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Cabanha Unimar - inovações na ovinocultura

POR CLEDSON AUGUSTO GARCIA

PRODUÇÃO

EM 25/05/2009

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O interesse do projeto da Cabanha Unimar em investir na ovinocultura foi devido à elevada demanda regional e nacional pela carne ovina, além de colaborar para aulas práticas dos acadêmicos, bem como incentivar as pesquisas tanto para a Graduação quanto para a Pós Graduação, inclusive com o objetivo de formar novos empreendedores (alunos da Universidade) no segmento ovinícola, pois sendo interessante em pequenas e médias propriedades, que é o perfil da maioria dos alunos da Ciência Agrárias.

A raça criada desde o início foi a Suffolk (a 15 anos), por que é a mais usada nos principais países produtores de carne ovina, que representa aproximadamente 70% daquelas tipo carne usadas para terminação a nível internacional, além de estar adaptada em nossas condições climáticas.

Na Cabanha Unimar foram desenvolvidos vários trabalhos científicos e publicados na Revista Brasileira de Zootecnia, Unimar Ciências e entre outras revistas de renome, com resultados interessantes no ponto de vista produtivo e econômico, conseguindo peso de abate com aproximadamente 65 dias, ainda no desmame, isso conseguido com o uso do comedouro privativo (creep feeding), aliando genética e nutrição.

A partir de 2007 foi iniciado um trabalho com animais elite, que hoje possui 250 animais, com objetivo de comercializar reprodutores para os criadores de Marília e região, colaborando com a melhoria da genética do rebanho regional, inclusive com troca dos mesmos por cordeiros para abate, em kg de peso vivo. Nesse ano de 2009 já ocorreu um investimento de sêmen Neozelandês, para incrementar ainda mais o melhoramento genético.

Além do Suffolk elite (como terminador), a Universidade conta com 1.500 animais comerciais usando reprodutores puros da raça Highlander (raça Neozelandesa sintética - linhagem materna), em parceria com a Rissington Brasil e Grupo Marfrig, em fase de cruzamento absorvente, com o objetivo de aumentar a prolificidade do rebanho (partos gemelares), além da produção de leite, aliado a boa nutrição para conseguir bons resultados.

Constantemente estagiários da Unimar têm colaborado com o manejo geral do rebanho, num Programa de Práticas de Manejo, além do desenvolvimento de pesquisas das mais variadas áreas da ovinocultura. Os técnicos envolvidos são os que fazem parte do corpo docente da Unimar, além das parcerias com várias empresas, como o SEBRAE-SP, IBS (Instituto Biositêmico, Real H (Saúde e Nutrição Animal), ASPACO, Special Dog, entre outras.

A meta principal é a produção de carne, mas não desprezando a lã, pois futuramente à intenção é de juntamente com os órgãos SEBRAE e SENAR, iniciar o trabalho de cursos de artesãs, com participação de entidades municipais (asilos, casa do pequeno cidadão, etc.) e criadores de Marília e região, como também curtimento de peles, entre outras. Desta maneira, a Cabanha Unimar estará incentivando o fomento da ovinocultura regional, com os criadores agregando valor no seu produto final.

O projeto da Cabanha Unimar inaugurou em outubro de 2008 um confinamento com capacidade para 1.000 cordeiros por ciclo, ou seja, totalizando 4.000 cordeiros anualmente, com possibilidade de ampliação, caso haja a necessidade. Pois a meta é que seja um confinamento coletivo, atendendo ovinocultores de Marília e região, que poderão simplesmente pagar uma diária pelo seu lote, isso irá contribuir com a padronização da qualidade da carcaça e carne oferecida ao mercado comprador e consumidor, inclusive melhorando a logística de distribuição.

Desde 2008, tem sido adotado o uso de cães de pastoreio para facilitar o manejo com os ovinos, pois em países com tradição na ovinocultura é constante a adoção desta prática. De modo que um pastor, com 2 a 4 cães consegue conduzir um rebanho de aproximadamente 3.000 ovinos, inclusive a Universidade já iniciou um trabalho, usando os cães dentro do curral de manejo, modelo Australiano (ante estresse) recém inaugurado, estando numa fase de condicionamento dos ovinos.

À medida que completa as vagas são realizados Cursos de Adestramento de cães de pastoreio, com aulas práticas pelo funcionário Josuel Célio Gomes (Zuza) e teórica pelo Prof. Cledson A. Garcia.

A Unimar está montando uma estrutura num Sítio Modelo, próximo a Universidade (6 km), com área de 13 ha e irá trabalhar com pastejo rotacionado, adubado e irrigado, explorando o máximo da produtividade por área, para visitas técnicas e dia de campo periodicamente pelos pequenos e médios criadores, demonstrando a possibilidade da rentabilidade numa área menor.

Atualmente o rebanho da Cabanha Unimar totaliza 1.750 animais, que a partir de julho iniciam as parições, sendo a meta ampliar o rebanho para 3.000 ovelhas comerciais e 300 registradas (Suffolk elite).

O objetivo do projeto é fomentar a ovinocultura no município de Marília e região, dando suporte tecnológico aos ovinocultores e futuros criadores, que é a área de extensão rural da Universidade; além de formar profissionais habilitados para atuar na área de ovinos, seja na pesquisa ou ensino, inclusive com a possibilidade de serem novos criadores e empreendedores do segmento.

Foto 1. Rebanho comercial da Cabanha Unimar.



Foto 2. Rebanho comercial conduzido com moto e cães de pastoreio.



Foto 3. Rebanho comercial conduzido com moto e cães de pastoreio.



Foto 4. Curral modelo Australiano da Cabanha Unimar (anti estresse).



Foto 5. Cordeirão móvel: parceria da Cabanha Unimar, IBS e SEBRAE-SP.



Foto 6. Confinamento coletivo da Cabanha Unimar.

CLEDSON AUGUSTO GARCIA

Professor da Universidade de Marília

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CLEDSON AUGUSTO GARCIA

MARÍLIA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 12/02/2016

Prezado José Henrique qual a área que tem disponível para a criação? O melhor seria uma visita técnica sim. att
JOSE HENRIQUE

LENÇÓIS PAULISTA - SÃO PAULO - OVINOS/CAPRINOS

EM 03/02/2016

Boa Tarde Professor Cledson!



Estou em estudo para iniciar a criação de ovinos para corte aqui na região de Lençois Pta, e gostaria de mais informações de quem está a mais tempo no ramo,



O Sr teria alguma informação que poderia me passar? teria como realizar uma visita até o sítio experimental?



Muito Grato pela atenção!



José Henrique
CLEDSON AUGUSTO GARCIA

MARÍLIA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 02/02/2016

Bom dia Paulo. Me ligue. 14-99797-5375
PAULO CESAR BORBOLAN ARANTES

POMPÉIA - SÃO PAULO - OVINOS/CAPRINOS

EM 01/02/2016

Boa tarde professor Cledson, sou aqui de Pompéia e gostaria de saber com quem posso falar sobre a compra de um reprodutor e uma matriz sulffolk ai na Unimar.


CLEDSON AUGUSTO GARCIA

SÃO PAULO

EM 04/11/2014

Prezado Candido os Highlander e Primera foram transferidos para o RS. Aqui temos Suffolk, já faz 6 anos estamos usando sêmen Neozelandês e Inglês. att
RENATO MANSANO MARTINS

CÂNDIDO MOTA - SÃO PAULO - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 04/11/2014

Bom tarde Cledson, tenho interesse em comprar reprodutor hilander ou primeira vcs tem??? Abraço Renato Mansano de Cândido Mota

renato.tortuga@hotmail.com
CLEDSON AUGUSTO GARCIA

SÃO PAULO

EM 27/03/2012

Prezado Eliseu caso queira aproveitar 100% dos dejetos para o uso na compostagem ou biodigestor poderia ser dessa maneira, mas ocorre uma sensível elevação dos custos de produção. Não entendi sobre as horas tolerável .... !!!! Vc pode fazer uma limpeza geral a cada 14 dias, mas sempre jogando o cal virgem em cima da cama semanalmente.  att
ELISEU

MARINGÁ - PARANÁ - PRODUÇÃO DE OVINOS

EM 27/03/2012

Caro Prof. Cledson

o que o sr. acha de um apriso para confinamento total, somente com uma area para banho de sol, com piso de concreto

desempenado com frisos que imitem o ripado para drenar liquidos como a urina dos animais e a água para higienização diaria

das estalações.

A ideia é peneirar os solidos para compostagem e ou biodigestores.

qual é o periodo de horas toleraval de contato com as proprias fezes sem urina dos ovinos  

CLEDSON AUGUSTO GARCIA

SÃO PAULO

EM 14/02/2012

Prezado Leoncio estamos à disposição, vamos mantendo contato. Att
LEONCIO REIS PINHEIRO MOURA

MARANHÃO - ESTUDANTE

EM 14/02/2012

sou academico de zootecnia no maranhão e achei super interessante esse modelo de cabanha de vcs gostaria de saber da possibilidade de fazer uma visita tecnica a sua cabanha  ou um pequeno estagio.
CLEDSON AUGUSTO GARCIA

SÃO PAULO

EM 10/03/2011

"Prezado Luciano Marinho dos Santos" é um imenso prazer em tê-lo no grupo ovelheiro. O que precisar estamos inteiramente à disposição. abç
LUCIANO MARINHO DOS SANTOS

POMPÉIA - SÃO PAULO - ESTUDANTE

EM 08/03/2011

Caro Prof. Cledson:
Tive a honra de assistir algumas aulas suas em meados de 2002, porém infelizmente não concluí o curso. Hoje procurando uma atividade para implantar em uma pequena propriedade, me deparei com esse projeto, que me deixou bastante entusiasmado. Satisfação e espero poder aprender mais com o senhor.
Att,
Luciano Marinho.
CLEDSON AUGUSTO GARCIA

SÃO PAULO

EM 12/08/2009

"Prezado João Sidney", o piso é de 100% de concreto, pois num futuro a intenção é trabalhar com biodigestor. Ganho médio diário 250 a 285 g/dia, dependendo do potencial genético dos cordeiros. A grande vantagem é higiene proporcionada na lã em épocas de chuva dentro a indústria frigorífica. Menor contaminação na carcaça, chegando um produto de melhor qualidade na mesa do consumidor.
MARCOS V. LENZI

SANTARÉM - PARÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 09/08/2009

parabens,a ovinocultura brasileira precisa encontrar seu proprio modelo,se adptar a este enorme país seguindo os passos do nelore hoje referencia no mundo. nota dez UNIMAR...
JOAO SIDNEY RICARDO

ACEGUÁ - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 27/05/2009

parabens Cledson, tambem acho que a saida para a ovinocultura passa pelo confinamento. Se tens mais detalhes sobre instalaçoes, piso e indices obtidos no confinamento me envia por favor
DIEGO MASCULINO BERNARDES

RIBEIRÃO PRETO - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO

EM 26/05/2009

Parabens pela iniciativa!!

Que isso gere muitos frutos para a ovinocultura no Brasil e que sirva de modelo para outras instituições de extenção e ensino!