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Limpeza e desinfecção de instalações - Parte I

POR MARIA ANGELA MACHADO FERNANDES

E CARINA BARROS

PRODUÇÃO

EM 04/05/2012

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Por Maria Angela Machado Fernandes, Carina Simionato de Barros e Viviane Villalba

A limpeza e desinfecção das instalações são práticas que devem ser rotineiras na propriedade pois são essenciais para preservar a saúde dos animais, prevenir, controlar e eliminar doenças no rebanho. Devido à importância desse procedimento na propriedade, no artigo desse mês iremos discutir os principais pontos relacionados com a eficácia da higiene das instalações utilizadas para caprinos e ovinos.



Instalações limpas, bem arejadas e iluminadas são indispensáveis para a saúde e o bem do rebanho!



A periodicidade com que deve ser feita a limpeza e a desinfecção irá depender do número de animais; das condições ambientais (períodos chuvosos ou secos); do tipode piso (chão batido, cimento, ripado elevado, entre outros); do sistema de exploração e do tipo de instalações utilizadas na propriedade. Para os apriscos, baias maternidades (local onde ocorrem os partos), baias enfermarias (onde ficam animais doentes) e locais onde são alojados os cabritos e cordeiros, a recomendação é a limpeza diária por meio de varredura.

A limpeza em geral e retirada das fezes do aprisco, das baias ou locais que as cabras e ovelhas prenhas permanecem durante o dia ou apenas para passar à noite, deverá ser realizada diariamente ou pelo menos a cada dois dias.



Atenção especial com a higienização (limpeza e desinfecção) das baias depois da ocorrência de alguma enfermidade ou antes do início dos partos. Procure deixar os locais onde ocorrerão os nascimentos e desenvolvimento dos filhotes sempre limpos!

A limpeza e desinfecção das instalações devem ser executadas corretamente para apresentarem adequada eficácia. Além disso, a remoção da matéria orgânica é essencial para que o desinfetante apresente boa eficácia.

Quando há cama, devem ser retiradas as porções sujas (com fezes e acúmulo de restos de alimento) e úmidas diariamente. Já a frequência de troca completa da cama irá depender de fatores como tipo do material, número de animais, entre outros.



A limpeza da instalação consiste na remoção de toda a sujidade (fezes, restos de alimentos, insetos, teias de aranha, etc.) presente no piso, paredes (divisórias), teto, cochos, bebedouros e saleiros. De acordo com o método e os equipamentos utilizados, a limpeza pode ser classificada em seca, úmida e molhada.

O ideal é sempre iniciar com a limpeza seca que consiste na remoção mecânica das sujidades por varredura ou raspagem com auxilio de vassoura, pá, rodo ou espátula.



É indicado que essa limpeza seja diária ou no máximo a cada dois dias para evitar o acúmulo de matéria orgânica e que esta sujidade fique aderida no piso, o que dificulta sua remoção. Após realizar a limpeza seca, caso haja grande quantidade de sujeira aderida nas instalações é necessário realizar uma limpeza molhada (com água em abundância) ou úmida (pano ou esponja umedecidos). Pode-se utilizar jatos de água sob pressão para limpar pisos e paredes em limpezas rotineiras, inclusive aliando a detergentes e/ou desinfetantes.

Acúmulo de fezes no piso.



As fezes acumuladas na parte inferior do aprisco também devem ser retiradas periodicamente pois além do odor forte, atraem moscas, ratos e insetos que podem veicular doenças no rebanho.

Quanto a limpeza de bebedouros, cochos e equipamentos em geral:

Bebedouros: os animais devem ter sempre a sua disposição água limpa e fresca. Os bebedouros devem estar sempre limpos: retire larvas de moscas, algas e fezes; faça a troca periódica da água. É muito importante para manutenção da limpeza dos bebedouros que estes estejam posicionados de tal forma que os animais bebam confortavelmente e ao mesmo tempo, não de defequem ou urinem em seu interior.

Acúmulo de restos de alimentos, fezes e algas nos bebedouros.



Comedouros (cochos): podem ser fixos ou móveis, devem estar preferencialmente do lado de fora da baia e deverão ser submetidos à limpeza diária. O tipo, posicionamento e altura dos cochos são importantes para evitar que o animais defequem e urinem no alimento.

Contaminação do sal mineral com fezes.

Contaminação do alimento com fezes.



As sobras das anteriores devem ser sempre retiradas antes de depositar uma nova refeição para evitar fermentações e consequentes perturbações gástricas nos animais. Além disso, as sobras de alimento no cocho também favorecem a proliferação de roedores que podem transmitir doenças para os animais.

Canzil para evitar que os animais entrem e defequem no alimento.



Mantenha o ambiente sempre limpo! O esterco deve ser recolhido e depositado em esterqueiras ou em um local com no mínimo 150 metros de distância das instalações para evitar a atração e proliferação de insetos, além do odor causado pela liberação de amônia e gases. Os restos placentários e demais sujidades devem ser recolhidos e destinados para fossas ou outros sistemas de descarte (incineração).

Todo o material utilizado para limpeza (pá, baldes, carrinho de mão, entre outros) das instalações deve ser separado e utilizado apenas para essa finalidade! Nunca misture com os equipamentos utilizados para alimentar os animais!

Lembrem-se: A superlotação e o acúmulo de fezes e urina favorecem a sobrevivência, o desenvolvimento e a multiplicação de parasitas e agentes causadores de doenças (bactérias, fungos, entre outros) além, de aumentar a contaminação dos animais. Por isso, a higiene é ferramenta imprescindível para o bom manejo sanitário dos animais.

No artigo do próximo mês iremos apresentar os principais procedimentos e produtos utilizados para desinfecção de instalações de ovinos e caprinos.

MARIA ANGELA MACHADO FERNANDES

Médica Veterinária pela UFPR
Doutoranda do Programa de Ciências Veterinárias da UFPR
Integrante do LAPOC - Laboratório de Produção e Pesquisa em Ovinos e Caprinos da UFPR

CARINA BARROS

Médica veterinária
Mestre em Ciências Veterinárias UFPR
Doutora em Nutrição e Produção Animal FMVZ-USP
Pós-doutorado FMVZ-USP
Atuação na avaliação econômica e modelagem

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MICHEQUE ERASTO CAPETA

MOCAMBIQUE - ESTUDANTE

EM 30/11/2017

congratulo a iniciativa e me esta sendo util para um novo saber. parabens. gosto de saber ainda mais sobre os tipos de desinfectantes apropriados para a desinfecçao dos nossos estabulos ou instalaçoes?..
ROMUALDO VIEGAS FIUZA

CONCEIÇÃO DO PARÁ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 25/09/2016

BOM DIA...QUAL É O MELHOR PISO PARA O APRISCO?  É DE RIPA OU DE CHAO BATIDO? QUAL A MELHOR PALHA ?...
ANDERSON OLIVEIRA DA

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAPRINOS DE CORTE

EM 17/08/2015

as informaçoes de vcs sao muito importante voces sao dez
FERNANDO BROOUWERS

SANTA ROSA - RIO GRANDE DO SUL - ESTUDANTE

EM 31/12/2013

Estou com problemas no meu rebanho, adquiri ovelhas "sulfock" e todas estão morrendo, lembrando que tenho 56 ovelhas TEXEL juntas no mesmo campo, mesmas instalações e manejo, porém somente as caras negras estão morrendo, o que pode ser, administrei antibiótico? as ovelhas ficam fracas, caem no chão, e muita febre, olhos normais, e na parte de baixo da barriga quando mortas fica toda listrada..
ROBISON MOURA DOS SANTOS

PERNAMBUCO

EM 13/09/2013

Parabens pela publicaçao
VICENTE JUNIOR

NOVO LINO - ALAGOAS - PESQUISA/ENSINO

EM 03/05/2013

Boa tarde, meu é junior! estou querendo iniciar uma criação de caprinos como posso fazer de início?
JOSÉ CAVALEIRO

PRODUÇÃO DE CAPRINOS DE LEITE

EM 15/12/2012

Boa tarde,estou fazendo um aprisco suspenso mas seu ripado é em cimento(vigas de cimento 7cmx5cm com espaços de 1,5cm entre as vigas) será que näo vou ter problemas por serem as ripas em cimento? gostaria do vosso comentário.obrigado

José Cavaleiro
MARISTELA MÜLLER

TRAMANDAÍ - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 12/08/2012

Parabéns e continuem colocando fotos nítidas, bem como outros materiais utilizados nos apriscos. Outro dia encontrei um que parecia ser de alumínio ou outro material mais resistente e de fácil limpeza, mas não havia especificação do material. Sou graduada em Pedagogia e atualmente faço Técnico em Agropecuária e apesar do RS ter um rebanho bem expressivo de ovinos, o material disponível de qualidade na Internet é bem deficitário.

O material editado é de fácil compreensão e muito útil em nossos estudos.

Obrigada.
PAULO GUIMARAES

SALVADOR - BAHIA

EM 05/06/2012

Carina, haverá continuidade desde assunto ainda este mês?



sd´s



Paulo Guimarães
REJANE PEREIRA CASTRO

ARARUAMA - RIO DE JANEIRO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 15/05/2012

Aqui no capril onde crio minhas cabras sigo estes procedimentos de limpeza diariamente (varreção e raspagem).

Quando o periodo está mais para chuvoso, utilizo 1 vez por semana a desinfeção dos ripados com cal virgem e em período seco utilizo de 15 em 15 dias. Com a vassoura de fogo 1 vez por mês.



A higiene também é fundamental para um leite com qualidade.



Eu já havia comentado em artigo anterior:

"TRABALHAR COM ANIMAIS NÃO É PARA QUALQUER UM."  Tem que ter paixão pelos animais que se está criando e pelo que vc almeja alcançar com esta criação.



Bjs.

ANDRÉ LUIZ COKELY RIBEIRO

DESCALVADO - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO

EM 07/05/2012

Parabéns às Doutorandas, Stas. Maria Ângela e Carina pela abordagem do tema. Se esses procedimentos forem levados a sério certamente grande parte das enfermidades deixam de constar nos registros das cabañas, e naturalmente os gastos com medicamentos reduzem, melhorando a rentabilidade da atividade. A Vansil Saúde Animal http://www.vansil.com.br/ se dispõe a colaborar na discussão do tema em questão.

Atenciosamente,

André Cokely, Coordenador de Materiais e Treinamentos.
CHARLES MÜLLER

BRUMADO - BAHIA - ESTUDANTE

EM 06/05/2012

Quais os desinfetantes mais apropriados e como devem ser utilizados?

É conveniente o uso da vassoura de fogo em capril suspenso?



Muito Obrigado
FERNANDO DE L. AMORIM

MAGÉ - RIO DE JANEIRO - ESTUDANTE

EM 04/05/2012

Se todos seguissem essas recomendações, seria muito bom. Dá gosto de trabalhar assim.