deve levar em consideração, como: tipo de produto, intervalo entre aplicações, época do ano e o tipo de parasita. Tentando esclarecer estes fatores, proponho um exemplo com duas situações:

Situação 1. Propriedade de criação intensiva, onde se utiliza um produto de longa ação (ivermectina ou moxidectina) em intervalo de 90 dias, em época de grande desafio, contra o Haemonchus contortus.

Situação 2. Propriedade de criação a campo, onde se utiliza um produto de curta ação (albendazole ou levamisole) em intervalo de 30 a 45 dias, em época de grande desafio, contra o Haemonchus contortus.

Nestes casos teóricos o objetivo é a redução da carga parasitária ao máximo. Entretanto as duas situações estão colocadas dentro do limite de utilização dos produtos, sendo ambas corretas e incorretas ao mesmo tempo.

Como corretas? Nos dois casos se respeitou o período de ação dos produtos até a eliminação dos resíduos no animal, não afetando a ingestão de larvas susceptíveis.

Como incorretas? Nos dois casos, não foi permitida a permanência de animais não-tratados, que eliminariam ovos susceptíveis ao longo dos períodos.

Caso estes critérios não sejam respeitados, incluindo ainda, a raça dos animais, estado nutricional e momento do tratamento (estresse, ferimentos, lactação, gestação) todos os benefícios do tratamento poderão ser inúteis, prevalecendo somente a característica incorreta da aplicação. Para isto vale lembrar que o objetivo de todos, tentando retardar a seleção para resistência parasitária, deve ser o de reduzir a pressão de seleção nas populações parasitárias.

Como suspeitar do seu aparecimento?

A maior dificuldade encontrada por parasitologistas do mundo todo é a incapacidade de diagnosticar a resistência parasitária precocemente. No caso de produtores, a resistência só será revelada quando este detectar animais fracos, cambaleantes, presença de edema submandibular e/ou com pelo arrepiado ou queda de lã logo após tratamento.

A maneira mais eficaz para determinar a existência de organismos resistentes no campo é através do monitoramento da eficácia das drogas utilizando o teste de redução na contagem de ovos por grama de fezes (FECRT em inglês). Deve-se determinar a quantidade de ovos presentes em dois grupos de 10 animais, trata-se um grupo e novamente determina-se a quantidade de ovos depois de 7 a 10 dias, calculando o percentual de redução. Aconselha-se que este tipo de teste seja feito uma vez ao ano.

Existem técnicas desenvolvidas para uso em laboratórios especializados, porém com alto custo. Somente a biologia molecular poderá trazer maior agilidade e precisão nos diagnósticos. Assim que estiverem disponíveis, será possível identificar criteriosamente o grau de resistência e propor estratégias de controle com maior antecedência.

Como evitar a resistência parasitária

O controle parasitário através da utilização de compostos químicos é a maneira mais prática e eficiente de manter as infecções parasitárias em um nível mínimo. No entanto, este recurso deve ser utilizado de maneira criteriosa, juntamente com outras formas de manejo.

O tratamento estratégico tem como objetivo reduzir o número de dosificações/ano utilizando o conhecimento da biologia do parasita. Existem outras técnicas que podem auxiliar no controle parasitário:


• Fazer rotação lenta de grupos de vermífugos (3 anos/bovinos e 1 ano/caprinos-ovinos).
• Utilizar animais mais velhos, da mesma espécie, associados com animais jovens.
• Utilizar o método FAMACHA para controlar o Haemonchus contortus.
• Utilizar animais naturalmente tolerantes as parasitoses.
• Descontaminar os pastos utilizando o cultivo de • lavouras estacionais.
• Restringir o alimento 12 h antes e 8 h após o tratamento por via oral.
• Manejar a lotação de animais nas pastagens.

Para finalizar, é importante salientar que um bom programa de controle parasitário pode significar grande aumento produtivo nos animais (peso, produção de leite, taxa de fertilidade).

MARCELO BELTRÃO MOLENTO

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SÉRGIO MANGANO DE ALMEIDA SANROS

LONDRINA - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 27/07/2008

Caro professor Marcelo, gostaria de saber sua opinião sobre a utilização de pastejo rotacionado associado a controle de verminoses. Algumas opiniões são conflitantes devido ao tempo de descanço necessario ser muito longo etc.
Obrigado

<b> Resposta do autor:</b>

Prezado Sérgio Mangano de Almeida Sanros,

Creio que o que ocorre sao informações diferentes tentando ser colocadas na mesma pratica de manejo. Quando se tenta utilizar a rotação de pasto pensando na planta, o técnico (e o produtor) pode imaginar toda a sistematica da indicação. Dai ocorreu a incorporação de um outro componente que é o controle sanitário, mais especificamento, o parasitario.

Nossos tecnicos de pastagem conhecem pouco da biologia dos parasitas, mesmo quanto ao carrapato, que pode ser contado facilmente no corpo do animal.

No caso das verminoses, todos os parasitas tem um periodo de sobrevivencia no meio ambiente maior do que o intervalo entre a ocupação do pasto/piquete. Mesmo nas condicoes do Brasil Central, com areas enormes e intervalos grandes o problema continua, pois a recuperação da população de parasitas após a colocação dos animais novamente no pasto irá ocorrer em menos de 20 dias.

As informações são conflitantes ja faz mais de 40 anos, pois os estudos de epidemiologia dos parasitas é mais antigo do que o esquema de rotação de
pasto. Só que as receitas simplistas ganharam força nos periodos de produção maxima.

Fazendo um apanhado das duas tecnicas eu chamo a intenção de diminuir a incidencia de parasitas com o uso de rotação rapida, tipo Voisin, de um beneficio temporario, como falei acima (20-30 dias). Se voce imaginar que os animais ocuparão uma area por 2 a 5 dias, toda a vez que eles voltarem para esta area, ainda existirão larvas disponiveis, viaveis e infectantes.

O pior não é só isto... O pior é que com o esquema de tratamento parasitario do rebanho todo e não o seletivo, todas estas larvas serão fruto de parasitas altamente resistentes. Complicando ainda mais, pois o
sistema de rotação não permite a diluição destes genes de forma aleatoria, ocorrendo então uma diminuição da heterozigose de forma rápida.

Existem casos de perda da eficacia da moxidectina em menos de 1 ano quando se usa este manejo.

Considero que para a região de Londrina, o intervalo de 10 a 12 semanas seria ideal para que ocorra diminuição significativa de larvas. Veja não
falei em eliminacao! Este periodo deve ser semelhante para o carrapato tbem.

As saidas hoje seriam: testar a eficacia dos produtos e utilizar manejo de tratamento parcial seletivo. Desta formar se trataria o animal com um produto eficaz ao invez do lote, permitindo a manutençao dos genes SS para~aquele produto.

Grande abraco e sucesso.

Marcelo
MARCELO BELTRÃO MOLENTO

CURITIBA - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 01/05/2008

Prezado Sr. Luiz Roberto Nogueira Lobo,
Caso queira, você poderá adquirir o cartão e mais um folheto técnico comigo mesmo: molento@ufpr.br. É só entrar em contato que lhe detalho as informações.
Um abraço.
Marcelo
MARCELO BELTRÃO MOLENTO

CURITIBA - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 23/04/2008

Prezado Sr. André Giro,
Tenho tentado escrever os textos de maneira que todos possam utilizar as informações de forma segura. Você pode utilizar o levamisole após uma macrolactona desde que saiba suas ações e período de ação. Sugiro utilizar mais o levamisole (2 ou 3x ao ano) e um pouco de lactonas (1 ou 2 x ao ano), dando espaço para os ovos voltarem para o pasto e com tratamento seletivo dos animais.
Um abraço e sucesso nos estudos!
Marcelo
ANDRÉ GIRO

NOVA EUROPA - SÃO PAULO - ESTUDANTE

EM 22/04/2008

Caro Marcelo, primeiramente, gostaria de parabenizar seu texto.

Quando refere à: " rotação rápida de diferentes gurpos de vermífugos", nos fatores pré disponentes, há algum problema sério por exemplo sair de uma lactona macrocíclica e entrar em um levamisole, respeitando as suas ações?

grande abraço, obrigado
MARCELO BELTRÃO MOLENTO

CURITIBA - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 18/04/2008

Prezado Carlos Alberto Zolet,
Quando você usar um produto injetável não existirá a necessidade do jejum pré-tratameto. No caso do medicamento oral, indico colocar os animais em piquete/baia sem comida durante a noite e tratar os animais de manhã cedo (12h de jejum), soltando para o pasto após o meio-dia (+ 6h de jejum após o tratamento). Isto deverá aumentar a eficiência da aplicação em até 60%, se todo o resto do manejo estiver correto.
Um abraço.
Marcelo
MARCELO BELTRÃO MOLENTO

CURITIBA - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 18/04/2008

Prezado Pedro Alberto Carneiro Mendes,
A criação mista de pequenos ruminantes no Nordeste é uma realidade do pequeno produtor. O problema de tratar como uma espécie só, esbarra na falta de incentivo da Indústria farmacêutica que não vislumbra a venda para caprinos. Que existe diferença isto existe e ninguem tem dúvida. Estou fazendo um pequeno estudo em caprinos para demonstrar alguns parâmetros no campo, usando um produto sem registro para ovinos e nem para caprinos, e que é largamente indicado para ovinos. Vamos ver no que vai dar.

Um abraço.
Marcelo

ps. Fica difícil apontar a direção certa para sua pergunta: Devo diminuir a dose??? Devo aumentar a dose??? As doses até aqui recomendadas não são tóxicas para os animais, te garanto. Porém estamos andando no vazio, no que se refere ao uso coerente da tecnologia. Chamo isto de tripé manco!
MARCELO BELTRÃO MOLENTO

CURITIBA - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 18/04/2008

Prezado Luís Henrique de Aguiar,
Estude bastante e quando você imaginar que está seguro do assunto, duvide de você mesmo!
Um abraço.
Marcelo
MARCELO BELTRÃO MOLENTO

CURITIBA - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 18/04/2008

Prezado Thiago Alves de Oliveira,
O animal, desde que tenha uma boa alimentação, deverá retornar um grau mais vermelho em 7 a 10 dias. Aumentando a volemia e sem os parasitas.

Caso você tenha um animal com grau 4 ou mesmo o 5, você deverá avaliar se o tratamento obteve sucesso. As soluções clínicas são reforço proteico na baia e até mesmo a transfusão de sangue + Ferro. Neste caso converse com o Médico Veterinário por perto.

Muitos produtores estão optando pelo descarte desdes animais, uma vez que ele repita esta situação.
Um abraço.
Marcelo
CARLOS ALBERTO ZOLET

CAMARGO - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 17/04/2008

Prof. Marcelo Molento

Quando eu utilizar produtos injetáveis, qual o tempo de jejum antes e depois da aplicação?

Quanto tempo os animais devem ficar estabulados de jejum antes e depois da aplicação do produto?

Isso para produtos orais e injetáveis, para eliminação dos parasitas.

obrigado

Carlos A. Zolet
PEDRO ALBERTO CARNEIRO MENDES

FORTALEZA - CEARÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 17/04/2008

Caro Marcelo

Trabalho na EMATERCE, e prioritariamente com o pequeno produtor, com média de 40 a 50 cabeças.

Um dos maiores gargalos que encontramos são as criações "mistas" de ovino criados juntos com caprino, tratados como se fossem da mesma espécie.
Dentre tantas dificuldades de controle eu lhe apresento mais essa.

Pedro Alberto
LUÍS HENRIQUE DE AGUIAR

LAGES - SANTA CATARINA - PESQUISA/ENSINO

EM 17/04/2008

Gostei muito do texto! Muito bom, porque apesar de ser um assunto muito discutido, dúvidas ainda são frequentes, principalmente quanto a pôr em prática os métodos para reduzir a resistência, que tanto atrapalha a criação de pequenos ruminantes hoje. Para nós, estudantes, o texto serve como um auxílio, também para produtores, pela sua linguagem de fácil entendimento. Parabens!

Luís
THIAGO ALVES DE OLIVEIRA

REGISTRO - SÃO PAULO - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 17/04/2008

oi prof. Molento, primeiro parabéns pelo artigo, depois gostaria de saber, depois de quanto tempo da aplicação do vermífugo o animal volta ao normal, ou seja, desaparece o edema submandibular e o animal volta a apresentar resultado satisfatório no método famacha? E o que fazer em casos extremos que o animal esta debilitado? obrigado
MARCELO BELTRÃO MOLENTO

CURITIBA - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 16/04/2008

Prezado Lúcio Teixeira de Souza,
Sua realidade é quase que a razão de tanto trabalho de nossa parte. Acredito na formação de Profissionais como você e espero que os textos, este em especial, sirva para o seu dia-a-dia.
Tenho um ex-aluno da UFSM trabalhando em Braço Forte, então se encontrar o Laurentino por aí, diz que mando um "quebra costelas".
Sucesso e um grande abraço.
Marcelo
LUCIO TEIXEIRA DE SOUZA

BRAÇO DO NORTE - SANTA CATARINA - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 16/04/2008

Professor Marcelo Molento

Trabalho na extensão rural de Santa Catarina (EPAGRI), na região de Tubarão junto a pequenas propriedades e o desconhecimento do problema da resistência é muito comum.

Normalmente o produtor acha que o vermífugo é suficiente. Muitas pequenas criações acabaram na região, pois foram derrotadas pela verminose.

Hoje as propriedades que estão tentando retomar a criação e ovinos já começam com orietações como método famacha, rodízio de pastagens (estamos trabalhando com sistema voisin em algumas propriedades), controle alimentar quando da vemifugação (jejum), seleção de animais. Aliás a seleção de animais resistentes é uma coisa que insisto muito com os produtores.

Estou trabalhando com medicamento homeopático para a verminose associado ao método famacha como monografia da minha especialização em homeopatia e assim que concluir terei o prazer de enviar ao colega.
Parabéns pelo trabalho.

Um abraço

Lucio Teixeira de Souza
Médico veterinário (formado na UFSM em 1996)
Epagri Braço do Norte
MARCELO BELTRÃO MOLENTO

CURITIBA - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 15/04/2008

Prezado Sr. Luiz Alberto Oliveira Ribeiro,
Agradeço suas palavras e espero que os produtores saibam caminhar convivendo com este problema. No papel de pesquisador, tenho tentado alertar sobre os detalhes e maneiras de se combater tal situação. Entretanto a maior parcela de responsabilidade é a do técnico de campo que fica no fogo cruzado.
Um abraço.
Marcelo
LUIZ ALBERTO OLIVEIRA RIBEIRO

PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 15/04/2008

O artigo do do Prof. Molento foi muito esclarecedor e claro sobre um tema bastante importante na produção animal. Com linguagem simples ele citou os principais perigos da resitência a parasitas e medidas para minimizar seu aparecimento. Parabems pelo artigo.