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Espaço Acadêmico: Práticas para melhorias da higiene e qualidade do leite

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 02/03/2017

4 MIN DE LEITURA

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Autores do artigo: 

Janaína Sauthier, Gean Bussolaro e Carla Verônica Vasconcellos Diefenbach. Acadêmicos do curso de Zootecnia do IFRS-Campus Sertão. 


A qualidade do leite é influenciada por fatores zootécnicos associados ao manejo, alimentação e armazenagem. Tal fato tem sido foco de preocupação entre produtores e consumidores nos últimos anos. Sendo assim, o presente estudo teve como objetivo a realização de um planejamento estratégico para resolver problemas relacionados à higiene e qualidade do leite.

A composição nutricional dos sólidos, higiene e sanidade na cadeia produtiva do leite são fundamentais para que o produtor seja bonificado pelas exigências da Instrução Normativa 62, também proporcionando ao consumidor um alimento seguro e de ótimo valor nutritivo. O seguinte trabalho foi desenvolvido em propriedades leiteiras da região de Sertão/RS e municípios limítrofes durante o ano de 2016.

Para obtermos uma melhoria na produção devemos levar em consideração vários aspectos da produção leiteira, assim como o conhecimento técnico de práticas que influenciam a composição e a qualidade. Tomadas de ações preventivas de monitoramento e controle (desde o momento da ordenha e o rápido resfriamento) também passam pelo transporte isotérmico, indústria e processamento adequado. O objetivo é que chegue ao consumidor um produto de alta qualidade e de aceitação tanto no mercado interno quanto no externo.

A meta foi trazer conhecimentos a respeito das questões de higiene e qualidade do leite, promovendo o desenvolvimento e a melhoria da produção leiteira em propriedades rurais de pequeno porte na localidade dos municípios de Chapada e Ronda Alta - oportunizando o desenvolvimento regional.

Escolha das propriedades

Com o objetivo de promover o desenvolvimento e melhoria da qualidade do leite, foi realizado uma primeira visita em sete propriedades de produção leiteira nos municípios de Chapada e Ronda Alta, onde produtores assinaram um termo de consentimento, concordando com a participação do projeto. Esses estabelecimentos produzem mais de 100 litros de leite/dia, sendo a produção leiteira a principal atividade realizada pelos produtores.

Visitas às propriedades e elaboração de dados

Após realizados estudos teóricos para desenvolver um questionário e identificar os principais problemas com relação à higiene do leite, seguiu-se para o contato direto com os envolvidos. Na segunda visita, se verificou as condições que se encontravam as propriedades quanto à higiene e qualidade do leite. Além disso, foram adquiridos extratos da qualidade do leite realizados pela indústria de laticínio no período de janeiro a agosto de 2016. A ideia com isso foi entender a real situação das propriedades. 

qualidade do leite - estudo no rio grande do sul

Retorno nas propriedades

Na terceira visita foi realizado um acompanhamento das práticas de ordenha. Nessa etapa, foram registrados os principais problemas executados, e, contudo, recomendadas propostas de melhoria da qualidade do leite.

Diagnóstico e recomendações

Os principais problemas encontrados nas propriedades foram relacionados ao manejo da ordenha, falta de preparação do úbere antes da ordenha e ausência da realização de procedimentos como a desinfecção dos tetos antes da ordenha (pré-dipping).

Na sequência, foram identificados problema pós ordenha, especificamente com a desinfecção dos tetos (pós-dipping) e utilização de produtos ou procedimentos inadequados para realização da higiene dos equipamentos de ordenha. A inexistência da realização do teste da caneca do fundo preto e do teste CMT (Califórnia Mastite Teste) para diagnosticar infeção no úbere ocasionada pela mastite clínica e subclínica também foi destaque. Segundo Pereira (2010), o diagnóstico correto da mastite clínica é realizado pela sintomatologia. Não menos importante, a mastite subclínica poderá levar à incapacidade funcional da mama, causando prejuízos econômicos. Vale destacar que ainda pode haver nas propriedades demora no início do processo de refrigeração do leite. Essa ação deve ser imediata para que não ocorra a rápida proliferação de micro-organismos. Essas práticas não efetuadas ou realizadas incorretamente impactam diretamente na qualidade do leite.

Por meio da ausência das práticas para melhoria da qualidade do leite, foi recomendada a realização de procedimentos adequados e explicada a importância da adoção de técnicas de melhoria no manejo da produção de leite, minimizando a contagem de células somáticas (CCS) e a contagem bacteriana total (CBT).

Figura 2 - Utilização do pré-dipping. 

 
                                 produção de leite - qualidade                        
Figura 3 e 4 - Utilização do papel toalha e utilização do pós-dipping. 

     produção de leite - qualidade                    produção de leite - qualidade
 

Figura 5 e 6
- Realização do teste da caneca e realização do teste CMT. 

 produção de leite - qualidade                      produção de leite - qualidade

Considerações finais

O projeto proporcionou aos envolvidos muito aprendizado, agregação de experiências e crescimento profissional. Além disso, os envolvidos fizeram uma interação da extensão universitária com a comunidade, podendo auxiliar em muitas propriedades nas principais deficiências de higiene que estão ligadas aos problemas de treinamento de mão de obra, dificuldades de infraestrutura e uso de produtos ou de procedimentos inadequados. Se os produtores conseguirem melhorar as diversas dificuldades enfrentadas no dia a dia, poderão elevar consideravelmente a qualidade do leite. Consequentemente, eles conseguirão uma maior renda mensal, já que a maioria das indústrias hoje paga o preço do litro do leite pela qualidade.

Referências bibliográficas

PEREIRA , E. S. et al. Novilhas leiteiras. Fortaleza: Graphiti gráfica e editora ltda, 2010. 632 p. : il.

RODRIGUES, Eliane. Qualidade do leite e derivados: processos, processamento tecnológico e índices/Eliane Rodrigues... [et al.]. -- Niterói: Programa Rio Rural, 2013.

AUAD, A. M. et al. Manual de bovinocultura de leite. Brasília: LK Editora; Belo Horizonte: SENAR-AR/MG; Juiz de Fora: Embrapa Gado de Leite, 2010. 608p.

CARVALHO, M. É possível termos uma nova relação entre produtores e indústrias? In: Revista leite integral, número 59, ano 8, fevereiro 2014.

GONÇALVES, J.N. Manual do produtor de leite. Viçosa, MG: Aprenda Fácil, 2012. 864p.

JANK, M. S.; FARINA, E.M.Q.; GALAN, V.B. O Agribusiness do Leite no Brasil. São Paulo: Pensa/Editora Milkbizz, 1999. 108p.

OHIO, M. et al. Princípios básicos para produção de leite bovino. Curitiba: Imprensa da UFPR, 2010. 144P.

MAIA, P. V. et al. A Instrução normativa 62. 2014. Médica Veterinária/Mestre, Universidade Federal de Minas Gerais. Disponível em

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