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O uso de suplementação para diferentes categorias

POR INGRID MONTEIRO MEDINA

E ANDRESSA NATEL

PRODUÇÃO

EM 05/06/2009

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À medida que incluímos o melhoramento genético e a seleção nos programas de criação de ovinos, esses passaram a apresentar maior ritmo de crescimento, maior ganho de peso, melhor conversão alimentar e maior rendimento de carcaça, naturalmente as suas necessidades nutricionais tornaram-se mais elevadas.

Portanto, para que os animais possam exteriorizar seu potencial produtivo, é necessário que exista um ajuste na qualidade e quantidade da dieta fornecida.

Nas regiões tropicais as pastagens são a base alimentar da dieta dos sistemas de produção de ovinos, entretanto, é pouco os relatos de sistemas eficientes que utilizam forrageiras tropicais, mesmo essas tendo seu potencial produtivo reconhecido em diversos trabalhos, no geral, a produtividade animal é baixa. Ovinos mantidos em pastejo durante o período seco do ano apresentam baixo desempenho, em decorrência da limitação qualitativa e quantitativa das pastagens (OLIVEIRA et al., 2008). Deste modo, para se obter uma boa performance, a suplementação se constitui numa boa ferramenta para corrigir as deficiências nutricionais que prejudicam o desenvolvimento do animal.

A condição para adoção de um sistema de suplementação a pasto consiste em que o mesmo atenda uma relação custo/benefício favorável, isso é comparar o custo da suplementação (R$/kg) ao valor do ganho de peso adicional correspondente (R$/Kg carcaça). Para que isso ocorra, é necessário definir os objetivos principais desta suplementação dentro do sistema de produção.

Essa análise tem que calcular além dos ganhos diretos e/ou ganhos diferenciados, dependendo da categoria animal (ganhos moderados ou superiores para cordeiros precoces), também as vantagens indiretas da suplementação tais como a mantença do escore corporal para fêmeas em fase reprodutiva, permanência nos piquetes, carcaças mais homogêneas, menores incidências de parasitismo.

Contudo, com o aumento da demanda por alimentos para compor as rações concentradas formuladas para as diversas categorias animais dentro da ovinocultura, deve-se procurar produtos que permitam boa performance animal e econômica aos sistemas intensivos de criação (Almeida Jr. et al., 2004). Diante dessa situação, além do concentrado, suplementação com feno ou silagem de leguminosa e/ ou gramínea; sal mineral, suplemento vitamínico e probióticos devem ser ofertados.

Fase de crescimento

Animais em fase de crescimento apresentam um rápido ganho de peso com elevadas exigências nutricionais. Dessa forma, a suplementação dos cordeiros lactentes constitui uma prática de manejo de extrema importância na produção de ovinos, pois interfere acentuadamente na redução da idade de abate dos cordeiros, essencialmente quando se deseja fazer a desmama precoce (45 dias). Normalmente, o acesso a esta suplementação deve ser iniciado por volta dos 10 dias de idade, favorecendo o desenvolvimento do rúmen.

Essa alimentação para cordeiros na fase de aleitamento é conhecida como creep feeding, as formulações da dieta são simples, utilizando-se alimentos volumosos de alta qualidade, concentrados protéico (mínimo 16%PB), suplementos minerais e vitamínicos, a utilização de palatabilizantes favorecem o consumo. Importante manter a relação Ca: P de 2:1, para evitar formação de cálculo renal.

Além de aumentar o ganho de peso das crias no desmame, o creep feeding contribui ainda para a redução do desgaste das matrizes, principalmente as primíparas, que pariram com baixa condição corporal. Em alguns trabalhos, como o de Neres et al. (2001), o peso de abate recomendado economicamente para o mercado de cordeiros no estado de São Paulo foi atingido sem a necessidade de confinamento.

Animais em reprodução

A necessidade do animal ao longo do ciclo reprodutivo deve ser balanceada, pois uma taxa de crescimento elevado pode afetar o potencial reprodutivo da ovelha. O excesso de deposição de gordura provocará redução na futura produção de leite; uma taxa de crescimento elevado pode afetar a vida produtiva das futuras ovelhas. Umberger et al. (1985), citados por Susin (1996), observaram que borregas ganhando 200 g/dia da desmama até a cobertura tiveram alta taxa de parição, mas tenderam a ter menor produção de leite, comparadas com outras ganhando 100 g/dia.

Figura 1- Suplementação mineral para borregas.



Algumas estratégias de alimentação que podem suprir às exigências nutricionais dessa fase seria a utilização de volumoso de boa qualidade, e em épocas de escassez de alimento volumoso, o fornecimento de quantidades restritas de dieta à base de concentrado. E a utilização de suplementação mineral, na ração e no cocho, totalizando 40 gr/animal/dia.

Tabela 1- Taxa de crescimento sugerida, peso desejado, e exigências nutricionais para borregas do nascimento à parição, em torno de 1 ano de idade.



Ovelhas no período pré-cobertura devem atingir uma condição corporal favorável à reprodução, recuperando as reservas orgânicas perdidas na gestação e lactação anterior. Nessa fase pode-se utilizar o manejo alimentar conhecido como flushing, com finalidade de aumentar a taxa de ovulação.

O flushing baseia-se na restrição do plano nutricional das ovelhas durante o período pós-desmame, ou em ovelhas mais magras ou que estavam em pastejo. A queda de peso sensibilizaria as ovelhas para que respondessem a uma "mudança na alimentação" iniciada 4 a 5 semanas antes da cobertura. O objetivo desta "mudança na alimentação" (flushing) seria fazer com que, neste período que precede a cobertura, as ovelhas passassem a ganhar peso e, com isso, obter-se-ia um maior número de partos múltiplos (Rey, 1976).

A ração fornecida às fêmeas nessa fase deve conter fonte de energia, fibra e 2% de sal mineral, juntamente com um volumoso de boa qualidade. O fornecimento da ração deve ser gradual, iniciando-se com 200gr/dia/animal chegando a última semana com 1000gr /dia/animal. É recomendado a não utilização de uréia nesse período, pois poderia prejudicar a fixação do óvulo já fecundado na parede do útero e o desenvolvimento do feto.

Os machos reprodutores, quando não estiverem em serviço, suas exigências de mantença podem ser atendidas com fornecimento de volumoso ou pasto de boa qualidade, juntamente com suplementação mineral, mantendo-se uma relação Ca: P, próxima de 2:1, para evitar o aparecimento de cálculo renal. Siqueira-Filho (2007) indica que dietas mais adequadas para a manutenção da qualidade do sêmen de carneiros devam apresentar 13,4 % PB e consumo de 210g de proteína metabolizável/dia. Animais que receberam dietas contendo teores de PB acima ou abaixo do recomendado apresentaram alterações nos parâmetros reprodutivos.

Durante a estação de monta, sugere-se uma suplementação com concentrado protéico (15% PB), na quantidade de 800 a 1000gr/dia/animal, iniciando-se 4 a 5 semanas antes e durante toda a estação de monta.

Gestação

Ovelhas gestantes nas primeiras 15 semanas têm suas exigências não significativamente diferentes dos nutrientes exigidos no período de mantença e podem ser atendidas com uso de volumoso de boa qualidade, e disponibilizar água e mistura mineral completa.

No terço final da gestação, equivalente aos últimos 45 dias de gestação, há um maior desenvolvimento do feto, em torno de 70%, e esse é um período crítico na nutrição da ovelha, principalmente no caso de ovelhas gestando múltiplos fetos.

Uma nutrição inadequada nessa fase resultará em toxemia da gestação, nascimento de cordeiros fracos, com consequente aumento na mortalidade pós-natal, diminuição do instinto materno e da produção de leite.

Como as ovelhas tendem a apresentar redução no consumo, pela compressão no rúmen devido ao desenvolvimento do feto, o aumento das exigências nessa fase, podem ser atendidas com suplementação de concentrado protéico (20 a 22% de PB), juntamente com volumoso de boa qualidade à vontade e suplementação mineral.

Figura 2 - Suplementação de ovelhas gestantes com silagem de de milho.



Em condições do volumoso de baixa qualidade e baixa disponibilidade de pastagens, o uso de silagem de milho deve ser considerado para a suplementação das fêmeas, sendo um alimento de excelente qualidade, desde que corrigidas suas deficiências. As silagens, principalmente a de capim elefante pode ser acrescidas de aditivos durante a ensilagem para se obter uma dieta completa para ovelhas durante gestação e lactação. Recomendações de técnicos da Universidade de Ohio sugerem a adição de 9 kg de uréia, 4,5 kg de calcário, 1,8 kg de fosfato bicálcico e 0,5 kg de enxofre para cada tonelada de silagem produzida (Susin, 1996).

Para borregas é aconselhável fornecer uma suplementação com concentrado protéico (14% a 16% de proteína bruta) desde o início da gestação, em média de 200 a 300 g/animal/dia, dependendo do tamanho e da raça, pois além das exigências do feto ela tem suas próprias exigências de crescimento.

Lactação

As ovelhas em lactação têm suas exigências demandadas pelo número de cordeiros amamentados e quantidade de nutrientes que é excretada no leite. Portanto, os fatores que irão afetar esta exigência são a quantidade de leite produzido e o teor de gordura do leite.

O consumo de alimento em ovelhas lactentes aumenta com a demanda de energia ao decorrer da lactação, no entanto no início da lactação essa demanda energética não é suprida pelo consumo de matéria seca, resultando em utilização das reservas corporais das ovelhas para suprir esse déficit.

Portanto, a produção de leite está relacionada a uma melhora na nutrição da ovelha durante a fase final da gestação e início da lactação. No início da lactação, uma suplementação com concentrado é fundamental, e para suprir as exigências com proteína, para ovelhas de alta produção, recomenda-se a suplementação com proteína "by -pass", principalmente nessa fase (Susin, 1996), além de sais minerais e vitaminas, constituindo a ração ideal para o início da lactação. Essa proteína suplementar deve ser reduzida gradualmente, à medida que a produção for diminuindo e o consumo de alimento for aumentando (Speedy, 1980).

Referência bibliográfica

ALEMIDA JR, G.A.A; Costa, C.; MONTEIRO, A.L.G. Desempenho, características de carcaça e resultados econômicos de cordeiros criados em creep feeding com silagem de grão de milho. Revista Brasileira de Zootecnia, v.32, n.4, p.1048-1059, 2004.

NERES, M.A., MONTEIRO, A.L.G., GARCIA, C.A. et al. Forma física da ração e pesos de abate nas características de carcaça de cordeiros em creep feeding. Revista Brasileira de Zootecnia, v.30, n.3, supl. 1, p.948-954, 2001.

OLIVEIRA,P.T.L.; ARAÚJO, G.G.L.; VOLTOLINI, T.V. et al. Mistura múltiplas na suplementação de ovinos: características da carcaça e rendimento de cortes comerciais. In Simpósio Nordestino de Produção Animal, V, Anais..., Aracajú, 2008, Cd-rom.

REY, R. W. P. Bases para um bom manejo do rebanho ovino de cria. Porto Alegre: Agropecuária, 1976. 49 p.

SIQUEIRA-FILHO, E.R. 2007. Influência dos níveis protéicos fornecidos na dieta sobre o sistema reprodutivo de carneiros. 92 f.. Dissertação (Mestrado): Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, FMVZ, UNESP, Botucatu, Brasil. 2007.

SPEEDY, A. W. Manual de criação de ovinos. Lisboa: Proença, 1980. 219 p.

SUSIN, I. Exigências nutricionais de ovinosde ovinos e estratégias de alimentação. In: SILVA SOBRINHO, A. g. (Ed.). Nutrição de ovinos. Jaboticabal: FUNEP/UNESP - FCAJ, 1996. p. 119-142.

INGRID MONTEIRO MEDINA

Mestre em Ciências na área de concentração de Ciência Animal e Pastagens com ênfase em Ciência de Carnes (Qualidade Final)...

ANDRESSA NATEL

Mestre em Zootecnia com ênfase em Produção Animal pela FMVZ/UNESP. Atualmente trabalha como consultora na Sima Consultoria.

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INGRID MONTEIRO MEDINA

CAMPO GRANDE - MATO GROSSO DO SUL - ZOOTECNISTA

EM 24/02/2010

Prezada Silvia Lucia de Souza Amourim.. Quando adquirir sejam fêmeas comerciais ou matrizes de cabanha, procure se possível fêmeas jovens e paridas e as escolha pelo cordeiro que ela está amamentando. Quanto melhor o cordeiro melhor a habilidade materna da mãe que é o que interessa em uma matriz. O preço de aquisição é somente um dos critérios a ser analisados em uma compra. É sempre preferível começar com ótimas matrizes. Prefira sempre qualidade à quantidade. Podendo ter os dois será o ótimo. Ao adquirir um reprodutor seja o mais exigente possível. Nunca economize na compra de um reprodutor pois sendo um bom exemplar este se pagará rapidamente através de sua progênie sempre valorizada. Procure sempre se diferenciar no mercado pois em um mundo cada vez mais competitivo e exigente as diferenças são pequenas porém fundamentais. O reprodutor é a cara do seu rebanho e vale o que produz. Adquira sempre reprodutores de criadores sérios e honestos. Converse com quem costuma comprar deste criador e verifique o nível de satisfação com os animais adquiridos. Um criador sério ficará mais que satisfeito em fornecer uma lista de clientes. Invista na sua propriedade. Forme bons pastos não economizando em análise de solo e adubação. Invista sempre em sanidade, nutrição, manejo, informação, tecnologia e genética que venha adicionar somente qualidades produtivas ao seu rebanho. Inicialmente invista em você mesmo se informando e estudando sobre a atividade. Ovinocultura só dá certo se o dono gosta da atividade e entende ou procura entender de ovinos. Informe-se buscando profissionais capacitados (veterinários, agronômos ou zootecnistas) e que entendam do assunto. Com a assessoria de um destes profissionais, investir em um projeto, por menor que seja a sua pretensão terá sempre o melhor e mais garantido retorno seja do investimento ou do prazer no seu hobby. Antes de contratar o profissional que irá orientá-la, informe-se sobre a capacidade dele com quem já o contratou e NÃO TENHA PRESSA. Ingrid e Andressa.
SILVIA LUCIA DE SOUZA AMOURIM

GOIÂNIA - GOIÁS - ESTUDANTE

EM 26/01/2010

Estou realizando uma pesquisa sobre criação de carneiros e gostaria de obter dicas de compra, pastagem, tempo de engorda e quais as dificuldades encontradas no começo.

Espero me tornar um expert no assunto e com isso contribuir com os futuros criadores de carneiros, inclusive eu.

Abraços a todos
WALTER NEY RIBEIRO

PELOTAS - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 07/07/2009

iNGRID

Excelente artigo ,bastante claro nas observações da importância da suplementação nas diferentes fases de criação dos ovinos . No entanto, gostaria de chamar atenção para a informação dos ganhos de peso dos ovinos nas diferentes fases serem en torno de 14 a 25 g / dia ao invés de 100 a 250 g/dia, na tabela I (adaptado CHAPPEL, 1993)
INGRID MONTEIRO MEDINA

CAMPO GRANDE - MATO GROSSO DO SUL - ZOOTECNISTA

EM 27/06/2009

Prezado Thiago Golega Abdo.. Parece que foi feita uma confusão quanto ao que respondemos, entre uso de creep e acabamento à pasto. O que nós nos referimos são animais com as mães à pasto juntamente com o uso do creep, sem desmame até atingir o peso de abate. Atenciosamente! Ingrid e Andressa.
INGRID MONTEIRO MEDINA

CAMPO GRANDE - MATO GROSSO DO SUL - ZOOTECNISTA

EM 27/06/2009

Prezado Adauto Silva Gouveia Filho,

A tradução para creep feeding é um cocho privativo para cordeiros não desmamados, no qual é fornecida uma dieta mais protéico-energética para o cordeiro, desta forma se prioriza o ganho de peso dos animais, pois além do leite materno ele ainda tem uma suplementação com concentrado. Outra vantagem do creep é que ele ajuda no desenvolvimento do rúmen.

Creep feeding - consiste no fornecimento de alimentação suplementar para cordeiros na fase de aleitamento. A utilização do creep resulta em crescimento mais rápido, ideal para sistemas com desmame precoce.
THIAGO GOLEGA ABDO

CAMPO GRANDE - MATO GROSSO DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 23/06/2009

Sra. Ingrid Monteiro Medina, concordo com suas citações, mas você não acha que alimentar cordeiros em creep-feeding e depois engordá-los à pasto, não se estaria anulando o efeito benéfico do ganho no creep-feeding, pois a proposta do creep é desmame precoce para que o sistema de produção como um todo seja mais curto e eficiente, já que ovinos à pasto terão um GPMD bem abaixo de um confinamento, com isso seria alongado o sistema de produção e o desfrute do rebanho, anulando ou minizando o efeito benéfico (para o cordeiro) do creep-feeding, já que seu uso tem um custo relativmente significante no sistema de produção.
ADAUTO SILVA GOUVEIA FILHO

MATRINCHÃ - GOIÁS - PRODUÇÃO DE OVINOS

EM 16/06/2009

Carissimos,

Eu estou precisando antender direito o que é (creep-feeding) isto, para dicionarizar a palavra portuguesa semelhante e assim, tratar melhor dos nossos rebanhos. ou melhor, do meu rebanho.
se alguem puder me ajudar eu agradeço.
grato
adauto gouveia
INGRID MONTEIRO MEDINA

CAMPO GRANDE - MATO GROSSO DO SUL - ZOOTECNISTA

EM 09/06/2009

Prezado Thiago Golega Abdo.. A resposta ao creep feeding ocorre porque os animais apresentam melhor conversão alimentar enquanto jovens, ele auxilia na adaptação dos cordeiros à alimentaçao sólida e favorece o desenvolvimento do rúmen, além de contribuir para a maior taxa de desfrute do rebanho.

Quanto às questões de lucratividade, segundo BARROS (2007), a terminação de cordeiros em pasto com creep feeding mostrou-se o segundo sistema de criação mais lucrativo e o primeiros em termos de eficiêcia, isso para as condições do sul do Brasil.

Não há dúvidas que esse sistema é satisfatório, no entanto para aumentar o retorno econômico é necessário que o produtor use de alguns artifícios como a utilização de alimentos (de boa qualidade) que tenham mais disponibilidade na região.
PEDRO ROGERIO MANEIRA DE OLIVEIRA

ARAXÁ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE OVINOS

EM 08/06/2009

Parabéns pelo artigo!Informações bem claras das necessidades nutricionais dos ovinos nas diveras fases.

Sugiro, que escrevam um artigo com a exposição de várias opções de alimentos que possam ser dados no cocho visando principalmente a questão financeira.
JOSÉ L PONTES

PINDORETAMA - CEARÁ

EM 08/06/2009

Excelente trabalho, pois aborda as as etapas de desenvolvimento dos animais e suas carências.

Destaco também, um dos ítens mais importantes do trabalho. A Toxemia da Gestação, que tem como indutor tanto a carência de nutrientes no terço final da gestação, como os excessos durante todo período.

Sucesso.
MARCELO BARSANTE SANTOS

UBERABA - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 08/06/2009

Muito bom o artigo com indices bastante claros de exigencia nutricional de ovinos em todas a fases da criação

Parabens
THIAGO GOLEGA ABDO

CAMPO GRANDE - MATO GROSSO DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 06/06/2009

Vocês acham que o custo / beneficio da suplementação no creep-feeding compensa? Pois abatemos cordeiros superprecoces com 28 a 30 kg com uma média de 85 dias, mas se abatessemos estes cordeiros mais tardiamente com um peso maior, com uma suplementação mais leve (R$), não estaríamos ganhado mais? Pois o frigorífico nos paga pelo peso vivo do cordeiro.

Será que a suplementação no creep-feeding é mesmo vantajosa? Pois sem dúvida nenhuma cordeiros alimentados em creep-feeding respondem satisfatóriamente ao sistema de produção.