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Produção de ovinos em sistemas integrados - Sistema silvipastoril

VÁRIOS AUTORES

PRODUÇÃO

EM 01/02/2011

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A adoção de sistema silvipastoril com a criação de ovinos é uma importante alternativa para a sustentabilidade econômica, social e ambiental da propriedade. Conforme Porfírio da Silva (1999), uma pastagem com 200 árvores por hectare, manejadas para produzir madeira para serraria poderia adicionar R$ 300,00/ha/ano, além de promover melhor conforto térmico para o animal que vai impedir o decréscimo de produção por estresse.

A lucratividade de sistemas silvipastoril tem sido demonstrada por vários trabalhos. Marlats et al. (1995), por exemplo, refere-se aos resultados obtidos da comparação entre monocultura de floresta, monocultura de pastagens, e sistema silvipastoril com 250 e 416 árvores por hectare, onde o sistema silvipastoril apresentou as melhores taxas internas de retorno do investimento efetuado, superando a renda líquida obtida nas monoculturas. Ribaski et al. (2003) avaliaram sistema silvipastoril com 185 árvores de eucalipto por hectare aos 11 anos de idade que, além da produção forrageira, tinha um estoque de 204 m³ de madeira por hectare. O sistema silvipastoril, então, destaca-se pela possibilidade de diversificação da produção, pelo acréscimo de renda do produtor, pelo controle da erosão de solos e pela melhoria do clima local. Ele torna a propriedade rural mais flexível frente ao mercado e com potencialidade para verticalização da produção.

Em regiões com alta concentração de pastagens no Brasil, o sistema silvipastoril pode trazer, também, aumento considerável na circulação da riqueza. Ele pode favorecer a industrialização da região através de disponibilidade de matéria-prima em maior quantidade e diversidade de produtos ofertados (produção animal e de madeiras), promovendo um aumento na oferta de empregos diretos e indiretos, via incremento de cadeias produtivas conexas e emergentes (Porfírio da Silva e Mazuchowski, 1999).

Além disso, o sistema silvipastoril, integrando árvore com gramíneas ou leguminosas é uma boa estratégia para capturar carbono e melhorar a ciclagem de nutrientes (Kaur et al. 2002). Cerca de 80% das emissões brasileiras de CO2 são provenientes de atividades de mudança no padrão de ocupação do solo, como por exemplo, o desmatamento e agricultura intensiva.

A utilização da biomassa das florestas como fonte de energia, ao invés de combustíveis fósseis, é, também, uma alternativa para amenizar os acréscimos de carbono na atmosfera (Schumacher et al., 2002). Em trabalhos realizados na Argentina verificou-se, por exemplo, que o capim elefante associado à erva-mate foi importante na prática de manejo para reter e aumentar o carbono orgânico do solo (Piccolo et al., 1998) e o fósforo orgânico (Giuffre et al., 2001).

Nesse sentido, a arborização de pastagem traz benefícios de complementaridade ou suplementaridade na produção de ovinos. No Brasil o déficit de madeira plantada é estimado em 300.000 ha/ano (Porfirio da Silva, 1999).

A produção de ovinos em pastagens adequadamente arborizadas pode, também, proporcionar marketing ambiental dos seus produtos: carne, lã, leite, com a perspectiva da certificação das propriedades rurais e dos produtos da pecuária.

Produção e Qualidade de Plantas Forrageiras no Sistema Silvipastoril

Na literatura encontram-se respostas variáveis de forrageiras herbáceas ao sombreamento (Carvalho, 1998). Alguns trabalhos têm mostrado um estímulo da sombra ao crescimento da parte aérea, e outras a ausência de efeito prejudicial ao crescimento (Wong e Wilson, 1980; Castro et al. 1997). Entretanto, há vários trabalhos que mostram a redução no crescimento de forrageiras pelo efeito da redução da radiação solar (Schreiner, 1987; Castro et al. 1997). Um efeito comum do sombreamento sobre as forrageiras é a redução no crescimento do sistema radicular, mesmo quando a parte aérea é beneficiada (Samarakoon et al. 1990).

Em relação ao benefício do sistema silvipastoril no desenvolvimento da pastagem, alguns estudos têm mostrado um aumento na biomassa acumulada sob sombra natural e artificial (Wong e Wilson, 1980; Wilson et al. 1986; Samarakoon et al. 1990). Outros estudos têm mostrado que a eficiência do uso da radiação de gramíneas sob sombra é maior que obtida em sol pleno (Cruz et al., 1995). A maioria dos casos, o resultado está relacionado com maior disponibilidade de nitrogênio sob sombra. Cruz et al. (1995) explicam que essa relação pode ser encontrada, principalmente, em situações onde o nitrogênio é limitante e a maior produção de biomassa é consequência de uma maior mineralização quando embaixo de árvores. Esses autores ligam também a maior disponibilidade de nitrogênio sob sombra devido ao melhor status de água, o qual é consequência da redução de demandas climáticas devido à sombra. Em condições onde o nitrogênio disponível é alto, o aumento do conteúdo de nitrogênio nos perfilhos pode ser explicado pela redução no crescimento da pastagem sob sombra.

Carvalho (1998) resume o efeito do sombreamento afirmando que as alterações mais consistentes que têm sido observadas nas forrageiras submetidas ao sombreamento são o aumento na concentração de proteína bruta e a redução nos teores de carboidratos não estruturais totais. Efeitos sobre a digestibilidade, conteúdo da parede celular e consumo voluntário de forragem são variáveis, e algumas vezes menores do que as variações entre espécies forrageiras. Conforme Carvalho (1998) as principais condições para se obter benefícios do sombreamento sobre as forrageiras, com ênfase nas gramíneas, são o uso de sombreamento moderado e de espécies tolerantes a essa condição.

Efeito do Sistema Silvipastoril na Produção Animal

Vários trabalhos (Porfírio da Silva, 1998) apontam que a maioria dos fatores adversos à criação de animais estão associados a fatores climáticos que levam ao estresse dos animais. Nesse sentido, Montoya e Baggio (1992) afirmam que os sistemas silvipastoris revelam-se de grande aplicabilidade em áreas de pecuária devido à dimensão das superfícies ocupadas por pastagens e as possibilidades que a arborização representa em termos de serviços de proteção dos rebanhos animais contra extremos climáticos.

As variações microclimáticas no sistema silvipastoril favorecem o conforto animal e, consequentemente, a sua produção. A sombra pode amenizar o estresse de calor e frio, diminuindo consideravelmente as perdas que ocorrem em regiões de inverno rigoroso (Porfirio da Silva, 1998). O estresse por calor e frio pode reduzir, por exemplo, a fertilidade de animais (Müller, 1989), afetando grandemente no desempenho do rebanho.

O grande potencial de estabelecimento de sistemas silvipastoril no Brasil tem sido demonstrado em trabalhos de pesquisa que começaram nos anos 80 e intensificaram-se na última década (p.ex. Schreiner, 1987; Baggio e Schreiner, 1988; Montoya e Baggio, 1992; Silva et al., 1993; Varella, 1997; Porfírio da Silva, 1998; Castilhos et al., 1999; Ribaski et al., 2003). Todos esses trabalhos têm demonstrado o grande potencial da produção pecuário e madeireiro de um sistema silvipastoril nas condições do Brasil. Entretanto, a adoção desse sistema ainda é muito pequeno pelos produtores. Conforme Saibro (2001), a baixa adoção é devida principalmente a falta de desenvolvimento de tecnologia para o sistema.

Desafios e potencialidades

Com essa revisão de literatura podemos perceber que temos muios desafios pela frente. Precisamos estudar e ter pesquisas no campo sobre a sustentabilidade do sistema. Percebemos que os estudos ainda são escassos e focam em variáveis muito específicas como produção de biomassa, efeito das árvores nas características do solo, e relatam dados de períodos curtos. Isso pode ser explicado pelo fato de ser um tema que exige tempo para realmente termos resultados de todos os produtos oriundos das atividades.

Precisamos encontrar espécies e manejos adequados a cada região, produtividade, rentabilidade e impacto sobre o ambiente para termos dados concretos e recomendações técnicas bem embasadas. O desafio para gerenciar todo esse sistema também é muito grande, uma vez que exigirá profissionalismo e multidisciplinaridade integrando conhecimentos de diversas áreas.

Aguardamos as contribuções e experiências dos leitores!!!

Referências bibliográficas

CARVALHO, M.M. Efeito do sombreamento na produtividade e na qualidade da forragem em pastagens. In: II Congresso Brasileiro de Biometeorologia, 1998, Goiânia. Anais... Goiânia, 1998. p. 99-117.

CASTRO, C.R.T.; CARVALHO, M.M.; GARCIA, R. Produção forrageira e alterações morfológicas em gramíneas cultivadas sob luminosidade reduzida. In: XXXIV Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Zootecnia, 1997, Juiz de Fora. Anais... Juiz de Fora, 1997. Forragicultura, v.2, p.338-340.

CRUZ, P.; TOURNEMBIZE, R.; GAUDICHAU, C.; HAEGELIN, A.; MUNIER-JOLAN, N.M. Effects of shade on growth, nitrogen content and CO2 leaf assimilation in a tropical perennial grass. In: Sinoquet H.; Cruz, P. (Ed.) Ecophysiology of tropical intercropping. Versailles: INRA Editions, p.285-293, 1995.

GIUFFRE, L.; PICCOLO, G.; ROSELL, R.; PASCALE, C.; HEREDIA, O.S.; CIARLO, E. Anthropogenic effect on soil organic phosphorus fractions in tropical ecosystems. Communications in soil science and plant analysis v.32, n.9/10, p.1621-1628, 2001.

KAUR, B.; GRUPTA, S.R.; SINGH, G. Carbon storage and nitrogen cycling in silvopastoral systems on a sodic soil in nothwertern India. Agroforestry System v.54, n.1, p.21-29, 2002.

MARLATS, R. M.; DENEGRI, G.; ANSIN, O . E. ; LAFRANCO, J. W. Sistemas silvopastoriles: estimación de beneficios directos comparados co n monoculturas en la Pampa Ondulada, Argentina. Agroforesteria en las Americas, v.2, n.8, p.20-25. 1995.

MONTOYA , L. J.; BAGGIO, A.J. Estudos econômicos da introdução de mudas altas para sombreamento de pastagens. In: II Encontro Brasileiro de Economia e Planejamento Florestal, 1992, Curitiba. Anais..., Colombo: Embrapa Florestas, 1992, v.1, p.171-191.

PORFIRIO DA SILVA, V. Sistemas silvipastoris: situação atual e perspectivas na região sul do Brasil. In: II Congresso Brasileito em Sistema Agroflorestais no Contexto da Qualidade Ambiental e Competitividade, 1999, Belém. Anais..., Belém, 1999, p. 175-184.

PORFÍRIO DA SILVA, V.; MAZUCHOWSKI, J. Z. Sistemas silvipastoris: paradigma dos pecuaristas para agregação de renda. Curitiba: EMATER-PR, 1999. 52p. (Série Informação Técnica, 50).

RIBASKI, J.; RAKOČEVIC, M.; PORFÍRIO DA SILVA, V. Avaliação de um sistema silvipastoril com eucalipto (Corymbia citriodora) e braquiária (Brachiaria brizantha) no noroeste do Paraná. In: IX Congresso Florestal Brasileiro. São Paulo. Anais... São Paulo, 2003, CDROM.

RIBASKI, J.; RAKOČEVIC, M.; PORFÍRIO DA SILVA, V. Avaliação de um sistema silvipastoril com eucalipto (Corymbia citriodora) e braquiária (Brachiaria brizantha) no noroeste do Paraná. In: IX Congresso Florestal Brasileiro. São Paulo. Anais... São Paulo, 2003, CDROM.

SAMARAKOON, S.P.; WILSON, J.R.; SHELTON, H.M. Growth, morphology and nutritive value of shaded Stenotaphrum secundatum, Axonopus compressus and Pennisetum clandestinum. Journal of Agricultural Science, Cambridge, v.114, p.161-169, 1990.

SCHREINER, H.G. Tolerância de quatro gramíneas forrageiras a diferentes graus de sombreamento. Boletim Pesquisa Florestal, n.15, p.61-72, 1987.

SCHUMACHER, M.V.; WITSCHORECK, R.; CALDEIRA, M.V.W.; WATZLAWICK, L.F. Estoque de carbono em florestas de Pinus taeda L. e Acacia nearnsii De Wild. Plantadas no estado do Rio Grande do Sul - Brasil In: SANQUETTA, C.R. et al. As florestas e o carbono. Curitiba: Imprensa Universitária da UFPR, 2002. p.141-151

VARELLA, A.C. Uso de herbicidas e de pastejo para o controle da vegetação nativa no ano do estabelecimento de três densidades de Eucalyptus saligna Smith. 1997. 101 p. Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Agronomia-UFRGS.

WILSON, J.G. Bovine functional infertility in Devon and Cornwall: response to manganese therapy. Veterinary Record, v.9, p.562-566, 1966.

WILSON, J.R.; CATCHPOOLE, V.R.; WEIER, K.L. Stimulation of growth and nitrogen uptake by shading a rundown green panic pasture on Brigalow clay soil. Tropical Grasslands, Brisbane, v.20, n.3, p. 134-143,1986.

WONG, C.C.; WILSON, J.R. The effect of shade on the growth and nitrogen content of green panic and siratro in pure and mixed swards defoliated at two frequencies. Australian Journal of Agricultural Research, Melbourne, v.31, p. 269-285, 1980.

CARINA BARROS

Médica veterinária
Mestre em Ciências Veterinárias UFPR
Doutora em Nutrição e Produção Animal FMVZ-USP
Pós-doutorado FMVZ-USP
Atuação na avaliação econômica e modelagem

ALDA LÚCIA GOMES MONTEIRO

Coordena o Laboratório de Produção e Pesquisa em Ovinos e Caprinos (LAPOC) da UFPR

CESAR HENRIQUE ESPÍRITO CANDAL POLI

HUGO VON LINSINGEN PIAZZETTA

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MARILENE DE MOURA ALVES

MATO GROSSO - PESQUISA/ENSINO

EM 28/02/2014

Sou pesquisadora, estou iniciando um projeto silvipastoril com ovinos em uma região do alto pantanal em MT, como uma alternativa para agricultura familiar, aguardo sugestões. Cuiabá MT

Marilene de Moura Alves
V.PORFÍRIO-DA-SILVA

CURITIBA - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 02/06/2011

Muito bem observado, Wilson.

No entanto, um dos aspectos necessários para a mudança de uso da terra (de pastagem convencional para silvipastoril) é o arranjo espacial das árvores. Arranjadas em 8 x 8, a possibilidade de insolação (radiação solar direta)  bem como a incidência de radiação fotossinteticamente ativa necessária para o crescimento da pastagem é diferente (não otimizada) do que se o arranjo for 15 x 4,2 m, o que dá os mesmos 64 m² por árvore que o arranjo 8 x 8m.

Em 15 x 4 , as arvores continuam crescendo muito bem até por volta do 5-7 ano, quando deve-se realizar um desbaste (colhendo madeira na casa dos 14 a 17cm de diâmetro) em 50% das árvores (ficando algo em torno de 80 árvores/ha). As  árvores que ficam seráo as mais rentáveis, pois produziram madeira para serraria e laminação, e o conforto dos animais e o crescimento da pastagem estará garantido.

Desculpe o extenso comentário... mas a idéia e contribuir para a troca de experiências. Parabéns pela iniciativa! Se tiver interessse, baixe da internet um material que produzimos sobre o tema : <http://www.embrapa.br/pesquisa/safs/index.htm>  Arborização de pastagens com espécies madeireiras...

V.Porfírio-da-Silva
WILSON ASHIDANI

MADRE DE DEUS DE MINAS - MINAS GERAIS

EM 07/02/2011

Sempre fui agricultor e de uns tempos pra cá, resolvi diversificar minha atividade.

Há cerca de 6 anos resolvi apostar nesse sistema de produção e implantei 43 hectares de eucalipto (clone) no espaçamento de 8x8 metros (156 arvores/ha).
Após 4 anos de milho/feijão no meio do eucalipto parei de plantar e deixei a braquiária tomar conta da área. Há cerca de um ano e meio introduzi a pecuária com ovinos de corte.

Realmente os animais ficam bem mais a vontade sobre as árvores, pastejando em horas quentes do dia, o que não fariam em pastos à pleno sol.

As árvores, além de sombra, acabam fornecendo madeira pra construção de benfeitorias e abrigo contra os ventos frios. Pretendo adaptar cerca elétrica utilizando as mesmas economizando com moirões, com a utilização de parafusos de rosca soberba isolados. Conforme a árvore engrossa é só ir destarrachando-os.

O porém que se deve observar, é que a infestação por larvas de vermes é também maior devido ao microclima favorável.

Em solos de boa fertilidade (meu caso) achei o sombreamento muito intensivo com 160 árvores/ha principalmente a partir do 5º ano e em povoamentos destinados pra serraria em que o prazo ideal pra corte é de no mínimo 15 anos. Talvez, imagino que estandes de 50 à 100 árvores dêem um ponto de equilíbrio mais favorável, tanto em termos de produção de boas toras pra serraria, quanto de pasto. Seria necessário (como foi citado no artigo), mais pesquisa na área, pois tudo, da espécie forrageira, ao clone de eucalipto escolhido, influencia no resultado.

Pretendo introduzir a espécie amendoim forrageiro (Arachis Pintoi) devido à sua boa tolerância à sombra, consorciado aos capins do gênero panicum, que também vão bem na sombra.

Tem-se que ater ao fato que dentro dos currais ou local próximos onde dormem os animais (alta concentração de animais) os mesmos gostam de mastigar a casca das árvores e chegam a "anelar" matando as mesmas.

Ainda é cedo pra se tirar alguma conclusão, mas com certeza é um sistema mais sustentável simplesmente devido à integração de diferentes espécies que aumentam a eficiência de utilização dos recursos naturais e insumos utilizados na produção.