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Monensina para Bezerros em Crescimento Acelerado

POR JOSÉ ROBERTO PERES

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 04/08/2000

2 MIN DE LEITURA

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José Roberto Peres

No artigo anterior foram apresentados os resultados de desempenho de bezerros alimentados com níveis crescentes de monensina sódica na dieta. Paralelamente, neste mesmo experimento, foram avaliados os nutrientes digestíveis, e os parâmetros ruminais, representados pelos teores de ácidos graxos voláteis (AGVs), pH e nitrogênio amoniacal (N-NH3).

Os animais e dietas são os mesmos já apresentados no artigo anterior (parte I). Esta parte do experimento teve início aos 100 dias (de um total de 120), quando foi realizado o ensaio de digestibilidade com emprego de óxido crômio como marcador em todos os animais. Ele foi administrado em duas aplicações diárias (cápsulas gelatinosas) por 10 dias. A partir do quinto dia as fezes foram coletadas para análise.

Depois do abate, assim que obtido o fluído ruminal, ainda foram coletadas amostras para determinação dos AGVs, pH e N-NH3. Os dados foram analisados estatisticamente através de teste de regressão. Foi adotado um nível de significância de 5% para todos os testes realizados.

A tabela 1 apresenta os resultados de coeficientes de digestibilidade e nutrientes digestíveis nas dietas dos bezerros, para os diferentes níveis de monensina. Como pode ser constatado, todos os dados observados apresentaram regressão linear com seus valores aumentando concomitantemente com os aumentos nos teores de monensina das dietas.

Figura


Os autores afirmam que os ensaios que se estudaram os efeitos da monensina sobre a digestibilidade dos alimentos têm produzido resultados bastante variáveis. A duração dos experimentos, o aporte de nutrientes das dietas (incluindo o nível de proteína verdadeira) e as proporções concentrados:volumosos são fatores que influenciam estes resultados. Mas eles também afirmam que na maioria dos ensaios, a monensina causou aumento na digestibilidade, como neste experimento.

Os resultados referentes aos parâmetros de fermentação ruminal encontram-se na tabela 2. Para o líquido ruminal coletado depois do abate, foi encontrado efeito linear para as concentrações de ác. acético, ác. butírico e AGVs totais, os quais foram reduzidos com o aumento dos níveis de monensina. Para o ác. propiônico não foi encontrada resposta significativa. Os autores mencionam que numerosos estudos têm demonstrado troca na proporção molar de ácidos graxos voláteis no rúmen, com aumento do ác. propiônico (não encontrado neste experimento) e diminuição do acetato e butirato, além da manutenção ou pequena queda dos AGVs totais, como consequência da troca na ecologia microbiana do rúmen.

Figura


Os valores de pH apresentaram aumento linear com o emprego de níveis mais elevados de monensina, o que concorda com vários outros experimentos. Os resultados de N-NH3 apresentaram regressão linear, diminuindo a concentração com o aumento dos níveis de monensina. Os valores obtidos foram relativamente altos para todos os animais, que se encontravam em jejum por 12 horas. Os autores argumentam que, no abate, houve tempo médio de 30 minutos da morte do animal até a coleta do líquido ruminal; segundo eles tempo suficiente para contínua produção de N-NH3 no rúmen, sem possibilidade de absorção.

A conclusão do experimento é que a monensina melhorou as condições ruminais, proporcionando aumento na digestibilidade do alimento e maior quantidade de nutrientes para a produção animal.

Comentário MilkPoint: estes dados auxiliam no entendimento do melhor desempenho dos animais, relatado na primeira parte destes artigos. Pode ainda ter ocorrido alguma influência do tempo entre o abate e a coleta de dados sobre os demais parâmetros avaliados (além do N-NH3), mas os dados parecem bem consistentes com a literatura sobre o assunto.

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fonte: SALLES, M.S.V.* e LUCCI, C.S., 2000. Monensina para Bezerros Ruminantes em Crescimento Acelerado. 1. Desempenho. Rev. Bras. Zootec., 29(2):573-581. * Márcia Saladini Vieira - saladini@usp.br

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