FAZER LOGIN COM O FACEBOOK ESQUECI MINHA SENHA SOU UM NOVO USUÁRIO

O ataque de doenças pode inviabilizar a lavoura de sorgo

VÁRIOS AUTORES

PRODUÇÃO

EM 26/01/2009

1
0
O sorgo pode ser utilizado para a alimentação animal tanto na forma de grãos quanto na forma de silagem. Com valor nutritivo próximo ao do milho, as plantas do sorgo são mais tolerantes ao estresse por falta de água.

O ataque de doenças pode inviabilizar a lavoura de sorgo. A podridão vermelha do colmo, causada por Fusarium moniliforme, é uma doença que afeta a absorção de água e nutrientes e que pode ser diagnosticada pela morte prematura das plantas, que podem ou não tombar. Internamente, os tecidos nas regiões afetadas adquirem coloração avermelhada uniforme. Pode ocorrer podridão das sementes e da raiz, além da morte de plântulas.

A podridão vermelha do colmo foi observada em uma lavoura de sorgo da Embrapa Pecuária Sudeste em dezembro de 2008 (Figuras 1 e 2). Os sintomas visíveis no campo eram manchas superficiais avermelhadas no caule e podridões em raízes, observadas após a retirada da planta inteira (Figuras 3 e 4).





Para identificar a causa da doença, algumas plantas foram coletadas e levadas ao Laboratório de Genética Molecular (LAGEM) do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de São Carlos - Campus Araras. As lesões do colo e das raízes das plantas foram isoladas e colocadas em placas específicas para o desenvolvimento de culturas. Após o desenvolvimento do patógeno nas placas, o material foi coletado e analisado em microscópio óptico (Figuras 5 e 6). Os isolados de raízes apresentaram o mesmo agente causal em todas as placas (Fusarium), enquanto os isolados de colo apresentaram resultados diversos e insatisfatórios. Este resultado indica que a doença era resultado do apodrecimento precoce das raízes do sorgo e que as lesões do colo, que eram superficiais e não apresentaram constância no patógeno encontrado, eram causadas por fungos oportunistas que se aproveitaram do enfraquecimento causado pelo Fusarium nas raízes.



O Fusarium moniliforme apresenta baixa especificidade em relação ao hospedeiro (ou seja, ataca vários tipos de plantas), o que dificulta seu controle por meio do uso de variedades resistentes. Este fungo sobrevive no solo, em restos de culturas e em plantas hospedeiras, é disseminado por transporte de materiais infectados (sementes), água (enxurradas) e movimentação do solo (aração e gradagem). A infecção do patógeno é direta, através da raiz, por aberturas naturais ou ferimentos.

O principal método de controle da podridão vermelha do colmo é o tratamento de sementes com fungicidas sistêmicos do grupo dos Triazóis que apresentem ação por, pelo menos, 45 dias. O tratamento de sementes de milho e sorgo com fungicidas é feito, em muitos casos, pelas próprias empresas de sementes. É importante, portanto, se certificar de que este tenha sido feito de forma adequada. A adoção de boas práticas culturais (ex.: densidade de plantio; espaçamento e adubação adequados) também contribui para o controle da doença.

Agradecimentos: Os autores agradecem ao Prof. Dr. Alfredo Seiti Urashima, do Laboratório de Genética Molecular (LAGEM) do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de São Carlos - Campus Araras, pelo auxílio para o isolamento e identificação do patógeno.

ADILSON MARCIO MALAGUTTI

PATRICIA MENEZES SANTOS

1

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.

JOSE EDUARDO DA SILVA

JANAÚBA - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 27/01/2009

O sorgo é uma cultura muito exigente em solos, alta fertilidade, porem pouca exigencia em agua, e como tem uma rebrota de 70% é fantastico este material para o semi-aridus, deve se isolar outras doencças, como antracnose, helmintosporiose, ultimamente os hibridos, de forragem, na soca estão apresentando muita doença, pelo visto se não estudar estas doenças que aparece na rebrota poderemos ficar sem esta bruta vantagem.