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Produzir pra quê?

POR GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

ESPAÇO ABERTO

EM 06/11/2013

3 MIN DE LEITURA

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Há tempos nos deparamos, estampada nas páginas dos periódicos especializados, com a atividade agropecuária brasileira sendo o sustentáculo de nossa balança comercial.

Até aí, nada de novidade, porque este estado de coisas sempre foi figurinha fácil em quaisquer previsões e comemorações a cada final de exercício.

Mas, se assim tem sido, o produtor brasileiro (seja ele agricultor ou pecuarista), deve estar sendo muito bem remunerado, assistido e valorizado, não é mesmo?

Infelizmente, ao contrário do pensamento leigo geral, a resposta a este questionamento está longe de ser positiva.

Em primeiro plano, estamos envolvidos em uma cultura que não valoriza a denominada “prata da casa”, que cultua o produto estrangeiro como sendo muito melhor que o nacional, mesmo que, em essência, não o seja.

Possuir ou adquirir estes estrangeirismos é sinal de status em nossa pobre sociedade, ainda que o produto nacional similar seja mais barato e mais eficiente.

Em segundo plano, o desinteresse governamental com as coisas do campo é patente, chegando ao extremo de, literalmente, matar a sua “galinha dos ovos de ouro”, com permissões eleitoreiras e ideológicas, como a constante importação de leite em pó, mesmo quando a safra brasileira encontra-se em plenos pulmões, o que faz com que o preço do produto, no mercado interno, caia a níveis menores que o custo de produção e, assim, os produtores paguem para produzir, o que, sob qualquer aspecto econômico é inviável e desastroso.

Em terceiro plano, a falta de uma política específica sobre a agropecuária nacional nos leva a ver o produtor escravo da indústria, que faz com ele o que quer, na certeza de que não haverá reação e que a exploração do homem pelo homem não terá nunca limites em nossos hemisférios social e político.

Em quarto plano, as políticas assistencialistas, voltadas, única e exclusivamente, para o voto, têm dilapidado a mão de obra campesina, de sorte que é muito melhor ficar à toa, esperando o dinheiro (ainda que pouco) dos bolsa escola, vale gás, bolsa família e tantas outras bolsas cair nas contas, todo final do mês, que suar a camisa nos quadrantes de uma fazenda qualquer.

Em quinto plano, o descaso com a educação, com a saúde, com a qualidade de vida das populações rurais, castra toda e qualquer ideologia e evita a permanência do homem no campo, atraído pelo canto de sereia da cidade grande, onde ele pode ter melhor salário, melhor residência, melhor escola, melhor sistema de saúde, melhor vida (o resultado final deste enredo é a favela, o abandono das ruas, a linha abaixo da pobreza).

Em sexto plano, as constantes exigências de melhoria de qualidade da produção nacional, voltadas somente para o produtor e, quase nunca, desferidas contra as plantas industriais, que anunciam medidas quase sempre inviáveis ao pequeno e ao médio rurícola, vêm desestimulando e inviabilizando dezenas de bons agropecuaristas que, todos os dias, fecham suas porteiras.

Em sétimo plano, a falta de uma assistência técnica eficiente, barata e democrática, além da propaganda maciça de bens e sistema de produção não condizentes com a realidade brasileira, levam à contramão genética e produtiva, que faz com que a média individual de produção de uma vaca nacional não passe dos pífios cinco litros por dia.

Em oitavo plano, a falta de infraestrutura viária, portuária e de armazenamento tem tornado o escoamento e a armazenagem da produção um verdadeiro caos, mesmo – e, ainda mais – com as enormes safras que têm sido colhidas no Brasil, levando à perda de mais de trinta por cento de todo o fruto das searas nacionais.

Em nono plano, a presença de um política internacional pífia, que se curva ante nações muito menos expressivas comercialmente que a nossa, engolindo atitudes que, em outras plagas levariam à guerra, à retaliação, ao embargo e que tornam nossa presença no comércio exterior digna de pena.

Em décimo plano, a falta de fiscalização do cumprimento das determinações legais por parte dos que por elas são atingidos, companheira inseparável da certeza de impunidade, que determina o descrédito com as normas constituídas e com a lisura da produção levada às gôndolas dos supermercados, o que diminui sobremaneira o consumo.

Em décimo primeiro plano, uma política cambial predatória que encarece os meios de produção e avilta o preço do produto, promovendo o falecimento de diversos projetos bem intencionados e viáveis e que concentra, nas mãos de poucos, grande parte das safras.

A conclusão a que chegamos, após apontarmos todos estes entraves ao bom andamento da produção agropecuária nacional é, infelizmente, a de que não há porque produzir, no Brasil, se, ao final de todo o ciclo, estaremos pagando para manter nossa atividade, trabalhando sempre endividados, desmotivados, desvalidos, abandonados, órfãos.

Se não houver uma reviravolta no foco governamental sobre a atividade agropecuária pátria, tratando os produtores com o respeito e a consideração que merecemos, teremos que importar até o ar que respiramos, mesmo sendo, o Brasil, o virtual celeiro do mundo.

 

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GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

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RODRIGO

DIVINÓPOLIS - MINAS GERAIS - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 24/12/2013

Santiago, Feliz natal e um prospero 2014 para você e a familia  FAZ. SESMARIA





Qual é seu email de contato?



Sempre bom trocar informações, estou pensando em retornar atividade leiteira rsrs isso é uma cachaça viu
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 15/12/2013

Prezados Amigos: A ALFA MILK - FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG aproveita o ensejo para desejar, a todos os participantes deste debate, um Feliz Natal e um Ano Novo branco como leite, onde possamos, todos, ter altas produções, excelentes rebanhos, menos exploração pelos Laticínios e grandes lucros na atividade (sonhar não custa nada - rsrsrs).

Um abraço,





GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

ALFA MILK

FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG

=HÁ OITO ANOS CONFINANDO QUALIDADE=

https://www.fazendasesmaria.com

GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 08/12/2013

Prezado Rodrigo: Obrigado por sua nova participação.

Esta manipulação do preço do leite sempre existiu no Brasil, muito por culpa das entidades governamentais que se preocupam muito mais em punir aos produtores do que fiscalizar a indústria e, também, pelo caráter de perecível que porta o leite, eis que não pode ser armazenado - como os grãos, por exemplo - nem mantido no úbere das vacas (tal como acontece com a pecuária de corte que pode, simplesmente, não matar o boi e mantê-lo no pasto).

Ou seja, ou entregamos, cotidianamente, o leite para o industrial, ou temos que jogá-lo fora.

Com isso, temos o único produto do mundo em que quem produz não coloca preço nele e, com isso, o valor que recebemos é um mistério até chegar às nossas contas bancárias, sempre com muito susto (rsrsrs).

Esta é, sem sombra de dúvidas, a maior razão para o abandonar a atividade que você cita: incerteza quanto ao futuro, se poder-se-á ou não pagar todas as contas no final do mês.

E, credite, não é por falta de planejamento, de ter sempre em mente o quanto se gasta, o quanto se produz e o quanto se obtém no final - muito mais por não se saber, ao certo, o que vão nos pagar.

Por tais situações e que lemos, todos os dias, nas excelentes páginas virtuais deste mesmo MILKPOINT, que a indústria tal teve lucro bilionário, que a indústria tal ampliou sua planta, que a indústria tal colocou em funcionamento mais uma fábrica, que a indústria tal lançou um novo produto...

Enquanto isso, nossas contas sempre no vermelho, nosso quadro sempre no desespero, nossa vida profissional sempre por um fio.

E os "sapos barbudos" sempre coaxando (rsrsrs).

Um abraço,  





GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

ALFA MILK

FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG

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RODRIGO

DIVINÓPOLIS - MINAS GERAIS - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 05/12/2013

Sr Guilherme, concodo com tudo que coloca aqui nesse site, concordo com cada palavra, acho que diz é maioria que pensa os produtores rurais de todo Brasil, mesmo os que não conseguem um espaço como esse pra se expressar.



Governo atual como os anteriores, nunca se importaram com os produtores rurais, não temos subsidios como países da Europa, Australia, America do Norte e tantos outros.



A mesa do brasileiro a comida é barata e farta, nas COSTAS DO PRODUTOR, justamente pra manter uma turma ai no poder.



O "Sapo Barbudo" ao inves de trabalhar pra subsidiar nossa agricultura ficava arrotando na TV para outros países abandonar os subsidios.

Como escutei e vi ele, chegando a dizer que se preocupava com agricultura na Africa, não se preocupava com agricultura no Brasil porque eramos competitivos,  isso com mais de 400 mil produtores de leite abandonando atividade na era do partido dele, é mole?

Cara isso é uma Juiz de Fora ou Uberlandia.



Esse governo atual tem mais agravantes de estimular que não produz, não era de esperar algo diferente de gente que nunca plantou um pé de mandioca na vida.



Pior ainda são a "turma dos laticionios", gente que nunca pisou em um curral ou teve gado roubado..... vir aqui dizer que nunca se pagou tão bem pelo preço do leite, quando todo mundo sabe que foi resultado da debandada dos produtores da atividade, faltou leite no mercado, Brasil tem um deficit e importa leite em pó dos vizinhos.



Ainda não acredito nesses números,  foram muitos produtores que retiravam por dia 1 mil, 2mil, 3mil......se retiraram da atividade e não vi nenhum retornando.



Alguns anos atrás quando abandonei atividade, houve uma "CPI" do leite, que na verdade foi pra politico aparecer, quando foi chamando o presidente da maior usina da America Latina(que todo mundo conhece pq empresa nasceu em Minas), foi indagado pelo preço baixo pago aos produtores, ele disse que o superavit era para montarem uma fabrica de biscoito, juro que até hoje mais de 10 anos não vi nenhum biscoito com nome da dita empresa ou com algo ligado rsrsrs
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/12/2013

Prezado Rodrigo: Obrigado por sua participação.

Calígula, em sua certa loucura, disse, com rara propriedade, que "cada povo tem o governo que merece".

Se nós, que estamos vendo todo o estado de coisas que tem se alojado no campo, vamos votar, de novo, na Dilma, é porque a merecemos e, mais ainda, merecemos passar por tudo o que nós sempre passamos.

As regras rígidas somente existem para nós, os produtores de leite.

Enquanto isso, a indústria nada de braçada, manda e desmanda no setor, altera o preço pago pelo nosso produto a seu bel prazer. Nunca temos conhecimento de que alguma delas foi penalizada por falta de condições no produto que comercializam.

Em contrapartida, todo mês nos chegam narrativas de desmando, com cobrança exagerada dos produtores (além de não pagarem pela qualidade ainda descontam os valores quando as "análises" vêm fora dos padrões - o que, estranhamente, só acontece na safra).  

Este é o quadro em que estamos alojados, sem falar naqueles que deveriam nos defender, mas, pelo contrário, nos prejudicam.

Um abraço,



GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

ALFA MILK

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RODRIGO

DIVINÓPOLIS - MINAS GERAIS - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 03/12/2013

Parabéns pelo que escreveu, triste realidade nacional



Povo brasileiro tem certa culpa, já cansei de ver produtor rural, empresario, comerciante, dentista.......enfim profissionais de A a Z,  que se tornam POLITICOS e esquecem um dia o que foram......



Não quero nem comentar sobre o chamado politico profissional, aquele que nunca fez nada na vida e se aposenta ainda como tal rsrs
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 30/11/2013

Prezado Maurício Carvalho de Oliveira: Obrigado por sua participação. Por certo somos, em alguma porcentagem, culpados por nossa condição pouco confortável dentro da sociedade, já que ela, na realidade, não nos conhece a fundo, como deveria. Permanecemos isolados do resto do povo, a tal ponto que - figura recorrente em nossos cotidianos - as crianças, muitas sequer terem visto um animal leiteiro e acharem (sem exagero) que o leite vem das caixinhas alojadas nas gôndolas dos supermercados, mesmo estando na era da informação cibernética e da globalização( rsrsrs).

Por certo, a "insegurança jurídica" de que você trata não está locada no sistema legal brasileiro, um dos melhores do mundo, mas, sim, em seus aplicadores.

Decisões judiciárias as mais desprovidas de lógica e de preparo social de seus autores têm chacinado a norma, a tal ponto que, o comum dos cidadãos, já não acredita ou não entende o papel da Justiça.

Mas, discordo de que este seja o maior problema do Brasil produtor, eis que vislumbro que este seria a ação da política sobre a manifestação volitiva do cidadão, uma política de interesses particulares e setorizados, que visa muito mais ao voto que à solução dos problemas.

Os casos das situações fundiária e  indígena são marcos indeléveis desta constatação. Pessoas que só visam à satisfação de determinadas castas votantes, têm assumido papeis desastrosos na condução dos rumos da agropecuária nacional, mais fascinados com os resultados das urnas que com o próprio cidadão a quem deveriam prestar contas.

Assim demarcam extensas terras aos povos indígenas (que já não utilizam nem as que antes possuíam, por falta de vontade ou de  conhecimento para tanto), limitam a produtividade por meio de estratagemas predadores, emperram o desenvolvimento com a burocracia exacerbada e colocam em setores extremamente técnicos personagens políticas, totalmente desprovidas de capacitação para o exercício das funções, como parece ser o caso recente da FUNAI., onde há centenas de demarcações onde, antes, não existia nenhum indígena (se é que há algum dentre os atuais indivíduos que, realmente, possa ser assim taxado, eis que, hoje, índio fala inglês, tem "internet" e anda de S-10, tão diferentemente dos tempos cabrálicos).

Quanto ao movimento sem terra e à reforma agrária, o Governo Federal, ainda uma vez mais voltado ao voto, tira a terra do real proprietário, que a tem improdutiva por anos de descaso dos governantes, que não lhe oferecem a mínima condição de produção para entregá-la a terceiro, que nunca foi trabalhador rural (maioria) e que vai ficar na mesma situação que o dono original da terra ou, pior ainda, dará ao novo as condições que nunca ofereceu àquele. Um contrassenso.

Dê condições ao real proprietário e não haverá necessidade de reforma agrária, posto que inexistirão terras improdutivas.

Um abraço,



GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

ALFA MILK

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GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 27/11/2013

Prezado Adir Fava: Obrigado por sua participação. Acho que, para descrever toda a incompetência governamental com o setor da pecuária leiteira seriam necessários mais de cem mandamentos (rsrsrs). Dez é muito pouco. E, ainda falam que nós, os produtores, estamos tendo lucro. Onde?

Um abraço,





GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

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ADIR FAVA

MURIAÉ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 27/11/2013

Excelente a sua abordagem. Me pareceu a descrição dos dez mandamentos da incompetencia governamental. Apenas um desses itens seria desastroso para o setor, mas multiplica-se por dez e ainda assim os produtores conseguem manter produzindo...

Até quando?

GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 12/11/2013

Prezado Daniel: Obrigado por sua participação. Deixar de produzir, num mundo tão faminto como o nosso, não pode ser solução para nada.

Há outros meios de pressão, como, por exemplo, doar a produção entre os mais carentes, como já vimos acontecer com o leite, em diversos países do mundo.

Devemos usar nossa força para melhorar o mundo, não para desperdiçar alimentos de boa qualidade.

Definitivamente, "derrubar um percentual das floradas de nossos cafezais" não será uma boa solução.

Um abraço,



GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

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DANIEL

TORRINHA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 11/11/2013

Alguém concorda que as cooperativas poderiam encabeçar um "protesto" que nos levasse a derrubar um percentual das floradas de nossos cafezais?

Sozinhos não somos ninguém, porém a força da união já provou ser eficiente!
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 11/11/2013

Prezado Olímpio Gomes Aguiar: Obrigado por sua participação. A rede social séria, como é o caso do Milk Point, é o esteio para a divulgação de experiências, ensinamentos e pesquisas. É uma grande pena que, mesmo assim, o acesso a ela seja, ainda, tão pequeno em relação ao universo de produtores e técnicos que existem.

Quando eu defendo o modelo de criação mais eficiente e profissional, quero que o produtor de leite do Brasil seja tão desenvolvido quanto os dos principais Países, deixe de pensar como um subdesenvolvido e passe a ver o futuro não com desânimo, mas, sim, com bons olhos.

Só assim, com produtividade, eficiência e tecnologia (não só lucro) é que poderemos alcançar o lugar de destaque que podemos galgar e nos transformarmos no maior polo leiteiro do mundo.

Mas, enquanto persistir a pequenez de pensamento, a adoção do mais fácil, do mais barato, estaremos, sempre, aonde estamos - no meio da tormenta da desesperança, da servidão e do descaso.

QUERO MUDAR ESTE QUADRO E ESPERO CONSEGUIR.

Um abraço,



GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

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DANIEL

TORRINHA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 11/11/2013

E se as cooperativas fizessem uma campanha para derrubarmos 50% da florada de nossos cafezais?

Alguém concorda que seria uma saída?
OLÍMPIO GOMES AGUIAR

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 11/11/2013

Parabéns Dr Guilherme, nós produtores rurais precisamos de verdadeiros representantes nas diversas instituições, sejam elas governamentais ou não, quando digo "verdadeiros" quero me referir a autênticos, competentes e comprometidos com os interesses da classe e não somente olhar para o próprio umbigo (interesse próprio) como vemos a maioria por aí. Tenho uma pequena esperança que através das redes sociais, sites como o do MilkPoint e outros, nossas vozes chegarão com mais força. Veja as manifestações de Julho deste ano. O caminho é a UNIÃO E O COOPERATIVISMO.

Continue defendendo todos nós e não somente o sistema de produção (confinamento) (rsrsrs).



Abraços.



Olímpio Aguiar
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 11/11/2013

Prezado Carlos Edgard Fonseca Terra: Obrigado por sua participação. Nos dia atuais, com as necessárias exceções que você cita, já é muito pedir que nossos governantes saibam ler, quanto mais que leiam páginas como esta, ou frequentem "sites" tão importantes como o Milk Point (rsrsrs).

Um abraço,



GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

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JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 11/11/2013

Prezada Idelma Lúcia de Carvalho: Obrigado por sua participação. Alguém tem que ter, como eu, a coragem de dizer o óbvio.

Espero que minhas palavras encontrem o necessário eco e possamos modificar os panoramas que nos desenham um futuro um tanto quanto negro.

Um abraço,





GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

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JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 11/11/2013

Prezado Ronaldo Nogueira de Medeiros: Obrigado por sua participação. Muito me entristece a situação do cafeicultor do Sul de Minas Gerais. Também já produzimos café, aqui na Fazenda Sesmaria, nos idos de 1970. Por causa de mão de obra e clima (geadas constantes) erradicamos todos os mais de cinco mil pés que mantínhamos.

Agora, parece a situação estar pior que naquela época, porque o vilão maior, desta feita, não é o clima, mas, sim, a política agrícola inexistente que assola este País, há, pelo menos, doze anos.

O Brasil já teve orgulho do Café, que figurava, até mesmo, na camisa da Seleção de Futebol. Hoje, os produtores, como você, estão sendo deixados às traças, atolados em dívidas, num barco à deriva e indo a pique, sem nenhum bote ou colete salva-vidas.

É lamentável.

Quanto aos vilões, o leite já foi apontado, diversas vezes, como o causador da inflação (veja só) ainda na época em que seu preço sequer remunerava os meios de produção.

Nós estamos bancando este País não só desde o "Plano Real", mas desde o engodo do Governo João Figueiredo, com aquela história do "Plante que o João garante".

Aliás, para ser mais preciso, sempre bancamos, pois não podemos nos esquecer da Política "Café com Leite" que vigorou por muitos anos.

Um abraço,





GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

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JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 10/11/2013

Prezado Lucas Antônio do Amaral Spadano Obrigado por sua participação. Fico feliz com seu retorno, ainda mais em um artigo meu.

Toda vez que há a circulação das ideias, o mundo fica um pouco melhor.

A atuação da Senadora Kátia Abreu tem sido a mesma da entidade que representa: nenhuma.

Apontem-me algum benefício concreto que a CNA - Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária fez por algum de nós, a não ser nos executar, aos milhares, para receber, na Justiça do Trabalho, os milhões de reais que são gerados pela contribuição compulsória, também conhecida como imposto sindical, mesmo quando não somos ligados a nenhuma entidade de classe ou não temos condições de arcar com estes ônus.

Por isso, os "negócios da China" não gerarão nenhuma benesse para nenhum de nós, os produtores, malgrado termos sustentado os convivas durante o oriental passeio.

Um abraço,





GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

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JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 10/11/2013

Prezado Marco Túlio Ferreira: Obrigado por sua participação. O populismo predatório, que é o que se pratica na América Latina, decepa toda a possibilidade de desenvolvimento humano, transforma em autômatos todos que a ele se cercam e faz da linha da pobreza seu maior esteio.

Em palavras outras, não há interesse em resolver a situação dos mais empobrecidos, mas, sim, em mantê-los encerrados nos currais eleitorais em que se encontram.

Com tudo isso, a evolução da pecuária leiteira do Brasil só acontece por força e abnegação de nós, os profissionais do setor, que evoluímos por nós mesmos, amamos nossos animais e temos o sangue branco (de leite), muito embora o Governo Federal sempre tente atrapalhar, com a estapafúrdia ideia de que, se o produtor ganhar o justo pelo leite que fornece, os pobres não terão acesso ao mesmo, esquecendo que os que menos auferem com a cadeia produtiva somos, justamente, os que produzimos.

Resta, portando, aos produtores de leite pátrios fazerem, por si sós, as suas partes, sem esperar nada de nossos governantes.

Um abraço,



GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

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CARLOS EDGAR FONSECA TERRA

VENDA NOVA DO IMIGRANTE - ESPÍRITO SANTO

EM 10/11/2013

Muito inteligente e claro tudo o que Vc nos passou , pena que os Governantes no geral , sejam tão incompetentes e covardes a ponto de nem ler isso.  Pra toda regra há exceção (apesar de muito pouca )  parabéns
MilkPoint AgriPoint