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EUA: Professor da Faculdade de Veterinária de Cornell fala sobre nutrição esportiva canina no The New York Times

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EM 22/08/2014

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Muitas pessoas correm ou caminham com seus cães e os tratam como parceiros humanos de corrida, oferecendo a eles goles de Gatorade ou metade de barras esportivas durante o exercício. Porém, as últimas informações científicas sobre o desempenho nutricional de cães mostram que eles têm mais pêlos e mitocôndrias celulares; menores pesos corpóreos; e menos inibições relacionados às fezes do que seus companheiros humanos, o que faz com que cada uma dessas características afete as suas necessidades nutricionais.

Para saber mais sobre nutrição esportiva para cães, Gretchen Reynolds que escreve no blog de saúde e bem estar do The New York Times conversou recentemente com Joseph Wakshlag, professor de nutrição clínica e medicina esportiva da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Cornell, em Ithaca, Nova York, e autor de uma ampla revisão sobre nutrição para cães ativos, publicada nesse mês na Veterinary Clinics of North America: Small Animal Practice.

Entre várias informações, o artigo informa que os cães são dotados de mais fibras musculares relacionadas à resistência do que os gatos, o que os torna melhores companheiros de corrida; competir em uma competição de agilidade ou com Frisbee é, para o cão, uma diversão gloriosa, mas relativamente pouco exercício, requerendo somente cerca de 25% mais calorias do que, por exemplo, deitar sobre um tapete.



Veja a seguir algumas das perguntas feitas por Reynolds:

Gretchen Reynolds - O quanto de exercício qualifica um cão como um atleta? Os cães atletas têm necessidades dietéticas especiais?

Joseph Wakshlag - “É similar aos humanos atletas. Existem velocistas, acrobatas e corredores de maratona, todos com diferentes considerações nutricionais. Por um lado, você tem cães de terra, como os Daschshunds, que são designados para corridas curtas e rápidas, e há também os cães de trenó, que correm 80 quilômetros ou mais. Sua companhia típica de corrida seria algo entre esses dois pontos. Em geral, eu diria que se um cão corre continuamente por mais de 30 minutos, você provavelmente deve dar uma avaliada em sua dieta, em termos de desempenho”.


Gretchen Reynolds - Isso significa alimentá-lo como um humano corredor?

Joseph Wakshlag – “Não. Humanos e cães obtêm energia para os exercícios de forma muito diferente. Quando corremos, começamos queimando principalmente glicogênio, que é estocado em carboidratos. Os cães não, parcialmente porque eles têm mais mitocôndrias em seus músculos do que nós. Os cães queimam gordura como sua fonte primária de energia para exercícios e os carboidratos não são muito importantes para eles”.

Gretchen Reynolds - Então, não há motivo para dar ao cão uma barra esportiva, que é cheia de carboidratos, durante a corrida?

Joseph Wakshlag – “Não. O mesmo vale para esses produtos em gel. Eu vejo as pessoas compartilhando isso com seus cães. O cão pode gostar disso, mas isso não ajuda em sua corrida. A gordura é o combustível para o desempenho dos cães”.

Gretchen Reynolds - Então, a dieta de um cão atleta deve ser rica em gordura?

Joseph Wakshlag – “Essa é uma boa pergunta. Para cães que correm com você por 20 minutos algumas vezes por semana, uma ração comercial normal para cães contendo cerca de 15 ou 16% de gordura deve ser suficiente, mas se você e seu cão correm 8 a 16 quilômetros por dia, esse cão provavelmente precisa de uma dieta um pouco mais rica em gordura. Hoje existem alimentos especiais para cães de alto desempenho que contêm até 20% de gordura. A outra opção é você adicionar uma colher de chá de óleo de oliva à ração do cachorro. Isso aumenta a ingestão de gordura em 1 ou 2%, o que pode ser suficiente. Por outro lado, a gordura é algo indigesto e pode levar a uma massa fecal maior. Sendo assim, se você aumentar a ingestão de gordura de seu cão, esteja preparado para levar um saco plástico extra ou dois quando saírem para correr”.

Gretchen Reynolds - E sobre as proteínas? O quanto são importantes?

Joseph Wakshlag – “São vitais. Os cães atletas precisam de proteínas para construir e manter os músculos. Em geral, sua dieta deve consistir de pelo menos 25% de proteína, preferencialmente da carne. Em um estudo, os cães que receberam proteína de soja tiveram mais lesões músculo-esqueléticas do que os cães que consumiram proteína oriunda da carne”.

Gretchen Reynolds - E guloseimas? São uma boa ideia?

Joseph Wakshlag – “Isso depende das outras coisas que o cão consome. O maior problema de saúde para a maioria dos cães é o sobrepeso. Se você leva seu cão para uma caminhada de 3 quilômetros e o recompensa com um Milk-Bone, você está dando a ele mais calorias do que ele queimou. Um agrado na cabeça seria mais saudável”.

Gretchen Reynolds - Você recomenda alimentos crus, que têm se tornado populares para cães?

Joseph Wakshlag – “As dietas com alimentos crus disponíveis em lojas para animais são boas, mas caras. Eu não recomendo que as pessoas criem suas próprias dietas com alimentos crus em casa. É difícil incluir todos os nutrientes necessários e podem ocorrer doenças transmitidas por alimentos”.

Gretchen Reynolds - Algum conselho sobre hidratação para cães que se exercitam?

Joseph Wakshlag – “Os cães não suam como nós. Eles arquejam para se refrescar. Porém, eles perdem fluidos durante a atividade. Por outro lado, eles são muito melhores do que a maioria das pessoas na reidratação. Fizemos um estudo com cães que trabalham em busca e resgate em um calor de 32 graus. Eles repuseram suas perdas de fluidos quase gota por gota. Meu conselho seria se certificar de que a água está disponível se você for correr com seu cão por mais de 30 minutos. Porém, não compartilhe seu Gatorade. Os cães não precisam de carboidratos ou eletrólitos e o único estudo que conheço dessas bebidas esportivas testadas em cães descobriu que o principal resultado disso gerou distúrbios gastrointestinais”.

A matéria é do http://well.blogs.nytimes.com/ e foi traduzida pela Equipe Nossa Matilha.
 

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