ESQUECI MINHA SENHA CONTINUAR COM O FACEBOOK SOU UM NOVO USUÁRIO
Buscar

Inoculante no processo de ensilagem

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 17/09/2012

3 MIN DE LEITURA

1
0
Dheyme Cristina Bolson - Graduanda em Zootecnia – UFMT, Campus Sinop;
Dalton Henrique Pereira - Professor da Universidade Federal de Mato Grosso, Campus Sinop;
Bruno Carneiro e Pedreira - Pesquisador de Embrapa Agrossilvipastoril.


O principal objetivo da ensilagem é conseguir preservar ao máximo os nutrientes encontrados na forragem fresca. Porém, para que isso ocorra, é necessário um manejo adequado e ótimas condições de ambiente no silo, evitando assim, atividade de bactérias indesejáveis e priorizando uma adequada fermentação, com o crescimento de bactérias suficientes para boa qualidade da silagem.
E, para que se consigam os efeitos benéficos na ensilagem, a tecnologia dispõe ao mercado inúmeros tipos de aditivos, dentre estes os inoculantes bacterianos e ênzimo-bacterianos, que melhoram a preservação do material ensilado. Sendo produtos seguros e de fácil manuseio, não corrosivos ou poluentes, considerados produtos naturais (Filya et al., 2000).
De acordo com Morais (1999), um bom aditivo para ensilagem de gramíneas deve apresentar alto teor de matéria seca, ótima capacidade de absorção de água, elevado valor nutritivo, boa palatabilidade e alto teor de carboidratos solúveis, além de fácil manipulação, boa disponibilidade no mercado e baixo custo.
Os inoculantes bacterianos contém principalmente bactérias ácido lático (BAL), que promovem uma rápida e eficiente fermentação do material ensilado, com produção de ácido lático e rápida queda de pH (Muck e Bolsen, 1991). Porém, a eficiência do inoculante depende da população epifítica da forragem ensilada, do teor de carboidratos solúveis, da capacidade tampão da cultura e da proporção de bactérias no inoculante (Muck, 1993).
Já os inoculantes ênzimo-bacterianos são normalmente produzidos com a associação de bactérias (BAL) e enzimas (celulase, hemicelulase e amilases). A função dessas enzimas é reduzir o conteúdo de fibra da silagem e proporcionar açúcar extra para a fermentação, que podem ser usados pela BAL para fermentação na silagem.
Nas espécies que apresentam baixo teor de açúcar, como algumas leguminosas e gramíneas, as enzimas poderiam aumentar os produtos da fermentação, favorecendo a produção de ácido lático e redução do pH (Muck e Bolsen, 1991), inibindo formação de bactérias indesejáveis, como clostrídios, fungos e leveduras. Entretanto, em espécies ricas em açúcares, como por exemplo, o milho, a adição de enzimas poderia ter efeito negativo, pois o açúcar extra produzido poderia estimular a produção de álcool por leveduras, comprometendo a qualidade da silagem (Muck & Kung Jr, 1997).
Quando analisado o desempenho animal, a silagem com inoculante bacteriano pode proporcionar um efeito probiótico, inibindo microrganismos prejudicais na silagem e no rúmen, ou ainda, produzindo substâncias benéficas que favoreçam os microrganismos ruminais específicos melhorando o desempenho animal (Weinberg & Muck, 1996). Já a silagem com inoculante ênzimo-bacteriano, melhora a qualidade nutricional da silagem, reduz a perda de nutrientes e aumenta a energia disponível para os animais.
Entretanto, o produtor deve sempre levar em consideração que um adequado manejo no momento da ensilagem é essencial para manter a qualidade da forragem conservada, bem como seu valor nutricional, não sendo substituído por nenhum aditivo comercial. Avaliando a possibilidade de conservação do excedente de produção para aproveitamento no período de escassez de alimento, complementando a dieta animal.

Referencia Bibliográficas
FILYA, I., ASHBELL, G., HEN, Y., WEINBERG, Z. G., The Effect of Bacterial Inoculants on the Fermentation and Aerobic Stability of Whole Wheat Silage. Animal Feed Science and Technology, 88, pg. 39-46, 2000.
MORAIS, J.P.G. Silagem de gramíneas tropicais. In: SIMPÓSIO SOBRE NUTRIÇÃO DE BOVINOS, 7., 1999, Piracicaba. Anais... Piracicaba: Fundação de Estudos Agrários “Luiz de Queiroz”, 1999. p.89-95.

MUCK, R. E; BOLSEN, K. K. Silage Preservation and Silage Additive Products. In: Fiel Guide for Hay and Silage Management in North America, pg. 105-126, 1991.
MUCK, R. E. The Role of Silage Additives in Making High Quality Silage. In: Silage Production from Seed to Animal, New York, pg. 106-116, 1993.
MUCK, R. E.; KUNG Jr., L. Effects of Silage Additives on Ensiling. In: Silage Field to Feedbunk, New York, pg. 187-199, 1997.
WEIBERG, Z. G.; MUCK, R. E. New Trends and Opportunities in the Development and Use of Inoculants for Silage. FEMS Microb. Rev, pg. 53-68, 1996.



1

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.

HUGO BEZERRA

EM 22/07/2013

gostei faço silagem muito tempo.ok
MilkPoint AgriPoint