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Sexagem fetal por ultrassonografia

POR MARIA EMILIA FRANCO OLIVEIRA

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 27/10/2009

3 MIN DE LEITURA

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A identificação precoce do sexo fetal pela ultrassonografia vem sendo implementada com sucesso e em larga escala. Essa técnica de diagnóstico proporciona o planejamento de rebanhos, devido à possibilidade de concentrar maior número de machos em rebanhos produtores de carne e, mais fêmeas nos de leite e de corte elite, consequentemente, descartando e comercializando gestações e matrizes em atendimento às necessidades do comprador e do vendedor. O diagnóstico precoce qualifica e agrega valor ao comércio de animais gestantes com os fetos devidamente sexados. Com isso, a sexagem fetal aliada às novas técnicas de produção animal maximizam o retorno financeiro investido na pecuária.

A acurácia desta técnica é próxima de 100% em bovinos e equinos, enquanto nos pequenos ruminantes varia de 78% a 100%, sendo que nas gestações múltiplas o mapeamento é mais demorado e complicado, podendo resultar em menor precisão. Para atingir alta eficiência na identificação do sexo fetal é necessário que sejam produzidas imagens com maior detalhamento das estruturas do feto, aspecto que é melhor obtidos com uso de equipamentos ultrassonográficos apropriados e realizados por técnicos com grande habilidade e experiência.

O desenvolvimento de equipamentos de ultrassonografia com maior resolução de imagem e o aperfeiçoamento dos transdutores nos últimos anos contribuiu para o aumento da acurácia e rapidez no diagnóstico. A utilização concomitante de transdutores com diferentes frequências pode facilitar o exame, entretanto determina maior investimento na aquisição do equipamento.

A determinação do sexo fetal pela ultrassonografia baseia-se no posicionamento do tubérculo genital; o qual é responsável pela formação do pênis e clitóris, nos machos e fêmeas, respectivamente. Essa estrutura é inicialmente observada entre os brotos dos membros posteriores do embrião, com posterior migração cranial nos machos e, caudal nas fêmeas. Na imagem ultrassonográfica, o tubérculo genital pode ser identificado como uma estrutura constituída de dois lóbulos alongados, com aparência semelhante a duas barras paralelas ovais hiperecóicas. Outras estruturas podem auxiliar o diagnóstico do sexo; para machos, pode-se tomar como base, a presença do prepúcio imediatamente caudal ao cordão umbilical e/ou a presença da bolsa escrotal, geralmente de aparência triangular, entre os membros posteriores e, para fêmeas, a visualização das glândulas mamárias.

A sexagem ultrassonográfica já é possível por volta do 40º dia de prenhez, nos ovinos; todavia, é recomendável entre o 50º e o 58º dia. Em caprinos, a migração do tubérculo genital parece ser mais tardia, recomendando-se sexar os fetos a partir do 55º dia. Nos equinos, o diagnóstico pode ser efetuado entre o 55º e o 75º dia e nos bovinos a partir do 50º dia de gestação. A realização da sexagem em fetos com idade gestacional superior é mais imprecisa em decorrência do tamanho do feto dificultar a visualização das estruturas anatômicas responsáveis pela identificação do sexo fetal. Além da influência do período de gestação, fatores como raça, idade e condição corporal da matriz podem determinar variações na acurácia do diagnóstico.

No exame ultrassonográfico para a sexagem fetal deve ser seguido o critério de localizar a cabeça, a cauda e o cordão umbilical antes do diagnóstico do sexo. Geralmente, a secção transversal ajuda na determinação do tubérculo genital e dos pontos de referência descritos; já, a secção frontal determina a localização relativa do tubérculo genital em relação às estruturas adjacentes. Movimentos e apresentação desfavorável do feto, membros cruzados ou cordão umbilical e cauda posicionados entre os membros podem impedir ou dificultar a sexagem.

Contudo, a habilidade e experiência do técnico, além de equipamento ultrassonográfico apropriado que propicie qualidade de imagem são fundamentais para distinguir as estruturas anatômicas responsáveis pela sexagem. Sobretudo, essas recomendações são particularmente importantes quando se trata de fêmeas, pois, à distância percorrida pelo tubérculo genital, do seu posicionamento inicial até o final, é bem menor do que no feto macho. Por essa razão ocorrem falsos diagnósticos, cuja frequência pode ser diminuída por meio de um exame mais tardio que permita visualização do tubérculo genital devidamente posicionado. Dessa forma, o diagnóstico precoce e preciso do sexo fetal podem ser empregados para maximizar a exploração animal, aumentando o retorno financeiro da atividade.

Referências bibliográficas:

SANTOS, M.H.B.; OLIVEIRA, M.A.L.; LIMA,P.F Diagnóstico de Gestação na Cabra e na Ovelha. São Paulo: Livraria Varela, 157p., 2004

SANTOS, M.H.B.; MORAES, E.P.B.X.; CHIAMENTI, A.; ROCHA, J.M.; PAULA, N.R.O.; SILVA, G.A.; LIMA, P.F.; OLIVEIRA, M.A.L. Determinação do período de migração do tubérculo genital na sexagem precoce de fetos ovinos das raças Damara, Santa Inês e 3/4 Damara-Santa Inês. Ciência Animal Brasileira, v. 8, n. 1, p. 111-117, jan./mar. 2007

SANTOS M.H.B.; MORAES E.P.B.X.; MOURA R.T.D.; LIMA P.F.; REICHENBACH H.D.; OLIVEIRA, M.A.L. Identificação precoce do sexo fetal em pequenos ruminantes através da ultra-sonografia. Acta Scientiae Veterinariae. 33 (Supl.1): 131-134, 2005

WOLF, A.; GABALDI, S.H. Acompanhamento ultra-sonográfico da gestação em grandes animais - parte II. Ciên. Agr. Saúde. FEA, Andradina, v. 2, n. 2, p 84-89, jul-dez, 2002


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MARIA EMILIA FRANCO OLIVEIRA

www.mariaemilia.vet.br

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