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Nem todos os tipos de capim-elefante são resistentes à cigarrinha

POR MARCO A. A. BALSALOBRE

E PATRICIA MENEZES SANTOS

PRODUÇÃO

EM 06/11/2006

2 MIN DE LEITURA

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A cigarrinha é uma das principais pragas de pastagens no Brasil. O grande número de espécies de cigarrinha e de tipos de capim, no entanto, dificulta a definição de recomendações seguras (ver o artigo "A resistência das forrageiras depende da espécie de cigarrinha", publicado radar técnico Pastagens). No caso do capim-elefante, a cigarrinha Mahanarva liturata é uma das espécies que causa os maiores danos.

Auad et al. (2006) compararam dezessete cultivares de capim-elefante quanto ao grau de resistência à M. Liturata. O experimento foi conduzido em casa-de-vegetação na Embrapa Gado de Leite. O plantio foi feito em copos de 500mL utilizando-se estacas de um nó. Após o estabelecimento, cada planta foi infestada com seis ovos de cigarrinha, previamente incubados no laboratório e próximos da eclosão. A contagem do número de ninfas sobreviventes foi feita 45 dias após eclosão dos ovos.

Os autores observaram que houve grande variação na porcentagem média de sobrevivência de ninfas entre os cultivares de capim-elefante avaliados (Tabela 1). Alguns cultivares apresentaram elevado número de ninfas nos estágios iniciais de desenvolvimento (primeiro e segundo instares), porém poucas ninfas com desenvolvimento mais avançado (terceiro a quinto instares), indicando que o tipo de capim interferiu no desenvolvimento normal do inseto (Auad et al., 2006). Por este motivo, considerou-se como mais resistentes os cultivares que apresentaram menor sobrevivência de ninfas com desenvolvimento mais avançado (Auad et al., 2006).

As maiores porcentagens de sobrevivência de ninfas mais desenvolvidas foram observadas para os cultivares Sem pêlo, IJ7136 Empasc 307 e capim-cana-d´áfrica (Tabela 1), indicando que são susceptíveis à cigarrinha M. Liturata.

Tabela 1. Sobrevivência média (%) de ninfas de M. Liturata em estágio inicial de desenvolvimento (Inicial), em estágio de desenvolvimento avançado (Avançado) e total (Total).


Médias seguidas por letras distintas nas colunas diferem entre si pelo teste de Scott Knott (P<0,05).
Fonte: Auad et al. (2006).

Comentários dos autores: A cigarrinha é, sem dúvida, uma das principais pragas de pastagens no Brasil. A diversidade de respostas dos capins aos diferentes tipos de cigarrinha torna o estudo desta praga bastante complexo. Os mecanismos de resistência de uma planta a determinada praga podem ser classificados em: não-preferência, tolerância e antibiose.

A planta apresenta resistência por não preferência quando ela é menos utilizada pelo inseto para alimentação, ovoposição (colocação de ovos) ou abrigo. O mecanismo de tolerância é característico das variedades que sofrem menor dano devido à sua capacidade de regenerar os tecidos atacados.

Por fim, a antibiose é o tipo de resistência que ocorre quando a planta provoca um efeito adverso sobre a biologia do inseto. A sobrevivência de ninfas não deve ser utilizado como único indicativo de resistência a esta praga. Alguns capins não apresentam sintomas mesmo quando a população de ninfas é elevada (ex.: humidícola).

Por outro lado, o trabalho de Auad et al. (2006) serve de referência para a escolha do capim a ser implantado. Enquanto estudos mais detalhados não estiverem disponíveis, em áreas com registro de ocorrência de Mahanarva liturata não se deve plantar os seguintes cultivares de capim-elefante: Sem pêlo, IJ7136 Empasc 307 e capim-cana-d´áfrica.

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VANDERLEI BAGIO LANDGRAF

CURITIBA - PARANÁ

EM 21/10/2008

Somos uma empresa de engenharia voltada para o segmento de geração de energia através de fontes alternativas autosustentáveis de biomassa.
Desenvolvemos projetos em alguns estados brasileiros e dentro do segmento estamos em processo de implantação de um empreendimento à base da capim elefante, aliás, é o objeto de estudos do momento.
Conhecemos muito bem o segmento e temos expectativas de que a alternativa da biomassa é muito alvissareira, especialmente para o nosso País pelas condições de solo, clima e água que oferece.
ROBERTO DE ALENCAR VIANA

MANAUS - AMAZONAS - ESTUDANTE

EM 21/12/2006

Podemos ainda através de uma boa tecnologia de controle biológico diminuir tais níveis de incidência das pragas presente no microambiente de campo, aumentando as taxas de manejo diferencial, e relacionar a famosa técnica empírica planta x animal. Aliás diminuir de forma drástica a utilização de pragcidas nesta áreas de criação de animais para consumo humano.