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Manejo da irrigação de pastagens

POR FERNANDO CAMPOS MENDONÇA

PRODUÇÃO

EM 01/11/2006

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Irrigar é diferente de molhar o pasto, e a principal diferença é o fator humano: o usuário. Sem educação para o uso, o "feitiço" pode voltar-se contra o feiticeiro e mesmo os bons sistemas de irrigação não trarão os benefícios desejados.

Desde quando se intensificou o uso de sistemas pressurizados de irrigação (aspersão, microaspersão, gotejamento etc.), o foco sempre foi o equipamento, a parte visível e tocável. Algumas pessoas chegaram a dizer que ninguém se preocupava com manejo da irrigação, que era perda de tempo. As profundas mudanças ocorridas na conjuntura mundial e brasileira encarregaram-se de provar que o manejo da irrigação é muito mais importante do que se imaginava.

O manejo adequado inclui a manutenção dos equipamentos e o monitoramento da água nos sistemas de produção, e pode reverter uma situação desfavorável em benefício. Para que essa mudança seja adequada é necessário conhecer o equipamento de irrigação, o clima, o solo, e a necessidade de água das plantas.

Manejo do sistema de irrigação

Com relação ao equipamento, o custo de aquisição não deve ser o único fator de decisão na escolha de um sistemas de irrigação. O custo total de um sistema de irrigação é composto por: (a) aquisição e instalação; (b) financeiro; (c) manutenção; (d) operação (mão-de-obra e energia). A escolha deve ser baseada no menor custo total. Como o fator mais aparente é o preço de compra do equipamento, geralmente o produtor decide pelo sistema de menor custo, esquecendo-se dos gastos com manutenção, energia e mão-de-obra. Como o artigo trata de irrigação de pastagens, serão abordados apenas temas relativos à irrigação por aspersão.

Um levantamento preliminar feito pela Embrapa Pecuária Sudeste em sistemas de produção de leite no estado de São Paulo mostrou que a maioria das propriedades tem sistemas de irrigação com alta potência instalada por unidade de área irrigada (7,5 a 20 CV/ha), aspersores de médio a grande porte e alta pressão de operação (40 mca ou superior). Muitos dos sistemas foram adquiridos sem prévia análise ou projeto de adequação à área irrigada, e muitos deles foram reaproveitados de outros cultivos, do próprio produtor ou de terceiros.

Esses sistemas de irrigação geralmente não estão bem adequados à tarefa proposta e têm custo total muito elevado, reduzindo os ganhos dos produtores. Os principais fatores de elevação de custos referem-se à energia gasta para operar tais sistemas de irrigação. Em quase todos os casos observados, é possível irrigar essas áreas com bombas de menor potência (1 a 4 cv/ha), utilizando aspersores de menor pressão de operação (20 a 25 mca) e fazendo o redimensionamento dos sistemas.

A tabela abaixo serve para exemplificar a mudança de um sistema de irrigação da Embrapa Pecuária Sudeste, que foi convertido de alta potência/área (12,5 cv/ha) para um sistema de baixa potência/área (4 cv/ha). O sistema inicial operava 8 h/dia (4 h/dia na irrigação e 4 h na mudança de linhas) durante 120 dias/ano. O novo sistema de irrigação continua operando 120 dias/ano, mas durante 9 h/dia, sem interrupção da irrigação para mudança de aspersores nas linhas.

Tabela 1. custo de energia e mão-de-obra para irrigação de pastagens
(Embrapa Pecuária Sudeste)


A maior variação ocorreu na mão-de-obra, cujo custo foi reduzido em 93%. O custo da energia diminuiu 28% e o custo total de irrigação foi reduzido em 70%, mostrando que o planejamento dos sistemas tem grande influência sobre os custos e os resultados obtidos.

Manejo de água em pastagens irrigadas

Quando o estresse hídrico for o fator limitante à produção, as áreas de pastagem podem beneficiar-se grandemente da irrigação. Conhecer a necessidade de água das plantas forrageiras possibilita adotar práticas de manejo que otimizem a produção da pastagem e o uso de terra, água e energia.

Há três formas mais comuns de determinar a quantidade de água a ser aplicada via irrigação: o manejo via solo, o manejo via clima e o manejo misto (solo + clima).

No manejo via solo, a lâmina d´água (quantidade) de irrigação é determinada medindo-se a umidade do solo em dois períodos subseqüentes, em intervalos regulares (Ex.: um ou dois dias). Com um cálculo relativamente simples é possível usar a diferença entre a umidade anterior e a umidade atual do solo para determinar a quantidade de água que saiu de uma camada de solo (Ex.: 25 mm em 50 cm). A partir daí, basta repor essa água para voltar ao estado de máximo armazenamento. A medição da umidade deve ser feita a partir de amostras do solo retiradas no campo, e essa é a principal limitação do método: freqüentes amostragens. Mesmo com o uso do método do forno de microondas (Souza et al., 2002), é necessário retirar amostras de solo em diversas partes da área irrigada, a fim de determinar a umidade média do solo.

No manejo via clima utiliza-se dados obtidos em experimentos científicos para simular o consumo de água da planta nas condições locais de clima, extrapolando os resultados para outros locais. Conhecendo o consumo de água da planta e a capacidade de armazenamento de água no solo, é possível fazer uma estimativa da umidade atual do solo e decidir se há, ou não, necessidade de irrigar. É o chamado balanço hídrico.

O armazenamento de água no solo pode ser determinado por meio da curva de retenção de água, que é feita por laboratórios de diversas universidades e institutos de pesquisa brasileiros. Já o consumo de água das plantas, conhecido como evapotranspiração (ET), pode ser estimado por diversos métodos, com diferentes graus de complexidade. A maioria deles calcula a chamada "evapotranspiração de referência" (ETo), que é o consumo de água de uma cultura-padrão (geralmente a grama batatais) e utiliza fatores de ajuste (coeficiente de cultura, ou Kc) para calcular a evapotranspiração das demais culturas (ETc).

Os métodos mais comuns são: Blaney-Criddle (1950), Camargo (1983), Penman-FAO (Doorenbos & Pruitt, 1997). Desses, o mais preciso é o de Penman-FAO, mas há necessidade de vários dados climáticos, que só podem ser obtidos em estações meteorológicas convencionais ou automáticas. Isto demanda mão-de-obra bem treinada e eleva o custo de se obter os dados necessários, levando ao desinteresse por parte da maioria dos produtores rurais. O método mais simples é o de Camargo (1983), que utiliza tabelas de radiação solar para cada local e a temperatura média do ar, calculando a ETo por meio de uma simples equação. Para chegar à evapotranspiração de uma cultura, basta multiplicar o valor de ETo pelo respectivo coeficiente da cultura (Kc).

Também há métodos de cálculo de ETo e ETc baseados na evaporação de água, que são mais simples e têm menor custo. O mais popular é o método do tanque Classe A, um tanque com dimensões padronizadas, no qual se mede a evaporação de água e utiliza-se coeficientes de ajuste para calcular a evapotranspiração de referência (ETo) e da cultura (ETc). O tanque deve ser preenchido com água até 5 cm da borda do tanque, e o nível de água não deve baixar mais que 7,5 cm da borda. O tanque deve ser feito em chapa de aço galvanizado No. 22 ou de aço inox, ficar instalado sobre um estrado pintado de branco e nivelado, com o fundo a 5 cm do nível do solo. A principal limitação desse método é o manejo do tanque, pois pode haver problemas com aves e outros animais, que bebem a água do tanque e causam distorções em suas leituras.

Rassini (2002) desenvolveu um método de manejo da irrigação utilizando o tanque Classe A e, posteriormente, adaptou o método ao uso do evaporímetro de Piché (pronuncia-se "Pichê"), que é um tubo de vidro com uma extremidade fechada e outra aberta, na qual se coloca um círculo de papel de filtro preso por uma alça metálica. O evaporímetro é pendurado com a extremidade aberta, e a água evapora através do do papel de filtro. O rebaixamento do nível da água dentro desse tubo de vidro pode ser medido, pois o Piché tem marcações, tal como uma proveta de laboratório, nas quais se mede a evaporação de água a cada dia. O método de Rassini (2002) relacionou a evaporação de água do Piché à evapotranspiração de algumas culturas forrageiras, entre elas o capim Tanzânia, capim Coast-cross, braquiarão (B. Brizantha) e alfafa. O autor concluiu que o consumo de água das forrageiras estudadas variou de 55% a 72% da evaporação do tanque Classe A ou do Piché. Esse método é simples e de baixo custo, principalmente se for usado o Piché, e pode ser utilizado em propriedades de qualquer porte.

Conclusões

O manejo da irrigação envolve os cuidados com o equipamento (sistema de irrigação), desde seu projeto à manutenção, e também o controle da aplicação de água.

O principal fator de sucesso é o grau de formação e informação dos usuários da irrigação.

Sistemas de irrigação não devem ser adquiridos considerando apenas o preço de compra, mas também o custo de manutenção e operação (mão-de-obra e energia).

Há diversos métodos que podem ser utilizados no manejo da água, em pastagens ou em outros cultivos, e a escolha do método depende das condições do usuário utilizá-lo de modo adequado. Nem sempre o método mais preciso é o melhor método.

Qualquer método de manejo de água é melhor que nenhum método.

Referências bibliográficas

BLANEY, H.F.; CRIDDLE, W.D. Determining water requirements in irrigated areas from climatological and irrigation data. USDA (SCS) TP-96, 1950. 48 p.

CAMARGO, A.P., CAMARGO, M.P.B. Teste de uma equação simples para estimativa da evapotranspiração potencial baseada na radiação solar extraterrestre e na temperatura do ar. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE AGROMETEOROLOGIA, 3, Campinas, SP. Anais... Campinas: Sociedade Brasileira de Agrometeorologia/IAC, 1983, p. 229-244.

DOORENBOS, J.; PRUITT, W.O. Necessidades hídricas das culturas. Trad. de H.R. Gheyi, J.E.C. Metri, F.A.V. Damasceno. Campina Grande: UFPB, 1997. 204 p.

RASSINI, J.B. Irrigação de Pastagens: freqüência e quantidade de aplicação de água em latossolos de textura média. São Carlos: Embrapa Pecuária Sudeste. 7 p. (Embrapa Pecuária Sudeste : Circular Técnica 31), 2002.

SOUZA, G.B.; NOGUEIRA, A.R.A.; RASSINI, J.B. Determinação de matéria seca e umidade em solos e plantas com forno de microondas doméstico. São Carlos: Embrapa Pecuária Sudeste, 2002. (Embrapa Pecuária Sudeste, Circular Técnica, 33).

FERNANDO CAMPOS MENDONÇA

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FERNANDO CAMPOS MENDONÇA

PIRACICABA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 22/02/2017

Caro João de Oliveira Mendes Neto,

Eu conheço um engenheiro agrônomo que atende produtores de Rondônia, que pode atendê-lo e fazer seu projeto de irrigação ou indicar quem faça.

Se quiser entrar em contato com ele é só pedir pelo meu e-mail fernando.mendonca@usp.br.
FERNANDO CAMPOS MENDONÇA

PIRACICABA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 22/02/2017

Prezado Gilmar Guedes da Silva,

O melhor horário para a irrigação de pastagens é mesmo à noite, pois aumenta a eficiência da irrigação e ainda se tem o benefício da redução de tarifa de energia elétrica.

Nas regiões Sul e Sudeste, o custo da energia à noite é 40% do custo diurno.

Lembro a você que é necessário fazer um contrato com a companhia distribuidora de energia elétrica para obter esse benefício, e será necessário adquirir um medidor especial ("relógio de luz"), que registra o horário em que houve consumo de energia.
FERNANDO CAMPOS MENDONÇA

PIRACICABA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 22/02/2017

Cara Bethanea,

A viabilidade econômica de implantação da irrigação em pastagens deve ser feita para cada caso, verificando os custos na região e a expectativa de receita a ser obtida com a irrigação.

Entretanto, por medida de praticidade, indica-se o uso da irrigação em áreas iguais ou superiores a 0,5 ha.
FERNANDO CAMPOS MENDONÇA

PIRACICABA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 22/02/2017

Prezado Osvaldo Vieira Filho

Para a irrigação de capim elefante, o padrão atual é aspersão.

A irrigação por gotejamento é comumente indicada para culturas em que não se irriga a área toda, tais como uva, café, maracujá, citros etc. Entretanto, há alguns estudos sobre o uso de gotejamento, mas não há muitas áreas irrigadas assim.
FERNANDO CAMPOS MENDONÇA

PIRACICABA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 22/02/2017

Caro João de Oliveira Mendes Neto, não se deve estimar a demanda de água da pastagem apenas com base na temperatura média.

A demanda diária depende do clima e ele muda constantemente. Portanto, é necessário monitorar o clima para saber a necessidade de água da pastagem.

No planejamento de um sistema de irrigação (projeto) deve-se utilizar a demanda máxima, considerando uma probabilidade de ocorrência dessa demanda.

Em uma dissertação de mestrado de uma orientada minha, Elizabeth Lima Carnevskis, a demanda máxima de irrigação foi estimada para todo o Brasil. A dissertação está disponível para download no link a seguir: https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=2&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjEgf_4oKPSAhWBHJAKHcuOAWAQFgggMAE&url=http%3A%2F%2Fwww.teses.usp.br%2Fteses%2Fdisponiveis%2F11%2F11152%2Ftde-30112016-164446%2Fpublico%2FElizabeth_Lima_Carnevskis_versao_revisada.pdf&usg=AFQjCNENC-_GjBfUMHruo7_xlUk6ug6biQ&sig2=dUMLd9NXB7jDq-eNDjJvQw&bvm=bv.147448319,d.Y2I
JOÃO DE OLIVEIRA MENDES NETO

VALE DO PARAÍSO - RONDÔNIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 13/11/2016

observação o corredor e no meio sendo 13 piquetes de um lado e 13 de outro .

e a caixa de agua é duas de 20000mil litros cada.
JOÃO DE OLIVEIRA MENDES NETO

VALE DO PARAÍSO - RONDÔNIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 13/11/2016

o meu projeto é vou ocupar uma aria de 36686 metros quadrados.sendo 442 metros de lateral e 83 metros de frente . sendo o corredor de 3 metros de largura.

os piquetes vão ser de 40 de lateral. e 34 de frente.

vou ter uma caixa de 4000 mil litros de agua a 7 metros de altura. com dua bombas alimentando. cada bomba joga 30 mil litros hora. o cano que vai decer da caixa passando  pelo o corredor 200mm com a redução para mangueiras preta de 40mm ja para irrigação dentro do piquetes .

me ajuda ai se alguma coisa estiver errada que não vai dar certo porque aqui não achei ninguém que pode me ajuda.

tou fazendo isso tudo em base de pesquisa e vou comesar a fazer janeiro  obg
JOÃO DE OLIVEIRA MENDES NETO

VALE DO PARAÍSO - RONDÔNIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 13/11/2016

ola sou joão tenho 21 anos moro em RO.

a media anual do clima aqui e 26c°

tou planejando fazer 26 piquetes com capim bombaça. que cada piquete mediara 1340 metros quadrado,dando a soma total de 34840 metros quadrado  (3,4 hectares). para 20 vacas em lactação, ordenhado duas vezes ao dia.

quero sab quantos mil litros de agua vou consumir por dia para irrigação.?

tem como você me ajudarw
HENRIQUE CÉSAR LOUVISI

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/11/2016

Excelente os estudos parabéns dr Fernando
OSVALDO VIEIRA FILHO

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 29/08/2016

Boa noite. Para irrigar o capim elefante para corte a cada 45 dias, qual o sistema de irrigação mais indicado: por aspersão ou gotejamento?
ADELSON

CAMPINA VERDE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 04/08/2016

Tenho 3 ha de pastagem irrigada de tifton 85,qual seria melhor a recria de gado macho ou a engorda,e quais os tipos de suplementos usados tanto para recria e engorda?



no aguardo




GILMAR GUEDES DA SILVA

ESPIGÃO D'OESTE - RONDÔNIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 28/06/2016

Dr. Fernando

Tenho 02 ha de pasto irrigado sendo 1,2 ha Tífton 85 e 0,8 ha mombaça preciso saber qual  melhor horário para se irrigar, poi irrigo à noito por ter padrão tarifa verde com custo mais barato.



no aguardo



abraços
MARCELLO M.MOURA E SILVA

SANTARÉM - PARÁ

EM 26/01/2016

Estamos mudando o sistema de plantio para mudas pré-brotadas ( tubetes) e vamos usar

sistema de irrigação com fertirrigaçao e as orientações do Dr.Fernando foram muito valiosas, as quais agradecemos.

ATT.

Marcello Moura
BETHANEA

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - ESTUDANTE

EM 10/11/2014

Muito obrigada.

Estou tendo dificuldade em acha a quantidade de agua necessária.

Escolhi o sistema de irrigação autopropelido, em uma area efetiva de 180ha de Capim Vaquero.
FERNANDO CAMPOS MENDONÇA

PIRACICABA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 10/11/2014

Olá, Bethanea

Desconheço estudos sobre viabilidade econômica da produção de feno, mas em conversas informais com alguns colegas que trabalham com irrigação de pastagens, eles dizem ser um excelente negócio.

O conceito mais simples de um negócio economicamente viável é aquele em que as receitas são maiores que as despesas. Entretanto, se o valor absoluto da receita for insuficiente para sustentar o empreendedor, o negócio não será viável.

Portanto, sugiro que você faça um levantamento dos custos envolvidos na atividade de produção de feno e verifique uma série histórica de preços de venda para verificar a viabilidade do negócio ao longo do tempo.

Não se esqueça de deflacionar os custos para anos anteriores, ou de utilizar uma série histórica com preços atualizados.

Abraços e boa sorte.
BETHANEA

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - ESTUDANTE

EM 05/11/2014

Olá,

sou estudante de zootecnia, e estou fazerndo pesquisa para elabroração de umtrabalho de criação de um campo de feno de Cynodon dactylon. Escolhi o cultivar vaquero, por ser de mais facil implantação.

Para ser irrigado, qual a area minima e qual tipo de irrigação seria melhor?

Tem que ser economicamente viável.

FERNANDO CAMPOS MENDONÇA

PIRACICABA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 24/10/2014

Olá Fernando Henrique (Rio Claro-SP)

Eu conheço ao menos quatro boas empresas que podem fazer o projeto para a sua área de 5 ha de pastagens.

Além disso, eu oriento um grupo de estudantes da ESALQ que faz projetos de irrigação para diversas outras culturas, inclusive de pastagens.

Se quiser, posso te indicar as empresas, ou podemos fazer o projeto para você e repassar a lista de materiais para você cotar com a empresa que te interessar, bastando que entre em contato comigo pelo e-mail fcmendonca@superig.com.br, ou pelo telefone (19) 98159-1613.

Atenciosamente,

Fernando Campos Mendonça
FERNANDO CAMPOS MENDONÇA

PIRACICABA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 24/10/2014

Olá, Otávio (Conselheiro Lafaiete-MG)

Tecnicamente, a resposta é SIM, pode ser feita a irrigação de Tifton com gotejamento, mas não conheço nenhum projeto de irrigação de pastagens feito assim.

O problema pode ser o custo, que certamente será elevado. Como o Tifton ocupa toda a área, será necessário colocar tubos de irrigação muito próximos uns dos outros, o que encarece o projeto.
FERNANDO HENRIQUE

RIO CLARO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 21/10/2014

Gostaria de irrigar 5 hec mas e difícil apoio tecnico poderia me orientar pelo menos nos primeiros passos a ser tomados já que não consigo na ningem para fazer o projeto desde já obrigado
OTAVIO

CONSELHEIRO LAFAIETE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 09/09/2014

Boa tarde Fernando

Irrigação de tifton pode ser feita com mangueira de gotejamento 15 cm abaixo do solo?