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Mistura de sementes de capim-braquiarão com adubo no sistema integração lavoura x pecuária

POR MARCO A. A. BALSALOBRE

E PATRICIA MENEZES SANTOS

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 26/02/2007

2 MIN DE LEITURA

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O interesse pelos sistemas de integração lavoura x pecuária tem aumentado nos últimos anos. Uma das práticas adotadas neste sistema é a semeadura do capim juntamente com o adubo de plantio de uma cultura anual como, por exemplo, o milho e o sorgo.

A mistura da semente do capim com o adubo de plantio da cultura anual facilita a operação de semeadura, porém pode prejudicar a germinação das sementes devido ao efeito de salinidade do adubo. O aumento da concentração de sais na solução do solo altera o seu potencial osmótico e dificulta a absorção de água pelas sementes e plantas. A Tabela 1 mostra o índice salino de alguns fertilizante. É importante ressaltar que o cloreto de potássio, fertilizante normalmente utilizado para plantio de culturas anuais, apresenta índice salino bastante elevado (116).

Tabela 1. Índice salino de adubos, relativo ao nitrato de sódio (índice 100)


Fonte: Rader et al. (1943), citado por Raij (1991).

Oliveira et al. (1996), citados por Kluthcouski (2003), estudaram o efeito do tempo de armazenamento da mistura de adubo e semente de capim-braquiarão sobre a germinação das sementes (Tabela 2). Neste experimento, foram utilizadas sementes de capim-braquiarão com valor cultural de 40,3% (51,7% de pureza física e 78% de germinação) e a mistura comercial 4-30-16 com FTE e sulfato de zinco.

Tabela 2. Número de plantas emergidas e massa seca de capim-braquiarão, em função do tempo de armazenamento após a mistura da semente com o adubo.


Fonte: Oliveira et al. (1996), citados por Kluthcouski (2003).

Os resultados apresentados na Tabela 2 mostram que a colocação da semente de capim-braquiarão junto ao adubo 4-30-16 reduz em cerca de 10% o número de plantas germinadas e que a porcentagem de germinação das sementes armazenadas juntamente com o adubo pode ser reduzida em até mais de 75% (períodos acima de 14 dias). Os autores observaram ainda que, nas parcelas sem adubo, a germinação das sementes ocorreu com atraso de 17 dias. A partir destes resultados, Kluthcouski (2003) concluíram que a semente de capim-braquiarão pode ser mistura ao adubo de plantio da cultura anual, desde que a mistura seja imediatamente incorporada ao solo e não permaneça armazenada por mais de 24 horas.

Comentários: A colocação da semente de capim-braquiarão junto ao adubo de plantio de culturas anuais reduz a germinação da semente. Em áreas de integração lavoura x pecuária, esta prática tem sido recomendada para facilitar a operação de plantio, desde que as sementes só sejam misturas ao adubo no momento da semeadura. Nestes casos, uma opção para contornar o efeito negativo do adubo é elevar a taxa de semeadura do capim. Em áreas onde a gramínea forrageira é plantada sozinha, é comum misturar a semente do capim com superfosfato. Como o índice salino destes fertilizantes é mais baixo, os efeitos negativos sobre a semente são menores. Ainda assim, a mistura da semente com o adubo só deve ser feita no momento do plantio.

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DIEGO PIOVEZAN DA SILVA

DRACENA - SÃO PAULO - ESTUDANTE

EM 06/10/2012

Prezado Marco A. A. Balsalobre,



Tenho algumas dúvidas m relação a Integração Lavoura Pecuária, com finalidade a produção de silagem;



A proporção de grãos na matéria ensilada irá diminuir (efeito diluição) por levar grande quantidade de capim para a silagem. Sendo assim, há a necessidade da utilização de inoculante para compensar a "baixa" quantidade de carboidrato solúvel?



Na integração do Sorgo + Brachiaria, recomenda-se  a utilização de sorgo Granífero ou Forrageiro, visando qualidade e produção de silagem?



Atenciosamente,

  
RODRIGO DE PAULA CRISOSTOMO

BAMBUÍ - MINAS GERAIS - ESTUDANTE

EM 17/03/2009

Parabens pelo artigo! Escrito de forma clara e objetiva!

Mas eu queria saber se não há concorrencia com o milho por ser colocado a semente junto ao adubo de plantio? E se não podera haver melhores resultados se colocar a semente do brachiarão junto ao adubo de corbetura?

Abraços!
PATRICIA MENEZES SANTOS

OUTRO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 21/01/2008

Prezado José Claúdio Moreira Cunha,

Há uma grande polêmica em torno do uso de fosfato de rocha. Eu, normalmente, não recomendo esta fonte e dou preferência às fontes mais solúveis, como o superfosfato simples, superfosfato triplo ou MAP. As pessoas que defendem o uso de fosfato de rocha em pastagens acreditam que, por ser uma fonte menos solúvel, o fósforo será disponibilizado aos poucos ao longo do tempo.

O fosfato de rocha apresenta baixas porcentagens de fósforo solúvel. No caso de utilizar esta fonte, você deve fazer os cálculos considerando a quantidade de fósforo solúvel no fosfato de rocha que irá utilizar.

Para saber a quantidade de fósforo a ser aplicada, você deve fazer análise de solo e consultar tabelas de recomendação de adubação para forrageiras. Lembre-se de considerar o preço do frete quando comparar o fosfato de rocha com as outras fontes... como a porcentagem de fósforo solúvel é baixa, a quantidade a ser transportada pode ser bastante grande.

Atenciosamente,
Patricia Santos
JOSE CLAUDIO MOREIRA CUNHA

BELÉM - PARÁ - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE

EM 17/01/2008

Dra. Patricia Menezes,

Estou formando uma nova área de pastagem e gostaria de saber qual o melhor formulação de adubo para a ajudar a pastagem a crescer mais rápido, bem como seu fortalecimento por todo o ano, fui orientado a introduizir nas pastagens já formadas 50 Kg de fosfato de rocha por hectare, essa formulação ajuda para formação de uma nova pastagem?

Atenciosamente,

Claudio Cunha
ALCY BERNARDES JUNIOR

PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE

EM 14/12/2007

Dr. Patrícia Menezes

1-Qual o manejo mais adequado para pastagem de milheto? Rotativo, permanente ou 2 a 3 horas dia?

2-Qual consorciação mais indicada para pastagem de milheto?

Abraço.

<b>Resposta dos autores:</b>

Prezado Alcy,

O milheto é, normalmente, plantado em área de agricultura onde se faz a integração lavoura x pecuária.

Nesse caso o mais comum é o pastejo contínuo. Dificilmente terá melhrores resultados com o pastejo rotacionado. O período de pastejo é curto (entre junho e setembro), em uma época de baixo crescimento da
planta.

Atenciosamente,

Marco Antonio Balsalobre
B&N Consultoria e Bellman Nutrição Animal

Patricia Santos
Embrapa Pecuária Sudeste



ISRAEL DOMINGUES GUIMARÃES JUNIOR

ARAGUAÍNA - TOCANTINS - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE

EM 06/09/2007

Sou estagiário do Dr. João Kluthcouski, e gostei muito da materia, por acreditar que o futuro da pecuária brasileira encontra-se na integração lavoura-pecuária.
GUSTAVO SOARES ALMEIDA

CURITIBA - PARANÁ - ESTUDANTE

EM 01/08/2007

Muito interessante o trabalho feito. Gostaria apenas de comentar que seria ainda mais interessante se tivesse um tratamento com adubo e profundidade de semadura de 3 cm, uma vez que pode-se observar que a diferença de profundidade de semeadura interfere na germinação.
JOSÉ DE ASSIS BELISÁRIO

VITÓRIA - ESPÍRITO SANTO

EM 27/02/2007

Artigo descrito de forma objetiva e esclarecedora para quem pretende economizar, principalmente, mão de obra em operações de plantio de gramíneas na implantação de pastagens.

Parabéns aos autores!
MilkPoint AgriPoint