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Alimentação de ovinos criados em sistema intensivo - Parte 1 - Alimentos volumosos

POR INGRID MONTEIRO MEDINA

E ANDRESSA NATEL

PRODUÇÃO

EM 27/01/2010

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Ovinos são animais ruminantes e devem ser alimentados com forrageiras de boa qualidade, produzidas a baixo custo. Um sistema intensivo de produção animal, com grande número de cordeiros produzidos durante o ano inteiro, necessita de alimentos de boa qualidade, o que pode ser conseguido através de uma produção vegetal eficiente.

Deve-se planejar o plantio de boas pastagens para as ovelhas, com correção de solo (acidez e fósforo) e aplicação de nitrogênio para aumentar a capacidade de suporte e o valor nutritivo da forrageira. Também é necessário o cultivo de forrageiras de corte para animais estabulados. Deve-se planejar o plantio de milho ou outro cereal, quando possível, para colheita e armazenamento em grão ou espigas, ou ainda a confecção de silagem para uso durante o período de estiagem.

Produção de leguminosas, para corte ou pastejo direto, na propriedade pode resultar em custos mais baixos que a produção de gramíneas, pois as leguminosas dispensam a adução nitrogenada. A produção desse tipo de forragem, na propriedade, resulta na diminuição da necessidade de aquisição de farelos protéicos, que tem preço elevado. Isto tudo diminui o custo da alimentação, item de grande expressão no preço final, na produção do cordeiro para abate precoce.

Machos adultos, fora da estação de monta e ovelhas sem crias ao pé, até a parição, em sistema de uma parição por ano têm as suas exigências nutricionais plenamente atendidas se alimentadas exclusivamente com volumosos de bom valor nutritivo. Todavia, animais em crescimento acentuado ou em atividade reprodutiva intensificada (intervalo entre partos de 8 meses ou menos), na fase final de gestação e na amamentação necessitam de suplementação alimentar com ração concentrada, devido à sua elevada exigência nutricional.

Alimentos volumosos

Assim são denominadas as forragens verdes (pasto, capim elefante, leguminosas, etc) ou conservadas, como silagens e fenos.

Pastagem

As espécies recomendadas são aquelas de bom valor nutritivo e alta produção por área como os capins dos gêneros Cynodon (coast cross, tiftons e estrelas) e Panicum (aruana, tanzânia, massai, áries, green panic, etc). Pode-se também utilizar ainda o pangola, rhodes, pensacola, etc.



As braquiárias apresentam baixo valor nutritivo e menor produção por área, sendo que a Brachiaria decumbens pode, ainda, causar intoxicação e, em algumas situações, fotossensibilização. Pequenas áreas com braquiária podem ser utilizadas, mas a predominância das pastagens com tal capim não é recomendado.

Volumosos de corte para o verão

Devem ser plantados próximos às instalações dos animais a serem alimentados, devendo ser adequadamente adubados, para se conseguir elevada produção por área.

Capim-elefante (capim-napier): Excelente valor nutritivo quando colhido entre 35-45 dias (1,5-1,7 m de altura). Possui entre 8-12% de proteína bruta (PB) e 55-60% de nutrientes digestíveis (NDT) e bom teor de cálcio e fósforo. Produz entre 120-300 t de matéria verde/ha/ano.

Feijão guandu: Excelente volumoso para corte pois é rico em proteína e cálcio e de boa aceitação pelos animais. Diminui a necessidade de suplementação protéica com concentrados. No período seco perde as folhas e não pode ser utilizado. Susceptível à geada e deve ser replantado a cada 2 anos, pois seu rebrote fica prejudicado, apos vários cortes. Plantar em solo com pH corrigido, adensado: 5-8 sementes por metro linear e espaçamento entre linhas de 0,6 a 1 m. Não necessita de adubação nitrogenada.



Amoreira: Alimento de alta palatabilidade, de excelente nível de proteína (22% PB), produzindo cerca de 50 t de matéria verde/ha/ano. Deve-se plantar no espaçamento de 0,50 x 0,50 m, fornecendo as ramas picadas ou inteiras, em manjedouras. Ressalte-se que devido às características da própria planta, no período do inverno a seu crescimento é lento e quando as plantas estão altas as suas folhas caem. No verão, podem ser efetuados de corte entre 45-60 dias, podendo ser armazenada na forma de feno.

INGRID MONTEIRO MEDINA

Mestre em Ciências na área de concentração de Ciência Animal e Pastagens com ênfase em Ciência de Carnes (Qualidade Final)...

ANDRESSA NATEL

Mestre em Zootecnia com ênfase em Produção Animal pela FMVZ/UNESP. Atualmente trabalha como consultora na Sima Consultoria.

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ANTONIO MARCOS PEREIRA

EM 07/02/2018

Boa noite,
Estou iniciando uma pequena criação do ovinos e gostaria de saber se posso dar aos animais a palha de plantas de abacaxi?
ADECIO PEREIRA

SIQUEIRA CAMPOS - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAPRINOS DE LEITE

EM 04/05/2015

ola boa tarde gostaria de saber se braquiara faz mau a caprinos de leite

WELLINGTON SIMÕES DO NASCIMENTO

ARAPIRACA - ALAGOAS - PRODUÇÃO DE OVINOS

EM 30/09/2012

olá.

tenho um confinamento de cordeiros e uso como alimewntação animal o capim elefante e uma ração com milho,sal comum, nucleo produção menezina da tortuga,soja e uréa.gostaria de saber se existe alguma coisa que possa substituir a soja,pois está muito caro e está se tornando inviavel.
BRUNO FELIPE GOMES DA SILVA

PIAUÍ - PRODUÇÃO DE OVINOS

EM 26/11/2010

Goaria de saber se no confinamento de cordeiros posso utilizar como volumoso o milho triturado em palha com o caroço?
FLORIANO ALFINETE

MAPUTO - MOCAMBIQUE - PESQUISA/ENSINO

EM 20/04/2010

Peço um artigo que fale de produção de feno e silagem a partir de pastos espontâneos.
ANDRESSA NATEL

SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 02/03/2010

Prezado Senhor Carlito Nobrega, tradicionalmente, o cultivo do amoreiral está vinculado à sericicultura, por representar a principal e única fonte de alimentação das lagartas do bicho-da-seda (Bombyx mori L.). Porém, as amoreiras representam uma importante fonte de volumoso para alimentação animal, por apresentar acentuado desenvolvimento, alto valor nutritivo e elevada produção por área. A amoreira produz cerca de 4 kg de folha/planta-1, em 3 colheitas anuais, ou aproximadamente 50 ton de matéria verde/ha/ano. Com um alto teor protéico de 20% na MS, e concentrações de FDN variando entre 23 a 27%, é uma alimento de elevada palatabilidade, sendo excelente alternativa para alimentação de ovinos, podendo ser ministrada na forma de forragem verde inteira ou picada, feno e silagem, ou em pastejo direto como banco de proteína.
CARLITO NÓBREGA

PRESIDENTE PRUDENTE - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE OVINOS

EM 27/02/2010

Olá Ingrid e Andressa, ótimo artigo. Gostaria de perguntar a viabilidade da plantação de amoreiras para o uso de alimentação animal, pois não conheço nenhum produtor que usa. Obrigado, Carlito.
ANDRESSA NATEL

SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 22/02/2010

Prezado Senhor Cosme Damião Batista, a respeito da <i>Brachiária brizantha</i> CV- Marandu causar fotossensibilização em ovinos, não se tem nenhum caso relatado. A alguns casos na literatura com animais pastejando Brachiaria decumbens e <i>B. ruziziensis</i>. Para contornar esse problema indica-se o pastejo noturno e maior rebaixamento das plantas, criando assim condições desfavoráveis ao desenvolvimento da doença.

A fotossensibilização é causada quando o animal é exposto ao fungo saprofílico <i>Pithomyces chartarum</i>, normalmente encontrado em material morto ou em via de decomposição, freqüentemente nos capins do gênero <i>Brachiaria</i> e outras forrageiras. Esse fungo se instala no fígado do animal, provocando reações químicas que impedem a retirada de filoeritrema da circulação sanguínea, mandando pela circulação periférica até a pele, que quando exposto a raios ultravioletas, provoca lesões cutâneas através de reações fotoquímicas. No entanto, algumas pesquisas realizadas no Estado do Pará, não evidenciaram essa espécie de fungo na <i>B. brizantha</i> cv. Marandu.
Contudo, além do problema com fotossensibilização, os capins do gênero <i>Brachiaria</i> não tem sido recomendados para ovinos devido ao baixo valor nutritivo.
Sobre a massa que essa <i>Brachiaria</i> produz, ela pode chegar a produzir cerca de 15 a 20 toneladas MS/ha. Contudo esse volume vai ser responsivo ao seu manejo de solo e pastagem (adubação, carga animal).
ANDRESSA NATEL

SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 22/02/2010

Prezado Senhor Paulo Sérgio da Silveira Lemos, a cana -de -açúcar pode ser utilizada de três formas na alimentação de ruminantes: tradicionalmente é usada "in natura" através do corte e fornecimento diário no cocho, mais essa forma despende de grande utilização de mão-de-obra, além de o seu valor nutritivo oscilar no decorrer do ano. Atualmente, a ensilagem de cana-de-açúcar tem sido apontada como alternativa forrageira para viabilizar o uso em grandes rebanhos. Contudo, segundo algumas pesquisas têm demonstrado que silagens produzidas exclusivamente de cana-de-açúcar são de baixa qualidade acarretando rejeição da ração, consequentemente redução no consumo de MS e baixo desempenho dos animais. A saída seria a ensilagem com aditivos o que garante melhor padrão de fermentação e qualidade da silagem (valor nutritivo, teor de carboidratos solúveis). Os inoculantes podem conter linhagens de bactérias homofermentativas ou bactérias heterofermentativas ou podem-se utilizar aditivos químicos (uréia, hidróxido de sódio, propionato de cálcio).

COSME DAMIÃO BATISTA

FORMOSA DO RIO PRETO - BAHIA - PRODUÇÃO DE OVINOS

EM 01/02/2010

Gostaria de saber, se a <I>Brachiaria brizantha</i> CV-Marandu, pode também causar fitoxidade aos ovinos e também o volume de Massa Verde que esta brachiaria produz. Obrigado.
PAULO SERGIO DA SILVEIRA LEMOS

CAMPO GRANDE - MATO GROSSO DO SUL - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE

EM 28/01/2010

Gostaria de saber sobre o uso da cana na alimentação de cordeiros confinados.