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Estresse calórico e seu efeito no desempenho de vacas leiteiras

POR JUNIO CESAR MARTINEZ

PRODUÇÃO

EM 21/12/2011

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Durante os meses de verão, a alta umidade e a temperatura podem reduzir a produção de leite entre 10 a 35%, o que implica diretamente na receita da fazenda. A redução na produção de leite é resultado de um aumento na temperatura corporal da vaca, que induz a um menor consumo de alimento, assim como alterações endócrinas, metabolismo energético e outros fatores ainda não identificados pela ciência. A título de informação, nos Estados Unidos, o impacto econômico do estresse calórico causa uma perda anual de cerca de 800 milhões de dólares, devido ao menor desempenho dos animais e incidência de doenças. No Brasil não existem estatísticas, mas fatalmente o comportamento é semelhante, o que justifica um olhar crítico sobre esse assunto.

Mas o que é estresse térmico?

Quando a temperatura ambiente excede a zona de conforto térmico, também chamada de zona termo-neutra, a vaca estará sofrendo de estresse causado pelo exceço de calor, uma vez que na faixa de temperatura chamada de zona de termoneutralidade a vaca não precisa lançar mão de nenhum mecanismo para dissipar calor, podendo voltar toda a sua "atenção" para a produção de leite. Assim, o estresse calórico muda o status fisiológico da vaca, o que afeta a produção de leite e também a reprodução. Os fatores ambientais que afetam diretamente o animal incluem a umidade relativa do ar, a velocidade do ar, o grau de radiação solar, a radiação térmica e a perda de umidade.

Índice de temperatura e umidade (THI)

É um índice utilizado para estimar a necessidade de refrigeração das vacas sob forma de aumentar a eficiência das estratégias de manejo visando aliviar o estresse calórico. No quadro 1 está representado as relações entre umidade e temperatura e na Tabela 1 está representado dados reais coletados durante a minha tese de doutorado, conduzida no campus da ESALQ em Piracicaba, São Paulo.





Analisando o quadro 1 podemos encontrar as combinações para as quais as vacas estão em conforto térmico ou em estresse. Toda vez que o THI passar de 72, as vacas estarão sofrendo com o calor. E, analisando a Tabela 1 podemos notar que é muito fácil os animais sofrerem com o calor nas condições brasileiras.

Para calcular o índice usa-se a seguinte fórmula:
THI = tdb + 0.36tdp + 41.5
Onde:
tdb = temperatura do bulbo seco
tdp = temperatura no ponto de orvalho

Considerações finais

O THI é uma ferramenta de baixo custo que poderá ajudar a avaliar o nível de estresse térmico das vacas, e de posse do número, decidir sobre qual estratégia utilizar para reduzir o estresse dos animais.

Fonte: ZIMBERLMAN, R. B., COLLIER, R.J. Feeding strategies for high-producing dairy cows during periods of elevated heat and humidity. Tri-State Dairy Nutrition conference. April, 2011.

JUNIO CESAR MARTINEZ

Doutor em Ciência Animal e Pastagens (ESALQ), Pós-Doutor pela UNESP e Universidade da California-EUA. Professor da UNEMAT.

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OVERLAND AMARAL COSTA

ARACAJU - SERGIPE - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 22/12/2011

Excelente materia, isto é bioclimatologia que reflete o bem estar animal que  deveria ser aplicada na criação de todo rebanho no Brasil sucetivel às variações climáticas sazonais e atualmente pelos efeitosextremos  do aquecimento global. Hora temperaturas elevadas de 40ºC hora excesso de umidade e chuvas abundantes.