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Dica de cruzamento para quem inicia plantel de ovinos

PRODUÇÃO

EM 11/02/2008

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Para quem vai começar um plantel, o ideal seria o modelo cruzamento terminal 2 raças, no qual tanto macho quanto fêmea seriam puros?

A princípio, não recomendaria a você fazer cruzamentos no início do projeto. Pelo menos nos primeiros 2 ciclos produtivos.

Primeiro, identifique suas matrizes, implante um bom sistema de controle zootécnico e analise os resultados (taxa de concepção, prolificidade, peso a desmama, taxa de natalidade, intervalo entre partos, idade ao primeiro parto, doenças, etc.) dessas matrizes acasalados com um bom reprodutor da mesma raça ou grupo genético.

Já conhecendo bem os animais do rebanho, seu potencial genético e seu desempenho, pode-se iniciar um programa de cruzamentos. As 60% melhores matrizes seriam cobertas por um bom reprodutor da mesma raça e destinadas a reposição do plantel, fornecendo matrizes de boa qualidade e alguns reprodutores também. Todas as fêmeas desse acasalamento seriam retidas e os machos poderiam ir para o abate, ou alguns dos melhores, poderiam ser selecionados como reprodutores.

Os outros 40% do rebanho de matrizes, que não é tão bom, pode ser destinado para cruzamentos com reprodutores de outra raça, onde todos os produtos iriam para abate.

A situação acima é para um rebanho não-estabilizado, ou seja, que ainda está crescendo. Quando o rebanho já estiver estabilizado, seria possível utilizar apenas as 40% melhores para reposição e o restante das matrizes seriam utilizadas em cruzamentos terminais.

Caso você fosse utilizar todo o rebanho de fêmeas para cruzamento, seria preciso adquirir as fêmeas de reposição no mercado, o que poderia ser bastante oneroso (inviabilizando economicamente está prática) e as matrizes adquiridas poderiam não ter a qualidade desejada.

Abraços,

Daniel

Essa dúvida foi esclarecida por Daniel de Araújo Souza, médico veterinário pela Universidade Federal da Bahia e consultor em sistemas produtores de carne ovina., professor do treinamento online Produção Intensiva de Cordeiros. Você ainda pode se inscrever, participar do curso e se aprofundar mais no tema. Acesse www.agripoint.com.br/producao-cordeiro e inscreva-se agora mesmo.

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FRANCISCO DE ASSIS ARAUJO DE SOUZA

EM 09/01/2019

Olá Daniel
Tenho uma pequena criação de ovelhas em São Luis-Ma, digo tinha, pois estou desistindo e o motivo foi o grande índice de mortalidade principalmente entre as crias. O mais intrigante é que ninguém conseguiu me ajudar, meu estado tem poucos criadores de ovino. Em fim, minha pastagem é formada de 80% de panicum massay e 20% de panicum mombaça. Te pergunto, será que foi intoxicação alimentar, existe regustro de algum caso?

assissouza75@yahoo.com.br
Abraço meu amigo.
MÁRIO PINTO FURTADO

EM 18/07/2018

Temos uma propriedade rural que pertence a família, fica na região Sul de Santa Catarina, trabalhamos com pecuária de corte com a vendas de terneiros. Acredito que ovinocultura pode ser explora como atividade paralela com grande potencial econômico junto com a bovinocultura. O pequeno rebanho de ovinos pode ser ampliado buscando especialização com a realidade da região em conquistar novos mercados, considerando um produto que não atende a demanda do país. Já trabalhamos com a raça sulffok para consumo da propriedade, acho muito interessante a raça texel como acabamento de carcaça e produção de leite para o cordeiro. Gostaria de saber sobre o cruzamento da raça texel cruzada com sulffolk ou pura com fins comerciais. Um grande problema da pecuária a produção em escala comercial. Obrigado.
EDSON DE ARAUJO

SORRISO - MATO GROSSO - OVINOS/CAPRINOS

EM 16/05/2017

Ola Daniel, parabens pela iniciativa.



Gostaria de conhecer uma planilha de controle e evolução de rebanho para ovinos santa ines



Sorriso Mato Grosso

edson.pmaxx@gmail.com
BRUNO NETO

ANGICAL DO PIAUÍ - PIAUÍ - OVINOS/CAPRINOS

EM 04/12/2015

meu email é:



f1692880@bb.com.br
BRUNO NETO

ANGICAL DO PIAUÍ - PIAUÍ - OVINOS/CAPRINOS

EM 04/12/2015

Daniel,



   Você poderia me enviar seu email, para podermos conversar melhor.



   Estou começando agora uma criação de ovinos com o objetivo de animais para abate, estou indo amanha comprar um reprodutor Dorper e já tenho 60 matrizes mestiças (acho que essa SDR que estão explicando). Só queria tirar duvidas sobre esse melhoramento genetico, principalmente sobre alimentação, separação e cruzamento.



    Você enviando seu email,  tirarei mais duvidas..



Abraço.



BRUNO NETO
DANIEL DE ARAÚJO SOUZA

FORTALEZA - CEARÁ

EM 03/10/2008

Ok Hallan, sucesso no seu empreendimento!!

Abraços,
HALLAN TAVARES DOS SANTOS

OUTRO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE

EM 03/10/2008

Meu projeto é um embrião ainda mas vou seguir seus conselhos, mesmo porque só reforçam minha ideia de que um animal Dorper sobre SRD seria uma boa base para se começar. Devo começar no inicio desse ano logo depois de uns preparativos necessários pois tenho a maior parte de minhas pastagens é constituída de B. Decumbens. (não serão usadas com ovinos)

Obrigado, e parabéns pelo seu trabalho.

Abraço
DANIEL DE ARAÚJO SOUZA

FORTALEZA - CEARÁ

EM 03/10/2008

Olá Hallan,

O Dorper não apresenta estacionalizadade reprodutiva como as raças lanadas mais tradicionais como Suffolk, Texel e até mesmo Ile de France. Muitas vezes a taxa de ciclidade desses animais cai devido a nutrição, especialmente, em determinadas épocas do ano. Isso ocorre mesmo em Santa Inês ou Morada Nova, por exemplo. Solução? Bom planejamento nutricional.

Para lhe ser muito sincero, se hoje EU iniciasse uma criação de ovinos para corte, eu partiria de um rebanho materno SRD (em boas condições) e faria um cruzamento absorvente bem planejado com Dorper sem esquentar a cabeça, associado a um bom programa de melhoramento genético. Com isso, dá para trabalhar tanto no mercado de cordeiro como no de reposição, fornecendo cordeiros com uma carcaça excelente assim como matrizes e reprodutores em um mercado de alta demanda.

E também seria possível fazer cruzamento industrial. Imagine o desempenho de um cordeiro F1 DorperXTexel, ou DorperXIle de France, em condições adequadas para ele mostrar o seu potencial? A eficiência produtiva do sistema seria excelente.

Abraços,

Daniel
HALLAN TAVARES DOS SANTOS

OUTRO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE

EM 02/10/2008

Olá, Daniel,

Quando me foi indicado essa estratégia para iniciar foram sugeridas varias raças como paterna só não foi mencionada a raça Dorper, gostaria de iniciar com esta raça ou Santa Inês, mas minha preferencia é pela Dorper mas tenho duvida sobre o ciclo reprodutivo da raça Dorper, muito se diz sobre a fêmea Dorper ciclar o ano inteiro como a Santa Inês isso também é desmentido em matérias que pesquisei. Penso em fazer cruzamento absorvente e ponto crucial esta ai se parto para animal puro Dorper, ou faço Santa Inês e depos novamente cruza industrial.

Obrigado,

Abraço
DANIEL DE ARAÚJO SOUZA

FORTALEZA - CEARÁ

EM 02/10/2008

Olá Hallan,

De fato, quando você inicia uma criação do zero, especialmente para a produção de cordeiros para abate, é recomendável enxugar ao máximo o volume inicial de capital investido.

Dessa forma, a aquisição de ovelhas comuns (SRD), com custo de aquisição baixo, é o indicado para a formação inicial do rebanho materno. No entanto, nesse caso, é preciso avaliar muito bem a raça paterna a ser utilizada para que a mesma esteja em sintonia com o ecossistema e com o sistema de produção em si, principalmente, se você utilizar o cruzamento absorvente.

Se você fosse estabelecer um rebanho comercial com matrizes de "raça pura" tornaria o projeto completamente inviável economicamente.

Abraços,

Daniel
HALLAN TAVARES DOS SANTOS

OUTRO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE

EM 02/10/2008

Quando fiz um curso sobre criação de ovinos foi indicado aos presentes que fosse iniciada a criação com matrizes SRD, de bom estado corporal e que fossem animais novos ( matrizes com menos preço ) e reprodutores de boa qualidade e valor genético visando um bom aproveitamento do ciclo rápido dos ovinos!! O sr Daniel o que pensa sobre esta estratégia de investimento? Obrigado.
JOSE ALEXANDRE EVANGELISTA PEDROSA

NOVA RUSSAS - CEARÁ - OVINOS/CAPRINOS

EM 12/03/2008

O melhor tratamento da coccidiose é a prevenção, tente fazer estação de monta para organizar os nascimentos, 15 dias antes do nascimentos dos animais aplicar em todo o local lança chama (toda propriedade que se preze deve ter para efitar não só essa infermidade mais todas) a coccidiose e muito suspetível a fogo.

Att. Alexandre Pedrosa (joalpedrosa70@yahoo.com.br)
DANIEL DE ARAÚJO SOUZA

FORTALEZA - CEARÁ

EM 04/03/2008

Olá Sérgio,

Bons resultados têm sido obtidos com o uso de sulfaquinoxalina sódica (nome comercial Coccifin). O início do tratamento vai depender do diagnóstico da eimeriose. Uma vez diagnosticada, inicia-se o tratamento.

Abraços,

Daniel
SÉRGIO COÊLHO DE MELO LIMA

NATAL - RIO GRANDE DO NORTE - PRODUÇÃO DE OVINOS

EM 04/03/2008

Onde encontrar a melhor sulfa para o tratamento da eimeriose nos borregos e qual a idade para começar?
DANIEL DE ARAÚJO SOUZA

FORTALEZA - CEARÁ

EM 22/02/2008

Olá Ricardo,

A depender da raça com a qual você irá trabalhar, o mercado de difusão genética se encontra altamente aquecido, sobretudo para raças como Santa Inês e Dorper, e principalmente, na região Centro-Sudeste do país, onde a ovinocultura está crescendo de forma bastante firme.

Portanto, creio que não haverá problemas para você colocar seus produtos no mercado.

Sucesso e abraços,

Daniel
RICARDO FALEIROS DE SOUZA

OUTRO - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 21/02/2008

Gostaria de iniciar programas de melhoramento genético no meu rebanho de ovinos com a compra de matrizes e um programa de transferencia de embrião. Tem mercado para venda deste material genético que vou produzir?