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Aditivos associados à cana-de-açúcar in natura e ensilada

PRODUÇÃO

EM 16/02/2009

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Um ponto fundamental, quando se utiliza um aditivo, é conhecer o quanto ele pode melhorar o processo fermentativo e a deterioração aeróbia (no caso da ensilagem), o consumo voluntário, a digestibilidade, o desempenho animal e ser economicamente viável. Infelizmente, são poucos trabalhos na literatura que abordam todos esses aspectos; normalmente, os estudos se limitam somente aos aspectos ligados à análise química e, portanto, não permitem uma posição segura quanto à utilização destes em larga escala.

Entretanto, a ensilagem da cana-de-açúcar requer de forma contundente a inclusão de algum aditivo, sendo que o princípio de atuação deste, deve estar fundamentado no controle das perdas quantitativas e qualitativas durante a fermentação, além do controle das alterações no pós-abertura (Siqueira et al., 2007).

Pois, a silagem de cana sem aditivos, mesmo justificada pelo benefício da logística operacional, se comporta como uma fonte pouco interessante de volumoso suplementar, com valor nutritivo muito inferior a cana original, determinando um potencial limitado de exploração do desempenho de animais, em especial em dietas com grande participação desse volumoso (Nussio et al., 2003).

A pesquisa Top Beefpoint de Confinamentos publicada todos os anos pelo site www.beefpoint.com.br mostra elevação no uso da silagem de cana-de-açúcar ao longo do tempo. No ano de 2003 nenhuma propriedade consultada citou este volumoso como integrante da dieta; contudo, em 2005 um terço dos confinamentos estavam fazendo uso, sendo que existe tendência de crescimento e sustentação deste quadro. Parte deste cenário se deve ao fato de alguns aditivos serem eficientes no controle de perdas quando a cana é ensilada e isso será discutido ao longo deste módulo.

ADITIVOS QUÍMICOS ASSOCIADOS À CANA-DE-AÇÚCAR IN NATURA

Tradicionalmente, o uso da cana-de-açúcar baseia-se no corte diário e fornecimento imediato da forragem fresca aos animais. Esse sistema tem possibilitado alternativas de manejo com base na utilização de aditivos químicos imediatamente após a colheita da forragem e armazenamento desta em ambiente protegido. Segundo Santos (2007), o motivo para tal adequação pode ser analisado sob diferentes pontos de vista.

Primeiramente, a adição do aditivo químico sugere a redução da frequência de corte, o que facilitaria as atividades dentro da propriedade rural. A menor frequência de corte permite ainda a redução da demanda de mão-de-obra, sem haver a necessidade de investimentos em equipamentos. Embora, a manipulação da forragem tratada se constitua em demanda adicional.

Um outro fator relevante, apontado por muitos técnicos, seria o efeito do aditivo na fração fibrosa da planta após a picagem. A ação hidrolítica dos aditivos químicos sob os componentes da parede celular pode resultar em alimento com menor concentração de FDN. Dessa forma, o uso desta técnica poderia proporcionar ganhos adicionais em termos de valor nutritivo da cana-de-açúcar, possibilitando maior consumo e desempenho animal.

ADITIVOS ASSOCIADOS À CANA-DE-AÇÚCAR ENSILADA

A constatação de que a ensilagem da cana-de-açúcar, normalmente resultava em produtos de baixa qualidade, devido ao intenso desenvolvimento de leveduras e à grande produção de etanol, levou a comunidade científica e os produtores a buscarem tratamentos que permitam a melhorar este cenário. Diversos aditivos químicos (uréia, cal virgem e benzoato de sódio) e o inoculante contendo Lactobacillus buchneri estão sendo eficientes no controle de perdas e melhorando o desempenho animal, quando comparados à silagem de cana sem aditivo.

Para saber mais sobre esse assunto e as particularidades da utilização de aditivos associados a cana-de-açúcar in natura ou ensilada para a alimentação do rebanho, participe do Curso Online AgriPoint, Cana-de-Açúcar para Alimentação Animal: produção, balanceamento de rações e desempenho, que terá início no dia 03 de março.

Esta dica acima foi retirada do módulo 3 deste curso, que foi redigido por um dos instrutores deste curso, o engenheiro agrônomo, mestre e doutor em Zootecnia, e pós-doutorando pela USP/ESALQ, Thiago Fernandes Bernardes.

Este curso online apresentará a cana-de-açúcar como um alimento estratégico , principalmente por ser uma excelente fonte de energia, de fácil cultivo, alta produtividade, com ponto de colheita que coincide com o período de escassez de pastagens (fornecimento in natura) e também possuir bons resultados quando ensilada.

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SID ASSIS CASTRO

OLIVEIRA - MINAS GERAIS

EM 26/10/2010

posso usar na hora de ensilar a cana cal e o inoculante Lactobacillus buchneri? usar os dois ao mesmo tempo? E alem dois dois mais ureia???
ADELCIO BARBOSA

PEDRO LEOPOLDO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 03/06/2009

Ola,Valdecir,voce teve informacoes a respeito do seu questionamento ?Se sim,poderia me passar as informacoes,tambem sou um pequeno produtor de leite e gostaria de melhorar o uso do meu canavial,muito abrigado,Adelcio Barbosa.
VALDECIR A SIMIONI

DESCANSO - SANTA CATARINA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 01/05/2009

Olá, gostei muito do conteúdo sobre cana-de-açúcar, sou um pequeno produtor de leite, e tenho um pouco de gado de corte. Gostaria de saber de vossa senhoria que produtos são usados na cana e quantidades de produtos colocados na mesma, para animais de engorda, desde já fico grato pela vossa atenção.

Valdecir Simioni
DANITIELE ALMAS GARCIA

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - SÃO PAULO - ESTUDANTE

EM 18/02/2009

Concordo com o autor do texto, e aproveito para ressaltar que a hidrólise da cana-de-açúcar é uma alternativa viável e que apresenta bons resultados, podendo ser utilizada pelo pequeno, médio e grande produtor rural na época das secas, sem causar prejuízo financeiro. Pois a hidrólise aumenta a digestibilidade da fibra, aumentando o consumo, enfim o desempenho animal quando comparada com a cana in natura.