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Loucura e sanidade na pecuária leiteira

PRODUÇÃO

EM 13/02/2015

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 Loucura e sanidade na pecuária leiteira

A pesquisa de MilkPoint sobre as dificuldades para produção de leite em 2015 mostra que os principais pontos críticos apontados pelos produtores são: 20% clima, 20% preço do leite e 34% custo de produção.

O resultado é bastante coerente pois os custos de produção aumentam com o aumento dos insumos e com a adversidade climática e são altamente preocupantes quando o preço do leite não cobre esse aumento de custo, reduzindo a margem ou mesmo levando a prejuízo na atividade.

Loucura na pecuária leiteira é a volatilidade do mercado mundial, com os preços do leite em pó integral oscilando entre valores acima de US$ 5.000,00/T e abaixo de US$ 2.500,00/T. Loucura é o preço despencar e de um leilão GDT para outro subir 20% !!!!! Por mais que exista incertezas e volatilidade na economia mundial, essa variação de preços no mercado internacional é loucura.

No Brasil temos dois agravantes dessa loucura, a baixa produtividade da pecuária de leite nacional e o preço do leite ao produtor que é afetado pela fraude. O tempo passa mas a fraude continua numa boa, parece que não se toma uma medida efetiva para inibi-la ( como colocar a fraude no leite como crime hediondo , que foi o que acabou com a farra das fraudes nos fármacos ). Essa fraude afeta o preço ao produtor na medida que forja uma oferta que não existe e reduz a demanda porque leva o consumidor a reduzir o consumo de leite.

Loucura maior é o produtor brasileiro, que ignora tudo isso, produz sem margem ou com prejuízo e acha que, isoladamente, apenas aumentando a produção vai resolver seus problemas.

Sanidade na pecuária de leite são as atitudes como as de produtores de leite da NZ estão tomando: se o preço não cobre os custos de produção ou não proporciona margens que permita a sustentabilidade econômica da atividade, mandam vacas de leite para o abate, o que proporciona recurso para enfrentar a situação adversa do momento e contribui para recuperar os preços mais adiante. Agora mesmo estão vendendo vacas de leite para o abate para virar hamburger nos USA.

Será que não está mais do que na hora do produtor brasileiro em seguir o que os produtores da NZ estão fazendo e começar a mandar vacas de leite para o gancho?

Marcello de Moura Campos Filho

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MARCELLO DE MOURA CAMPOS FILHO

CAMPINAS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 30/04/2015

prezado Frederico Alves Jacob

Agradeço o comentário.

Lembre-se que a maior parte do leite que a vaca produz é destinada a pagar custos.

A ideia é vender para o gancho vacas mais velhas e menos produtivas e fazer caixa para a enfrentar as dificuldades em épocas de muita oferta e preços baixos ao produtor. A medida é adequada para ajustar o fluxo de caixa, principalmente para quem depende do leite para viver e se o leite está dando prejuízo.

Evidentemente que a quantidade de vacas a ser vendidas e determinar quais serão vendidas precisa ser examinada cuidadosamente, sob vários aspectos, inclusive o da recuperação da produção. Cada produtor tem que estudar seu caso, fazer contas e decidir o que irá vender para o abate.

A reposição seria feita através das novilhas que começaria a produzir um pouco mais para frente, e recuperando a produção numa época de preços mais favoráveis.

Abraço

Marcello de Moura Campos Filho
JOÃO JACOB ALVES SOBRINHO

GOIÂNIA - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 30/04/2015

Senhores,bom dia
Mandar vaca para frigorifico tudo bem e a reposição deste gado?
E o custo fixos da fazenda quem vai cobrir?
Não se desfaz o rebanho de uma vêz, tem que ser gradativo.
Não existe formula mirabolante e sim a chamada conscientização dos produtores que tem que ser trabalhada.
Unidos seremos fortes,mas se possível longe dos nossos politicos
MARCELLO DE MOURA CAMPOS FILHO

CAMPINAS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 14/04/2015

Prezado Fernando Solidade Cabral

Agradeço o comentário.

A união da classe produtora ajudaria muito uma relação comercial melhor, mas meu caro Fernando, conseguir isso é uma utopia, pois temos cerca de 800.000 produtores, individualistas que só pensam no próprio umbigo e lideranças da categoria que são poços de vaidade e distantes da realidade.

Nunca vai acontecer de metade dos produtores jogarem leite fora ( pois não dá para parar de produzir ) para pressionar os preços pois todos vão ficar esperando que o vizinho faça o sacrifício e jogue leite fora.

Por isso cada um tem que se virar para sobreviver, e quando os preços estão muito baixos e os custos altos é hora de pensar em mandar vaca para o gancho para fazer caixa e melhorar as finanças. Se muitos fizerem isso visando melhorar o seu fluxo de caixa, por tabela haverá redução da oferta o que contribuirá mais adiante para recupera os preços. Isso o produtor pode e deve fazer para melhorar seu fluxo de caixa. A União dos produtores é um sonho que provavelmente não estaremos vivos para ver realizado.

Abraço

Marcello de Moura Campos Filho
FERNANDO SOLIDADE CABRAL

MARABÁ - PARÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 14/04/2015

A falta de união da classe produtora faz com que quem produz fique a mercê dos preços praticados pelos laticínios. Creio que o abate de vacas pode ser uma alternativa, no entanto, não creio que seja uma opção rentável. Acredito que uma classe produtora organizada poderia pressionar mais indústrias e governo provendo paralisações na produção. Imagine só se pelo menos metade dos produtores brasileiros deixassem de fornecer leite às indústrias por uma semana. Acredito que os preços iriam melhorar.
MARCELLO DE MOURA CAMPOS FILHO

CAMPINAS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/02/2015

Prezado Darlani de Souza Porcaro

Agradeço o comentário.

Não sei se a nossa política leiteira é pior do que o governo do PT, mas ela é muito ruim há muito tempo, o que pode ser comprovado pela baixa produtividade da pecuária leiteira nacional e o fato do Brasil ser há décadas importador de leite e não ter conseguido espaço como player importante no mercado internacional.

A nossa pecuária leiteira é ruim pela falta de eficacia das entidades representativas dos produtores e pelo alienamento dos produtores com relação ao que acontece da porteira para fora, acreditando que sozinhos, trabalhando da porteira para dentro vão resolver todos os seus problemas. è quase como acreditar em Papai Noel e no Coelhinho da Páscoa. Enquanto os produtores brasileiros não mudadarem essa postura e passarem a participar das entidades representativas da classe, discutindo seus problemas e definindo com clareza as prioridades setoriais, e cobrando dos dirigentes ação para que essas prioridades sejam atingidas, continuaremos a ter uma política leiteira péssima e o leite como patinho feio da agropecuária nacional.

Abraço

Marcello de Moura Campos Filho
DARLANI PORCARO

MURIAÉ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/02/2015

Primeiro o custo, depois mão de obra e depois uma política, para o setor do leite , que
está muito pior do que o govêrno do PT.
MARCELLO DE MOURA CAMPOS FILHO

CAMPINAS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/02/2015

Prezado Marlucio Pires

Agradeço o comentário.

É isso aí, precisamos aprender com os produtores da NZ .

Você fala do vínculo afetivo e descartar vacas menos produtivas. Isso resolve o problema de caixa de quem está em dificuldade, mas se estas vacas vão para outro produtor, não resolve o problema de excesso de oferta e não favorece a recuperação dos preços. E tem outra coisa, quando o preço baixo ao produtor persiste, o preço das vacas de leite cai.

O fim de toda vaca de leite, se não morrer antes de fome, acidente ou doença, é ir para o gancho. Naturalmente que a antecipação do abate deve observar critérios bem definidos, como idade, produtividade e saúde do animal.

Abraço

Marcello de Moura Campos Filho
MARLUCIO PIRES

EDEALINA - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/02/2015

Boa tarde Marcello. Ja comentei a mesma coisa numa publicação hà uns dois meses, que nesse momento de crise, uma saida seria descartar vacas mais fracas aproveitando o bom preço da @. Não gosto do termo usado por você, "mardar para o gancho", por trabalhar sozinho e ter um vinculo afetivo com meus animais, mas concordo que a atitude a ser tomada é essa. Tirar mais leite nao vai solucionar o problema. Os produtores neozelandeses são exemplos de gestão e devem servir de parametro para os produtores no mundo todo.
MARCELLO DE MOURA CAMPOS FILHO

CAMPINAS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/02/2015

Prezado Nelson Jesus Saboia Ribas

Agradeço o comentário.

Reduzir a oferta mandando vacas de leite para o abate é o que os produtores brasileiros precisam aprender com os da NZ, pois é uma medida que ajuda o caixa num momento de preços baixos e contribui para recuperar preços mais adiante. É uma ferramenta que o nosso produtor precisa apreender a usar.

Já aumentar a fiscalização para diminuir a fraude e reduzir uma oferta falsa é mais complicado. O País está quebrado, o orçamento do MAPA é pequeno, grande parte dos fiscais atuais estão para se aposentar, e ainda no nível de corupção do País é dificil acreditar que esta não poderá atingir a fiscalização.No meu entender só colocando a fraude no leite como crime hediondo é haverá inibição da fraude ( só quando a fraude nos remédios foi colocada como crime hediondo é acabou a farra da fraude nos fármacos ). E a indústria de forma geral, ou as entidades que as representam, foram contra uma proposta encaminhada na Câmara do Leite do MAPA, com argumentos que ao meu ver não justificam essa posição. O que posso sugerir é que os produtores de leite pressionem a CNA para discutir com o Ministro a factibilidade e oportunidade de uma ação para colocar a fraude no leite como crime hediondo, que se justifica poi o crime não é apenas econômico mas atenta contra a saúde do ser humano, principalmente de jovens e idosos.

Marcello de Moura Campos Filho

NELSON JESUS SABOIA RIBAS

GUARACI - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/02/2015

Aumentar a fiscalização, diminuir a oferta, sem dúvida a única saída para a atividade de produtor se leite, com qualidade, sustentabilidade e rentabilidade.