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O manejo das pastagens e a verminose

POR ALDA LÚCIA GOMES MONTEIRO

E CARINA BARROS

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/07/2007

10 MIN DE LEITURA

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A parasitose é uma das principais causas de baixa produtividade dos ovinos e dos caprinos, sobretudo quando associada à subnutrição e erros de manejo (Alves, 2004). Os parasitos gastrintestinais são responsáveis por prejuízos econômicos, tanto em regiões de clima tropical, quanto em regiões de clima temperado.

Os nematódeos gastrintestinais mais comuns são Haemonchus contortus e Trichostrongylus axei, que se localizam no abomaso; Trichostrongylus colubriformis, Strongyloides papillosus, Cooperia punctata, Cooperia pectinata e Bunostomum trigonocephalum, que parasitam o intestino delgado; e Oesophagostomum colubianum, Trichuris ovis, Trichuris globulosa e Skrjabinema sp. que vivem no intestino grosso (Vieira, 2003).

Entretanto, segundo Costa & Vieira (1984), Haemonchus contortus, Trichostrongylus colubriformis, Strongyloides papillosus e Oesophagostomum colubianum são os parasitos que apresentam maior prevalência e maior intensidade de infecção, sendo considerados os de maior importância econômica na produção de ovinos.

É importante salientar que apenas 5% da população dos endoparasitos localizam-se nos hospedeiros, e 95% encontram-se no ambiente na forma de ovos e/ou estágios larvais (Bowman et al., 2003). Esses percentuais ressaltam a importância do controle do grau de contaminação larval no pasto. Deve-se ter em mente que a sobrevivência das larvas de nematódeos parasitas de ovinos no pasto pode ser de seis meses ou mais (Southcott et al,1976; Donald et al, 1978), sendo que Molento (2006) relatou dez e 12 semanas de sobrevivência da forma infectante de Tricontrongyus spp. e Haemonchus spp, respectivamente.

Em regiões subtropicais, ainda são poucos os dados referentes à disponibilidade de larvas infectantes na pastagem ao longo do ano, que depende de fatores como condições climáticas regionais, sazonalidade, espécie forrageira e comportamento ingestivo dos ovinos (Gazda, 2006).

Quanto à sazonalidade, diversos estudos têm sido realizados no Brasil para determinar sua influência sobre a verminose de animais mantidos em pastagens. Durante o inverno, alguns pesquisadores (Amarante & Barbosa, 1995; Nieto, 2002) observaram aumento no número de ovos por grama de fezes (OPG) de ovinos que permaneciam em pastejo contínuo nas regiões do Brasil de clima subtropical. Gazda et al. (2003) observaram, no Sul do Brasil, maior índice de contaminação das pastagens no outono e inverno em relação às estações mais quentes.

Conforme a estação do ano também se observa diferença na prevalência dos gêneros de parasitos, tanto no pasto, quanto nos animais, fato que foi comprovado em recente estudo de Gazda (2006) realizado em Pinhais - PR, região metropolitana de Curitiba.

No inverno foi observada maior prevalência do gênero: Trichostrongylus (40,1%) sobre os gêneros Haemonchus (29,9%), Cooperia (20,2%) e Strongyloides (9,8%). Durante o verão, houve maior prevalência do gênero Trichostrongylus (51,3%) sobre os gêneros Haemonchus (32,4%), Cooperia (10,2%) e Strongyloides (6,1%). No final de março observou-se prevalência do gênero Haemonchus (58,8%) sobre os gêneros Trichostrongylus (33,5 %), Cooperia (6,3%), Strongyloides (1,4%). A partir desses dados, pode-se verificar que os dois gêneros mais prevalentes são alternados conforme a época do ano

Estudos têm demonstrado que animais em diferentes tipos de pastagens não apresentam os mesmos níveis de infecção por helmintos gastrintestinais (Moss & Vlassoff, 1993; Niezen et al, 1998a; Niezen et al, 1998b), o que ressalta a importância de pesquisas para identificação quantitativa e qualitativa das larvas presentes nos pastos, que não são muito realizados devido a alguma dificuldade no método.

A arquitetura da planta influencia a quantidade de larvas presentes no pasto. Espécies que apresentam maior densidade de folhas têm menor penetração de raios solares, e o sombreamento gera ambiente adequado para manutenção das formas infectantes em local de fácil acesso para serem ingeridas pelos animais em pastejo. Esse sombreamento reduz a dessecação de ovos e larvas dos parasitos presentes no ambiente (Gomes, 2003). Em forrageiras de clima tropical, os estudos sobre esse assunto são mais freqüentes que nas forrageiras de clima temperado.

Nieto et al (2003) compararam gramíneas Panicum maximun Jacq. (Tanzânia), Cynodon dactylon Pers. (Coast Cross) e Paspalum notatum Flueeg. (Pensacola), pastejadas por ovelhas das 8:00 horas às 18:00 horas, e demonstraram que os animais que pastejaram Pensacola apresentaram maior contagem de OPG (1.410,08) em relação aos demais, e entre os animais mantidos em pastagem de Tanzânia (OPG = 873,39) e Coast Cross (OPG = 846,19) não foram constatadas diferenças estatísticas (P>0,05) na contagem de OPG. Os autores esclarecem que pelo fato da Pensacola ser de pequeno porte com crescimento ereto, houve maior facilidade para migração de larvas infectantes em direção ao terço superior das plantas, o que elevou a ingestão dessas larvas pelos animais com conseqüente infecção.

Devido ao hábito de crescimento prostrado, que mantém microclima favorável à sobrevivência das larvas dos helmintos, o gênero Cynodon (Coast Cross, Tiftons e Estrela) e Digitaria (Pangola) começaram a ser preteridos por alguns criadores (Santos et al, 2005).

No entanto, deve-se levar em consideração na escolha da forrageira o ambiente como um todo, e principalmente, a altura e a oferta de pasto aos animais, fatores esses de extrema importância. Plantas de crescimento ereto, como os cultivares de Panicum maximum e Brachiaria brizantha, devido às suas características morfológicas típicas das forragens cespitosas, possuem arquitetura mais aberta e ocupam menor área de solo, o que permite penetração de raios solares e ventos que afetam a umidade e estabilidade térmica do microclima, além de reduzir a umidade das fezes e criar condições desfavoráveis ao desenvolvimento e sobrevivência de larvas (Souza, 2006).

Gazda (2006) avaliou borregas em pasto de Panicum maximum cv. Aruana (aruana) e Paspalum notatum Flueeg. (Pensacola) e não observou diferença para o número de larvas por grama de matéria seca (10,8 L.g.MS-1 para Aruana e 8,83 L.g MS-1 para Pensacola). Dittrich et al. (2004) avaliaram a contaminação em pastos de Tifton-85 e Paspalum (Paspalum paniculatum) e também não observaram diferença no número de larvas recuperadas entre as espécies forrageiras em questão.

Cabe ressaltar que o valor obtido de número de larvas na matéria seca nem sempre está relacionado à infecção observada nos animais, pois essa se deve à interação de diferentes fatores: categoria animal, estado fisiológico como lactação ou gestação, condição nutricional ou disponibilidade de pasto.

Gazda (2006) avaliou a contaminação do pasto nas espécies Lolium multiflorum Lam. (azevém) e Avena strigosa Schreb. (aveia preta) e o resultado obtido foi de 24,60 e 104,53 L.kg.MS-1 para aveia preta e azevém, respectivamente. Essa diferença (P<0,05) deveu-se, provavelmente, ao fato do azevém apresentar micro-ambiente mais propenso para o desenvolvimento dos ovos de parasitas presentes nas fezes dos animais.

No entanto, conforme salienta o autor do estudo, o maior número de larvas de helmintos encontradas no azevém não se traduziu em maior carga parasitária dos animais que o pastejaram, e isso foi justificado em função da diferença de oferta entre as forrageiras (azevém 10% e 20% e aveia preta 5% e 12% do peso vivo dos animais). Nas maiores ofertas, provavelmente devido ao melhor padrão alimentar, os animais apresentaram-se com menor incidência de infecção. Uma maior quantidade de larvas de helmintos por grama de matéria seca encontrada no azevém em relação à aveia preta, já havia sido observada anteriormente por Gazda et al. (2002).

Então, pode ser afirmado que dentre os fatores que influenciam a carga parasitária nos animais em pastejo destacam-se altura e oferta de forragem, sendo que esses devem ser analisados em conjunto com os dados obtidos na análise quantitativa da contaminação larval no pasto, pois o efeito de altura e oferta podem anular o efeito na carga parasitária dos animais.

Na alimentação de ovinos em pastagens recomenda-se ofertar entre 3 a 4 vezes a exigência nutricional dos animais, visando favorecer a busca e apreensão do alimento. No entanto, na prática é comum observar produtores que mantêm seus animais em pastagens com ofertas reduzidas. Os produtores reduzem a oferta na tentativa de melhorar o aproveitamento da terra, elevando a lotação, buscando aumentar a produtividade. Entretanto, essa estratégia pode provocar resultados indesejados, pois, provavelmente, a exigência nutricional do animal não está sendo suprinda e há rápida reinfecção dos animais mantidos em pastos com alta carga animal e parasitária.

Os animais manejados em baixa oferta de forragem são forçados à pastejar mais próximo ao solo, favorecendo, portanto, a infecção pelas larvas infectantes (Costa et al., 1991). Além disso, a filosofia do manejo de pastagem com altas lotações visando elevar a produtividade tem sofrido intensa mudança desde a década de 80/90, no sentido da busca do entendimento do processo de pastejo dos animais e da interface planta-animal.

Em relação à oferta, Gazda (2006) constatou que nas menores ofertas (azevém 10%, aveia preta 5%, pensacola 5%, e Aruana 5%) havia o dobro de larvas em comparação com as maiores ofertas (azevém 20%, aveia preta 12%, pensacola 9%, e Aruana 9%), tanto em espécies forrageiras de clima temperado, quanto de clima tropical. O referido autor concluiu que a pastagem de aruana na oferta de 9% do peso dos animais pode ser indicada para ovinos em pastejo, pois possibilita redução da carga parasitária dos animais devido ao decréscimo da contaminação da pastagem, o que pode reduzir a quantidade de desverminações.

Em relação às espécies de clima temperado, a oferta de 12% de aveia preta apresentou menor contaminação da pastagem por larvas, indicando que essa forrageira, fornecida em quantidades adequadas, pode ser uma alternativa viável para diminuir o contato dos ovinos com as larvas infectantes de helmintos parasitas.

Com relação à localização das larvas na planta muito tem sido discutido. Yamamoto et al. (2004) não encontraram diferença entre as gramíneas Pensacola e Tanzânia (Panicum maximum cv. Tanzânia) em relação à contaminação por larvas infectantes de helmintos no terço superior das plantas avaliadas. Gazda (2006) observou que a presença de larvas de parasitas nas pastagens, avaliadas no período do verão e do inverno, foi maior no estrato inferior (Tabela 01), dados similares aos obtidos por Vlassof (1982), Oikawa et al. (2001), Gazda et al. (2002) e Gazda et al. (2003).

Como o estrato pastejado pelos ovinos corresponde a aproximadamente 50% da porção superior da planta estendida (Carvalho, 1997), é importante a manutenção de altura adequada da pastagem de modo a reduzir o risco dos animais estarem ingerindo grande quantidade de larvas infectantes.

Tabela 1. Média do número de larvas de helmintos nos diferentes tratamentos durante o inverno e verão por grama de matéria seca (L.g MS-1).


Médias seguidas de letras minúsculas diferentes na mesma linha e de letras maiúsculas diferentes na mesma coluna diferem (P<0,05) pelo teste de Duncan. Fonte: Adaptada de Gazda (2006).

O conhecido jargão: "ovelha gosta de pasto baixo" tem trazido, então, sérias conseqüências para a ovinocultura, como citou Carvalho et al. (2000). Os produtores repetidamente adotam o uso de pasto baixo para os ovinos, expondo-os dessa forma às larvas de helmintos. Dittrich et al. (2004) observaram em Tifton 85, que pasto de menor altura apresentam maior quantidade de larvas por grama de matéria seca em relação à pasto de maior altura.

Sendo assim, a principal estratégia no manejo é manter o pasto em altura adequada a cada espécie vegetal, porém também visando atender a demanda nutricional dos animais e otimizando sua busca e apreensão da forragem, e isso acarretará em menor exposição dos ovinos à infecções parasitárias por haver menor contato com L3, que é a forma infectante.

Camuset (1994) descreveu movimentação vertical das larvas (fototropismo) nas horas mais amenas da manhã, ou seja, em torno das 7:30 horas até às 10:00 horas, período no qual as larvas dos parasitas encontravam-se nas porções superiores das plantas. Essa informação chamou a atenção e levou à conduta de não se permitir que os animais tenham acesso ao pasto no começo da manhã, pois a alta umidade no estrato superior da planta elevaria o número de larvas infectantes que poderiam ser ingeridas pelos animais.

Para tentar elucidar essa questão e verificar se a restrição ao pastejo poderia realmente ser eficiente no controle da verminose, Cunha et al. (1997) compararam sistemas de manejo com pastejo em período integral e a prática de restrição ao pastejo nas horas mais amenas do dia e não detectaram diferença entre os manejos, chegando à conclusão de que a restrição do horário de pastejo não proporciona, isoladamente, controle efetivo da infecção parasitária dos ovinos.

Apesar desse resultado, a restrição do pastejo nas primeiras horas do dia, ainda tem sido indicada como controle da verminose (Santos et al., 2003; Yamamoto, 2004), sendo que Souza (2006) recomenda início do pastejo cerca de quatro horas após o nascer do sol e períodos de ocupação de pasto inferiores à cinco dias para controle da verminose. Deve-se considerar que essa prática restritiva só pode ser adotada por criadores que utilizam o sistema de criação semi-intensivo, que têm instalações adequadas para manter os animais longe do pasto. Além de que isso gera restrição no consumo de forragem pelos animais.

Portanto, considera-se que mais importante que restringir o pastejo, é manejar o pasto de forma a manter adequada oferta e altura, o que pode levar à redução das infecções parasitárias, conforme mostrado em vários experimentos citados.

Para ver a literatura citada, clique aqui.

Aprenda ainda mais sobre o manejo de pastagens para ovinos assistindo à Palestra Online da Prof. Alda. Nessa apresentação, a palestrante mostra os principais conceitos para ser eficiente no manejo dos pastos, quais as espécies forrageiras mais indicadas, como obter forragem de alta qualidade, além de diversas dicas práticas importantes para quem trabalha com produção de ovinos.

Clique aqui para ver o trailer e fazer sua inscrição.

ALDA LÚCIA GOMES MONTEIRO

Coordena o Laboratório de Produção e Pesquisa em Ovinos e Caprinos (LAPOC) da UFPR

CARINA BARROS

Médica veterinária
Mestre em Ciências Veterinárias UFPR
Doutora em Nutrição e Produção Animal FMVZ-USP
Pós-doutorado FMVZ-USP
Atuação na avaliação econômica e modelagem

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JUNIOR VASCONCELOS

BELÉM - PARÁ - PRODUÇÃO DE OVINOS

EM 11/10/2010

Bom dia para todos. Estamos inciando uma criação de ovinos e gostaria de saber qual é a melhor pastagem para criação de corte.
DANTE CASTRO

BARRA DA ESTIVA - BAHIA - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 23/08/2007

Gostaria de saber quais os tipos de pastagens que os ovinos mais se adaptam e quais as forrageiras e leguminosas mais apropriadas para silagens, também para ovinos. Grato. Dante.

<b>Resposta da autora:</b>
Prezado, recomendo que leia a primeira coluna publicada no FarmPoint sobre algumas forrageiras úteis para os ovinos. Sobre a silagem, qualquer forrageira de qualidade que possa ser ensilada de comum uso para bovinos (milho, sorgo, cana, aveia e outras gramíneas de sua região, com a restrição para aqueles momentos de baixo teor de matéria seca na forragem que dificulta a fermentação no silo, nesse último caso) pode ser usada para os ovinos, sem problema. As leguminosas são de mais difícil ensilagem devido ao seu alto poder tampão que faz com que o pH no silo não caia satisfatoriamente e asim gera alguns problemas de fermentação. Obrigada, Alda
THIAGO ALVES DE OLIVEIRA

REGISTRO - SÃO PAULO - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 14/08/2007

olá, parabéns pelo artigo, que é de um tema polêmico por sinal, com opinioes distintas de diversos pesquisadores, técnicos e produtores. Durante o artigo está escrito que altas lotações não devem ser usadas pois causariam maiores problemas aos animais devido a verminose. Dentro disso gostaria de saber a sua opinião sobre produtividade por área, sendo que a ovinocultura vem sendo indicada para pequenas propriedades, e é sabido também que para a atividade ser rentável é necessário um mínimo de aproximadamente 350 matrizes, dependendo de cada propriedade é claro. Além disso a redução de animais por área não diminuiria o rendimento por hectare, deixando a atividade pouco rentável comparando com outras da pecuária e da agricultura?

<b>Resposta da autora:</b>
Prezado leitor,

Para que a produtividade por área apresente índices satisfatórios é necessário que a carga animal no pasto seja adequada para permitir oferta de alimento suficiente para suprir as necessidades nutricionais para manutenção e ganho de peso, no caso dos animais de corte, assim como para crescimento fetal e lactação.

As altas lotações são responsáveis não somente por mais casos de verminose, mas também por menor desempenho animal que pode refletir no desempenho por área, como também na degradação da pastagem que não tem tempo de se recuperar/rebrotar. O fato de ter mais animais na área não garante maior produtividade, pois em áreas que apresentam menor lotação o animal tem mais chance de expressar seu potencial de ganho. Como exemplo, podemos citar um experimento realizado com caprinos no qual avaliamos o ganho de peso de cabras em pastos de Brachiaria hibrida cv. MULATo em ofertas de 4% e 8% do peso dos animais. O resultado que obtivemos foi ganho médio diário de 69,44 gramas na oferta de 4% e 101,39 gramas na oferta de 8%, o que representa ganho de 36,25 kg/hectare/dia e 43,29 kg/ hectare/dia, nas ofertas de 4% e 8%, respectivamente.

Com relação à rentabilidade, estamos desenvolvendo projeto de Mestrado na UFPR e verificamos que com 150 matrizes ovinas há viabilidade da atividade e é possível obter boa rentabilidade. Lembrando que a rentabilidade vai depender muito do manejo empregado, inclusive em relação à lotação da pastagem que refletira no desempenho dos animais.

Os dados de diversas pesquisas deixam claro que é possível aumentar a oferta e o ganho de peso em conjunto com rentabilidade da atividade.

Profa. Alda e Carina
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