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Mercado doméstico da carne ovina: qual a situação e para onde estamos indo?

POR DANIEL DE ARAÚJO SOUZA

PRODUÇÃO

EM 28/01/2008

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1. Introdução

O mercado doméstico da carne ovina tem evoluído bastante nos últimos anos e, embora, a ovinocultura de corte ainda seja uma atividade de pouca expressão econômica dentro do agronegócio pecuário brasileiro, a mesma vem apresentando incrementos ano após ano com relação à produção, formalização da produção e consumo, com tendências positivas e expectativas animadoras para todos os entusiastas do segmento.

Ainda que tenha confirmado as tendências anteriormente citadas em outros artigos (Mercado interno e perspectivas para a carne ovina), os resultados preliminares do Censo Agropecuário 2006, já disponibilizados pelo IBGE, nos fornecem algumas informações numéricas mais seguras com relação ao rebanho e a evolução das populações ovinas e da atividade no país, nos permitindo visualizar com mais clareza o cenário da ovinocultura nacional.

2. Rebanho

De acordo com os novos dados, demonstrados no Gráfico 1, o atual efetivo ovino brasileiro é de cerca de 13,85 milhões de cabeças, valor este, levemente inferior aos 13,95 milhões de 1995, o que nos dá a nítida impressão de que o rebanho não evoluiu nos últimos 10 anos.

Gráfico 1. Evolução do efetivo ovino brasileiro, em milhões de cabeças.


No entanto, como é possível observar nos Gráficos 2 e 3, as populações ovinas cresceram significativamente em todas as regiões do país, exceto na região Sul - a segunda mais importante em termos de efetivo. Mesmo já apresentando uma retração no rebanho desde a década de 1980, o decréscimo do efetivo sulista, e em especial no Rio Grande do Sul, teve forte influência da crise da lã que atingiu o mercado a partir de 1990. Como a lã era o principal produto da ovinocultura praticada até então no sul do país, o impacto da crise acentuou ainda mais a tendência já existente.

Gráfico 2. Evolução regional do efetivo ovino brasileiro, em milhões de cabeças.


Gráfico 3. Evolução regional do efetivo ovino brasileiro, em milhões de cabeças.


A Tabela 1 mostra a taxa de crescimento dos efetivos nas regiões do país ao longo dos últimos 10 anos. Verifica-se que a região Sul apresentou uma retração de quase 32% do rebanho que, por sua vez, não foi compensada pelos ritmos de crescimento apresentados pelas outras regiões. Essa incapacidade de reagir de forma mais precoce à redução do numeroso rebanho gaúcho impediu que o efetivo brasileiro superasse o patamar dos 14 milhões de cabeças em 2006.

Tabela 1. Taxa de crescimento regional do efeito ovino brasileiro.


Apesar da queda no efetivo ovino nacional se dever à redução drástica do rebanho lanífero na região Sul, nos últimos anos, há um movimento de desaceleração desse processo, tendendo à estabilização, segundo estimativas do próprio IBGE (Produção da Pecuária Municipal). Se essa tendência se confirmar, pode-se esperar um novo ciclo de crescimento para o efetivo sulista, resultando em um aumento continuo do rebanho nacional, incrementado pelas altas taxas de expansão da ovinocultura nas outras regiões do país.

3. Produção

Baseado no volume crescente de abates, na forte demanda do mercado doméstico e no volume das importações, o Gráfico 4 demonstra que a produção e o consumo brasileiros de carne ovina tem aumentado e, de acordo com estimativas da FAO, o país produziu algo em torno de 117 mil toneladas em 2006, apresentando um consumo da ordem de 124,1 mil toneladas nesse mesmo ano.

Gráfico 4. Produção e consumo de carne ovina no mercado brasileiro, em mil toneladas.


A partir da quantidade de ovinos abatidos sob inspeção federal, é possível estimar a participação percentual dos Estados na produção nacional formalizada. O Gráfico 5 deixa claro que o Rio Grande do Sul é o maior produtor, sendo responsável por quase 76% da produção e o principal fornecedor de carne ovina para o mercado da região Centro-Sul. Em seguida, se encontram a Bahia e alguns Estados com menos tradição na ovinocultura, como Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás.

Gráfico 5. Participação na produção doméstica de carne ovina, 2007.


4. Importações

O volume de carne ovina exportada pelo Brasil nos últimos 10 anos é insignificante, no entanto, o volume das importações é essencial para o atendimento da demanda do mercado doméstico.

Gráfico 6. Volume importado e valor de produtos cárneos ovinos em mil toneladas e em milhões de dólares.


De acordo com o Gráfico 6, o volume importado de produtos cárneos ovinos tem mantido um crescimento regular e firme desde 2004, atingindo 7,79 mil toneladas em 2007, apenas 8,6% superior ao ano anterior. Esse baixo incremento em 2007 se contrapõe com os quase 52% verificados em 2006. Esse fato pode ser indicativo de algumas situações referentes à capacidade de abastecimento dos principais fornecedores e/ou ao nível de consumo no mercado doméstico, mas ainda é cedo para afirmar alguma coisa.

Também é possível observar que a tendência de valorização da carne ovina importada permanece, havendo um descolamento do valor em relação ao volume a partir de 2004, o que resultou em um valor de 18,4 milhões de dólares para 2007, 23,3% superior a 2006, mesmo estando a demanda brasileira concentrada em cortes de dianteiro e costilhar, e em carcaças de animais adultos de menor valor, fornecidos em 98% pelo Uruguai, com o pouco restante oriundo de embarques da Argentina e Chile.

5. Consumo

Com o aumento do consumo total para cerca de 124,1 mil toneladas, em 2006, estima-se que houve um leve incremento no consumo per capita de carne ovina, passando dos estagnados 0,46 kg para quase 0,7 kg, neste ano.

De acordo com o Gráfico 7, o volume de abates se elevou em cerca de 17% em 2007, mantendo a tendência de crescimento firme, sendo um indicativo do aumento da produção e de consumo de carne ovina no mercado doméstico, assim como, demonstrando que a produção nacional está caminhando para uma maior formalização, uma vez que, baseado no cruzamento de informações do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) e dos Serviços de Inspeção (Federal, Estadual e Municipal), estima-se que no mínimo 90% da carne ovina consumida no país é de origem clandestina, com grande presença de auto-consumo.

Gráfico 7. Volume de abates de ovinos, em mil unidades.


6. Considerações finais

Embora o efetivo ainda se mantenha estável, a produção e o consumo de carne ovina no mercado brasileiro aumentaram significativamente nos últimos anos, refletindo o direcionamento da ovinocultura para a produção de carne.

No entanto, a quantidade demandada pelo mercado doméstico é superior a ofertada, favorecendo as importações de carne ovina uruguaia, que chega ao mercado interno a preços bastante competitivos, sobretudo, com uma taxa de câmbio tão favorável como a atual. Além disso, trata-se na grande maioria de carne congelada oriunda de animais adultos (mutton) de genética Corriedale e de cortes de dianteiro e costilhar, uma vez que os cortes traseiros e de maior valor são exportados para a União Européia.

As regiões Sudeste, Norte e Centro-Oeste vêm apresentando um ritmo de crescimento superior, e alguns estados como Goiás, São Paulo e Mato Grosso do Sul, embora com um efetivo limitado em relação a outros estados como Bahia e Ceará, já estão abatendo quantidades significantes de ovinos por ano, podendo, a longo prazo, se tornarem as principais regiões fornecedoras de carne ovina para o mercado doméstico.

Aparentemente, a população gaúcha de ovinos já se estabilizou e deve voltar a crescer nos próximos anos, considerando também, que o consumo de carne ovina está crescendo de forma regular e o Rio Grande do Sul é o maior produtor do país, sendo um importante fornecedor para o mercado de alta demanda da região Centro-Sul, além de ser o único com capacidade de competir com a carne importada do Uruguai.

Dessa forma, a produção e o consumo de carne ovina no mercado interno se encontram aquecidas e a expectativa para o rebanho nos próximos anos é de crescimento, o que caracteriza a ovinocultura de corte como um setor em ascensão.

Quando conduzida com bom nível gerencial e tecnológico, a produção de carne ovina surge como uma grande alternativa capaz de gerar emprego e renda, e competir com outras alternativas de uso da terra.

Assim, no Brasil, o agronegócio da carne ovina apresenta um enorme potencial de expansão horizontal e vertical, sustentada pela alta demanda do mercado doméstico e pela limitada oferta no mercado internacional.

Sigamos em frente!!


Bibliografia consultada

FAO. Food and Agriculture Organization of the United Nations. Food Outlook, n.2, Rome: GIEWS-FAO, 2007. 91p.

FAO. Food and Agriculture Organization of the United Nations. FAOSTAT. Disponível em: . Acesso em: 23 jan. 2008.

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Agropecuário 2006 - resultados preliminares, Rio de Janeiro: IBGE, 2007. 146p.

MAPA. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Secretária de Defesa Agropecuária . Serviço de Inspeção Federal. Disponível em: . Acesso em: 25 jan. 2008.

MDIC. Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Secretaria de Comércio Exterior . ALICE Web. Disponível em: . Acesso em: 23 jan. 2008.

SOUZA, D.A. Análise do mercado internacional e doméstico da carne ovina. 2007. 40f. Monografia (Especialização em Administração Rural) - Universidade Federal de Lavras, Lavras.

DANIEL DE ARAÚJO SOUZA

Médico Veterinário, MBA, D.Sc., especializado no sistema agroindustrial da carne ovina. Consultor da Prime ASC - Advanced Sheep Consulting.

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DANIEL DE ARAÚJO SOUZA

FORTALEZA - CEARÁ

EM 17/02/2008

Olá Eduardo,

Muito obrigado por suas palavras e pela sua contribuição!!

O fato de que o Rio Grande exportava cordeiros para o Oriente Médio na época em questão não era de meu conhecimento. Certamente que a Guerra do Golfo contribuiu para o agravamento da crise na ovinocultura gaúcha.

Valiosas informações!!

Obrigado mais uma vez!!

Abraços,

Daniel
EDUARDO PICCOLI MACHADO

ALEGRETE - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE OVINOS DE LÃ

EM 14/02/2008

Caro Daniel.

Excelente estudo fizeste.

A título de subsídio, lembro que um dos fatores determinates, que contribuiu para redução do rebanho ovino no RS, também foi a Guerra do Golfo , com embargo econômico ao Iraque.

Até o início dos anos 90, o Irã, mas principalmente o Iraque comprava quase toda a produção de cordeiros macho produzidos na campanha gaúcha.

O Uruguai também sofreu o mesmo problema. Conheci um exportador Uruguaio, que ficou com o crédito de uma exportação "congelado" por 20 anos pelos governo dos EUA.

Fora o decréscimo do preço da lã no mercado internacional, eu particularmente considero este fato como o golpe que quase acabou com ovinocultura no RS e Uruguai.

Espero ter colaborado.

Abraços

DANIEL DE ARAÚJO SOUZA

FORTALEZA - CEARÁ

EM 11/02/2008

Olá meu caro Giorgi, como você está?

Primeiramente, muito obrigado por suas palavras e considerações!! Fico feliz com isso!!

Bem, talvez você me tenha entendido errado na resposta ao colega Octávio.

Também acho que a organização do setor produtivo, por meio de associações e/ou cooperativas, é um dos caminhos para alavancar a ovinocultura, principalmente como forma de aumentar o poder de barganha do setor como pré-requisito para se obter preços ou margens diferenciadas, seja na compra de insumos ou na venda dos produtos.

Porém, a história do associativismo e cooperativismo no Brasil não me permite ser tão otimista nesse tópico quanto eu gostaria. Isso é um fato e é a realidade! Naturalmente que a organização dos produtores é algo altamente desejável, no entanto, as poucas experiências existentes a respeito começaram ou por iniciativas privadas e isoladas ou por intermédio das empresas estaduais de extensão rural, com vantagens claras para o setor privado.

Desculpe, mas quando vejo alguém traçar paralelos entre as cadeias da carne de frango e suína com as cadeias ovina ou bovina, eu sempre recebo isso com ressalvas. As cadeias do frango e suína, principalmente do frango, realmente são muito organizadas, havendo qualidade, escala e regularidade, mas em compensação, são cadeias altamente coordenadas pelo setor agroindustrial. Se formos considerar a carne de frango como exemplo, podemos notar a condição demasiado limitada do setor produtivo que depende da indústria para praticamente tudo, tendo suas margens garantidas mas também devidamente controladas.

Imaginar a pecuária ovina nesse cenário, onde só se produz com o aval e com os insumos da agroindústria, é quase um pesadelo para mim.

Sinceramente, eu não desejo isso para o setor de ruminantes, e por isso, eu falo que a cadeia ovina tende a se desenvolver nos mesmos moldes que a cadeia da carne bovina. Claro, sem tentar comparar questões quantitativas e qualitativas, uma vez que a cadeia da carne ovina iniciou o seu processo de evolução nesses últimos anos.

A cadeia da carne bovina é uma cadeia que cresceu e se desenvolveu gradativamente ao longo dos anos, de forma natural, e embora ainda haja alguns problemas (o que é natural em mercados de livre concorrência), é um setor do agronegócio de elevada importância atualmente. Creio que a ovinocultura chegará a esse patamar e que seu crescimento e desenvolvimento ocorrerá no ritmo imposto pelo mercado, de acordo com as necessidades e oportunidades de negócio existentes. E isso é justamente o que está acontecendo atualmente em todo o Brasil.

Embora ainda haja deficiência de frigoríficos em algumas regiões, alta informalidade na produção, etc., se formos comparar a situação atual com a existente a 5 anos atrás, veremos que as coisas tem evoluído, passo a passo, e naturalmente. E creio que continuará sendo assim.

Continue participando e sendo atrevido!!!!!!

Grande abraço,

Daniel
KILOVIVO - OVINOCULTURA DE PRECISÃO - (65)99784004

TANGARÁ DA SERRA - MATO GROSSO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 07/02/2008

Prezado Daniel,
Sempre procuro pelos seus artigos neste site por considerá-los, invariavelmente, de grande valia para o setor, pois as informações e ensinamentos transmitidos são de fundamental importância para qualquer ovinocultor.

Porém, desta vez, me permita discordar do seu posicionamento na sua resposta ao companheiro Octávio, lá de BH. Tenho a ABSOLUTA convicção de que o Octávio está muito bem centrado no seu comentário. Enquanto os ovinocultores não assumirem a realidade de que JAMAIS o mercado de carne ovina será igual ou semelhante ao mercado da carne bovina, continuaremos sempre nos lamentando pela falta de frigoríficos, pela falta um mercado firme, pela existência de abate clandestino, pela falta de apoio do setor público, pela ... , etc., etc. e etc. Temos que firmar o foco no tipo de carcaça dos ovinos e como ela entra no mercado, não no tipo de alimentação da espécie que, para a nossa sorte, pode ser baseada no capim. Temos, sim, que nos espelhar nos processos de produção da carne de frango e da carne suína que, o que é de conhecimento de todos, garantem um mercado nacional e internacional com base em três fatores simples: PADRÃO DE QUALIDADE, ESCALA DE PRODUÇÃO E REGULARIDADE DE FORNACIMENTO. Empreendimentos individuais em ovinocultura necessitam, para atingir a escala e a regularidade exigidas por um mercado em potencial, de rebanhos de matrizes muito volumosos para a condição cultural do pecuarista brasileiro. Para uma escala regular muito modesta de, por exemplo, 20 carcaças por semana durante um ano inteiro, é necessário um rebanho de 1100 a 1200 matrizes, se considerarmos um manejo intensivo e tecnificado.

É por isso que, considerando estas REALIDADES, preciso defender a opinião do companheiro Octávio Rossi de Morais quando ele menciona que a nossa ovinocultura precisa ser construída pelo próprio ovonocultor, com organização, trabalho conjunto e, talvez o que seja o estopim para um grande BUM!!! positivo, OBJETIVOS CLAROS E DEFINIDOS.

Obrigado pelo espaço e me perdõe o atrevimento.

Um abraço a todos.

*** GiORGi ***
DANIEL DE ARAÚJO SOUZA

FORTALEZA - CEARÁ

EM 31/01/2008

Caro Octávio,

Primeiramente, obrigado por suas palavras.

Certamente que o nível de organização dos produtores é essencial para incrementar os resultados da atividade, mas estamos no Brasil, e acredito que a cadeia ovina irá se desenvolver, principalmente, a partir de iniciativas individuais que, por sua vez, tomarão maior corpo e dinamismo ao longo do tempo. Da mesma forma que aconteceu com a cadeia da carne bovina.

Sabemos da grande dificuldade que é reunir pessoas em volta de um objetivo comum, embora já existam algumas boas experiências nesta área.

Mais uma vez, obrigado pelos comentários!

Abraços,

Daniel
DANIEL DE ARAÚJO SOUZA

FORTALEZA - CEARÁ

EM 30/01/2008

Olá Jorge,

Os fatos relatados por você são uma realidade em algumas regiões do país, o que é um contraste com alguns Estados que já possuem alguns frigoríficos mas não conseguem animais para abater, principalmente, animais de qualidade.

A nossa estimativa de 90% de informalidade da carne ovina é bastante otimista, pois, a situação real parece ser um pouco pior. Porém, estamos, aos poucos, caminhando para uma maior formalização e com a descoberta da ovinocultura de corte como um negócio promissor as coisas tendem a se modificar ao longo do tempo.

Obrigado pela participação!

Abraços,

Daniel
OCTÁVIO ROSSI DE MORAIS

SOBRAL - CEARÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 30/01/2008

Excelente seu trabalho, compilando, preparando e comentando os dados oficiais de forma muito coerente e clara. Infelizmente o crescimento numérico dos efetivos ovinos não tem sido acompanhado com a mesma agilidade por um processo de organização dos produtores. Em qualquer lugar do mundo onde a ovinocultura é evoluída há organização e trabalho conjunto. Sem isso, não adianta termos frigoríficos ou elevação de consumo. A ovinocultura tem que ser construída pelos ovinocultores, de forma organizada e com objetivos claros. Não somos grandes, nem despertamos o interesse das autoridades, de forma que só podemos nos juntar a nós mesmos nessa caminhada.
Parabéns pelo trabalho.
NEI ANTONIO KUKLA

UNIÃO DA VITÓRIA - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 29/01/2008

Com certeza a ovinocultura é uma grande alternativa de renda principalmente para o agricultor familiar. Mas como já é de conhecimento de todos, ainda o abate clandestino predomina (por não haver abatedouros para ovinos) e isto restringe o seu consumo.
JORGE LUIZ DE BARROS

ARARUAMA - RIO DE JANEIRO - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 29/01/2008

Prezado Daniel, Excelente artigo.

É uma pena que em nosso País 90% da carne ovina consumida ainda seja por abate clandestino gerando-nos problema de segurança alimentar e um freio no consumo. Sabemos que nos são favoráveis os índices atuais de oferta/procura, mas devemos lutar para aumentar nosso índice de oferta com qualidade.

Na região Litoranea Fluminense muitos produtores com excelente material genético estão aguardando abertura de abatedouro para expandirem suas criações(impasse no momento para os criadores de ovinos).

Na região dos lagos existe um grupo de trabalho do setor organizado com reuniões periódicas visando o incentivo à Criação de Ovinos, lutando para que os agricultores familiares organizados tenham acesso ao Crédito Rural , Assistência Técnica e a um Abatedouro para comercializarem seus produtos.

"A China é um gigante adormecido, quando acordar o mundo tremerá". (Winston Churchill)

Acreditamos na ovinocultura de corte como mais uma fonte de renda para o pequeno agricultor familiar.
Grato.