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Diagnóstico de gestação em ovinos e caprinos através de ultra-som

POR LIVIA R. SACCAB

E CAMILA G. MONTEIRO

PRODUÇÃO

EM 21/01/2009

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A criação de pequenos ruminantes vem ocupando espaço cada vez maior na economia brasileira, e a rápida multiplicação de animais com características zootécnica e geneticamente desejáveis constituem-se num caminho obrigatório para o aumento da produtividade. Com o objetivo de melhorar os índices de exploração e torna-los mais racionais, há necessidade de modernização e utilização de novas técnicas que otimizem o manejo do rebanho.

Dessa forma métodos eficientes de controle reprodutivo são, cada vez mais necessários para aumentar a produtividade do rebanho, uma vez que esta encontra-se diretamente, relacionada a eficiência reprodutiva. A ultra-sonografia é um dos métodos que estabelece uma nova dimensão para a reprodução animal, permitindo o diagnóstico precoce da gestação, o acompanhamento do desenvolvimento embrionário e fetal, a enumeração e sexagem fetal, acompanhamento da organogênese, a viabilidade fetal e a avaliação de processos patológicos do aparelho reprodutor e da atividade ovariana, a identificação de situações adversas, como o aborto.

Atualmente, várias técnicas de diagnostico de gestação em pequenos ruminantes já foram descritas. Estas incluem o uso de diferentes instrumentos de ultra-sonografia com transdutores aplicados externamente ou via intra retal.

A ultra-sonografia permite a realização do diagnóstico precoce de gestação que é indispensável para o controle da fertilidade das matrizes, permitindo a redução do intervalo entre partos e manejo adequado , resultando em maior eficiência reprodutiva do rebanho. Este método permite, por exemplo, eliminar do rebanho fêmeas não gestantes ou com problemas reprodutivos, reduzindo gastos com alimentação destes animais.

O diagnóstico precoce e a habilidade de quantificar os fetos são úteis para um manejo nutricional adequado no final da gestação. Uma alimentação adequada minimiza perdas reprodutivas e maximiza a eficiência de conversão alimentar e retorno econômico, otimizando peso ao nascimento, ganho de peso e sobrevivência dos produtos.

A acurácia do diagnóstico precoce de gestação varia muito e depende de alguns fatores, tais como: tipo e freqüência do transdutor, repetição do exame, idade, raça e número de parições dos animais, dias pós-cobertura ou inseminação, exame dos ovários e a experiência e as condições de trabalho do técnico.

Deste modo, no primeiro mês de gestação (25º ao 30º dia) e com o animal mantido em estação, o transdutor de 5,0 MHz permite a visualização, da presença de fluido uterino, vesícula embrionária, placentomas, embrião e batimentos cardíacos quando é corretamente posicionado na região inguinal, próximo da glândula mamária, devendo-se atentar para possíveis perdas embrionárias precoces. O período ideal para a confirmação da gestação esta situada entre o 40º e o 50º dia em decorrência, além das características acima descritas, dos movimentos fetais passarem a ser observados e as gestações múltiplas poderem ser diferenciadas das simples.

A partir dos três meses de gestação, a visualização do feto por via transcutânea abdominal somente é possível com transdutores de baixa freqüência (3,0 MHz ou 3,5 MHz), sendo a varredura realizada e devidamente umectado para que se tenha uma boa transmissão das ondas ultra-sônicas. Serão observadas apenas partes do feto (sombra refletida das costelas, batimentos cardíacos. estomago, cordão umbilical, etc) que completarão a tela e deverão ser devidamente interpretadas pelo operador.

Também há vários parâmetros ultra-sonográficos para se predizer uma morte embrionária, tais como: qualquer achado que indique uma anormalidade no desenvolvimento fetal, aumento da ecogenicidade do fluido da vesícula embrionária, irregularidade da parede da vesícula embrionária e o endométrio e a parada do batimento cardíaco, precedido por uma bradicardia, que é o mais seguro sinal para a determinação da morte embrionária e fetal.

Considerações finais

Entre os métodos até hoje utilizados e descritos para comprovação de gestação de ovinos e caprinos, a ultra-sonografia é o mais precoce, seguro e pratico, se bem executado.

Essa ferramenta permite o diagnostico precoce de gestação e a sexagem fetal. Assim promove um significativo ganho de tempo na identificação das matrizes vazias e, se bem orientado, promove um real aumento da produtividade do rebanho, aumentando o retorno financeiro da atividade pecuária

Referencias bibliográficas

2 - Avaliação ultra-sonográfica do crescimento fetal em caprinos
D.M.B Souza; A. Wischral; E. Faria ; M.M.P. Guerra; J.C. Reis; Z.F.Coleto
Rev. Bras. Reprodução Animal., v.26, n.1,p.31-36,jan./mar. 2002

4 - Diagnóstico de gestação em pequenos ruminantes por ultra-sonografia de tempo real
Chalhoub, M.: Ribeiro Filho, A. de L.
Rev. Bras. Reprodução Animal., supl. 5, out. 2002

9 - Diagnóstico de gestação em ovinos através da ultra-sonografia.
E. Domingues e E.Trein
A Hora Veterinária - Ano 15, nº 87,set./out./1995

10- Acompanhamento ultra-sonográfico da Gestação em Grandes Animais - Parte 1
Cien. Agr. Saúde. FEA, Andradina, v.2,n.2, jul-dez,2002,p77-83

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PITANGUEIRAS - SÃO PAULO - ESTUDANTE

EM 27/02/2009

Há cerca de duas semanas participei de uma aula prática de diagnóstico de gestação em ovinos e pude constatar a eficácia e a importância do exame; estão de parabéns as doutoras por explicarem tão claramente esse assunto e demonstrarem o quanto é viável esse diagnóstico. Espero que mais proprietários façam uso dessa técnica, que entre os pequenos produtores ainda é quase nula.
DANIEL DANTAS MARQUES

PATOS - PARAIBA - ESTUDANTE

EM 26/01/2009

Gostei do artigo, muito tecnico e de fácil compreensão, uma maior enfase a falta de experiencia dos tecnico no diagnostico errado de gestação. PArabens autoras.
JAMILSON MACHADO DOS SANTOS

CAMPOS DOS GOYTACAZES - RIO DE JANEIRO - OVINOS/CAPRINOS

EM 22/01/2009

Parabéns as autoras.

Achei fundamental a relação, nutrição X reprodução
ANDRÉ LUIS ROCHA

GOIÂNIA - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 22/01/2009

Bom artigo!

Tenho usado dois tipos de sonda, 5.0 retal e 3.5 convexa, sendo que a retal só é utilizada via parade abdominal e nunca transretal.

Faço aproximadamente 1.200 animais por mês, se precisar tenho volume de animal para pesquisa.
SILDIVANE VALCÁCIA SILVA

RECIFE - PERNAMBUCO - PESQUISA/ENSINO

EM 22/01/2009

Muito bom o artigo, com boa linguagem e fácil entendimento. Parabens às autoras.