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A viabilidade do negócio. Você sabe analisar? Vamos começar a tratar desse tema!

POR CARINA BARROS

E MARIA ANGELA FERNANDES

PRODUÇÃO

EM 07/02/2013

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Viabilidade técnica

Para que um empreendimento apresente viabilidade técnica precisa atender aos requisitos técnicos. Isso significa que precisamos das seguintes respostas às questões...

• Há adequação às leis e normas aplicáveis?
• Há tecnologia de produção disponível?
• A equipe técnica tem conhecimento do negócio?
• Há domínio do processo produtivo?

Portanto, o negócio é viável tecnicamente se dispuser de local, instalações, máquinas e equipamentos e equipe técnica, entre outros que permitam a produção, no caso, de ruminantes. A partir de alterações em parâmetros técnicos é possível obter melhores resultados, como maior produtividade. Sendo assim, isso pode interferir na viabilidade econômica.

Viabilidade estratégica

Essa se relaciona com os objetivos estratégicos que foram traçados para a empresa. Pelo planejamento estratégico a empresa define onde se deseja chegar.
Podem ser citadas como exemplos as seguintes perguntas-chave que podem contribuir na revisão ou análise.

• Tem-se objetivos a médio e longo prazo definidos?
• Seus objetivos foram bem traçados?
• Os objetivos estratégicos estão de acordo com a unidade produtiva?
• Há planejamento estratégico?

Viabilidade econômico-financeira

Ao analisar a viabilidade econômico-financeira observam-se os requisitos econômicos e financeiros.

• Há recursos financeiros disponíveis para manter a produção?
• Existe a possibilidade de financiamentos?
• Como é o saldo do fluxo de caixa?
• O retorno do investimento está adequado?

O estudo de viabilidade econômica e financeira auxilia na avaliação do plano de investimento e responde a questão se o negócio é viável ou não. As instituições financeiras exigem esses estudos para analisar a possibilidade de ceder crédito ao empresário. Sendo assim, há algumas metodologias adotadas por essas instituições que podem apresentar algumas diferenças.

Há diversos métodos para avaliação econômica de projetos, e esses podem divididos em duas categorias, segundo a consideração ou não da dimensão tempo sobre os valores monetários. Como exemplo de métodos que não levam em conta essa dimensão, pode-se citar o Período de Recuperação do Capital (Payback) e Retorno sobre o Investimento; e como exemplo dos que consideram o tempo pode-se citar o Valor Presente Líquido, a Taxa Interna de Retorno e a Relação Benefício:custo.

O Período de Recuperação do Capital objetiva determinar o número de anos necessários para que a propriedade recupere o capital investido na atividade, ou seja, em quanto tempo o saldo acumulado do fluxo de caixa torna-se positivo; não sendo uma ferramenta a ser usada como única indicadora de escolha de um projeto, mas sim uma informação auxiliar (GUIMARÃES e CANZIANI, 2004).

O método do Valor Presente Líquido (VPL) consiste em transferir para a data atual todos os valores gerados pelos sistemas de produção. Para comparação dos valores em datas diversas os dados são transformados, estabelecendo-se uma taxa de juros que permite trazer os valores de diferentes datas para uma só, e assim permite calcular o valor presente líquido (VPL). O VPL é o transporte para a data zero de um diagrama de todos os fluxos de caixa, de todos os recebimentos e desembolsos esperados, descontados à taxa de juros considerada (SILVA, 2003). O investimento é aprovado se VPL for maior que zero. Se VPL for negativo, significa que o retorno do investimento é inferior ao mínimo esperado, devendo a proposta ser rejeitada (BATALHA, 1997).

A taxa interna de retorno (TIR) é um instrumento para determinar o retorno do investimento aplicado no sistema de produção. A TIR deve ser superior à taxa de juros do mercado para ser viável a proposta de investimento. A grande vantagem da TIR é ser uma taxa de juros facilmente comparável com a taxa de juros de mercado em qualquer momento (GUIMARÃES e CANZIANI, 2004). Além disso, cabe ainda destacar outros índices que são analisados por serem base para se chegar nos acima citados.



Nós já abordamos todas essas temáticas técnicas, estratégias e principalmente as econômica-financeiras com inúmeros artigos. Você sabe responder a essas perguntas para começar a analisar a viabilidade do seu negócio?

Todos os produtores devem ter essas respostas a fim de analisar a atividade realizada e com isso propor ajustes em busca de melhorias.


 

CARINA BARROS

Médica veterinária
Mestre em Ciências Veterinárias UFPR
Doutora em Nutrição e Produção Animal FMVZ-USP
Pós-doutorado FMVZ-USP
Atuação na avaliação econômica e modelagem

MARIA ANGELA FERNANDES

Médica Veterinária pela UFPR
Doutoranda do Programa de Ciências Veterinárias da UFPR
Integrante do LAPOC - Laboratório de Produção e Pesquisa em Ovinos e Caprinos da UFPR

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LUIZ

OURO PRETO - MINAS GERAIS - ESTUDANTE

EM 06/03/2014

Cara Carina Barros estou fazendo todo o possível para que nossos produtores tenham uma ferramenta simples e dinâmica para esta atuação; estou postando um software no Forum    -->Planilha Nova Versão88 -Controle Gado Leiteiro/Corte/Despesas/Receb./Depreciação/Fecham.Mens)



http://www.milkpoint.com.br/forum/topico.aspx?id_topico=3297

Gostaria imensamente que pudesse analisa-lo e sugerir novos itens de controles ou mudanças necessárias para que o mesmo atenda plenamente nossos produtores.

Grato Cocato         luizcocato@yahoo.com.br




CARINA BARROS

OSASCO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 03/06/2013

Prezados, fico muito contente em saber que estamos contribuindo ao escrever os artigos mensalmente. Tenho trabalho com a gestão de propriedades rurais e percebo como os produtores encontram dificuldade para organizar seus dados e fazer seus cálculos e muitas vezes não encontram material de apoio ou mesmo um profissional que o auxilie. Dessa forma, vamos fazendo nossa parte e a cada mês estaremos com novidades.

Ressalto que seria muito interessante que aqueles que seguirem nossas dicas e fizerem sua própria organização fossem nos contanto e compartilhando!

Sucesso a todos.
JOSÉ OTON PRATA DE CASTRO

DIVINO DAS LARANJEIRAS - MINAS GERAIS

EM 31/05/2013

Olá, Carina e Maria.

Parabens pelos artigos (já li os outros) também excelentes e muitos elucidativos. Gostaria de interagir com o Sr. José Lacerda Godinho de Gov. Valadares (MG) produtor de café. Atualmente estou na presidencia da ACCOLM -Assoc. Criadores de Caprinos e Ovinos do Leste Mineiro - com sede no Parque de Exposições de Governadores (MG)
CARINA BARROS

OSASCO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 26/02/2013

Caros leitores! Agradecemos por todos os comentários postados!

Temos muito a discutir sobre mercado, custos e viabilidade de negócios para os produtores de modo a contribuir para a melhoria dos resultados. E também a aprender com a experiência de cada um. Agradecemos pela receptividade e daqui para frente podemos iniciar muitas conversas sobre esses temas. Contamos com vocês.
CARINA BARROS

OSASCO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 26/02/2013

Caros produtores!



Ficamos muito contentes com suas manifestações, o que nos motiva a continuar escrevendo sobre o tema. Temos estudado muito e estamos aqui para compartilhar com vocês. Fiquem atentos aos próximos, ok!

Sucesso.
JOEL CARNEIRO DOS SANTOS FILHO

MARINGÁ - PARANÁ - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 23/02/2013

Muito bom o artigo. Mas, concordo como o zootecnista Raoni Beni Cristovan quando ele fala do perfil dos nossos produtores (grande maioria): baixa escolaridade. Trabalho há anos com pequenos produtores, mas pelo fator citado, pouco sucesso tenho na implantação de controles, mesmo os zootécnicos, quanto mais os econômicos.

Esses produtores tem uma visão imediatista, não conseguindo nem ver o médio prazo, quanto mais o longo prazo.

O assitente técnico precisa ter "feeling", para saber utilizar as ferramentas nos momentos adequados, junto ao produtor. Cada produtor tem seu conhecimento e sua experiência. É preciso ajustar as ferramentas de acordo com esse conhecimento e essa experiência, introduzindo novos conhecimentos (técnicos e econômicos) de acordo com o ritmo do produtor assistido. Muitos técnicos saem da academia "achando" que todos os produtores são iguais.
MARIA THEREZA REZENDE

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 21/02/2013

Muito bom o artigo,pois como produtora recebo muitas vezes técnicos que não têm essa visão global do negócio. Acham que a produção não caminha paralelamente ao financeiro.

Parabéns na disseminação desses conhecimentos de forma tão didática!
JOSÉ LACERDA GODINHO

GOVERNADOR VALADARES - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 18/02/2013

Olá Carina e Maria , sou economista produtor e investidor , acredito que voces com muita propiedade , trataram de um assunto d interesse e grande interesse a quem produz.
J.CARLOS BASSINI

LINHARES - ESPÍRITO SANTO

EM 18/02/2013

Boa Tarde Carina.



Bom enfoque financeiro, porque com as incertezas de mercado que vivemos se descuidarmos dos números,  o negócio não prosperará.



Sds,

Bassini
FELIPE SIQUEIRA FRANCESCHINI

JACAREÍ - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 18/02/2013

Olá Carina, sou zootecnista e trabalho com a parte de vendas estou me aprofundando agora na ovinocultura e gostaria de saber como ter seu artigo na integra.

Desde ja agradeço e aguardo um contato.
OLDEMAR SANTOS

ASSAÍ - PARANÁ - PRODUÇÃO DE OVINOS

EM 17/02/2013

Prezada Carina barros.

Sou produtor de ovinos no Paraná, e trabalho com projetos de estruturação financeira, quero aqui parabeniza-lá pelos artigos, sendo estes de grande importância para que os produtores compreendam a necessidade de se familiarizarem com todos os pontos de um processo produtivo.

Com estes pontos podemos fortalecer a cadeia produtiva do Brasil, e realmente criar politicas e processos produtivos, a nos fortalecer em mercados internos e externos.

abçs
IVAN RAFAEL URBAN GOMES

FRANCA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 13/02/2013

Quando se trata de produção de alimentos, especificamente produção de leite, os cálculos da viabilidade ficam prejudicados, principalmente pela sazonalidade de preços de insumos e produto final (leite). Além disso um subproduto de bastante valor, vacas de descarte e novilhas excedentes, também têm seus valores sazonais e ainda, uma vez no negócio que geralmente atravessa gerações, dificilmente se abandona.

Ivan Rafael -Zootecinsta
ROMERO JÙNIOR - PATOS DE MINAS- MG

PATOS DE MINAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 11/02/2013

Muito bem elaborado, Parabéns.

Antes de iniciar qualquer investimento é muito oportuno que tenham essas ferramentas, pois estes calculos são preciosos para a caminhada e sucesso de qualquer negócio.

Temos que avaliar o custo seja este financeiro, ambiental ou humano. O negócio não vive de produtividade, ele vive de RESULTADO ECONÔMICO que é PRODUÇÃO x PREÇO - CUSTOS.
WARLEM

SÃO LUÍS DE MONTES BELOS - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 10/02/2013

Gostei, do tema bem elaborado, na minha opinião só falta uma política séria para comercializar nossa produção, para que possamos ter um parâmetro, de preço mínimo, para podermos fazer nosso orçamento anual, como as demais empresa fazem, até breve.  
ANTONIO JORGE OLIVER

IRAQUARA - BAHIA - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 09/02/2013

SOU PRODUTOR RURAL NO RAMO DE CAFÉ E CACHAÇA E GOSTI DO ROTEIRO  APRESENTADO.

HÁ POSSIBILIDADE DE RECEBER OEMSMOEMDETALHES?
JORGE ROSAS M

CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 08/02/2013

Hola Carina: considero que han escrito un buen artículo,  bien enfocado, sobretodo si tomamos en cuenta,  que la gerencia es uno de los puntos más débiles en nuestras unidades de producción, particularmente, aquí en Venezuela.

Gracias
GILBERTO ADRIANO AREND NUNES

MAQUINÉ - RIO GRANDE DO SUL

EM 08/02/2013

Este artigo de grande valor de informação deveria ter espaços nas cadeias de tv como globo rural, canal rural e demais segmentos da àrea,   OBS : É Manoel Viana-RS e não  Maquiné. Parabéns pela produção de informativo.                                                               
EDILSON FERREIRA DA COSTA

LIMOEIRO DO NORTE - CEARÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 08/02/2013

Boa tarde, Angela & Carina!



Com muita satifação que participo desse debate. Hoje mesmo estou estudando o caso "ESTUDO DE VIABILIDADE ECONOMICA"; sendo que utilizei em uma apresentação no IFCE - Limoeiro do Norte-CE, disciplina de OLERICULTURA - Implantação de Horta Educativa. Deu certo! agora quero aplica-los no meu estagio (ELABORAÇÃO DE PROJETOS). Gostaria de contar com vosso apoio enviando mais trabalhos sobre o assunto.



Obrigado!

Edilson F. da Costa

Tecnologo em Agronegocio e Tecnico em Agropecuaria
OLIDIA FERREIRA BARBOSA

CAMPO GRANDE - MATO GROSSO DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 08/02/2013

Gostaria muito de aprender fazer estes calculos
RAONI BENI CRISTOVAM

DRACENA - SÃO PAULO - ZOOTECNISTA

EM 08/02/2013

Bom dia Carina e Maria, meus parabéns pelo artigo, vocês estão cobertas de razão.



Gostaria de fazer dois comentários aqui sobre possíveis possibilidades sobre o porquê isso não acontece.



1 - Primeiramente para poder fazermos estes cálculos tão preciosos para o direcionamento do negócio, precisamos que os produtores sejam muito bem disciplinados e saibam da verdadeira importância de fazer as anotações corretas no dia-a-dia de sua atividade. Porém com o nível baixíssimo de escolaridades destes, fica muito vagarosa a agilidade necessária para a elaboração destes cálculos, para enfim fazer as tomadas de decisões mais corretas.



2 - Também na academia, infelizmente nossos docentes não estão preparados para nos passar esta visão, principalmente nas nossas renomadas instituições de ensino, onde a cobrança por publicações por parte destas é muito grande, culminando na falta de abordagem desses cálculos e visão sistêmica tão importante para a formação dos futuros técnicos e consequentemente bons resultados em suas consultorias.



Obrigado.