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A importância da relação humano-animal em propriedades leiteiras

POR GUILHERME AMORIM FRANCHI

E IRAN JOSÉ OLIVEIRA DA SILVA

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 06/01/2015

4 MIN DE LEITURA

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Com o constante desenvolvimento dos sistemas de produção animal, novas tecnologias surgem diariamente para atender às diversas demandas de animais e produtores de forma a atingir níveis cada vez maiores de produtividade e qualidade.

Entretanto, no que diz respeito ao Bem-estar Animal (BEA), fator essencial dentro de uma produção agrícola sustentável, muitos aspectos ainda precisam ser desenvolvidos, no Brasil e no mundo. E mais do que a adoção de medidas e a tomada de ação, é preciso maior discussão e difusão de informações por parte de todos os envolvidos, em especial, na cadeia do leite.

O descompasso que ainda existe entre o BEA e os outros fatores que compõem a criação de animais é, em parte, por conta do desconhecimento de produtores e técnicos a respeito das práticas corretas e éticas de BEA.

Já quando se trata da relação humano-animal, ainda muitos pesquisadores não a reconhecem como valiosa. Muitas vezes, os animais são encarados como máquinas (Hemsworth & Colemam, 1998) e os seres humanos como ferramentas do processo produtivo.

Contudo, os colaboradores possuem papel fundamental na criação e no cuidado de animais. Como já foi discutido em artigos anteriores pela pesquisadora Fernanda V. R. Vieira (https://www.milkpoint.com.br/radar-tecnico/bemestar-e-comportamento-animal/bemestar-do-trabalhador-ferramenta-importante-visando-o-bemestar-animal-89108n.aspx), as ações exercidas por colaboradores no manejo têm impacto direto sobre o BEA. Dessa forma, essa relação pode afetar, positiva ou negativamente, o andamento do negócio.

Na criação de bovinos de leite, suínos e aves, a maior ocorrência de atitudes positivas pelos colaboradores e manejadores está associada com maiores ocorrências de interações positivas entre os animais, assim como maiores níveis de bem-estar dos mesmos. (Cransberg et al., 2000; Coleman et al., 2000; Hemsworth et al., 2000).

E essas atitudes positivas estão intimamente ligadas ao bem-estar desses indivíduos. Colaboradores satisfeitos, felizes e motivados, estarão mais conscientes e dispostos a melhorar hábitos e adotar práticas corretas de BEA. Para tanto, eles precisam ter suas necessidades atendidas, como moradia, segurança, sentimento de responsabilidade e autorrealização.

Por outro lado, um colaborador desanimado ou insatisfeito poderá influenciar negativamente o BEA e o andamento de uma propriedade animal (Figura 1). Logo, é essencial compreender todos os aspectos da vida de cada indivíduo envolvido no processo de produção, a fim de atingir melhores níveis produtivos e de bem-estar, animal e humano.
 

Figura 1. Possíveis interações entre bem-estar do trabalhador, bem-estar animal e produtividade. Fonte: Adaptado de Burton et al. (2012)


Algumas dessas atitudes positivas e negativas mais comuns de acontecerem no manejo de animais em uma propriedade leiteira podem ser visualizadas abaixo (Quadro 1).

 

Quadro 1. Relação de atitudes positivas e negativas no manejo de bovinos leiteiros


Grande parte da produção nacional de leite origina-se de pequenas e médias propriedades leiteiras que mantêm suas vacas em pasto. Neste cenário, muitos são os desafios ao enriquecimento do nível de BEA e dos colaboradores, tais como a dificuldade de encontrar ambiente propício ao bem-estar do trabalhador/colaborador (BET) e o pouco acesso à informação técnica para aqueles que trabalham diretamente com bovinos.

Dessa maneira, para superar esses desafios e obstáculos, além da continuidade de pesquisas relevantes nessa área, é essencial maior integração de todos os elos das cadeias de produção animal. Produtores, pesquisadores, consultores, governo, indústria e consumidores precisam trabalhar conjuntamente nesse sentido.

Quando se trata de BEA e BET, as mudanças em uma propriedade não são instantâneas, porém não são impossíveis. Na verdade, esses aspectos podem ser melhorados apenas “fazendo-se o certo”, já que em muitos casos, problemas ligados ao BEA e ao BET são frutos de ações e tomadas de decisão equivocadas. Algumas possíveis ações são:

- Inspeção do ambiente e dos animais: nº de pontos de água limpa é suficiente? Há presença de sombra adequada no pasto? As vacas estão muito magras? O nível de CCS está controlado? Há vacas machucadas ou mancando? Para essas e outras verificações, sugere-se a consulta de um profissional especializado em BEA;

- Avaliação da rotina e das condições de trabalho dos colaboradores;

- Oferta de treinamentos em BEA aos colaboradores que envolvam explicações teóricas sobre os animais, manejo, importância e benefícios do BEA, assim como, demonstrações práticas e espaço para que os colaboradores participem e aprendam ativamente;

- Procurar o maior engajamento dos colaboradores, por meio da participação, do envolvimento e da atenção que pode ser conferida a eles.

Baseando-se nessas considerações fica aqui o nosso alerta: é importante investir na alta estima dos colaboradores para que os resultados possam ser direcionados para o sistema produtivo, por meio do interesse, comprometimento e parceria dos mesmos, que sem sombra de dúvida são elementos fundamentais nesse processo.

Referências bibliográficas

Burton, R.J.F.; Sue, P.; Mark, H. C. Building ‘cowshed cultures’: A cultural perspective on the promotion of stockmanship and animal welfare on dairy farms, Journal of Rural Studies, 28, p. 174 – 187, 2012.

Coleman GJ, Hemsworthy PH, Hay M, Cox M (2000) Modifying stockperson attitudes and behaviour towards pigs at a large commercial farm. Applied Animal Behaviour Science 66:11-20

Cransberg PH, Hemsworth PH, Coleman GJ (2000) Human factors affecting the behaviour and productivity of commercial broiler chickens. British Poultry Science 41:272-279

Hemsworth, P.H.; Coleman, G.J. Human-livestock interactions: the stockperson and the productivity and welfare of intensively farmed animals. London: CAB International, 1998. 140p.

Hemsworth PH, Coleman GJ, Barnett JL, Borg S (2000) Relationships between human-animal interactions and productivity of commercial dairy cows. J Anim Sci 78:2812-2831

 

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GUILHERME AMORIM FRANCHI

Engenheiro Agrônomo (ESALQ/USP)

IRAN JOSÉ OLIVEIRA DA SILVA

Engenheiro Agrícola, Professor Livre-Docente ESALQ/USP. Coordenador e Pesquisador responsável pelo NUPEA - Núcleo de Pesquisas em Ambiência. Especialista em Ambiência e bem-estar de animais de produção.

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ANDRÉ DE ALMEIDA SILVA

MIRANTE DA SERRA - RONDÔNIA - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 16/01/2015



Caro Guilherme Amorim Franchi,



Estou escrevendo um projeto para AVALIAÇÃO DA AMBIÊNCIA NO COMPORTAMENTO ANIMAL COM E SEM PRESENÇA DE ÁRVORES NAS PASTAGENS NA REGIÃO CENTRAL DE RONDÔNIA, e estou em busca de informação, principalmente metodologia que melhor se adeque para a pesquisa.  
MARCELO ERTHAL PIRES

BOM JARDIM - RIO DE JANEIRO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 16/01/2015

Caros Senhores

sim tratar bem um animal que produz é uma condição de inteligência ! sim, sim, eles respondem com maior e melhor produção, comprovadamente !



Só sinto que o gado de origem européia seja menos responsivo ao bom tratamento em comparação ao gado Gir ( que se escovarmos todos os dias teremos animais até 'chatos' de tanto que buscaram novos carinhos). Os machos(inteiros, ditos touros de reprodução) das raças europeias, são os mais traiçoeiros para fazer ataques, que podem vir facilmente a ser mortais .



     Um abraço em especial ao Ronaldão e a todos !
GUILHERME AMORIM FRANCHI

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 15/01/2015

Boa tarde André de Almeida Silva,



A etologia é um ramo da zoologia que estuda o comportamento dos animais. A ambiência, assim como o comportamento animal, é um dos fatores importantes a serem considerados para a manutenção e promoção do bem-estar animal.



Por exemplo, vacas leiteiras mantidas em ambientes muito quentes e úmidos ou com ausência de sombreamento terão seus comportamentos alimentares alterados, como redução da ingestão de alimentos e aumento do consumo de água. Ou ambientes mal dimensionados, onde os animais não podem se locomover normalmente ou acessar os mesmos locais de alimentação, podem causar efeitos negativos no comportamento dos animais, gerando disputas, agressões, expressão de estereotipias e dificuldade de manejo.



Sugiro a leitura desse artigo, aqui no Milkpoint: https://www.milkpoint.com.br/radar-tecnico/bemestar-e-comportamento-animal/ambiencia-nao-e-bemestar-animal-83143n.aspx



Abraço,
GUILHERME AMORIM FRANCHI

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 15/01/2015

Os comentários do Jardel, da Janete Zerwes, do Vinicius Lima Matera e do Temo Tassinari Jr. são muito pertinentes! Todos compartilharam situações e experiências vividas por eles em suas rotinas de trabalho e contribuem muito para a discussão e difusão desse tema tão importante para uma pecuária mais sustentável e ética, o bem-estar de animais e pessoas (colaboradores, supervisores, gerentes e PROPRIETÁRIOS).



Como dito anteriormente, nada do que consta no artigo é baseado em suposições ou conceitos infundados. Muito menos em situações puramente teóricas, discutidas no interior de uma sala de aula ou laboratório. O que procuramos passar por meio desse artigo tem muito mais ligação com o que observamos, avaliamos e trabalhamos COM os colaboradores e produtores, do que em revisões de livros. Nós sempre procuramos trabalhar AO LADO dos colaboradores e produtores, de forma a ajudá-los e aprender com eles.



Como o próprio produtor Ronaldo Marciano comentou, é o cliente (produtor) que define a forma como ele deseja obter o insumo (conhecimento). Porém, isso não dá ao cliente o direito de desrespeitar o trabalho de um profissional. Por isso que existem diversas opções (cursos, DVD, livros, artigos, websites, etc.) e somos livres para escolher o que é melhor para cada um de nós.



Nós não escrevemos um artigo por obrigação ou por dinheiro. Escrevemos porque gostamos do que fazemos, porque acreditamos que o conhecimento e o debate construtivo devem ser difundidos para o maior número de pessoas possível, porque queremos e precisamos de uma agricultura mais produtiva e menos inimiga da natureza e porque acreditamos que o respeito entre todos os seres, plantas, animais e humanos, é crucial para o progresso da sociedade e de nossa história.



Tenha certeza que sabemos e reconhecemos todo o empenho que um produtor de leite, assim como qualquer outro profissional do campo, realiza e todas as dificuldades que ele enfrenta para tornar sua fazenda viável e produtiva. Mas vamos refletir um pouco mais sobre nossas atitudes, afinal, esse foi o propósito do artigo!
ANDRÉ DE ALMEIDA SILVA

MIRANTE DA SERRA - RONDÔNIA - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 15/01/2015

Qual a relação entre AMBIÊNCIA e ETOLOGIA ANIMAL?
ANTONIO

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 12/01/2015



Feliz 2015 a todos...



Sou quem entende menos de todos que postaram, e outros que iram, mas uma coisa eu tenho a maior certeza:



Amor e Carinho, todo mundo gosta, até os humanos.



Abraços, muito amor e paz, a todos nós!!!
RONALDO MARCIANO GONTIJO

BOM DESPACHO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 11/01/2015

Prezado Iran José,



Feliz 2015 para você e sua família também! Não é confusão, é interpretação. O que eu quis foi que vocês olhassem para as fazendas de um ponto de vista a altura que nós produtores o vemos e não do alto.

Sei que deve estar sendo difícil para os servidores públicos essa novidade do portal da transparência, mas com o tempo vocês se acostumam, é só uma questão de amadurecimento.

Pelo que li dos seus artigos, percebo que você está acostumado a ensinar através do estimulo ao pensamento, ao invés de passar o conhecimento faz a pessoa correr atrás dele, isto é uma habilidade que poucos tem. Mais será que no campo esta é a melhor forma de passar conhecimento? Será que na vida real valem as mesmas regras da sala de aula? Posso te garantir que não.

Conhecimento para o produtor é insumo. E para fazer uma boa comparação, vou comparar ao suplemento mineral, já que é um insumo que todos utilizam, independente do sistema de produção. Vou fazer a comparação da seguinte forma:

1 - Suplemento mineral pronto para uso: seriam os cursos (online, DVD, ou presenciais). O produtor faz e já começa aplicar no seu dia a dia imediatamente.

2 - Suplemento mineral concentrado, aqueles que precisam misturar com NaCl: seriam os livros, o produtor precisa adaptar ao seu dia a dia.

3 - Os ingredientes ( fosfato bicalcico, cloreto de sódio, calcário calcítico, etc., etc., etc.), estes seriam seus artigos, o produtor precisa pensar, pesquisar, se informar, contratar um profissional para ajudá-lo.

Repare que não disse em nenhum momento que um é melhor ou pior que o outro, todos são iguais no final, o que muda é a apresentação. Portanto o custo, a disponibilidade de tempo e a aceitação do cliente é que define qual será o escolhido.

Quanto aos meus negócios, fica tranquilo, estão indo bem... meu preço caiu menos que a média nacional, lamento pelos outros colegas, pois o problema deles é meu também, afinal somos uma categoria profissional, geramos empregos e renda. Se não estivermos bem, os empregos diretos e indiretos são afetados, o comércio local, enfim, todos só tem a perder, mesmo que o problema não seja "deles".



Um grande abraço.


TELMO TASSINARI JR

PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL

EM 11/01/2015

Prezados, bom dia!



Tive oportunidade de vivenciar as mudanças de comportamento nos cavalos. Quando comecei o trato com estes animais, estavam nas mãos de tratadores rudes e que colocavam a sua  prepotencia na força e trogloditice". A manada era arisca e arredia ao contato. A presença humana os afastava instintivamente, sendo impossível uma aproximação sem o recurso da mangueira e brete. Decorridos dois anos, com a troca destes tratadores, o passeio no campo é algo prazeiroso, pois agora os animais veem a nós e se sentarmos para observá-los, aproximam-se a ponto de vir cheirar os cabelos e fazer toques com os focinhos. Para quem gosta de animais é uma sensação agradabilíssima. Acredito que muitas pessoas, infelizes, por algum motivo, descarregam suas frustrações neste animais que não têm a mínima culpa dos infortúnios de seus tratadores. Deveriam tentar mudar, o retorno iria lhes dar mais paz.



Um abraço e  feliz 2015 .
IRAN JOSÉ OLIVEIRA DA SILVA

PIRACICABA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 08/01/2015

Prezado Ronaldo Marciano Gontijo.

Feliz 2015! Na verdade, acho que você esta confundindo os conceitos e a nossa intenção nesse artigo. Não é e nem foi a nossa pretensão discutir os salários dos Produtores de Leite...pois para isso seria mais interessante discutirmos com as respectivas declarações de imposto de cada um...o que é privativo e desnecessário para um bom entendedor.



Desculpe-me mas não estamos queremos polemizar a discussão...se a nossa contribuição técnica não lhe convém, sinto muito...mas pelo menos o  fez refletir até mesmo sobre os valores dos seus lucros, não é mesmo? Mas não discutiremos isso, dessa forma...Sinto muito! O conhecimento aqui colocado não se baseia em achismo ou sonhos de uma noite de verão...trata-se de um assunto sério e dessa forma gostaria que em suas considerações fosse mais respeitoso com todos os colegas...Pois pela forma que o Senhor expõe seu raciocínio já é perceptível como deverá tratar seus colaboradores...Me perdoe pelas minhas palavras, mas as questões colocadas em sua explanação além de criticas requer um estudo melhor das condições de investimentos em sua empresa. Não vivemos num país das maravilhas e sabemos muito bem as dificuldades de cada um... Por gentileza, o seu problema não é o único...talvez a informação não seja importante para sua pessoa, uma vez que a experiência que adquiriu ao longo do tempo é o suficiente...mas acredite, muitos são carentes de informações básica e orientações técnicas que possam agregar na empresa rural. Tenha um ano abençoado!!! Boa sorte nos investimentos!!!
RONALDO MARCIANO GONTIJO

BOM DESPACHO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 07/01/2015

Caro Guilherme,



Você se preocupa com o bem estar dos animais e dos trabalhadores. E nós produtores que trabalhamos de sol a sol em nossas propriedades? Não merecemos ser tratados ao menos como vacas? Você tem fazenda? Sabe trabalhar? Sabe o quanto é duro nosso trabalho? Sabe quantos litros de leite por dia temos que produzir para termos um lucro igual ao salário que você e o Iran recebem? Sabe o tamanho do capital que temos investido para tal feito? Pense nisto.
VINICIUS LIMA MATERA

ILHA COMPRIDA - SÃO PAULO - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 07/01/2015

Lembremos que sobre secreção de hormônios. No momento em que temos bons tratos aos animais mantemos a secreção de hormônios que beneficiam a produção do leite como o caso da ocitocina. Caso o Estresse esteja em alta a secreção de hormônios corticoides aumentam, esses que são antagônicos a secreção dos que geram a produção do alimento

Quanto o trabalhador rural possui bons motivos para trabalhar, seja boa liderança, condições de trabalho, preocupação com sua ergonomia e até mesmo remunerações por produção, a tendência é de que o mesmo não desconte seus problemas em cima do animal, assim o animal também mantém-se em homeostase e todos saem ganhando dentro do sistema, em bem estar, em harmonia, em dedicação e também não menos importante: Financeiramente.
GUILHERME AMORIM FRANCHI

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 07/01/2015

Ótimos comentários Jardel e Janete!



Concordo com você Janete. Não é mais possível conduzir um sistema de criação animal sem considerar os aspectos relacionados ao bem-estar animal e dos colaboradores. Seja pela importância de atender às necessidades de animais e pessoas, ou pelos benefícios que a adoção de práticas corretas de manejo podem trazer aos produtores.

Podemos conversar mais por email, se desejar. Meu email é gafranchi11@gmail.com



Abraços.
JANETE ZERWES

CUIABÁ - MATO GROSSO

EM 07/01/2015

Observo na prática que o aporte tecnológico direcionado a produção de leite, ou de carne, é realizado em grande parte por especialistas consultores oriundos das indústrias de farmacos. Sem desmerecer esses consultores, mas no interesse dos produtores e na garantia do bem estar dos animais, preciso dizer que, geralmente são desconsideradas as respostas dos animais e os benefícios produtivos, do seu bem estar.

Por experiência própria, tenho constatado que a resposta positiva advinda do bem estar animal, supera de longe, grande parte das intervenções químicas efetuadas sobre o rebanho. E posso dizer com segurança, que aquelas feitas de forma aleatória ao comportamento animal e suas reações ao stress ou a sua socialização, induzem a prejuízos sérios dentro de uma propriedade. E, ao contrário a observância do bem estar animal, está na base da lucratividade com baixos custos.

PS.: Estou aberta ao diálogo sobre esse assunto. Comprovei essas afirmações, através de análises informatizadas, em nossa propriedade.

Abraços.
JARDEL

CERRO LARGO - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 06/01/2015

Interessante! Realmente acho que tratar bem os animais faz sim a diferença, pude comprovar isso na criação das novilhas/bezerras, os animais se tornam mais dóceis e facilitam o manejo!
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