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Exame de fezes é uma necessidade

VÁRIOS AUTORES

PRODUÇÃO

EM 12/03/2010

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Um dos principais problemas encontrados na criação de caprinos e ovinos, e que limita consideravelmente o aproveitamento econômico destes animais, são as endoparasitoses. Os prejuízos causados pela verminose são grandes e estão relacionados com a compra frequente de medicamentos (vermífugos e vitaminas), a perda de produtividade (atraso no desenvolvimento dos animais jovens; redução no ganho de peso, no desempenho reprodutivo, na produção de lã e leite, no peso e na qualidade da carcaça), a alta mortalidade de animais e gastos com mão-de-obra.

Na tentativa de controlar estes prejuízos causados pelos endoparasitas, muitos produtores passaram a utilizar esquemas de desverminação múltipla (de 30 em 30 dias) ou supressiva (de 15 em 15 dias). Esse esquema para controle da verminose baseado exclusivamente na ação do vermífugo, além de ter um custo bastante alto resultou no rápido aparecimento de parasitas resistentes aos vários princípios ativos (Thomaz-Soccol, 1996; Souza, 1997), até mesmo àqueles de última geração. Em algumas propriedades esta resistência é tão séria que já chegou ao ponto de não existir mais vermífugo capaz de combater os parasitos. Nem mesmo os produtos de última geração funcionam mais.

Esses são alguns pontos importantes que têm feito com que atualmente o controle parasitário seja abordado de forma mais realista e consciente, pois o uso abusivo e inadequado dos antiparasitários tem trazido consequências sérias, tais como o forte estabelecimento da resistência e a contaminação dos produtos de origem animal com resíduos essas drogas (Chagas, 2009).

No Brasil, são raras as propriedades que fazem o monitoramento do rebanho com auxílio de exames de fezes periódicos. Normalmente são utilizadas vermifugações aleatórias, o que tem levado ao aparecimento de parasitas resistentes aos princípios ativos utilizados para seu combate. Por isso, é importante que o produtor tenha consciência de que o vermífugo não deve ser sua única ferramenta no controle dos parasitas gastrintestinais. Lembre-se: "o uso indiscriminado de anti-helmínticos induz à resistência dos parasitas. Ou seja, o medicamento perde seu efeito".

Tão importante quanto conhecer os efeitos e prejuízos provocados pelas endoparasitas é saber o grau em que a mesma está ocorrendo. Os exames de fezes ou coproparasitários constituem uma forma indireta para detectar a presença de parasitas e determinar a carga parasitária gastrintestinal sem que seja necessário sacrificar o animal.

A contagem de ovos por grama de fezes (opg), segundo a metodologia de Gordon & Whitlock (1939), é uma técnica laboratorial simples de quantificar os ovos de nematódeos nas fezes dos animais. Assim, é possível avaliar a sanidade do rebanho, correlacionando os valores de opg. com a carga parasitária, bem como verificar a eficiência de produtos anti-helmínticos mediante a redução do opg (Ueno & Gonçalves, 1988).

Coleta de Fezes para Exame do Rebanho

Alguns pontos importantes devem ser considerados na hora de coletar as fezes dos animais para monitoramento do rebanho:
- recomenda-se coletar as fezes de 10% a 20% dos animais de cada categoria do rebanho (jovens e adultos) quando não for possível de todos os animais;

- a coleta deve ser realizada diretamente da ampola retal (ânus) do animal, com um saco plástico, vestindo-o com uma luva;

- os saquinhos devem ser identificados com o número (brinco) ou nome do animal e com o lote e/ou categoria pertencente;

- as fezes devem ser acondicionadas em isopor com gelo assim que coletadas e encaminhadas ao laboratório no mesmo dia;

- encaminhe juntamente com o material coletado a identificação do proprietário (nome, endereço e telefone para contato), além de incluir as informações importantes como a última data de vermifugação e o nome ou princípio ativo do produto utilizado.

Coleta de Fezes para Teste do Vermífugo

Para testar se o vermífugo utilizado tem boa eficácia, a coleta deve ser realizada da seguinte forma:

- escolha os animais que serão dosificados a partir do resultado do exame de fezes do rebanho (opg acima de 800). Caso não tenha feito o exame anteriormente, escolha os animais mais magros e de pior aparência, colete as fezes e desvermine;

- anote no saquinho de coleta a identificação do animal e o princípio ativo utilizado (nome do vermífugo);

- de 7-10 dias após a desverminação (veja a Tabela 1), coletar as fezes dos mesmos animais;

- o vermífugo deve apresentar eficácia superior a 90%;

- o princípio ativo deve ser descartado apenas quando apresentar baixa eficácia (menor que 90%), ou seja, quando já existe resistência dos parasitas ao produto. Nesse caso recomenda-se fazer um cultivo de larvas para identificar o gênero do helminto responsável pelo suposto fracasso dessa medicação na propriedade. É necessário fazer um novo teste de vermífugo com outro princípio ativo.

Tabela 1 - Intervalo entre o tratamento com o vermífugo e a coleta de fezes para teste do vermífugo.



Vamos ver um exemplo de como é calculada a eficácia de um determinado vermífugo. Na Tabela 2 são apresentados os opg antes (dia 0) e 10 dias após o tratamento com o anti-helmíntico dos animais que participaram do teste do vermífugo X em uma determinada propriedade.

Tabela 2 - Teste de redução na contagem de ovos por grama de fezes (opg) fezes para teste de eficácia do vermífugo X.



A partir dos resultados obtidos na Tabela 2, podemos calcular:



Como vermífugo X testado apresenta baixa eficácia (menor que 90%) não deve ser utilizado nessa propriedade onde foi feito o teste de redução da contagem de opg. Nesse caso, seria necessário testar outros princípios ativos. Também podem ser testados mais de um princípio ativo (vermífugo) ao mesmo tempo. Por exemplo: selecione trinta animais e forme três lotes com 10 animais cada, marque cada lote como uma cor diferente e teste um princípio ativo em cada lote. Dessa forma, é possível saber a eficácia de vários princípios ativos ao mesmo tempo e ainda, selecionar o anti-helmíntico que tenha melhor efeito no combate aos parasitas gastrintestinais na propriedade.

Resultado do Exame de Fezes

O valor obtido na contagem de o.p.g. não representa o número exato dos helmintos que parasitam o trato digestivo do animal, no entanto, tem alta correlação com o grau de infecção. O valor limite de opg varia entre 500 e 800 dependendo da genética do rebanho, da categoria e do estado nutricional e sanitário dos animais. Sempre que a contagem média de opg (ovos por grama de fezes) for superior a esse limite estabelecido na propriedade, recomenda-se a aplicação do vermífugo.
O efeito patogênico que o parasita irá exercer sobre o animal irá depender das espécies de parasitas presentes, o número de parasitas (grau de infecção) e de fatores ligado ao próprio animal (estado imunológico, nutricional, idade, etc.). Com o resultado do exame é possível saber o grau da infecção e quais são os vermes que estão parasitando os ovinos. Com isso, o produtor pode utilizar o produto químico específico para o controle dos parasitas que estão acometendo o rebanho naquele momento.

Consideração Final

A utilização do vermífugo eficiente (selecionado através do teste); o monitoramento frequente do rebanho com exame de fezes para determinar a carga parasitária dos animais; e a troca do vermífugo (princípio ativo) apenas quando a eficácia for inferior a 90%, são medidas que minimizam as perdas de produção e prolongam a vida útil dos anti-helmínticos. Ou seja, com o diagnóstico preciso é possível combater o problema com o medicamento correto e eficaz.

A resistência dos parasitas aos vermífugos é um problema muito sério e que deve ser evitada! Por isso lembre-se: verminose não se combate apenas com o uso de vermífugos. Por isso, antes de investir em tratamentos antihelmínticos, realize exames laboratoriais para verificar se a aplicação de tratamentos em seus animais é realmente necessária. Além disso, com exames periódicos você poderá determinar se o vermífugo que está sendo utilizado em sua propriedade está tendo a eficácia esperada.


Referências bibliográficas

CHAGAS, A. C. S. Uso de fitoterápicos e plantas bioativas na parasitose de ovinos e caprinos (Palestra). In: XIV Simpósio Paranaense de Ovinocultura, II Simpósio Paranaense de Caprinocultura e II Simpósio Sul Brasileiro de Ovinos e Caprinos, Curitiba, PR, 2009.

GORDON, H. McL.; WHITLOCK, H. V. A new technique for counting nematode eggs in sheep faeces. Journal of the Council for Scientific and Industrial Research, Melbourne, Australia, v. 12, p. 50, 1939.

SOUZA, F.P. Contribuição para o estudo da resistência de helmintos gastrointestinais de ovinos (Ovies aries) a anti-helmínticos, no estado do Paraná. Curitiba, 1997. Dissertação (Mestrado em Ciências Veterinárias) - Curso de Medicina Veterinária, Universidade Federal do Paraná.

THOMAZ-SOCCOL, V.; SOTOMAIOR, C.; SOUZA, F.P.; CASTRO, E.A.; PESSÔA SILVA, M.C.; MILCZEWSKI, V. Occurence of resistance to antihelmintics in sheep in Paraná State, Brazil. The Veterinary Record, London, v. 139, p. 421-422, 1996.

UENO, H.; GONÇALVES, P. C. Manual para diagnóstico das helmintoses de ruminantes. 3. ed. Tóquio: Japan International Cooperation, 1994. 166 p.

MARIA ANGELA FERNANDES

Médica Veterinária pela UFPR
Doutoranda do Programa de Ciências Veterinárias da UFPR
Integrante do LAPOC - Laboratório de Produção e Pesquisa em Ovinos e Caprinos da UFPR

CARINA BARROS

Médica veterinária
Mestre em Ciências Veterinárias UFPR
Doutora em Nutrição e Produção Animal FMVZ-USP
Pós-doutorado FMVZ-USP
Atuação na avaliação econômica e modelagem

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FELIPE FIORITTI

SERRA NEGRA - SÃO PAULO - ESTUDANTE

EM 18/04/2017

Boa tarde!



De quanto em quanto tempo é indicado realizar o exame de OPG? Obrigado.
HERMOGENES ALMEIDA DE SANTANA JÚNIOR

CORRENTE - PIAUÍ - PESQUISA/ENSINO

EM 12/10/2015

Ah... desculpe, parabéns pelo texto.
HERMOGENES ALMEIDA DE SANTANA JÚNIOR

CORRENTE - PIAUÍ - PESQUISA/ENSINO

EM 12/10/2015

Prezadas, bom dia. Favor me informar qual o laboratório em que realiza teste de resistência a vermífugos mais próximo de Jequié/BA? hsantanajunior@hotmail.com
SEVERINO PINTO

PAULA FREITAS - PARANÁ - ESTUDANTE

EM 02/07/2013

Olá Jacson. Para se ter uma confiabilidade do que está ocorrendo com as ovelhas, Primeiramente você precisa realizar um exame de OPG e verificar se é mesmo parasita que pode estar causando esse sinal clínico. Em alguns casos isso pode estar ocorrendo por outro motivo ao invés de parasitose. Segundo, é necessário avaliar o anti-parasitário que está sendo utilizado no rebanho, pois pode estar havendo resistência e é preciso trocar de princípio ativo.
JACSON

SIDERÓPOLIS - SANTA CATARINA - ESTUDANTE

EM 30/06/2013

ola  tenho uma criaçao de ovelhas pequena.E uma delas apresentou papeira ja utilizei medicamento injetavel mas nao surti efeito.qual medicamento devo usar?
GUSTAVO MAXIMO MARTINS

JACAREÍ - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 22/03/2010

Professor Molento,
Grato pelos seus comentários. Vemos o uso feito de maneira indiscriminada e de forma errada. Se investimos tanto em genética e nutrição, mas esquecermos de sanidade, com certeza é dinheiro jogado fora.
Gustavo
MARCELO BELTRÃO MOLENTO

CURITIBA - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 21/03/2010

Olá Dras. Maria Angela, Carina e Severino,
Faz parte de um do meus sonhos verificar os produtores demandando mais exames de OPG de seus técnicos. Então, fico feliz com a iniciativa de vocês. A Dra. Cecília sempre atenta já contribuiu.
Entretanto, muito se deve comentar sobre o uso rotineiro da OPG e seu uso como técnica para determinar a eficácia dos produtos. A OPG serve muito bem para o teste de eficácia, usando as fórmulas acima e as decisões de limiar para uso ou não-uso de um produto. Sugiro não usar um produto quando este apresente eficácia abaixo de 70%. Porquê? Pq, pode existir perda de peso, sinais clínicos e grande mortalida, nesta ordem.
Hoje temos rebanhos inteiros sendo transportados por este Brasil e SP tem recebido ovinos de todos os lados. Isto talvez seja o motivo de termos encontrado tanta resistência em todas as propriedades, assim como o que foi determinado no PR já em 2004!
Para reforçar o seu artigo, sugiro que nós técnicos sejamos prudentes na hora de indicar um produto e que isto seja feito após um teste de eficácia. Minha opinião pode ser meio dura, só que meu objetivo é que os animais recebam nossa atenção, mesmo que seja necessário gastar R$50,00 do produtor e que o veterinário compre um microscópio.
O levamisole pode ser usado em dose dupla e a possibilidade de usar produtos de bovinos de forma oral, não deve ser incentivada. Embora isto seja uma prática comum. Vários produtos podem não fazer efeito e ainda mais se forem usados em caprinos. O produtor na verdade está jogando seu dinheiro fora, os animais estão sendo tratados com algo tóxico e os parasitas estão recebendo uma dose que não faz de estrago.
Uma opção é usar o contato com os representantes das indústrias, fazendo com que estes saibam que a indústria deve desenvolver um similar para pequenos ruminantes. Vocês adaptam quando o assunto é boa nutrição ou boa genética?
Grande abraço.
Marcelo
GUSTAVO MAXIMO MARTINS

JACAREÍ - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 19/03/2010

Prezadas dras Maria Angela e Carina,
De acordo com o artigo, os intervalos para coletarmos as fezes após vermifugação varia de acordo com os ativos. O que determina a diferença entre um ativo e outro?
Normalmente vejo criadores vermifugarem seus animais desde muito cedo, seria o correto? Ou a patir de quando podemos vermifugar estes animais novos?

Grato,

Gustavo
GUSTAVO MAXIMO MARTINS

JACAREÍ - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 18/03/2010

Prezada Dra. Cecília.

Em seus comentários do artigo, cita o uso do levamisol em concentração 7,5%. Vemos que são poucos produtos que tem indicação para ovinos com este ativo. Pergunto então: pode-se usar os injetáveis com indicação de bula para bovinos e suínos, via oral para carneiros? Em um produto injetável com 22,3%, qual dosagem pode ser usada?
Gostaria de parabenizar também as autoras Dra.Maria Angela, Carina Simionato e Severino Pinto pelo excelente artigo escrito

Gustavo
CECÍLIA JOSÉ VERÍSSIMO

NOVA ODESSA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 15/03/2010

Boa noite aos leitores, e parabéns aos autores pelo texto oportuno no atual contexto da ovinocultura.
A Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo através da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, Apta, com o apoio da Embrapa Pecuária Sudeste e Laboratório de Doenças Parasitárias da Universidade Federal do Paraná realizaram um levantamento em várias regiões do Estado sobre a situação atual da resistência de vermes gastrintestinais de ovinos aos principais anti-helmínticos que estão no mercado: ivermectina, moxidectina, levamisole, albendazole, closantel. Os dados ainda estão sendo analisados, mas posso adiantar que as drogas ivermectina e albendazole não tiveram eficácia superior a 90% em nenhuma propriedade observada. Em muitas proriedades, a moxidectina e o closantel já não são mais eficazes, mas propriedades com mais de 90% de eficácia para esses produtos foram encontradas. O grupo químico que apresentou eficácia em maior número de propriedades foi o levamisole na dosagem de 7,5mg/kg Peso vivo (geralmente o dobro da dose de bula).
Quanto às misturas, a minha experiência é que quando há resistência para os produtos constantes das misturas, esta também se mostra ineficaz.
Lembro aos leitores que a nutrição dos animais é muito importante na resistência dos ovinos aos endoparasitas, e que eles devem receber uma dieta de acordo com a categoria em que se encontram (fêmeas no final da gestação e durante a lactação devem ser alimentadas com uma dieta com pelo menos 16% de proteína bruta; dieta semelhante ou ainda mais rica em proteína bruta devem receber os cordeiros e borregas, que também são categorias suscetíveis à verminose. Não se deve esquecer também como fator nutricional, a constância no fornecimento de um sal mineral próprio para ovinos (os proprietários devem ficar de olho no cocho de sal dos animais para verificar se estão SEMPRE com sal)!
Quanto ao limite do OPG para tratamento, eu não fixaria nenhum limiar. Em trabalho feito na Embrapa Pecuária Sudeste, sobre a utilização do método Famacha em Santa Inês, somente animais com OPG acima de 4000 (o número de ovos na câmara McMaster era multiplicado por 100) eram vermifugados, e isso não afetou a saúde do rebanho.
Mais uma vez, parabéns pelo artigo,

Cecília José Veríssimo
Pesquisadora Instituto de Zootecnia, Nova Odessa, SP
THIAGO ALVES DE OLIVEIRA

REGISTRO - SÃO PAULO - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 15/03/2010

Mesmo variando de propriedade a propriedade e de região a região, qual principio ativo vem apresentando maior resistência e qual a opinião dos srs. sobre o uso de vermifugos associados?