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Pais e Filhos na Gestão das Propriedades Rurais

POR CILOTER BORGES IRIBARREM

PRODUÇÃO

EM 05/01/2009

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Tão importante quanto conquistar o tempo de vida longa de uma empresa familiar, é conquistar a admiração de seus parceiros de negócios.

Ao lidar com os filhos, os pais devem levar em conta a diversidade humana que tem em casa. Apesar da criação ser aparentemente a mesma, cada ação dos pais é registrada de forma diferente pelos filhos.

Com o passar dos anos as famílias são compostas de pais, filhos, genros e noras com diversidade ainda muito maior que a estrutura familiar inicial.

A Gestão e a Sucessão no agronegócio brasileiro até poucos anos atrás se dava de maneira intuitiva.

Atualmente as propriedades rurais tornaram-se verdadeiras empresas onde são utilizadas altas tecnologias, com patrimônio bastante diversificado, além da terra existem (construções, instalações, máquinas, equipamentos, marcas e genética), ativos estes difíceis de serem geridos e divididos por intuição.

Por trás de todo o patrimônio e do negócio existem famílias, pessoas que pensam e agem diferentes e que se não forem bem administradas as relações, certamente levarão o Negócio e o Patrimônio ao fracasso.

Dentro desta realidade que é o agronegócio brasileiro, a SAFRAS & CIFRAS vem trabalhando ao longo dos anos com a Estruturação do Negócio Familiar e o Planejamento Sucessório.

Procuramos distinguir a grande diferença que existe entre Explorar a Propriedade e Transferir o Patrimônio.

Na nossa visão todos os filhos têm o direito de receber o valor do patrimônio familiar dividido igualitariamente, mas o mesmo não é verdadeiro na participação da exploração do negócio, já que alguns poderão ter uma dedicação maior que outros no mesmo.

Temos operacionalizado as duas formas como acabamos de citar e os resultados têm sido excelentes.

Com este formato de gestão das propriedades rurais exploradas por pais e filhos, temos conseguido manter a relação familiar e a unidade do negócio.

A nossa ação é conseqüência do conhecimento de como funcionam as empresas familiares rurais que apresentam uma complexidade de caminharem juntos, negócio e família, que separados já são difíceis, podemos imaginar quando existe uma relação próxima de amor e dinheiro.

No meio rural ainda é mais complexo porque além da relação de amor e negócio existe um terceiro fator que é o espaço físico das propriedades com suas histórias, acessos, sedes, fontes de água, solos diferentes e muitas vezes residências dos proprietários junto às mesmas.

Nos negócios familiares o relacionamento precisa continuar mesmo depois de alguém sair da empresa ou se separar do cônjuge, o que seria importante, mas não necessário em negócios que tenham outros sócios que não são da família.

Muitas vezes são os conflitos familiares e não o clima e mercado que barram o desenvolvimento dos negócios rurais familiares.

Dúvidas e ações que normalmente tem os pais que trabalham com filhos nas propriedades rurais:

• Conflito de gerações;
• Pais que julgam ter poder de vida e morte sobre o negócio e a propriedade;
• Como o filho pode participar do negócio?
• Parceria;
• Pró-labore;
• Participação no resultado do negócio;
• Falta de controles econômicos, o que dificulta aos pais e filhos de quantificar a participação dos mesmos no resultado do negócio;
• Tem renda para que todos os filhos possam trabalhar na propriedade?
• Os filhos que trabalham fora da propriedade em outras atividades têm direito a um percentual do resultado do negócio?
• Como distribuir as responsabilidades na propriedade entre pais e filhos para que diminua os conflitos?
• Os filhos que trabalham fora da propriedade em outras atividades, devem ser informados em algum momento durante o ano sobre como anda o negócio?
• Tributariamente, qual a melhor forma dos filhos participarem do negócio, visando diminuir o custo dos impostos?
• Devem existir reuniões periódicas entre pais e filhos que trabalham juntos para que os assuntos de gestão não sejam tratados em momentos de lazer da família?
• Os filhos que trabalham na propriedade poderão ter explorações agropecuárias separadas dentro do imóvel ou fora dele que se comunique com o negócio dos pais na utilização comum de máquinas, equipamentos, etc?
• Posteriormente ao casamento dos filhos que trabalham na propriedade como deverá ser a relação com os cônjuges dos mesmos?
• Os filhos que trabalham com os pais, deverão na sucessão ter uma participação maior no patrimônio (terra)?
• Quais são as conseqüências dos pais comprarem terras para os filhos que trabalham juntos em detrimento dos demais?
• Qual o melhor momento de estabelecer a relação comercial entre pais e filhos?
• É importante que existam regras escritas que determinem a relação?

O segredo está na forma de como os pais e filhos interagem. Se pais e filhos forem diferentes brigarão, se forem muito iguais, acabarão brigando também. Se forem cheio de idéias, mas nenhum for bom para executá-las, o negócio não irá para frente.

Os filhos se enriquecerão ao escutar seus pais, da mesma forma, os pais também têm muito a ganhar se ouvirem os filhos, pois muitas vezes eles estão mais sintonizados com as atuais necessidades do mercado.

Ações desenvolvidas pela SAFRAS & CIFRAS junto as famílias (pais e filhos) que trabalham conjuntamente em propriedades rurais:

• O pai não deve forçar a entrada dos filhos no negócio familiar porque afinal o tempo está a favor deles, a menos que o mesmo precise com urgência;
• Na situação de todos os filhos ou alguns deles explorarem o negócio conjuntamente com os pais, as recomendações da SAFRAS & CIFRAS são as seguintes:
• Para diminuir o conflito da família, o primeiro passo é organizar a propriedade e o negócio, para que possa ser administrada econômica e financeiramente;
• Estabelecer rotinas de reuniões entre os membros da família que participam da gestão da propriedade;
• Uma vez por ano no mínimo deve ser realizada uma reunião e apresentado um Demonstrativo do Resultado do Negócio para os filhos que não participam do mesmo. A propriedade e o negócio não podem ser tratados como se fosse um cofre, que só conhecem o segredo dos mesmos, pais e filhos que estão participando da gestão diretamente;
• Definir claramente as funções dos pais e filhos na gestão da propriedade para que diminuam os atritos.
• O negócio pode não ter capacidade econômica que permita a participação de todos os filhos da renda do mesmo;
• Definida a participação dos filhos na gestão da propriedade deverá ser estabelecido de que forma participarão financeiramente. A SAFRAS & CIFRAS tem implantado formas de relações comerciais entre pais e filhos dentro da capacidade financeira do negócio, que permita atender as necessidades pessoais dos membros da família envolvidos diretamente e os filhos que estão fora do mesmo. É importante que esta tomada de decisão seja estabelecida no início da relação comercial de pais e filhos porque quanto mais tarde ocorrer a dificuldade de implantar a forma de participação será muito maior.
• Não deve ser permitido aos filhos que tenham relação comercial com os pais, que os mesmos tenham negócios similares paralelos aos da sociedade. Sempre que existirem atividades similares individuais paralelas ao negócio principal da família, a conseqüência é que ocorrerá desconfiança dos demais membros com relação a utilização dos recursos do negócio familiar em proveito individual, portanto, foco de atritos.
• A boa gestão de uma propriedade rural obriga que a mesma tenha controles econômicos, financeiros e físicos independente de explorar a mesma com a família ou não. No caso de ser explorada a propriedade entre pais e filhos é fundamental que existam estes controles para que possa ser dimensionado o resultado e conseqüentemente a participação de cada uma das partes envolvidas.

Estas são algumas das ações implantadas pela SAFRAS & CIFRAS na gestão de propriedades rurais que tem participação de pais e filhos no negócio.

As ações comentadas anteriormente apresentam resultados altamente positivos nos seguintes aspectos:

• Permite uma relação harmoniosa da família;
• Permite a continuidade do negócio familiar por mais de uma geração;
• Permite o crescimento econômico e financeiro da empresa;
• Estabelece uma relação comercial entre pais, filhos e netos;
• Permite que as novas gerações conheçam o negócio da família mais cedo e com isto possam tomar decisões com relação as suas carreiras profissionais;
• Permite estabelecer formas de participação ou não dos cônjuges no negócio familiar;
• Tranqüiliza os pais com relação ao processo de sucessão;
• Permite preparar a sucessão do patrimônio em vida, com custo e atritos muito menor;
• Obriga que a propriedade tenha controles e rotinas administrativas, o que faz melhorar a eficiência da gestão;
• Mantém o tamanho da propriedade além de fazer crescer a mesma, o que é extremamente importante para o aumento da escala de produção;
• Vence o desafio de transformar a família numa família empresária.

O êxito de um programa Sucessório vai depender da maneira que os pais preparam a sua família para o poder e a riqueza.

O processo de SUCESSÃO é inerente a vida das pessoas e das empresas e por isto deverão ser planejados e estruturados sempre com a presença dos pais.

Estamos conscientes que o aprendizado na vida das pessoas é permanente, mas temos certeza que as dúvidas e soluções aqui apresentadas, em muito ajudarão os produtores rurais na manutenção dos seus sonhos que é dar continuidade aos seus negócios através de seus filhos, mantendo a harmonia familiar.

"Na família você é aceito pelo que é, na empresa pelo que faz."

CILOTER BORGES IRIBARREM

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ARIEL PEIXOTO DA CUNHA

VITÓRIA DA CONQUISTA - BAHIA - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 13/05/2009

Muito bem abordado o artigo. Parabéns!

A principal dúvida de alguns pais é se o filho é (ou está) realmente capacitado para interagir no sistema produtivo da empresa rural, se "ele já sabe fazer o que eu faço". É imprescindível encarar a propriedade rural como uma empresa. O maior conflito de gerações é que no passado, trabalhando duro, você conseguia gerar riqueza. Hoje, se os filhos se mantêm maior parte no escritório analisando custos, analisando projeções de mercados, atualizando os dados produtivos e planejando através de dados técnicos e de controles as ações futuras do agronegócio, calculando a rentabilidade do negócio, interpretando dados, fica mais difícil dos pais perceberem o "trabalho duro" dos filhos, pois ele chegou aonde chegou colocando "as mãos na massa".

Não é só o confllito de gerações, foi a modernização dos padrões produtivos no mercado que exigiu uma maior complexidade no controle dos dados num sistema de produção. É necessário uma interação entre as gerações, com bases solidificadas no profissionalismo, no respeito mútuo, na consideração, e principalmente no amor, na conscientização de que a história da empresa vai se manter no decorrer dos anos, de preferência, na mão dos familiares.

Um grande abraço a todos.
JOÃO PEDRO FIORINI

GOIÂNIA - GOIÁS - PESQUISA/ENSINO

EM 03/03/2009

Excelente artigo.

Meus cumprimentos, e parabéns ao autor. Trata-se de um assunto bastante comum, em nosso país, por isso é de extrema importância para todos que convivem no dia a dia.

Grato,
CILOTER BORGES IRIBARREM

OUTRO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 13/01/2009

Prezados

Feliciano Benedetti de Freitas,
Maurício Soares Pancieri,
Joel Carneiro dos Santos Filho,
Fernando Resende Oliveira e
Arcedino Concesso

Quero agradecer os seus comentários a respeito do artigo "Pais e Filhos na Gestão das Propriedades Rurais".

A SAFRAS & CIFRAS tem mais de 17 anos de existência, presta consultoria exclusivamente na área rural e não trabalha com assistência técnica na produção, embora tenha no seu grupo de Consultores 5 Engenheiros Agrônomos.
CILOTER BORGES IRIBARREM

OUTRO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 13/01/2009

Prezado Paulo Roberto Máximo,

Quero agradecer o seu comentário a respeito do artigo "Pais e Filhos na Gestão das Propriedades Rurais".

Nossa empresa é especializada na área rural, já que nós proprietários somos produtores rurais na região da fronteira do Brasil com Uruguai.

Principais atividades que desenvolvemos na empresa são:

 Gestão Econômica e Financeira de Propriedades Rurais:
 Custos;
 Orçamentos;
 Fluxos de Caixa;
 Análise de Resultados;
 Estudos de Parcerias.
 Contabilidade Fiscal e Gerencial;
 Tributário (Execução, Planejamento, Estruturação e Defesas Fiscais)
 Imposto de Renda Pessoa Física e Jurídica;
 Imposto de Renda, Ganho de Capital (Lucro Imobiliário)
 Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doações;
 ITR
 Fundiário (Cadastros, Defesas em Processos Administrativos e Vistorias)
 INCRA
 Sucessão (Consultoria, Execução e Acompanhamento)
 Estruturação do negócio entre pais, filhos e cônjuges;
 Estruturação da melhor forma de Transmissão da Terra de pais para filhos em vida;
 Estruturação tributária;
 Estruturação do formato da Empresa Rural, visando a continuidade do negócio nas gerações seguintes.

Site SAFRAS & CIFRAS - www.safrasecifras.com.br.Telefone: (53) 3227.1010

Sem mais nos colocamos ao inteiro dispor para quaisquer esclarecimentos.

Atenciosamente
Cilotér Borges Iribarrem
SAFRAS & CIFRAS
WEDER FERREIRA DOS SANTOS

PALMAS - TOCANTINS - ESTUDANTE

EM 13/01/2009

Parabéns pelo artigo. Excelente.

Aos pais, gostaria que os Senhores ensinassem aos seus filhos gostarem do que os senhores fazem. Acredite no potencial dos seus filhos. Este exemplo é bem claro la em casa. Dois filhos e três graduações (adm de empresas, eng agricola e zootecnia), ambos apaixonados pelo meio rural. Os lucros aumentam a cada ano.

Grande abraços a todos.
JOEL CARNEIRO DOS SANTOS FILHO

MARINGÁ - PARANÁ - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 12/01/2009

Muito bom e oportuno o artigo.
Estamos cotidianamente nos deparando com situações de sucessão, não só em empresas rurais, mas também em empresas urbanas. Muitos pais, desconsolados pelas crises tanto financeiras, como políticas; pelos créditos que chegam atrasados ou não chegam, incentivaram e continuam incentivando seus filhos a procurarem outros destinos (profissionais liberais ou outros ramos da atividade econômica).

Por outro lado, grandes empresas existem hoje, justamente pelo incentivo dos pais aos filhos em continuar a atividade, sendo que acredito firmemente que os fatores decisivos para o sucesso são o respeito mútuo e a fé em Deus (oração).
MAURÍCIO SOARES PANCIERI

TOMÉ-AÇU - PARÁ - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE

EM 10/01/2009

Artigo bastante objetivo e claro. A Fazenda deve ser tratada como uma empresa, mesmo que familiar. Os conflitos familiares, principalmente, relacionados a forma de pensar de cada membro da família deverão ser superados em prol do sucesso do negócio.

Acredito que a leitura do mesmo, sirva para muitos chegarem a harmonia tão desejada.

Um grande abraço a todos.
FELICIANO BENEDETTI DE FREITAS

MATO GROSSO DO SUL

EM 09/01/2009

Quero aqui, aproveitar e cumprimentar o autor pelo artigo. Também dizer que concordo com o Fernando Resende.

Sendo filho de "fazendeiro", tenho certeza que a esperança de meu pai na administração da fazenda era muito grande, eu tinha que ser melhor do que ele, mais eficiente, mais produtivo. Tinha realmente que deixar de ser fazendeiro e ser "Empresario rural". E essa esperança do meu pai, com certeza é a esperança de todo pai. eu espero que meu filho seja melhor do que eu.

Portanto, a hora da fazenda chegou, quem quer que administre uma propriedade rural, filho, filha, nora, genro, neto, neta, tem que ser muito bom em gestão do agronegócio.

Gosto desse tema, tenho me esforçado muito para aprender cada vez mais, e deixar para meu filho um "pequeno" exemplo de administrar uma empresa rural.
PAULO ROBERTO MÁXIMO

SERRANA - SÃO PAULO - EMPRESÁRIO

EM 08/01/2009

Parabéns a SAFRAS & CIFRAS pela excelente matéria, que vislumbra o cenário de um futuro bem próximo para as "fazendas" que estão se tornando empresas.

Observei também o comentário do Sr. Fernando Resende Oliveira e gostei muito do ponto de vista bastante profissional que ele colocou o assunto.

Um forte abraço a todos.
FERNANDO RESENDE OLIVEIRA

MINEIROS - GOIÁS

EM 07/01/2009

Ótimo artigo. A terminologia "fazenda" sai de cena e passa a ser chamada de empresa rural e, portanto, deve apresentar resultado positivo no exercício de todos os anos. A terminologia "fazendeiro", "pecuarista", "agricultor", também desaparece e da lugar ao termo "empresário" do agronegócio. Estes também devem se informar, absorver novas tecnologias e aprofundar a Administração Profissional da sua empresa. Para a empresa rural parar de pé e continuar por gerações futuras é necessário a gestão empresarial, profissional, séria e segura. Mas só isto não basta. É preciso ter a harmonia entre os membros da família. Dividir funções, tarefas, planejamento, orçamento da empresa e conduzí-la de forma plena, transparente e honesta.

Parabéns pelo texto e que todos possam aprender um pouquinho mais e deixar de lado os velhos conceitos e quebrar paradigmas.

Um forte abraço,

Fernando Resende Oliveira
Empresário Rural, Consultor.
Mineiros-Goiás.
LARCEDINO CONCESSO

ARAGUAÍNA - TOCANTINS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 06/01/2009

Parabéns pelo artigo, o mesmo é de grande valia para filhos como eu que trabalha com os pais na adminstração de um empreendimento rural.