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Pastagens para ovinos

PRODUÇÃO

EM 30/05/2006

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Por Alda Lúcia Gomes Monteiro1, César Henrique E. C. Poli2 e Aníbal de Moraes3


As pastagens constituem a base natural da alimentação dos animais ruminantes, sendo considerada a forma de alimentação de menor custo. Os ovinos, sendo ruminantes, possuem elevada capacidade de aproveitar alimentos fibrosos. Por isso, recomenda-se que a maior parte de sua dieta seja constituída de alimentos volumosos, inclusive pelo menor custo.

É importante destacar que para a formação de áreas de pastagens de qualquer espécie é fundamental a realização de análise de solo da área para o conhecimento da fertilidade do solo. A partir daí, far-se-ão os cálculos de adubação de formação e de manutenção das pastagens. Para a execução e interpretação da análise, um engenheiro agrônomo deverá ser consultado.

Hábito de pastejo

Os ovinos revelam uma capacidade de pastejar um pouco mais próximo ao solo comparado aos bovinos, sendo este comportamento ligado principalmente à sua estrutura buco-maxilar de preensão de alimento. Dessa forma, em razão dos lábios superiores fendidos e móveis, o animal apresenta maior capacidade de preensão da forragem em relação aos bovinos, pois podem utilizar os lábios, os dentes e a língua, o que lhes confere alto poder de seleção no pastejo.

Os ovinos são muito seletivos do ponto de vista nutricional, e a rejeição por materiais altos ocorre não devido à altura por si só, mas sim em função da preferência pelo extrato inferior das plantas por razões nutricionais (onde se localizam folhas novas e brotos). Apresentam comportamento de pastejo em lotes, dificilmente sendo avistados animais isolados. Cita-se que o ovino deslanado apresenta comportamento um pouco diverso, explorando mais o pasto e caminhando mais na busca e seleção do alimento.

Em relação ao tempo de pastejo, para os ovinos observa-se entre 8 (Favoretto, 1990) até 13 horas por dia (Carvalho et al., 2001), sendo que uma parte importante do tempo de pastejo ocorre nas quatro horas que antecedem ao pôr do sol. Assim, o recolhimento dos animais para o aprisco à noite para evitar o ataque dos predadores deve respeitar esse horário de maior pastejo.

Espécies forrageiras

As plantas forrageiras têm sua quantidade e qualidade dependentes da produção de matéria seca, distribuição e desenvolvimento vertical das diferentes partes da planta (estrutura da pastagem), densidade da vegetação, relação folha:caule, arranjo e acessibilidade das folhas e facilidade de preensão e remoção dos componentes das folhas.

De acordo com Carvalho et al. (2002), a premissa básica do manejo da pastagem começa pela escolha de forrageiras de qualidade, passando à otimização do consumo individual dos animais, ao mesmo tempo em que otimiza a interceptação da radiação solar através de um grande número de folhas na pastagem, devido à grande importância da qualidade das folhas para a nutrição dos ovinos. A seguir, apresenta-se um quadro com as principais características de algumas plantas forrageiras utilizadas por ovinos, na região Sul e Sudeste do Brasil.

Tabela 1. Características das espécies forrageiras mais comuns para utilização com ovinos




* Estão incluídos nesse grupo os diversos híbridos selecionados a partir da espécie de Cynodon dactylon: Coat cross-1, Tifton-85, Tifton-68, Florakirk, Florona etc.

Obviamente existem outras espécies forrageiras que podem ser indicadas para utilização, sempre respeitando as condições de solo e clima da região, e principalmente observando as exigências dos animais quanto à sua disponibilidade.

Pastagens manejadas com excesso de lotação apresentam elevada infestação de plantas indesejáveis, pois não conseguem repor seu crescimento (rebrota) no mesmo ritmo em que suas folhas são retiradas pelos ovinos e também pode resultar em elevada ocorrência de verminoses.

Sistemas de manejo contínuo e rotacionado

As pastagens podem ser utilizadas através de sistemas de manejo contínuo ou rotacionado. O primeiro refere-se ao sistema em que os animais permanecem longos períodos de pastejo em uma única área. Neste sistema, deve-se observar a carga animal com bastante cuidado, observando sempre o ajuste da carga conforme a disponibilidade de pasto, para que a oferta de forragem não fique abaixo da recomendação por categoria (chamado manejo contínuo com lotação animal variável).

O sistema rotativo ou rotacionado estabelece um número de dias de ocupação e de descanso, conforme o ciclo vegetativo da forrageira, de forma que os animais utilizem os piquetes por período curto, promovendo um período de descanso para a rebrota das plantas. Normalmente o número de dias de ocupação está ao redor de 1 até 5 dias. Destacam-se as seguintes características dos sistemas de manejo contínuo e rotativo (ou rotacionado) (Poli, 2003):

Sistema rotacionado
- maior controle do consumo
- pastejo mais uniforme na área
- a manipulação da produção e da oferta de forragem é mais fácil
- maior custo em função das divisões em cercas
- mais material morto e colmos, principalmente com espécies tropicais, que têm maior taxa de crescimento

Sistema contínuo
- consumo a vontade (maior oportunidade de seleção)
- formação de áreas de sub e superpastejo (áreas rejeitadas)
- a manipulação da produção e da oferta de forragem é mais difícil
-menor custo

Quanto ao manejo de pastagens em sistema rotacionado, as espécies de pastagens comumente utilizadas devem ficar em descanso por período que as permitam alcançar novamente as metas de disponibilidade ou cobertura de forragem exigidas pela categoria animal em questão.

Para controlar essa cobertura, pode-se utilizar a adubação nitrogenada no caso de escassez de forragem, ou fornecer forragem conservada (feno ou silagem) aos animais. Para controlar o excedente pode-se efetuar o diferimento de determinadas áreas, o corte para aproveitamento do excedente como forragem conservada, ou ainda o uso de outras espécies animais da propriedade.

Bibliografia consultada

CARVALHO, P.C.F. de; POLI, C.H.E.C. et al. Manejo de pastagens para ovinos: uma abordagem contemporânea de um antigo desafio. In: Simpósio Paranaense de Ovinocultura, 9, Anais...Ponta Grossa, PR. 2001. p. 79-102.

CARVALHO, P.C.F. de; POLI, C. H. E. C. et al.. Normas racionais de manejo de pastagens para ovinos em sistema exclusivo e integrado com bovinos. In: Simpósio Paulista de Ovinocultura, 6, Anais...Botucatu, SP. 2002. p. 21-50.

CARVALHO, P.C.F. de; RIBEIRO FILHO, H.M.N. et al. Importância da estrutura da pastagem na ingestão e seleção de dietas pelo animal em pastejo. In: Mattos, W.R.S. et al. (ed.). A produção animal na visão dos brasileiros. Piracicaba: FEALQ. 2001. p. 853-871.

FAVORETTO, V. Pastagens para ovinos. In: Produção de ovinos. Anais...Jaboticabal: FUNEP, 1990. p.65-80.

POLI, C.H.E.C. Comunicação pessoal, 2003.

_________________________________
1Profa. Dra. Área Ovinocultura e Caprinocultura- Departamento de Zootecnia- UFPR
2Prof. Dr. Área Ovinocultura e Caprinocultura - Departamento de Zootecnia- UFRGS
3Prof. Dr. Área Forragicultura e Pastagens - Departamento de Fitotecnia e Fitossanitarismo - UFPR

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VINICIUS MARTINS ALTOÉ

JAGUARÉ - ESPÍRITO SANTO - OVINOS/CAPRINOS

EM 01/10/2018

Boa noite, to iniciando na criação de carneiros, poderiam me informar qual o capin ideal para a criação, e tamanho dos piquetes que seria ideal.
DANIEL PEREIRA

GRAVATAÍ - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 25/06/2018

Muito boa matéria tem quem ter mais sobre manejos e pastagens para ovinos.
NEILTON NERY DOS SANTOS

CONCEIÇÃO DA FEIRA - BAHIA

EM 18/05/2018

OLA CERO COMESA CRIAR COMO INISIA PODE MI AJUDA TO NO NORDESTI PERO DE FEIRA DE SANTANA BA SITIU 10 TAREFA CRIA CARNERO CORTI NEILTON 075 981273349 JA ESTO FASENDO O PASTAG COM MUBASA E ESTILOZANTI
JOAO DE LAIA

JEQUERI - MINAS GERAIS - OVINOS/CAPRINOS

EM 23/04/2018

Parabens pelo tema , bom dia pra vcs,,,,Estou começando uma plantação de pastagens para ovinos gostaria de saber de vcs quais as forrageiras mais indicado para regiao sudesde estou localizado na zona da mata Minas Gerais Regiao da Cidade Ponte Nova, desde de ja agradeço pela atençao...muito obrigado
ANTONIO DUARTE

ITAPORANGA D'AJUDA - SERGIPE - OVINOS/CAPRINOS

EM 18/06/2017

Eu gostaria de plantar trevo branco consorciado com massai para fechar as fileiras e evitar o crescimento de tiririca outros matos. Pode ser feito? E viável?
ANTONIO DUARTE

ITAPORANGA D'AJUDA - SERGIPE - OVINOS/CAPRINOS

EM 18/06/2017

Duarte. Sergipe.

O capim mombaca é viavel para ovinos e pode ser plantado consorciado com o milho?
AGNELO SALATIEL

SANTA MARGARIDA - MINAS GERAIS

EM 06/01/2017

O capim tifton 85 devido ser um capim rasteiro abriga grande densidade de vermes e é recomendado para cabras leiteiras.

  
EDESIO ALVES SENA

GUARULHOS - SÃO PAULO

EM 18/08/2016

Boa tarde

Parabéns pela matéria. Gostaria de saber se os ovinos solto em plantação de bananeiras ao comer os brotos corre algum risco? Uma vez que as cercas dos pastos onde eles pastam  são de bananeiras. Também gostaria de saber se eles podem comer as folhas verdes destas bananeiras.



Agradeço

Edesio
J.BATISTA

GOIÂNIA - GOIÁS - ESTUDANTE

EM 22/01/2015

gostaria saber qual melhor capim,em Goias pra cabras em uma pequena chacara?
CLAUCUNHACONTE

CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 01/08/2014

Muito Obrigada Carlos e Jaime, já providenciei as coletas para análises, e conversando com alguns profissionais de forragicultura, me disseram que no inverno o Aruana estaciona, que devo lançar mão da Silagem de Milho aqui no Sul (Campos Gerais), mas estamos conversando também a respeito do Festuca e Azevém, inclusive com a Chicória forrageira como consórcio. Achei interessante levando em conta o potencial para Ovinos, mas a escolha ainda dependerá da análise de solo. Um ponto importante que quero dividir com vocês do grupo é a importância da criação a pasto para reduzir custo. Outro ponto é a qualidade da Silagem, fiquem atentos ao procedimento de como fazer, compactação correta, ponto de corte, tamanho de particulas, etc,pois desconfio muito das micotoxinas.Então, este post serve para agradecer, dividir um pouco de informação e alertar e inserir um novo tópico: MICOTOXINAS na OVINOCULTURA, como evitar, quais os prejuíjos, pode ser causador de mortalidade no plantel, como identificar? Abraços
CARLOS FRANCISCO GEESDORF

CAMPINA GRANDE DO SUL - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAPRINOS DE CORTE

EM 28/07/2014

Claucunhaconte, bom dia.

Sou criador de Caprinos BOER em Campina Grande do Sul Pr e uso residuo de cevada a muitos anos sem nenhum problema aparente.

Chego a usar em mistura com ração balanceada e silagem de milho em torno de 40%, tanto para amamentação como gestação.

Para recria e terminação uso em torno de 20%.

Sucesso.

Carlos
CLAUCUNHACONTE

CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 28/07/2014

Obrigada Jaime, outra pergunta, temos cevada cojo resiuo industrial, posso fornecer em que quantidade para os animais, como complemento? Obrigada

Custo interessante deste produto e disponibilidade na região!

JAIME DE OLIVEIRA FILHO

ITAPETININGA - SÃO PAULO - OVINOS/CAPRINOS

EM 18/07/2014

Boa noite  Claucunhaconte

O fato dos animais estarem em terreno úmido ,a verminose sempre terá índices altos.

Quanto ao terreno deve fazer uma analise de solo antes de introduzir o Aruana e ver o banco de sementes que está no solo pois pode com a adubação e correção do solo competir com a aruana,tem que ver estas partes.

Lógico que o trato que vcs estão fornecendo está ótimo ,mas caro,deve esperar o azevém ficar na altura,mas soltar os animais para pastejo no azevém,pouco tempo de inicio,pois pode dar complicações intestinais.

Sugiro que adote o sistema Famacha, para controlar a verminose e vermifugar somente animais que apresentarem sinal de anemia .

Faça a gestão de todo manejo com os animais,principalmente o da verminose ´para que vc detecte os animais sensíveis e com o tempo possa descartá-los.

qualquer dúvida só perguntar de novo.
CLAUCUNHACONTE

CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 18/07/2014

Boa tarde a todos! Estou auxiliando na assistência técnica de uma Ovinocultura com 100 matrizes da raça Texel. A  propriedade disponibiliza 3 ha apenas para pastejo, que hoje se encontra com pasto nativo e com muita presença de invasoras, terreno arenoso, mas areia preta, com teor de umidade alto, mas que está sendo corrigido com drenos. A dúvida é: posso apostar no Aruana? Devo consorciar com trevo branco por exemplo? já existe um piquete formado que foi plantado milho e feito silagem, atualmente está com azevém, mas ainda não está no ponto para pastejo. Busco reduzir custos com a alimentação, que hoje já está alto, uma vez que estamos tendo que lançar mão de fenos, pré-secado de azevém (R$ 170,00 400kg), e concentrado na proporção 1,5% do PV. O que dificulta também é o controle da verminose, pois com a ausência de forrageira adequada, os animais ficam muito expostos, mas faço uma outra pergunta, devo, mesmo fornecendo ração no comedouro(concentrado e volumoso) 3 vezes por dia, continuo a soltar os animais nesta área debilitada, até formar os piquetes para pastejo rotacionado, ou os mantenho confinado e apenas acesso ao solário, promovendo assim um maior controle da verminose, ou não faz diferença soltá-los? Agradeço muito aos comentários dos profissionais com experiência na Ovinocultura no Sul, tem sido de grande valia!
LUIZ CARLOS NUNES DOS SANTOS

SALVADOR - BAHIA - PRODUÇÃO DE OVINOS

EM 12/06/2012

A informação é um dos pilares do sucesso.

Excelente artigo. Parabéns.

Embora um pouco fora do foco, gostaria da seguinte informação:

Fiz experiência com o tifton 85 com excelente resultado, porém preciso recuperar a

área para servir de expanção às demais. Primeiro eu calcario e adubo prá depois gradeiar, ou gradeio prá depois corrigir e adubar? Lembro qua a área já está plantada, apenas precisso recuperá-la prá usar como semente.

Obrigado.
ERCILIO FERRARI

SERRA TALHADA - PERNAMBUCO - PRODUÇÃO DE OVINOS DE CORTE

EM 04/06/2012

Boa Noite a Todos!


Parabenizo o artigo muito bom, sou um pequeno produtor aqui em Serra Talhada PE sertão Bravo mesmo mas tenho 10 Ha com muita agua ou seja uma represa e estou planejando iniciar uma criação de ovinos nesta área. estou com muitas duvidas pois quero fazer um sistema rotacionado irrigado mas to com medo de investir uma boa grana no negócio e não ter o retorno satisfatório. Gostaria de saber desde a variedade de capim ja ouvi falar no capim Massae na uniderp em campo Grande MS e também do aruana dai fiquei em duvidas qual seria melhor pra minha realidade aqui. uma outra coisa e quem poderia me ajudar a planejar a atividade como um todo pois não quero entrar no escuro na atividade gostaria muito de um suporte que desse conta de me esclarecer duvidas como custos de produção, controle de matrizes, enfim alguem aqui por perto se alguem conhece que possa me ajudar com estas duvidas e muitas outras que tenho grato a todos
ERCILIO FERRARI

SERRA TALHADA - PERNAMBUCO - PRODUÇÃO DE OVINOS DE CORTE

EM 04/06/2012

Boa Noite a Todos!

Parabenizo o artigo muito bom, sou um pequeno produtor aqui em Serra Talhada PE sertão Bravo mesmo mas tenho 10 Ha com muita agua ou seja uma represa e estou planejando iniciar uma criação de ovinos nesta área. estou com muitas duvidas pois quero fazer um sistema rotacionado irrigado mas to com medo de investir uma boa grana no negócio e não ter o retorno satisfatório. Gostaria de saber desde a variedade de capim ja ouvi falar no capim Massae na uniderp em campo Grande MS e também do aruana dai fiquei em duvidas qual seria melhor pra minha realidade aqui. uma outra coisa e quem poderia me ajudar a planejar a atividade como um todo pois não quero entrar no escuro na atividade gostaria muito de um suporte que desse conta de me esclarecer duvidas como custos de produção, controle de matrizes, enfim alguem aqui por perto se alguem conhece que possa me ajudar com estas duvidas e muitas outras que tenho grato a todos
JAFFERSON.KOVALESKI@YAHOO.COM

CHAPECÓ - SANTA CATARINA - PRODUÇÃO DE OVINOS

EM 04/06/2012

pretendo  começar uma criaçao de ovinos, gostaria de saber se a grama chamada zezuite ou micioneira se e propria para criaçao de ovinos
CLAUDIO JOSÉ ARAÚJO DA SILVA

CURITIBA - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 03/11/2010

Prezado Sr. Carlos Francisco Geesdorf, a experiência tem nos mostrado bom desempenho com caprinos da raça bôer em pastagens como: Tifton-85, Hemártria(cultivar Flórida), Aruana, mombaça, elefante anão entre outros. Leguminosas como o trevo branco e arachis pintoi (amendoim forrageiro) tem sido usadas com sucesso na caprinocultura.

Entedemos as dificuldades específicas da tua região. Mesmo assim, é fundamental uma análise de solo para facilitar a escolha da pastagem a ser implantada, assim como a montagem de uma programação alimentar de acordo com o teu número de animais e com a produtividade média da forrageira durante o ano. É importante sempre lembrar que pastagens perenes tem queda acentuada na produção durante o inverno sendo por vezes necessário incluir na programação alimentar o uso de silagem ou feno como alternativas de suprir alimentação em períodos de deficit forrageiro.

É difícil nesse momento pré determinar uma quantidade de sementes por ha. Isto está relacionado com o valor cultural do lote de sementes a ser plantado, esse valor cultural por sua vez está relacionado ao percentual de pureza e ao percentual de germinação das sementes. Tudo isso vai variar de acordo com a espécie escolhida. A maioria dos fabricantes de sementes já fazem uma sugestão adequada da quantidade para plantio.

atenciosamente,
Cláudio
CARLOS FRANCISCO GEESDORF

CAMPINA GRANDE DO SUL - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAPRINOS DE CORTE

EM 01/11/2010

Cara Professora Alda.

Parabéns pelo site e pelo conteúdo dos artigos, apesar de já ter um certo tempo, ainda não conhecia o site. São sites como este e artigos como os contidos nele que ajudarão sem sombra de dúvidas a estruturar melhor estas cadeias produtivas como a Ovino e Caprinocultura, tão abandonadas pelo poder público.
Gostaria de saber qual é o melhor pasto perene, para Caprinos BOER, qual a quantidade de sementes por ha que poderia plantar na minha região, que tu bem conheces (Camp. Gde do Sul), bastante quebrada, terra fraca, quase sem possibilidade de adubação e nenhuma de arração.Grato.Carlos