FAZER LOGIN COM O FACEBOOK ESQUECI MINHA SENHA SOU UM NOVO USUÁRIO

Quanto de carne produz um cordeiro? Parte IV - Sistema de Terminação

VÁRIOS AUTORES

PRODUÇÃO

EM 11/03/2010

5
0
Esse texto faz parte de uma série de artigos que têm como objetivo discutir os fatores que interferem nos rendimentos de carcaça de ovinos. Anteriormente, discutimos a importância do rendimento de carcaça (Quanto de carne produz um cordeiro - Parte I); os efeitos do peso e da idade de abate (Quanto de carne produz um cordeiro - Parte II); do sexo (macho e fêmea) e da castração (Quanto de carne produz um cordeiro - Parte III) sobre os rendimentos de carcaça. Nesta quarta parte iremos discutir como o sistema de terminação pode afetar os rendimentos de carcaça.

A nutrição do rebanho é um ponto fundamental para o sucesso do sistema de produção. O nível de nutrientes ofertado e a genética dos animais são fatores determinantes no desenvolvimento dos animais e na qualidade do produto obtido (rendimento de carcaça; desenvolvimento muscular; deposição de gordura; teor de colesterol na carne; etc.).

Existe uma ampla variação de sistemas de terminação de ovinos no Brasil e no mundo. Podemos encontrar desde animais criados extensivamente com praticamente nenhum tipo de manejo até animais confinados com alto nível de tecnologia (sistema intensivo). É importante que fique claro que não existe um sistema padrão que possa funcionar adequadamente em todas as regiões e propriedades, pois as condições climáticas, a taxa de lotação, a área disponível para a criação e disponibilidade e qualidade das forragens são muito diferentes.

Nos sistemas de terminação de ovinos baseados na pastagem, o desempenho e o rendimento de carcaça dos animais estão diretamente relacionados com a qualidade da pastagem e da disponibilidade de forragem. A escolha do genótipo (espécie e cultivar) da pastagem que será utilizada deve ser feita considerando-se o clima e o solo local, o custo de implantação e manutenção da pastagem, o nível de aceitação dos animais e o tipo de produto que se deseja obter.

Entre os sistemas utilizados para a terminação de cordeiros em pastagem natural (campo nativo) ou cultivada, destacamos:

- cordeiros desmamados mantidos em pastagem até o abate;

- cordeiros desmamados mantidos em pastagem com suplementação (concentrada ou volumosa);

- cordeiros mantidos com as ovelhas em pastagem;

- cordeiros mantidos com as ovelhas em pastagem com suplementação em creep feeding;

- cordeiros mantidos com as ovelhas em pastagem com suplementação em creep grazing;

Trabalhos realizados no Brasil mostram que a utilização de forrageiras como fonte primária de energia na dieta de ruminantes apresenta grandes vantagens econômicas para o desenvolvimento da ovinocultura, entretanto, são necessários: a escolha correta da forrageira, o conhecimento do quanto a forragem atende às exigências dos animais, o manejo das pastagens e a conservação de alimentos para períodos de escassez (Silva Sobrinho, 2001).

A suplementação de cordeiros terminados a pasto deve ser uma ferramenta utilizada para suprir deficiências nutricionais específicas, dar suporte aos períodos de baixa oferta de forragem e também, possibilitar melhoras no desenvolvimento dos cordeiros e nas características da carcaça. O suplemento para animais em pastejo complementa o valor nutritivo da forragem disponível, principalmente quando esta é de baixa qualidade.

Na figura abaixo podemos observar as características da carcaça de cordeiros Suffolk, abatidos com 32 kg de PV, terminados em quatro sistemas:
(1) desmamados e mantidos em pasto de azevém (Lolium multiflorum Lam.);

(2) mantidos com as mães em pasto de azevém;

(3) mantidos com as mães pasto de azevém com suplementação concentrada a 1 % do peso corporal em creep feeding;

(4) confinamento com silagem de milho e concentrado ad libitum (70% de silagem de milho e 30% de ração farelada).

Gráfico 1 - Rendimento de carcaça quente (RCQ%); rendimento de carcaça fria (RCF%); rendimento verdadeiro (RV%) e percentual de gordura na carcaça (G%) de cordeiros em quatro sistemas de terminação.


Adaptado de Fernandes (2008) e Ribeiro et al. (2009)

Observe que apesar dos cordeiros terem sido abatidos com peso vivo semelhante, há diferenças nos rendimentos e na deposição de gordura nas carcaças. Os cordeiros desmamados aos 60 dias de idade e terminados em pastagem de azevém apresentaram os menores rendimentos de carcaça e inferior deposição de gordura. Segundo os autores, o desempenho inferior desses cordeiros pode ter sido causado, provavelmente, pela incapacidade dos animais ingerirem volume suficiente de pasto para atenderem as exigências nutricionais nessa fase. Além disso, é preciso considerar o estresse causado pelo desmame associado à ausência de ingestão do leite materno e o alto índice de verminose nesses animais. A suplementação de cordeiros terminados em pasto promoveu aumento nos rendimentos de carcaça e na deposição de gordura. Observe que as características das carcaças dos cordeiros terminados ao pé da mãe em pasto de alta qualidade são semelhantes as dos cordeiros confinados.

Em agosto de 2004, o grupo do LAPOC (Laboratório de Produção e Pesquisa de Ovinos e Caprinos da UFPR) realizou um estudo para avaliação da suplementação concentrada de cordeiros desmamados aos 42 dias de idade e terminados em pasto de azevém anual (Lolium multiflorum Lam.). Os seguintes níveis de suplementação concentrada foram comparados: sem suplementação; com 1% do peso vivo (PV) até o abate; com 2% do PV até o abate; suplementação ad libitum (que foi estimada em 3,2% do PV) até o abate. Na figura abaixo podemos observar o desempenho e as características das carcaças desses cordeiros.

Gráfico 2 - Ganho médio diário (GMD); idade de abate (IA); rendimento de carcaça quente (RCQ%); rendimento de carcaça fria (RCF%) e percentual de gordura na carcaça (G%) de cordeiros terminados em pasto de azevém com suplementação concentrada.


Fernandes et al. (2009) e Ribeiro (2010)


A suplementação concentrada promoveu aumento do ganho médio diário, dos rendimentos de carcaça quente e fria e redução na idade de abate de cordeiros desmamados terminados em pasto de azevém. No entanto, o fornecimento de concentrado elevou o custo com alimentação dos animais. Apesar disso, o sistema ad libitum apresentou melhores indicadores econômicos que os demais. Isto se explicou pelo menor consumo total de concentrado neste sistema (menor tempo de terminação), alto rendimento de carcaça e baixa mortalidade em relação aos demais níveis de suplementação (Barros, 2008).

É importante ressaltar que o uso inadequado da suplementação pode acarretar em excesso de gordura na carcaça, o que, além de afetar a qualidade do produto final, repercute na viabilidade econômica do sistema de terminação, tendo-se em vista a transformação de boa parte dos nutrientes em tecido indesejável (gordura), sob o ponto de vista do consumidor (Siqueira et al., 2001).
Na Tabela abaixo podemos observar as características da carcaça de cordeiros em diferentes sistemas de terminação.

Tabela 1 - Desempenho e características da carcaça de cordeiros em diferentes sistemas de terminação.

Clique na imagem para ampliá-la.

(PVA= peso vivo ao abate (kg); IA= idade de abate (dias); GMD= ganho médio diário (kg/dia); RCQ= rendimento de carcaça quente (%); RCF= rendimento de carcaça fria (%))

Observe que há diferenças quando comparamos os diferentes sistemas de terminação de ovinos. Mesmo quando comparamos animais terminados no mesmo sistema podemos observar grandes diferenças no desenvolvimento, nas características e na qualidade da carcaça dos cordeiros de acordo com a qualidade, a oferta e o tipo de alimento. Por exemplo: cordeiros desmamados terminados em pastagem de inverno (azevém) X terminados em pastagem nativa X terminados em pastagem de verão (Tifton-85).

Considerações Finais

A qualidade e o consumo de alimento na fase de terminação dos cordeiros são extremamente importantes na obtenção de bons índices produtivos (ganho médio diário; idade de abate; conversão alimentar; rendimento de carcaça; conformação e estado de engorduramento da carcaça; etc.) e estão diretamente relacionados com a eficiência econômica da criação.

É importante que o produtor saiba que não existe uma fórmula pronta e perfeita para produção de ovinos. Para escolher o melhor sistema para a terminação de seus animais, primeiro estabeleça os objetivos de sua cria��ão e o tipo de produto que deseja obter; depois analise a disponibilidade de área, instalações e mão-de-obra; considere o valor da terra e o custo da alimentação. Lembre-se que nem sempre o sistema que apresenta os maiores índices será o de maior lucratividade devido os custos de produção.

No próximo artigo iremos discutir como o tipo (volumoso ou concentrado) e a qualidade (quantidade de energia, proteína bruta, fibra) do alimento podem afetar os rendimentos de carcaça dos ovinos.

Referências bibliográficas


ALMEIDA, H.S.L.; PIRES, C.C. ; GALVANI, D.B.; et al . Características de carcaça de cordeiros Ideal e cruzas Border Leicester X Ideal submetidos a três sistemas alimentares. Cienc. Rural, Santa Maria, v. 36, n. 5, Oct. 2006.

BARROS, C. S. Análise econômica dos sistemas de produção de ovinos para carne. 123f. Dissertação (Mestrado em Ciências Veterinárias) - Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2008.

CARVALHO, S.; BROCHIER, M.A.;PIVATO, J.; et al. Ganho de peso, características da carcaça e componentes não-carcaça de cordeiros da raça Texel terminados em diferentes sistemas alimentares. Cienc. Rural, Santa Maria, v. 37, n. 3, June 2007

FERNANDES, M. A. M. Composição tecidual da carcaça e perfil de ácidos graxos da carne de cordeiros em sistemas de terminação em pasto e confinamento. 2008. 111f. Dissertação (Mestrado em Ciências Veterinárias) - Universidade Federal do Paraná, Curitiba.

FERNANDES, M.A.M.; MONTEIRO, A.L.G.; POLI, C.H.E.C.; Composição tecidual e perfil de ácidos graxos do lombo de cordeiros terminados em pasto com níveis de suplementação concentrada. Cienc. Rural, Santa Maria, v. 39, n. 8, Nov. 2009 .

RIBEIRO, T.M.D.; COSTA, C.; MONTEIRO, A.L.G.; et al. A carcaça e o lombo de cordeiros terminados ao pé da mãe em creep feeding e creep grazing. In: 45 Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Zootecnia, 2008, Lavras, MG. Anais.... Lavras : Editora Universitária da UFLA, 2008. v. CD-Rom.

RIBEIRO, T.M.D.; COSTA, C.; MONTEIRO, A.L.G.; et al. Sistemas de suplementação de cordeiros terminados ao pé da mãe na pastagem de azevém. In: 45 Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Zootecnia, 2008, Lavras, MG. Anais.... Lavras : Editora Universitária da UFLA, 2008. v. CD-Rom.

SILVA SOBRINHO, A. G. Aspectos quantitativos e qualitativos da produção de carne ovina. A produção animal na visão dos Brasileiros. Piracicaba: Fundação de Estudos Agrários "Luiz de Queiroz", 2001. p. .425-446.

SIQUEIRA, E. R.; SIMÕES, C.D.; FERNANDES, S.; Efeito do sexo e do peso ao abate sobre a produção de carne de cordeiro. Morfometria da carcaça, pesos de cortes, composição tecidual e componentes não constituintes da carcaça Revista Brasileira de Zootecnia, Viçosa, v. 30, n. 4, p. 1299- 1307, 2001.

MARIA ANGELA FERNANDES

Médica Veterinária pela UFPR
Doutoranda do Programa de Ciências Veterinárias da UFPR
Integrante do LAPOC - Laboratório de Produção e Pesquisa em Ovinos e Caprinos da UFPR

CARINA BARROS

Médica veterinária
Mestre em Ciências Veterinárias UFPR
Doutora em Nutrição e Produção Animal FMVZ-USP
Pós-doutorado FMVZ-USP
Atuação na avaliação econômica e modelagem

ALDA LÚCIA GOMES MONTEIRO

Coordena o Laboratório de Produção e Pesquisa em Ovinos e Caprinos (LAPOC) da UFPR

5

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.

ROBSON DURAN

LINS - SÃO PAULO

EM 14/10/2013

Muito bom este conteúdo!Parabéns!
MARIA ANGELA FERNANDES

CURITIBA - PARANÁ

EM 29/03/2010

Prezado Guilherme,

Existem sim frigoríficos que abatem ovinos e caprinos em Curitiba e na região metropolitana. Abaixo, alguns desses estabelecimento:


FRIGORIFICO JULIATO
Endereço: Rua Dr. Murici, 501, Bairro Costeira
Cidade: São José dos Pinhais/PR
Telefone: (41) 3283-4700

SUINOLIGHT FRIGORÍFICO DE SUÍNOS
Campo Largo/PR (registro estadual)
Responsável: Marlon Cristiano
Fone: (41) 3392-2539 / (41) 3393-5178

FRIGORíFICO ARGUS LTDA.
Br 376 KM 19,5 S/N. - Miringuava
São José dos Pinhais - PR - BRASIL - Cep: 83015-000
Telefone: (041) 3382-3883
Fax: (041) 3382-3992

Sugiro que você entre em contato também com outros frigoríficos próximos ao seu estabelecimento e verifique a possibilidade do abate de seus animais. Estude o preço pago pelo frigorífico, a distância (custo, estresse dos animais, perdas durante o transporte) e o tipo de animais que eles exigem (raça, peso, idade, etc). Assim, você poderá tomar a melhor decisão para obter o menor custo e o maior lucro!

Atenciosamente,
Maria Angela Machado Fernandes
KLAUS CARLOS BERNAUER

BLUMENAU - SANTA CATARINA

EM 26/03/2010

Prezada Ms. Maria Angela M. Fernandes,

Quero parabenizá-la pelo belíssimo trabalho e pela clareza e objetividade no tratamento desse assunto tão importante, pois o que adianta produzir com toda dedicação e esmero se não atendo aos padrões e cortes além das raças mais desejadas pelo mercado.

Por isso quero perguntar-lhe:

1 - como posso acessar seus 3 trabalhos anteriores?

2 - a senhora dispõe de uma relação de frigoríficos que se interessam por ovinos no Paraná, Santa Catarina e RS?

3 - qual seria uma distância boa para não sofrer perdas ou stresse no transporte dos cordeiros para o frigirifico, ou se fizer o transporte a noite isto seria mais conveniente? Eo custo de transporte?


Muito obrigado ,

Klaus Carlos Bernauer
MARIA ANGELA FERNANDES

CURITIBA - PARANÁ

EM 18/03/2010

Prezado Carlos,

A forma que o frigorífico paga ao produtor pode variar muito. Existem frigoríficos que pagam pelo peso do animal vivo e os que pagam pelo peso de carcaça fria. Alguns frigoríficos pré-estabelecem o peso mínimo e máximo (de carcaça e/ou animal vivo), a idade máxima abate e até a raça dos animais. Há também aqueles que pagam bonificações aos produtores que atendem seus padrões de qualidade.
Assim, como discutimos no artigo "Quanto de carne produz um cordeiro? Parte I", o rendimento de carcaça é uma ferramenta que auxilia o produtor a determinar o peso de abate de seus animais e a avaliar a eficiência do seu sistema de produção.
Observe no exemplo abaixo como é importante para o produtor conhecer quanto do animal vivo será convertido em "carne" (carcaça) para determinar o peso de abate.

EXEMPLO: "Dois produtores (A e B) levaram 100 cordeiros cada um para serem abatidos. Os animais eram machos, mestiços e com peso vivo médio de 30 kg. O preço pago aos produtores é de R$ 8 por quilo de carcaça fria. Além disso, o frigorífico paga uma bonificação de 6% aos produtores que entregam animais com carcaças entre 15 a 16 kg."

PRODUTOR A: cordeiros desmamados terminados em pasto com RCF= 44%

Peso de carcaça Fria = (PV X RCF)/ 100 PCF = (30 X 44)/ 100 PCF = 13,2 kg

Como são 100 animais = 13200 kg de carcaça X R$ 8

O produtor A irá receber R$ 10.560. Não será bonificado porque as carcaças estão abaixo da faixa de preferência do frigorífico.

PRODUTOR B: Animais terminados com suas mães em pastagem cultivada com suplementação em creep feeding e RCF = 50%

Peso de carcaça Fria = (PV X RCF)/ 100 PCF = (30 X 50)/ 100 PCF = 15 kg

Como são 100 animais = 1500 kg de carcaça X R$ 8
O produtor irá receber R$ 12.000 mais R$ 720 de bonificação (6%) = R$ 12.720

Portanto, o produtor B recebeu R$ 2.160 a mais que o produtor A. Ou seja, R$ 21,60 a mais por cordeiro. No entanto, isso não significa que o sistema de produção do produtor B teve maior lucro que o de A. Para sabermos qual dos dois obteve o maior lucro precisamos considerar além da receita; o custo com alimentação, instalações, mão-de-obra, medicações, manutenção, etc.
Observe que se o produtor A conhecesse seu RCF, ele poderia ter entregue os animais com PV maior (entre 34 e 36,5 kg) para receber a bonificação. No entanto, é preciso avaliar se esse aumento no peso de abate não irá gerar custos (alimentação, medicamentos, mão-de-obra, etc) mais altos que a receita obtida.
Mais uma vez ressaltamos que nem sempre os maiores rendimentos de carcaça terão maiores lucros devido aos custos de produção. No entanto, algumas medidas básicas e de baixo custo, quando adotadas, podem promover mudanças significativas nos rendimentos dos animais e aumentar a receita. Cabe ao produtor avaliar o impacto da adoção de novas técnicas e do aumento no RCF sobre os custos e a lucratividade do sistema.

Muito obrigada!
Maria Angela Machado Ferna
CARLOS OTAVIO LACERDA

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 14/03/2010

O frigorífico me paga pelo rendimento da carcaça. Que indicador ele usa? PCV, PCQ, PCF?

Obrigado