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Integrando manejo da pastagem e controle da verminose

POR DANIEL DE ARAÚJO SOUZA

PRODUÇÃO

EM 04/07/2006

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A infecção por nematódeos gastrintestinais (verminose) é um dos grandes fatores que limitam a eficiência de sistemas de produção de ovinos a pasto. Estima-se que apenas 5-10% dos parasitas encontram-se no animal, enquanto 90-95% permanecem na pastagem, em seus vários estágios de vida livre.

Os parasitas são eliminados nas fezes dos animais na forma de ovo e para que se desenvolvam até a forma de larva infectante (L3), o que acontece em média de 5-7 dias, necessitam de condições ambientais com temperatura ótima em torno de 22-28oC e umidade relativa superior a 80%, ou seja, um ambiente quente e úmido, que pode ser encontrado na maior parte do país, particularmente na época chuvosa.

As larvas L3 possuem a capacidade de migração tanto horizontal quanto vertical, podendo atingir o topo do dossel forrageiro que, por sua vez, está mais sujeito à desfolha pelos animais. Essas migrações são mediadas pela luz, temperatura e umidade, tornando possível que as larvas atinjam o estrato superior da forragem quando a umidade é alta e a pastagem molhada, e retornem para os estratos mais inferiores durante o dia, evitando a dessecação pela radiação solar.


Foto: Larvas infectantes L3, contidas em uma gota-de-orvalho no capim, prontas para serem ingeridas por animais em pastejo.

Para causar infecção as L3 precisam ser ingeridas, e a altura da pastagem, assim como, o horário do pastejo, possuem grande influência sobre a taxa de ingestão diária de larvas (translação) pelos animais. O microclima, úmido e de temperatura moderada, formado no estrato basal do dossel forrageiro contribui decisivamente para o pleno desenvolvimento e sobrevivência das larvas. A textura do solo e o hábito de crescimento da planta forrageira influenciam o microclima criado no ecossistema da pastagem, determinando o grau de umidade do solo e, o nível de incidência solar e ventilação na base do dossel.

As altas taxas de lotação animal alcançadas por sistemas intensivos de produção sob lotação intermitente (lotação rotacionada ou pastejo rotacionado) elevam o nível de contaminação das pastagens, exigindo a adoção de estratégias com o objetivo de diminuir a taxa de translação e/ou aumentar as condições desfavoráveis à sobrevivência das larvas na pastagem, sem comprometer a rebrota vigorosa e a persistência da planta forrageira.

Plantas de crescimento prostrado, como os Cynodon e a B.decumbens e B.humidicola, cobrem muito bem o solo, formando um relvado fechado e denso, e mesmo quando rebaixadas, impedem a adequada penetração da radiação solar e de ventos, contribuindo para a manutenção de um microclima favorável às larvas de helmintos por manter uma umidade relativa ainda alta, mesmo após períodos curtos de estiagem.

Já plantas de crescimento ereto, como os cultivares de Panicum maximum e Brachiaria brizantha, devido às suas características morfológicas, possuem uma arquitetura mais aberta e cobrem uma menor área de solo deixando espaços vazios entre as touceiras, permitindo a penetração de raios solares e ventos que afetam a umidade e a estabilidade térmica do microclima, além de reduzirem a umidade das fezes, criando condições desfavoráveis ao desenvolvimento e sobrevivência de larvas. Além disso, alguns cultivares quando manejados sob lotação intermitente permitem uma altura de resíduo pós-pastejo mais baixa, a depender da fertilidade do solo, possibilitando uma maior penetração de luz e ventos na base da touceira, o que é prejudicial às larvas, ao mesmo tempo em que favorece o perfilhamento e o processo fotossintético da planta.

Tabela 1. Indicação de altura do resíduo pós-pastejo para algumas forrageiras tropicais, sob lotação intermitente, considerando três níveis de fertilidade ou adubação de pastagens.


O estrato inferior do dossel forrageiro alberga a maior concentração de larvas ao longo do perfil da pastagem, independente da espécie forrageira. No entanto, espécies prostradas facilitam o contato entre L3 e hospedeiro, por serem manejadas em alturas mais próximas ao solo. Práticas de manejo que promovam um pastejo mais intenso da forragem, de forma a atingir o estrato basal, predispõem a uma maior ingestão de L3 e, mesmo expondo as larvas a condições climáticas adversas, o potencial de infecção ainda é bastante elevado. Sendo assim, a principal estratégia é respeitar as alturas de resíduo pós-pastejo em lotação intermitente (Tabela 1), associada ao início do pastejo cerca de 4 horas após o nascer do sol e a períodos de ocupação inferiores a 5 dias, colaborando para uma menor taxa de translação e redução do grau de infecção dos animais, diminuindo assim, a porcentagem de casos clínicos e a necessidade de uso de anti-helmínticos.

Referências bibliográficas

Foto de Dr. Colin Johnstone, School of Veterinary Medicine, University of Pennsylvania.

Tabela adaptada de Kichel (dados não publicados). In: Machado, L.A.Z.; Kichel, A.N. Ajuste de lotação no manejo de pastagens. Dourados: Embrapa Agropecuária Oeste, 2004. (Documentos, 62).

DANIEL DE ARAÚJO SOUZA

Médico Veterinário, MBA, D.Sc., especializado no sistema agroindustrial da carne ovina. Consultor da Prime ASC - Advanced Sheep Consulting.

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GABRIEL CAMPOS

EM 02/04/2018

Excelente e relevante artigo, de grande ajuda !
porém eu acho que nem todos os parasitas se desenvolvem, no meio exterior, em larvas. Inclusive o processo de larvas l1, l2, l3(infectante)
existem parasitas como é o caso da Moniezia em que os ovos liberados são ingeridos por H.I e la se desenvolvem. A teníase também, embora os ruminantes não serem os H.D delas, liberam ovos no ambiente que são ingeridos e no interior do animal transformados, ou seja, não precisam se transformar em l3, até porque não existe essa opção.
grande abraço
MARINA CAMPOS

BOFETE - SÃO PAULO - OVINOS/CAPRINOS

EM 21/07/2017

Boa noite,tenho uma grande duvida sobre a contaminação de vermes nas pastagens ,oque fazer no pasto para eliminar?                                                                                                            As ovelhas se controla com vermífugos mas e  pasto  e preciso se limpar ,tive uma grande contaminação .
DANIEL DE ARAÚJO SOUZA

FORTALEZA - CEARÁ

EM 07/05/2008

Olá Nailson,

O Famacha é um forma muito interessante de controle parasitário quando o Haemonchus contortus é principal parasita envolvido, sendo um método sustentável, racional e econômico quando bem aplicado.

É relativamente fácil de ser aplicado, reduz os custos de produção e permite uma interação homem-animal mais segura e tranqüila quando os animais são manejados sem estresse. Acho que o principal ponto do Famacha é permitir a utilização mais criteriosa de antihelmínticos, evitando o uso abusivo de dosificações, além de ser muito útil como critério de seleção, baseado no escore de classificação.

No entanto, é essencial ressaltar que o Famacha é apenas uma parte de todo um sistema de controle parasitário que envolve, basicamente, utilização mensal do Famacha, manejo do pastejo, suplementação protéica, homeopatia, fitoterapia, acompanhamento mensal (por amostragem de acordo com cada categoria zootécnica) com OPG e coprocultura no período chuvoso, uso correto e otimizado dos antihelmínticos e a aplicação tática de anti-helmínticos efetivamente comprovados entre 30 e 15 dias pré-parto.

Atualmente, a recomendação das dosificações estão fundamentadas no desempenho produtivo/reprodutivo dos animais, escore de condição corporal, higidez clínica e nível de anemia (Famacha). Assim, animais anêmicos, com diarréia, baixo ECC, baixo desempenho são os eleitos para receberem vermífugos. Fora isso, ovelhas em pré-parto, como já mencionei.

Quanto ao tratamento de suporte para animais com níveis altos de anemia, é possível utilizar alguns suplementos a base de ferro dextrano ou estimulantes da hematopoiese, mas é uma prática pouco ou nada efetiva se o motivo real da anemia (parasitismo) não puder ser controlado. Em geral, considero pouco aplicável.

Geralmente, em rebanhos, sempre existem aqueles animais que nunca se recuperam, sempre apresentam ECC insatisfatório, aspecto pouco sadio e algum grau de anemia, mesmo com dosificações freqüentes. Esses animais devem ser descartados.

Na minha opinião a melhor forma de controlar a verminose, com visão de médio-longo prazo, é a seleção genética, selecionando animais resistentes e resilientes.

Abraços,
MSC. NAILSON LIMA SANTOS LEMOS

JABOTICABAL - SÃO PAULO - ESTUDANTE

EM 05/05/2008

Prezado Daniel,

Gostaria de saber a sua opinião em relação ao uso do Famacha como método de controle de verminose em ovinos criados a pasto. quais os medicamentos mais indicados para aplicação de um suporte para os animais com níveis altos de anemia?quando aplicar o anti-helmíntico?
GALENO PUENTE DE BARROS FILHO

JÚLIO DE CASTILHOS - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE OVINOS

EM 25/07/2007

Bom dia Dr. Daniel,

Eu estou no primeiro ano de minha produção de ovinos e as fêmeas devem começar a parir a partir do final deste mês. Foram dosadas há 35 dias. Devo dosar novamente antes da parição ou quando dosar? E os cordeiros, quando se faz a primeira dosificação?

<b>Resposta do autor:</b>
Caro Galeno,

Para ovelhas gestantes, a aplicação de anti-helmínticos deve ser realizada entre 30 e 15 dias antes do parto usando um produto efetivo. Essa estratégia de tratamento ajuda a reduzir a carga parasitária da ovelha, e conseqüentemente, a contaminação das pastagens por ovos e larvas de nematódeos gastrintestinais, em uma fase onde a imunidade da ovelha encontra-se enfraquecida.

Como você dosificou as ovelhas com cerca de 60-70 dias antes do parto, talvez não seje necessário dosificar novamente. No entanto, observe as ovelhas quanto a condição corporal, diarréia e anemia, e se for o caso, dosifique mais uma vez, podendo ser também entre 15 e 30 dias após o parto.

Em associação a essa prática você pode estar realizando, ao mesmo tempo, a vacinação contra clostridioses por volta de 3-4 semanas antes do parto. As ovelhas que nunca foram vacinadas, devem receber 2 doses de vacina polivalente contra clostridioses com intervalo de 30 dias, sendo a última vacinação realizada por volta de 3-4 semanas antes do parto.

Borregas que foram vacinadas após a desmama e ovelhas já inseridas no programa de vacinação devem receber apenas uma única dose nas últimas 3-4 semanas de cada gestação.

Quanto aos cordeiros, os animais que são mantidos em pastagens do nascimento ao desmame apresentam um nível baixo de infecção parasitária até oito a 10 semanas de vida, especialmente quando tem acesso a creep feeding e são desmamados precocemente. Porém, a partir da 10ª semana, essa infecção já é considerável, tornando-se intensa na 14ª semana, uma vez que o cordeiro torna-se mais dependente das pastagens.

Como, atualmente, as recomendações de aplicação de anti-helmínticos se baseia, sobretudo, na necessidade, considerando características de desempenho animal e ocorrência de sinais clínicos de parasitismo como diarréia e anemia, lhe aconselho a avaliar/observar rotineiramente os cordeiros a partir dos 30 dias pós-parto e dosificar aqueles que apresentem queda ou baixo escore corporal, sinais de diarréia, debilidade e sinais de anemia.

Obrigado por sua participação!

Abraços,

Daniel
ANA PAULA ALVES DA SILVA

DISTRITO FEDERAL - PRODUÇÃO DE OVINOS

EM 29/05/2007

Bom dia, estou acessando o conteúdo exclusivo pela primeira vez e estou achando muito bom.
Att, Ana
PATRICK MARTIJN NIENHUYS

CASTRO - PARANÁ - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE

EM 19/05/2007

Prezado Daniel,

Qual seria o tempo necessário para os ovos eclodirem e chegarem ao estágio L3 em regiões onde o clima fica ao redor dos 15-19oC ,já que a temperatura ótima para seu desenvolvimento é acima de 22oC ?

Desde já agradeço,

Patrick Nienhuys

<b>Resposta do autor</b>
Olá Patrick,

Como colocado no artigo, os dois fatores mais importantes do ambiente para o desenvolvimento larval são a temperatura e a umidade.

É extremamente difícil estimar com exatidão qual a duração do ciclo entre ovo e L3. O que se sabe é que, sob condições altamente favoráveis, esse ciclo dura em torno de 5 a 7 dias, em média.

Apesar de, em termos médios, a faixa de temperatura ótima para o desenvolvimento da quantidade máxima de larvas no menor tempo possível está geralmente entre 22 e 28oC, esse processo otimizado pode se iniciar aos 18oC, sobretudo na presença de umidade.

Em temperaturas acima de 28oC, o desenvolvimento é mais rápido e as larvas são hiperativas, no entanto, devido ao metabolismo acelerado e ao esgotamento mais rápido de suas reservas energéticas, apenas uma minoria alcança o estágio de L3.

Por outro lado, a medida que a temperatura cai, o processo de desenvolvimento de ovo a L3 torna-se mais lento e, abaixo de 10oC geralmente o processo é mínimo ou inviabilizado, o que pode favorecer a sobrevivência dessas larvas no ambiente, conservando-as nas pastagens por meses.

Um outro fator importante na duração do processo de ovo a L3 é a espécie de nematóide existente. Considerando condições ótimas de temperatura e umidade, por exemplo, a Ostertagia sp. chega a L3 em torno de 15 dias; o Haemonchus sp. em 5-7 dias; Trichostrongylus sp. em 7-15 dias; e Oesophagostomum sp. em 7-15 dias.

Como, no caso de ovinos, os maiores problemas com verminose estão concentrados nas espécies Haemonchus sp. e Trichostrongylus sp., a
recomendação é não trabalhar com períodos de ocupação de piquetes superiores a 7 dias sob sistema de pastejo rotacionado (de preferência menor que 5
dias).

Obrigado por sua participação ! !

Cordialmente,

Daniel
DANIEL DE ARAÚJO SOUZA

FORTALEZA - CEARÁ

EM 17/07/2006

Caro Pimenta,

Planta forrageira ruim é planta forrageira mal manejada e mal nutrida. As espécies do gênero <i>Brachiaria</i>, sobretudo as <i>B.decumbens</i> e a <i>B.humidicola</i>, ocupam uma grande área de pastagens cultivadas em todo o território nacional e devemos utilizar essas áreas para produção animal, seja de ovinos ou de bovinos.

O maior problema que essas forrageiras sofrem é a estigmatização como plantas inferiores, de baixa exigência em fertilidade do solo. O que não é verdade. Essas espécies são plantas que TOLERAM melhor condições menos favoráveis ao nível de fertilidade e acidez do solo, o que é bastante diferente de se dizer que possuem baixa exigência em nutrição ou que são adaptadas a solos fracos. Basta observar a grande resposta positiva das mesmas à correção do solo e a adubações de produção, o que se reflete também no melhor valor nutritivo.

Outro fator que argumenta, principalmente, contra a B.decumbens é a fotossensibilização que pode acometer os animais. No entanto, o correto e adequado manejo da pastagem soluciona com eficiência o problema.

Naturalmente que, em casos de implantação ou reforma de pastagens, existem opções de gramíneas mais interessantes, principalmente do gênero Panicum. Mas se já existem pastagens formadas com espécies de <i>Brachiaria</i>, é lógico que temos que usá-las. Quando bem manejadas e nutridas, as <i>B.decumbens</i> e <i>B.humidicola</i> são bastante produtivas e suportam sistemas intensivos de exploração.

Continue participando!

Cordialmente,

Daniel de Araújo Souza
PAULO DOS SANTOS PIMENTA

TANGARÁ DA SERRA - MATO GROSSO

EM 16/07/2006

Caro Daniel,

Existem alguns dogmas de que as Braquiarias não são boas para ovinos, gostaria de saber sua opnião sobre esse tipo de pastagem para os mesmos.

Grato
Pimenta
DANIEL DE ARAÚJO SOUZA

FORTALEZA - CEARÁ

EM 11/07/2006

Prezado Eduardo,

O método de pastejo denominado primeiro-último, ou líderes-seguidores, ou mais comumente, ponta e repasse, é uma modalidade de pastejo rotacionado que pode ser vantajosa em algumas situações, a depender do sistema de produção e, quando existem animais de diferentes categorias e com exigências nutricionais distintas. O caso exemplificado por você, consorciando ovinos e bovinos, pode ser uma estratégia interessante.

Do ponto de vista da produção animal, o lote de ponta, no caso formado por ovinos, seria beneficiado pelo pastejo seletivo e pelo maior valor nutritivo da forragem consumida, devendo-se adequar a categoria animal, para não haver algum prejuízo a nível de sistema de produção. Também, a ingestão de uma dieta com melhor nível de proteína favoreceria os ovinos, aumentando sua "resistência" ao parasitismo.

Do ponto de vista da taxa de translação, o lote de ponta, seria beneficiado por um menor período de ocupação do piquete, o que poderia favorecer a uma menor ingestão de L3, principalmente em períodos onde o clima prejudique a permanência das larvas no estrato superior do dossel. Porém, vale lembrar que a migração vertical das L3 é algo dinâmico, e há um redimensionamento diário das larvas no perfil da pastagem a depender das condições climáticas. Em dias nublados e levemente chuvosos, por exemplo, a porção superior da forragem conteria uma porcentagem significante de L3 e o lote de ponta iria ingerir uma maior quantidade de larvas. Por outro lado, em dias de sol, a porção superior apresentaria uma menor porcentagem de L3, já que as larvas estariam concentradas nos estratos mais inferiores, evitando a radiação solar. Nessas condições, o lote de ponta, iria ingerir uma quantidade bem menor de larvas e o horário do pastejo seria um fator de grande importância.

Obrigado por sua participação!!

Cordialmente,

Daniel de Araújo Souza
EDUARDO HARA

RIO VERDE - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 09/07/2006

Caro Daniel,

Achei muito interessante o tema, porém gostaria de aquecer a discussão. Seria possível a existência de um sistema de pastejo rotacionado c/ tifton por exemplo, no qual os ovinos entrariam na frente, comendo somente a ponta do capim e no dia seguinte efetuar o repasse com bovinos para atingir a altura ideal de pastejo?

Basicamente seria uma espécie de creep grazing, porém com os ovinos fazendo o papel dos bezerros.

Atenciosamente,
Eduardo Hara