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Fazendas Inovadoras: Fazenda Boa Esperança da Serra (Mococa/SP)

POR MARLIZI M. MORUZZI

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 13/04/2016

12 MIN DE LEITURA

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Na seção Fazendas Inovadoras, uma parceria entre o MilkPoint e a Revista Leite Integral, será explorada a história e o desenvolvimento de fazendas que estão obtendo desempenho acima da média, de acordo com vários critérios distintos, incluindo o sistema de produção como um todo. A quarta participante é a Fazenda Boa Esperança da Serra, localizada em Mococa/SP. 

Maria Stela Barretto de Figueiredo Santos segue firme o legado deixado pelo avô na seleção de animais das raças Gir Leiteiro e Girolando, à frente da Fazenda Boa Esperança da Serra, em Mococa, SP. Com raízes firmes na pecuária, ela dedica seus dias à atividade leiteira e não se imagina em outra profissão. “Essa fazenda é parte da minha vida... não tenho outra história se não essa.”




Mulher, casada, mãe de dois filhos, pecuarista e dona de uma garra imensa. Maria Stela Barretto de Figueiredo Santos segue firme o legado deixado pelo avô na seleção de animais das raças Gir Leiteiro e Girolando, à frente da Fazenda Boa Esperança da Serra, em Mococa, SP.

Francisco de Figueiredo Barretto foi um dos 5 selecionadores pioneiros da raça no Brasil, tendo iniciado em 1933 um intenso trabalho de criação e seleção genética do Gir Leiteiro FB, na fazenda Santana da Serra, em Cajuru, próxima a Mococa. Junto à família, ele passava os finais de semana na fazenda, atuando no manejo e na avaliação criteriosa dos animais. As seis filhas de Francisco, assim como seus netos e netas, nasceram e cresceram convivendo com a atividade pecuária, cultivando o amor pelos animais e o prazer de desfrutar da vida no campo.

Com o falecimento do Sr. Francisco, em 1981, o criatório ficou sob os cuidados da família, que deu sequência ao trabalho com o Gir Leiteiro, iniciando também a seleção de animais Girolando. Neste mesmo ano, o Sr. Francisco adquirido a Fazenda Boa Esperança da Serra, em Mococa, mas não chegou a desfrutá-la.

Em 1996 foi feita uma cisão das fazendas da família, e a Fazenda Boa Esperança da Serra ficou para a filha Maria Dias Barretto Figueiredo, professora aposentada, mãe de Maria Stela, que assumiu a administração e deu sequência à seleção de animais Gir Leiteiro e Girolando, visando especialmente a produção leiteira com a marca MB. “Tínhamos 80 animais no total, entre Gir Leiteiro e Girolando, e uma produção diária de 112 litros de leite. A ordenha era realizada com balde ao pé e com a presença dos bezerros”, conta Maria Stela. A produtividade média das vacas Gir Leiteiro era de 3.500 a 4.000 quilos de leite por lactação (305 dias), e de 5.000 a 6.000 quilos de leite por lactação para as Girolandas.

Após o falecimento de sua mãe, em 2006, a fazenda continuou sob a administração de Maria Stela e seus irmãos. Desde então, Stela vivencia o dia a dia da fazenda, sendo responsável não só pela sua administração, como também pela compra de insumos, inseminação do rebanho, medicação e gerenciamento geral.

Em 2010, em função do grande aumento do rebanho em lactação em uma propriedade pequena, Stela viu a necessidade de reformular a infraestrutura da fazenda, construindo então uma sala de ordenha com fosso. “Esse investimento melhorou toda a rotina da fazenda. Tiramos os bezerros da ordenha, e isso facilitou muito o trabalho dos funcionários”, diz Stela, contanto que, desde então, faz uso de ocitocina em todas as vacas em lactação.

No final de 2014, a produção diária de leite alcançava os 3.200 litros e, com 110 vacas em lactação, havia 400 animais na fazenda, no total. A produtividade do melhor lote alcançava 33 litros/vaca/dia. Neste momento, os irmãos de Stela optaram por vender o rebanho, alegando baixa rentabilidade. “Por muitos anos a fazenda realmente não foi lucrativa, pois investíamos todo o dinheiro para aumentar o rebanho, não vendíamos animais, recriávamos todas as novilhas para aumentar o plantel. E só a renda do leite não proporcionava lucro considerável. Por isso meus irmãos ficaram desestimulados com a sociedade”, explica Stela.

“Mas eu não podia deixar isso acontecer... acabar toda história da fazenda, do trabalho de meu avô, e meu também por 19 anos. Vendemos então 70% do rebanho, reestruturamos a empresa e a sociedade, e eu continuei desenvolvendo a atividade, começando do zero praticamente”, conta Stela.

Matrizes Gir Leiteiro, base do rebanho da fazenda Boa Esperança da Serra 


As vacas Gir Leiteiro e Girolando são mantidas juntas, sob mesmo manejo e alimentação
O recomeço

Dois anos depois de reduzir seu rebanho em quase 2/3, a produção diária da Fazenda Boa Esperança da Serra é de 1.350 litros, com 55 vacas em lactação, ordenhadas duas vezes ao dia. Todo o volume produzido é entregue para a Mococa S.A. Produtos Alimentícios, com atenção redobrada aos quesitos de qualidade.

As vacas com mais de 60 dias pós-parto, com produções acima de 25 litros/dia e bom escore de condição corporal, recebem uma dose de BST (somatotropina bovina) a cada 14 dias. A qualidade do leite produzido, com baixa contagem bacteriana (CBT) e de células somáticas (CCS), além do teor de sólidos, garante uma bonificação no pagamento pelo laticínio.

A produtividade média das vacas Gir Leiteiro, por lactação (ajustada aos 305 dias), agora é de 6.000 a 8.500 quilos de leite. Entre as Girolando, a média por lactação está entre 8.000 a 9.000 quilos, com matrizes que ultrapassam os 11.000 quilos de leite em sua primeira lactação.

 
Criação e seleção

O propósito da criação da Fazenda Boa Esperança da Serra, desde seu início com o Sr. Francisco Barretto, sempre foi a seleção genética e a produção leiteira. “Quando meu avô começou a selecionar o Gir, em 1933, que ainda não era de aptidão leiteira, havia apenas 5 criadores de Gir Leiteiro, pioneiros no país. Eles trocavam genética, experiências, alguns importaram touros da Índia, de forma que esse início de seleção foi feito de forma muito minuciosa e criteriosa”, conta Stela. “Naquela época, meu avô já fazia controle zootécnico e leiteiro mensalmente de todos os animais. Tinha também uma máquina (separador de gordura) para medir o teor de gordura do leite de cada vaca, e eu adorava ajuda-lo neste processo”, lembra. Todos estes dados eram enviados para a ABC - Associação Brasileira de Criadores (antiga Associação Paulista de Criadores de Bovinos).

Desde que assumiu a administração da fazenda, em 1996, Stela passou a realizar o controle leiteiro do rebanho com a Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da raça Holandesa. “Mensalmente recebo os dados de todos os animais, com relatórios de células somáticas, produção e reprodução, desempenho do controle, certificado oficial de desempenho (encerramento de lactação), índices de qualidade do leite, entre outros dados”, diz a produtora, afirmando que não abre mão destes relatórios, considerados uma ferramenta essencial para o manejo diário da fazenda e do rebanho.

Em 2014, 60% do rebanho era composto por animais ½ sangue, 20% Girolando ¾ e os 20% restantes Girolando 5/8. Hoje, 73% dos animais são Girolando, sendo que das 55 vacas em lactação, 15 são Gir Leiteiro PO, produtos de FIV ou TE, sendo todas matrizes crioulas do material genético da fazenda.

O plano genético atual da fazenda tem como prioridade o nível de sólidos do leite, produtividade, conformação e sanidade de úberes. “Eu mesma faço os acasalamentos, mas às vezes tenho ajuda de técnicos que estão por perto”, conta Stela. “Nos acasalamentos do Gir Leiteiro temos um cuidado extra na correção de úberes, melhoramento na conformação das matrizes, entre outros parâmetros”, complementa, afirmando que o melhoramento genético proveniente do teste de progênie da ABCGIL (Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro) selecionou imensamente os animais para produtividade, além de melhores úberes. “Minhas vacas Gir Leiteiro não perdem em nada para as Girolando”, afirma Stela.

O rebanho é todo inseminado artificialmente, mas também são utilizados touros de repasse, sendo um da raça Holandesa e outro Gir Leiteiro, ambos PO, registrados.
Uma vez ao mês, o médico veterinário que presta assistência à fazenda examina o rebanho e faz a checagem de prenhez das fêmeas. Aquelas que estiverem vazias e aptas à inseminação, entram nos protocolos de inseminação artificial em tempo fixo (IATF). Nesta semana de tratamento hormonal, o touro é retirado do lote, e só retorna 13 a 15 dias após a inseminação, para que não haja problema em relação à cobertura.

“As fêmeas que retornam ao cio, após os protocolos, têm grande chance de emprenhar com o touro, e isso facilita nosso manejo”, diz Stela. Quando possível, e de acordo à disponibilidade de receptoras, é feita a aspiração folicular das matrizes, tanto de fêmeas Gir Leiteiro quanto de Girolando, e a fertilização in vitro. Desta forma, a fazenda garante o aumento do rebanho com avanços genéticos expressivos.

Uma das “relíquias” do plantel da Fazenda Boa Esperança da Serra é a vaca MBF Babésia (FB Degas x FB Implosão), com seus 18 anos de idade. MBF Babésia é a única irmã do touro Radar dos Poções, registrou uma produção média de 5.246 kg por lactação em sua vida produtiva, deixando uma seleção de excelentes matrizes e reprodutores que fazem parte do time “cabeceira” da fazenda.

MBF Babésia (FB Degas x FB Implosão) aos seus 18 anos de idade 




Bezerreiro com casinhas individuais

Manejo e alimentação

Todos os animais, Gir Leiteiro ou Girolando, são criados sob mesmo manejo e alimentação. Permanecem em piquetes de capim Tanzânia, com boa disponibilidade de forragem o ano todo. As vacas em lactação estão divididas em dois lotes, e recebem suplementação alimentar (dieta total) duas vezes ao dia, em um barracão próximo à ordenha. Cada lote tem uma dieta específica, sendo que o lote 1, com produção mais alta (hoje com média de 29,5 litros/vaca/dia), consome em média 57 quilos/vaca/dia, sendo 50 kg de volumoso e 7 quilos de ração. Já o lote 2, com produção mais baixa, consome 40 quilos/vaca/dia, em média, sendo 4 a 6 quilos de ração e o restante de volumoso”, explica Stela.

A base da dieta das vacas em lactação (dieta total) é composta por silagem de milho, capim Tanzânia fresco ou ensilado (dependendo da disponibilidade), farelo de soja, milho grão, polpa cítrica, cevada e núcleo mineral, com possível variação de ingredientes de acordo à época do ano, como também silagem de cana-de-açúcar.
“Hoje estamos usando silagem de milho, capim verde picado, silagem de cana, cevada, milho, farelo de soja, polpa cítrica, ureia e núcleo mineral. O custo médio da dieta, considerando os dois lotes, está em R$ 12,39 por dia, por vaca em lactação”, conta a produtora.

A secagem das vacas é feita aos 60 dias pré-parto, sendo que nos 30 dias finais seguem para um lote maternidade, recebendo uma dieta pré-parto, aniônica. Neste momento também recebem uma dose de vacina, visando à imunização passiva dos bezerros, na prevenção da diarreia neonatal. As novilhas são criadas a pasto, apenas com suplementação mineral.

Assim que nascem, as bezerras são separadas das mães e ficam 3 dias numa baia próxima ao escritório, sob os cuidados dos funcionários, que asseguram que ela beba o colostro logo após o nascimento. Em seguida vão para o bezerreiro, com casinhas individuais.

Até os 60 dias, recebem 4 litros de leite, sendo que a partir dos 25-30 dias de vida passam a consumir ração inicial também. Dos 60 dias em diante consomem ração à vontade, feno e pequena quantidade de silagem misturada à raça, além do leite. Aos 80 dias, o volume oferecido de leite passa para 3 litros, e aos 100 dias são desmamadas. “Mas ainda deixamos as bezerras nas casinhas por uns 20 dias após a desmama, para que se adaptem bem ao consumo de alimentos sólidos e não mamem umas nas outras após o agrupamento”, conta Stela. Da desmama aos 150 dias de vida, as bezerras recebem ração para recria, sendo 2,5 quilos por bezerra por dia.

Até 2014, os bezerros machos eram vendidos logo nos primeiros dias de vida. Hoje eles são recriados e vendidos para corte, ajudando na receita da fazenda. Além das vacinas obrigatórias, o manejo sanitário da Fazenda Boa Esperança da Serra engloba um completo calendário de vacinações, tanto de bezerras quanto de fêmeas adultas, além do casqueamento dos animais. “Fazemos semestralmente os exames de controle de brucelose e tuberculose, e nunca tivemos caso positivo na fazenda”, afirma a produtora. Stela conta que pneumonia e diarreia ainda são os desafios no bezerreiro, mas que os casos de diarreia foram muito bem controlados com o fornecimento oral de um produto à base de toltrazurila, além da vermifugação periódica.

Em relação às instalações, a produtora Stela ressalta a necessidade de investir em áreas de sombreamento. “Como temos uma boa área de pastagens, os problemas com barro não são significativos. Em períodos chuvosos, mudamos frequentemente a posição dos cochos, fazemos a manutenção dos corredores, e não há acúmulo excessivo de barro. No entanto, faltam áreas de sombreamento, algo a ser melhorado aqui na fazenda”, afirma.

Entre desafios e conquistas

As dificuldades enfrentadas ao longo destes anos, com o falecimento do seu avô, de sua mãe, a venda de quase todo o rebanho, as instabilidades de mercado, entre tantos outros desafios, só fizeram de Maria Stela uma mulher mais forte, experiente e determinada a atingir seus objetivos. Com raízes firmes na pecuária, ela dedica seus dias à atividade leiteira e não se imagina em outra profissão.

Stela também mostra a preocupação em manter sua equipe de funcionários treinada e motivada. “Prezo para que nossos funcionários sejam orientados e reciclados para que possam executar suas funções da melhor maneira possível”, diz.

Devido ao alto investimento na recria, para aumentar o rebanho e o volume produzido, o custo de produção encontra-se elevado. “Hoje nosso custo está em R$ 1,13/litro, mas no momento em que o rebanho estiver estabilizado, e até mesmo pudermos vender animais jovens, a conta ficará mais equilibrada”, afirma Stela. Uma das metas para os próximos anos é aumentar a produtividade do rebanho. “Temos que explorar mais o potencial genético dos nossos animais. Já tivemos períodos com média diária de 33 litros por vaca, e é nisso que temos que focar”, afirma.

Seus dois filhos, Antônio e Vitor, estão totalmente envolvidos com a fazenda. Antonio, de 22 anos, está cursando o 3º ano de Engenharia Agronômica na Unesp, em Jaboticabal-SP, mas aos finais de semana dedica-se à fazenda. Vitor, com apenas 13 anos, acompanha a mãe quase que diariamente, e participa das rotinas diárias junto dela e dos funcionários. “Meus filhos cresceram dentro da fazenda, atuando no dia a dia, o que fez com que criassem um vínculo forte com a pecuária leiteira desde pequenos. Sempre dei a oportunidade para que eles frequentassem a fazenda e fizessem algo que gostassem, como ter uma bezerra, um cavalo, dirigir trator, ordenhar vacas, vacinar, etc., vivenciando como é criar, recriar e manter os animais, sobrevivendo nesta atividade”, diz Stela.

“Eu amo o que eu faço. Meus filhos também gostam muito e estão sempre envolvidos com a fazenda, ajudando no manejo e no seu desempenho, tão apaixonados por isso tudo quanto eu. Nunca pensei em mudar de profissão... Essa fazenda é parte da minha vida, não tenho outra história se não essa”, enfatiza a produtora.

Orgulhosa ao contar essa linda história de sucessão familiar, repleta de amor pela pecuária, pela fazenda e pelos animais, Stela afirma ser uma pessoa feliz e realizada. “Não preciso de mais nada. O que faço hoje é tudo o que eu mais gosto... É uma grande alegria poder passar esse trabalho para meus filhos, pensando que eles terão a oportunidade de dar sequência a essa história, assim como eu fiz”.
 

*Esta matéria foi publicada na edição de abril/2016 da Revista Leite Integral.

MARLIZI M. MORUZZI

Coordenadora de Conteúdo do EducaPoint

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FERNANDO MELGAÇO

GOIÂNIA - GOIÁS - MÍDIA ESPECIALIZADA/IMPRENSA

EM 15/04/2016

Parabéns, Maria Stela.
Confesso que sou admirador inconteste da raça Gir Leiteiro e também da Girolando.
Numa pesquisa que realizamos na Bacia Leiteira de Goiânia e municípios vizinhos, pudemos constatar o quanto o leite de Zebuínos é mais rico em gordura e Extrato Seco Total e Desengordurado.
Acredito que o gado ideal para produção de leite nos Trópicos seja o Girolando. Sua resistência ao calor é muito grande e sua longevidade é outro fator importante, visto que uma vaca Girolando vai continuar produzindo leite por muito mais tempo, quando comparada a uma Holandesa. A vaca Gir, então nem se fala.
Sou Médico Veterinário, hoje Fiscal Federal Agropecuário.
Atenciosamente,
Fernando Melgaço.
CARLOS ALBERTO T. ZAMBONI

MOCOCA - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 13/04/2016

Do sonho do Sr. Francisco em 1.933 à realidade da Stela em 2016

Perseverança, Dedicação e Paixão no que fazem.

Parabéns Stela, Filhos e Funcionários

Zamboni
JOSE LIBERIO GONÇALVES DOS REIS

INIMUTABA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 13/04/2016

Maria Stela,

Que história linda e um belo exemplo.
Parabéns.
MilkPoint AgriPoint